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As pestes

Temos hoje várias pestes em uma só…
uma biológica, perigosa e outras cujo
mecanismo de transmissão é o mesmo
do século XIV, a ignorância.


O mundo já passou por vários surtos epidêmicos e, a proporção com que aconteceram, também resultou em impactos profundos na humanidade após esta crises.

A peste negra, difundida por ratos e suas pulgas contaminadas pelo Yersinia pestis, foi uma epidemia medieval que aconteceu nos idos de 1300 resultou em extermínio em massa da população. Estima-se em até 200 milhões de mortes.

Durante muito tempo, a Peste foi perpetuada pela limitação intelectual da época. Daniel Defoe, famoso por Robinson Crusoé, produziu um livro chamado “Um diário do ano da peste”, escrito em 1722, nos conta que os ingleses mastigavam fumo ou amarravam noz-moscada no pescoço além de acreditar que aquele surto seria um castigo de Deus. O livro ainda destaca narrativas dos aproveitadores, daqueles que tem interesses escusos por trás da realidade.

Logo em seguida, a transmissão do rato (por meio da pulga), esta virose passava a ser transmitida pessoa para pessoas através de secreções respiratórias. Sua solução portanto, exigia ações coordenadas, não adiantava eu resolver meu problema se o vizinho não mantivesse condições adequadas em uma fase da história sem educação, luz, agua abundante e muito menos saneantes comprados no mercado.

O que estamos vendo agora é a mesmo quadro, um doença que cursa tal qual uma gripe mas que vitima por volume de pessoas contaminadas. A solução não seria diferente… cooperação, o que seria também fácil passados dois mil anos do nascimento de Cristo.

Acontece que nós retornamos muitos anos, décadas e talvez séculos de uns tempos para agora. Com isso, surgiram admiradores de ratos e suas pulgas contaminadas e até mesmo defensores de fantasias e condutas preconizadas por psicopatas poderosos tal qual 1722.

Aqui é preciso separar a subjetividade política da realidade científica. É bem possível que muitos estejam utilizando a situação para uso político? A resposta é óbvia. Confirmando ou negando esta hipótese, qualquer uma das respostas não possui qualquer impacto sobre o problema real, basta entrar no site de qualquer empresa de comunicação mundial para avaliarmos a dimensão exata do problema.

Colocar uma enfermeira italiana chorando pode ser útil politicamente mas também precisamos prestar atenção no conteúdo da fala. Ela pode está sendo usada para interesses terceiros, mas mantém os interesses primários de descrever o fenômeno vocalizado.

Não há soluções simples. Na verdade, estamos muito próximo a termos que escolher entre mantermos nosso distanciamento social radical ou alguma flexibilização com fins a manter a atividade econômica. Como sempre, precisaremos aliar parcimônia e velocidade.

Em tempos passados, tínhamos líderes de espectros ideológicos diversos, mas com inteligência suficiente para agir. Neste momento, nosso líder maior é alguém mais preocupado com a próxima eleição do que com o boletim epidemiológico da COVID19.

Em epidemias, a ação concatenada institucional é fundamental e naturalmente surgem líderes que eventualmente não estavam no status quo. E a sensibilidade do líder preocupado com a solução do problema seria potencializar os mais aptos… mas o que nosso líder fez? Inicialmente negou o problema… e quando o problema se mostrou inegável, simplificou…quando ele tomou proporções maiores, derrubou o líder e seus discípulos.

Não há nenhuma chance de não passarmos por esta guerra. A questão é se todos vamos estar ao final de tudo isso, quem de nós ou dos nossos pode tombar nesta guerra? E as vítimas serão pela gravidade da doença ou porque um jovem que tinha uma forma benigna da doença que, ao negá-la, repassou-a com alguma conduta irresponsável?

Temos várias pestes em uma só… uma biológica, perigosa e outras cujo mecanismo de transmissão é o mesmo do século XIV, a ignorância. Naqueles tempo as luzes do conhecimento se materializaram na racionalidade, na Ciência e no Renascimento.

Fique em casa, lave as mãos porque todos precisamos seguir para ver o que vem pela frente.

Escolas mais solidárias pós pandemia

As escolas só serão locais de profusão de solidariedade se fizerem de seus espaços locais onde se alimenta sonhos. Há muito as escolas deixaram de ser o local onde se vive sonhos.


Em outro texto publicado neste site, acenei como sendo uma das possibilidades a aflorar nesse novo mundo pós pandemia – mas que acima de tudo deve ser construído – a ideia de imaginarmos escolas solidárias. Efetivamente, não se trata de criar um modelo, pois é impossível fazer a solidariedade, a cooperação e o cuidado se assentarem numa proposta. A solidariedade só pode ser experimentada.

Como poderão ser ou se organizar as escolas quando chegar ao fim a pandemia?

Parafraseando a professora Tatiana Lebedeff, que em artigo publicado diz que “quando as aulas voltarem, eu não quero que tenha aula”, surge a ideia de que as escolas que nascerão devem subverter seus próprios passos. Não receber os alunos eu seu formato habitual é o primeiro sinal dessa transformação. Recebe-los de outra maneira é o começo do novo.

Ora, como podem ser erigidas escolas solidárias? Elas só se farão na experimentação, na acolhida a estudantes que ainda não sabemos em que condições chegarão. A solidariedade dentro das escolas será experimentada na atenção àqueles que chegam mais vulneráveis. Uma vulnerabilidade com feições emocionais, econômicas, sociais, e também de aprendizagem. Mas há também de se atentar para os rostos ausentes, aqueles que não comparecerem.

Há muito tempo se fala que os estados emocionais e as condições socioeconômicas são fatores que interferem na aprendizagem. Novamente, a aprendizagem se constituirá no grande desafio que as escolas devem enfrentar.



“O aluno que recebe afeto do professor também passa a conhecer mais as suas emoções e aprende a conviver com indivíduos de pensamentos diferentes sem se preocuparem se são ou não amados. O amor do professor basta-lhe. O aluno vê no professor amado um herói, ele sabe que pode contar-lhe seus mais íntimos segredos, confiar-lhe seu brinquedo mais querido e falar de si sem temer ficar de castigo ou coisa parecida.”  (Rosângela  Trajano)



Desafio porque o mundo passa por um momento crítico e precisa se reinventar (mesmo que uns não queiram); e também porque essa reinvenção não se dará longe das escolas. É necessário então, compreender que a aprendizagem é o centro da ação pedagógica, sem negar aquilo que interfere, e sem abrir mão de mecanismos que possam funcionar como uma ponte.

Quando falamos em escolas solidárias estamos também nos referindo a aprendizagem solidária.

Devemos pensar em propostas pedagógicas que permitam que escolas e estudantes criem uma rede de cooperação capaz de não deixar ninguém para trás quando tratar-se de aprender e de construir caminhos. Devemos cerrar a lógica da competitividade que prenuncia, favorece e justifica os “bons”, e não se atenta aqueles que por condições diversas não atingem as expectativas. Precisamos pensar em ações que estimulem a cooperação entre estudantes e que produza uma aprendizagem atenta ao mundo e aos seus desafios.

Se a lógica solidária é caminhar no sentido de acolher, incluir e cooperar, as escolas precisam pensar em saídas cujo proposito não prescinda dessas pessoas singulares, mas que também foquem em ações coletivas. As escolas podem criar metas ou propostas de aprendizagem e de avaliação da aprendizagem que tenham uma função ou conotação coletiva. Metas de aprendizagem e de avaliação da aprendizagem focada em turmas ou grupos.

As escolas só serão locais de profusão de solidariedade se fizerem de seus espaços, locais onde se alimenta sonhos. Há muito as escolas deixaram de ser o local onde se vive sonhos.

É comum encontrar estudantes no ensino fundamental e nos primeiros anos do ensino médio que não se identificam com nenhuma causa, engajamento cultural, propósito de vida, profissão, ou mesmo nutre o desejo de ir a faculdade. No máximo se sonha ou se nutre a ideia de uma ida a faculdade quando se está concluindo o ensino médio. As escolas como locais de sonhos é mais que isso. É ir eticamente promovendo experiências e conectando os alunos aos seus interesses e desejos.

Sabemos que boa parte das escolas Brasil afora são pequenos prédios, sem muita estrutura, sobrevivendo com poucos recursos. Todavia, é necessário ampliar o tamanho da escola. Isso não significa dizer que a lógica seja construir espaços maiores. Uma saída para ampliar a escola é desenvolvermos ações que possibilitem aos estudantes conhecer e viver experiências nos mais variados espaços de produção do conhecimento. Podem ser experiências em questões que denotam desafios coletivos como é o caso das questões ambientais, econômicas e de saúde; questões jurídicas ou políticas; de esportes e da arte; da literatura e da ciência.

Se não há mal nenhum sonhar em um novo modo de fazer educação, as escolas, o poder público, as famílias e a sociedade, poderiam construir uma grande rede de cooperação e de experimentação de novas formas de aprendizagem. Uma educação que não se limite geograficamente e estaticamente a um lugar. Ampliaríamos ainda mais as escolas se conseguíssemos criar programas de intercâmbio entre alunos de bairros distintos, cidades ou estados diferentes. Uma escola viva, solidária, que se faz pelo movimento, pelo contato com outras realidades, e pela troca de experiências.




“É necessário cultivar na criança os laços duradouros de afeto por tudo o que a cerca. Aprender a cuidar e conservar as suas coisas, a respeitar os seus amigos, a cuidar de si mesmo, e a cuidar do ambiente em que vive. A todo instante nossas crianças são convidadas a trocar de super heróis, a trocar de roupas, a trocar de brinquedos e de animais”. (Rosangela Trajano)

Pensar a Política, conectados com a pandemia

É necessário superar a política como “a arte do possível” (Bismarck) para pensarmos a política como uma atitude de compromisso ético, que as pessoas possam estabelecer entre si.


Hoje queremos falar sobre a importância política para o convívio da espécie humana do nosso lugar de fala, o lugar da Filosofia. Enfatizamos que se trata de pensar a política como a possibilidade de estabelecer laços sociais e não de vinculação estrita às agremiações partidárias.

Tomamos três falas separadas no tempo, mas que produzem, segundo nossa compreensão, aproximações sobre a ideia e a importância da política – Aristóteles, Hannah Arendt e Pepe Mujica.

Para Aristóteles, filósofo grego, o indivíduo não se basta, precisa estar relacionado com um conjunto de indivíduos. E adverte: “Aquele que for incapaz de viver em sociedade, ou que não tiver necessidade disso por ser autosuficiente, será como uma besta ou um deus, não uma parte do Estado”. Isso leva à compreensão de que a espécie humana traz em sua condição a dimensão política, sendo a cidade uma comunidade política.

O que há de comum entre os indivíduos é o ser político, o envolver-se com as tarefas da cidade, da comunidade política. Isso difere da interpretação polarizada de militâncias partidárias que buscam exercer o poder e a governabilidade da cidade. O que não é um mal, apenas destacamos que a ideia da política é mais do que o exercício da governabilidade, de uma representação partidária.

Hannah Arendt, pensadora política alemã, na esteira de Aristóteles, mas já no século XX, discute a forma do fazer político e o sentido da política. Destaca que a condição humana de emancipação se realiza quando as necessidades básicas estiverem resolvidas. É o momento da mundanidade, quando o sujeito entra na esfera pública, para participar da vida política.

Sem a política, a sobrevivência da espécie humana estaria ameaçada. Seu destaque é que a política ocorre entre os humanos, como uma experiência de liberdade. Ela atribui à ação o papel articulador da pluralidade dos homens, da convivência entre os diferentes. “Todos os aspectos da condição humana têm alguma relação com a política; mas esta pluralidade é especificamente a condição de toda vida política”.

Pepe Mujica, político uruguaio deste século, não sabemos se leitor desses ou de outros filósofos, manifesta um entendimento sobre a política, afirmando que ela interessa à espécie humana, por permitir uma conjugação de esforços no sentido de viabilizar a vida em comum.

Mujica emite seu pensamento em frases como: “Não podemos ser fanáticos. Temos que ter a ousadia política de inovar. Devemos ter a honra intelectual de reformular o caminho”. Tais compreensões permitem uma visão alargada do conceito de política, além de uma única determinação da atividade política, como gerenciamento de conflitos ou como gestão da economia.




Mujica afirma: “sou torcedor das cidades pequenas. As megalópoles engolem tudo”. Veja mais:



E Mujica continua: “O homem é o único animal que tropeça várias vezes na mesma pedra e sabe que tropeça”. Isso trata da racionalidade e da emoção, categorias que ele identifica no seguinte dizer: “Precisamos ter tempo para cultivar os afetos”.

Novos interrogantes permitem que façamos uma nova leitura e construamos um novo discurso, como sujeitos políticos que somos, diante das demandas da sociedade atual, em todos os seus desdobramentos políticos, que incidem em questões éticas.

Em tempos de crise, no quadro dessa experiência da Pandemia, em que o cenário dos conflitos se estabelece de uma forma imperativa, onde aparecem racionalidades que se interpelam e se agridem com argumentos pouco convincentes, julgamos oportuno trazer à cena contribuições sobre o nosso “ser político”, como elemento imprescindível para o entendimento das diferenças de perspectiva, acerca da moralidade pública.

Atingida por discursos passionais, advindos de uma estreiteza moral, a esfera pública se ressente de clareza acerca de políticas públicas, no governo da comunidade política. É necessário superar a política como “a arte do possível” (Bismarck) para pensarmos a política como uma atitude de compromisso ético, que as pessoas possam estabelecer entre si. Esse resgate valorativo pode retirar véus conciliadores, próprios de práticas subservientes e utilitaristas.



“A política é a grande estrada para a mudança, não a mídia, o judiciário ou o mercado. A política deve ser feita tanto na inteligência do mercado como na inteligência do bem social, a justiça é o ordenamento de função constitucional, somente isso, e comete grandes atrocidades quando criminaliza projetos claramente benéficos ao povo. Quem não é capaz a isso, não é capaz a política”. (Cristina Schnorr)

Ensinamentos do coronavírus

De agora, até a próxima eleição, teremos oportunidade de identificar pessoas comprometidas com a manutenção e produção da vida, onde tecnologia e políticas públicas estejam a serviço do bem estar de todos; alimentação, moradia e saúde tenham prioridade em relação ao acúmulo material e financeiro da produtividade.

Estado forte? Políticas públicas?  Sistema de saúde público? Sistema público de acesso a moradia? Os grupos políticos que administram o nosso país, seja em nível federal, estadual ou municipal, apesar das diferenças entre si, defendiam que o importante é ter polícia, armas e militares no comando do poder.

Ocorre que, de repente, surge um ser imaterial que ameaça, indistintamente a vida, então o estado e seus gestores passam serem responsabilizados.  Nós, brasileiros e brasileiras, precisamos aprender com os impactos deste vírus, visto que a produtividade e as armas não são garantias para assegurar nossa vida.




Em outro artigo, já abordei que “o vírus é um inimigo imaterial, que exige aumento dos cuidados com a principal ferramenta que nos foi disponibilizada que é o nosso próprio corpo, bem como dos cuidados com os outros, visto que o aumento da contaminação social aumenta o risco de morte de pessoas próximas que temos o dever de proteger”.



Um dos primeiros ensinamentos gira em torno do tema da economia. Desde a idade antiga, quando o ser humano começou a cuidar da própria sobrevivência, a busca por segurança material, associada com a garantia do básico para sobrevir, incluindo a alimentação e a moradia, se apresentaram como componentes centrais para a economia.

O desenvolvimento da tecnologia, das últimas décadas possibilitou a produção de uma quantidade enorme, com centenas de milhares de toneladas de alimentos e unidades habitacionais excedentes, que poderiam atender, além das necessidades da totalidade de pessoas existentes no planeta terra.

Este excesso de produção industrial e de produtividade individual, subordinada pela dimensão egoísta, do individualismo extremado, já estava colocando em riscos saúde e a sobrevivência individualizada e agora coloca em risco a sobrevivência da vida humana no planeta terra.




“A prevalente suposição de que o sistema econômico poderia atingir um ´ótimo´ sempre ignorou a união entre os sistemas econômicos e bióticos, além de desdenhar a existência de limites naturais. Nos modelos econômicos convencionais, os fatores que devem ser maximizados são utilidades individuais e não as necessidades de um sistema biótico”. (Marcus Eduardo de Oliveira)




Em nome da suposta liberdade individual, o “livre mercado” passou a instrumentalizar e sugar ao máximo todos os recursos naturais disponibilizados pela grande ser vivo que conhecemos como planeta terra. A produção de alimentos, tão necessária para assegurar a sobrevivência humana, deixou de ser orientada pelo seu princípio essencial que é de manter o ser humano saudável e passou a ser orientada pelo acúmulo material e pelo lucro. As tecnologias de produção de moradias, com possibilidade de produção de habitações seguras para todas as pessoas é inviabilizada pela ganância do mercado imobiliário.

O Covid 19 se apresenta como uma possibilidade para esclarecer a falsa e superficial polêmica criada pelos defensores da produtividade. Durante décadas fomos levados a crer que o sistema econômico do “livre mercado” era a melhor ou única alternativa para organizar a vida em sociedade.

Em 2020, estamos diante de uma oportunidade revolucionária de redirecionamento, no modo de organizar o uso da tecnologia e da produção, neste grande sistema vivo, interligado e interdependente que conhecemos como planeta terra.

De agora, até a próxima eleição, teremos oportunidade de identificar pessoas comprometidas com a manutenção e produção da vida, na qual a tecnologia e as políticas públicas estejam a serviço do bem estar de todos, na qual a alimentação, a moradia e saúde tenham prioridade em relação ao acúmulo material e financeiro da produtividade.

Filosofia e meio ambiente

As temáticas apresentadas para a filosofia procuram caracterizar o objeto do conhecimento que é o pensamento crítico e reflexivo. Para tanto, remetem sempre ao que é filosofar?, aos grandes temas abordados pelos filósofos ao longo da história da humanidade , qual é o papel da lógica e da ética. A filosofia, ou o filosofar, devem ajudar a problematizar o nosso cotidiano, em busca de respostas mais elaboradas e mais consistentes e conscientes.

Seguem 08 reflexões que foram selecionadas como subsídios para o trabalho de professores e professoras que atuam com Filosofia nas séries finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio.


RESÍDUOS: DA NATUREZA E DE NOSSA MENTE

“A afirmação: “o lixo é nosso e é um problema social” parece dizer tudo, em todos os sentidos. Quanto ao lixo material, já descobrimos destinos como a reciclagem e o reaproveitamento, na medida em que ele pode gerar algum dinheiro”. (AUTOR: Nei Alberto Pies)

Acesse o texto clicando aqui.

Sugestões de uma prática pedagógica

Questões que fazem pensar:

  1. Água, solo e alimentos saudáveis são a tríade sagrada que está na base da sobrevivência humana e planetária. Por quê?
  2. “O lixo é nosso e é um problema social”. Por quê?
  3.  O meio ambiente precisa mais de nossas respostas do que de nossas perguntas. Por quê?
  4. Qual é o conceito de sustentabilidade que defende o escritor e teólogo Leonardo Boff em vídeo, publicado no texto?



COMUNIDADE DE DESTINO SUSTENTÁVEL?

“Caso se aprofunde a interação entre vida socioeconômica e mundo natural, perceber-se-á que é do fino ajuste da relação Homem-Terra-Economia que se subscreve a tarefa final que espreita o ser humano, realizar-se para uma vida plena. Essa é a questão definitiva”. (AUTOR: Marcus Eduardo de Oliveira)

Acesse o texto clicando aqui.



CRESCIMENTO ECONÔMICO E CUSTOS AMBIENTAIS

“Vem daí uma primeira pergunta básica: como sustentar (no sentido direto de manter o equilíbrio, a resistência) um constante crescimento (verdadeiro oximoro, registre-se) da produção econômica que ocorre “dentro” de um sistema complexo, a Terra, que, além de ser dotada de recursos limitados, jamais irá aumentar de tamanho?”/ Filme: A história das coisas. (AUTOR: Marcus Eduardo de Oliveira)

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COMO ADAPTAR VIDA AO QUE O MEIO AMBIENTE PODE OFERECER?

“Sem mais, para o pleno sucesso dessa ação, me posiciono ao lado daqueles que ousam acreditar que a comunidade humana, antes de mais nada, carece de assimilar com muita responsabilidade o que disse John Sawhill (1936-2000), ex-presidente da The Nature Conservancy: “No final, nossa sociedade será definida não somente pelo que criamos, mas pelo que nos recusamos a destruir. A escolha é nossa”. (AUTOR Marcus Eduardo de Oliveira)

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COMO PENSAR O NOSSO LIXO?

“Precisamos apostar na reciclagem, para isso primeiro devemos mudar nossa percepção sobre o lixo nos livrando daquela velha mentalidade que o associava ao inútil. Ele é fonte de riqueza, muitas pessoas poderão tirar o sustento para suas famílias, em um trabalho ecologicamente correto”. (AUTOR Ésio Francisco Salvetti)

Acesse o texto clicando aqui.

Sugestões de uma prática pedagógica

Questões que fazem pensar/ Interpretação do texto:

  1. O que é este nosso sistema de produção das coisas e utensílios? Quais suas caraterísticas?
  2. Assista o vídeo “A história das coisas”, que tem em torno de 23 minutos. Faça uma análise deste vídeo (de 10 a 15 linhas)
  3. Assista o vídeo Repensar, Reduzir, Reutilizar, Reciclar. O que fala este vídeo? Qual é a mensagem?
  4. Como a palavra lixo foi adquirindo diferentes interpretações no decorrer da história?
  5. Você sabe como é feita a destinação do lixo em sua cidade? Faça uma breve pesquisa e descreva.




A VIDA DE TODOS OS SERES

“Será mesmo que devemos seguir em frente, sem indignação, sem culpa e sem vergonha por tratar os animais como se fossem objetos e não como seres sencientes e “sujeitos de uma vida” e, portanto, portadores de direito à liberdade, saúde e vida? Será mesmo? Eduque-se e eduque seus filhos e seus discípulos espirituais, dizendo não ao especismo e sim à fraternidade universal, para que o princípio do amor incondicional seja real”. (AUTOR Gilmar Zampieri)

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Sugestões de uma prática pedagógica

Questões que fazem pensar:

  1. Ler o texto e marcar ou anotar as ideias mais relevantes
  2. Discutir, em círculo:
  3. Por que o ser humano ainda se considera tão superior aos demais animais?
  4. Os outros animais podem ser tratados como coisa, como objeto para o nosso interesse e prazer. Os animais têm apenas valor instrumental, isto é, só tem valor para nós e não em si mesmos. Será?
  5. O que é especismo? Ele é valido para a nossa convivência harmônica com a natureza?
  6. Como vivermos uma fraternidade universal?



SÓ RECICLAR BASTA PARA SALVAR O PLANETA?

“Ouvimos dizer em toda parte, por exemplo, que a reciclagem é a solução para o lixo que se acumula em todo o planeta, além de poupar os recursos naturais. Isso está parcialmente correto. Porém não se trata da solução, mas de parte dela, e talvez de uma parte bem pequena. Pois não nos damos conta de que a reciclagem também consome energia e gera resíduos, muitas vezes tóxicos, além de não ser praticável de forma eficiente com alguns materiais”. (AUTOR Sergio Sardi).

Acesse o texto clicando aqui.



EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PEDAGOGIA DO AMOR

“Começamos a nos educar quando passamos e exercitar a admiração pela beleza da vida, não como turistas, mas como nativos que dividem o seu território, o seu ambiente exterior e interior com os demais seres que o habitam. Quando, então, amar e respeitar se tornam ações compartilhadas. E hábitos são transformados a partir de um contínuo trabalho interior”. (AUTOR Sérgio Sardi).

Acesse o texto clicando aqui.

Sugestões de uma atividade pedagógica

Questões que fazem pensar: ler o texto e fazer uma discussão coletiva, orientado por algumas questões:

  1. “Uma ética do cuidado de si e do ambiente se completa com uma ética do cuidado do outro”. O que entendemos disso?
  2. “Começamos a nos educar quando passamos e exercitar a admiração pela beleza da vida, não como turistas, mas como nativos que dividem o seu território, o seu ambiente exterior e interior com os demais seres que o habitam. Quando, então, amar e respeitar se tornam ações compartilhadas. E hábitos são transformados a partir de um contínuo trabalho interior”.
  3. “Quem ama, cuida. Não porque necessita cuidar, mas porque deseja, porque se percebe conectado e reconhece em sua própria existência e na existência de cada ser vivo uma obra de arte inigualável. Quem ama, admira”.
  4. Qual é a mensagem da imagem que ilustra a publicação? O que entendemos dela?

Que mundo virá com o fim da pandemia?

Que mundo virá?
Difícil dizer!
Mas que mundo é possível,
podemos imaginar.


Nesses dias de incerteza e de receio diante de um inimigo invisível, as pessoas tem se perguntado acerca de que mundo virá após a pandemia do corona vírus. Certamente, fazer uma projeção acerca desse desejado mundo novo, não parece ser uma ação cabível a nós, sobreviventes acuados e bombardeados por uma tensão entre a solidariedade e o respeito a vida, e do outro, os valores do capital. Que mundo virá? Difícil dizer! Mas que mundo é possível?

Merleau-Ponty – filósofo francês – diz num dos seus momentos de reflexão que é pelo corpo que sentimos o mundo. “O corpo é meu ponto de vista sobre o mundo”. Temos hoje muitos pontos de vistas sobre o mundo: tensos; em dores de morte; fragilizados; mas também inquietos aguardando e pensando sobre esse novo que virá.

Esse novo (mundo) que virá, virá também sendo feito por uma nova perspectiva de educação. Já parece ser consenso que não podemos prescindir desta, e muito menos da ciência e da pesquisa cientifica.

Certamente, devemos voltar para as escolas munidos da sensibilidade e do interesse em acolher crianças, adolescentes e jovens, que pelo isolamento social, carecem de refazer suas relações e suas perspectivas após experimentarem problemas que vão dos efeitos do desemprego aos traumas da doença e das mortes.




Gostaria que as escolas refletissem com as crianças o que significou essa experiência para elas, para as famílias. Que falem sobre resiliência, enfrentamento de frustrações, sobre solidariedade. Temos que levar alguma lição do que estamos vivendo, temos que fortalecer nossas relações como famílias e como sociedade. (Tatiana Lebedeff)




Por que é necessário pensar a educação antecipadamente? Ora, por todo o país a maioria das escolas são pequenos prédios fechados, com pouca estrutura, sobrevivendo com poucos recursos, com professores exaustos em virtude da pandemia, e desmotivados em razão dos problemas de aprendizagem, violência e indisciplina.

Essas escolas vão receber seus estudantes que vem de casas caiadas, pequenas, lotadas, com e sem TV, e também sem ter o que comer. Sem conforto, internet ou Netflix. Mas o que aí é supérfluo?

Como as escolas poderão projetar-se como fundamentais numa sociedade onde se descredencia o conhecimento cientifico e se supervaloriza o capital? Mas não só isso. Essa mesma sociedade emite um discurso rasteiro onde a morte de muitos é justificável. Qual o antidoto a isso?

Uma saída é certamente o cultivo de uma cultura de cuidado e solidariedade, gestada nos mais variados espaços e como projeto dentro das escolas. Mas como produzir escolas solidárias para além da lógica competitiva que ainda orienta os sistemas de ensino, para além da evasão, e dos mecanismos de negação e exclusão?

Não podemos prescindir dessa tentativa, visto que somos uma humanidade conectada e além dos problemas que já enfrentávamos, somos agora herdeiros também das dores da China, da Itália, da Espanha e do Irã. Eventos que parecem atestar que o nosso modelo de desenvolvimento e organização social não se sustenta.

Uma outra questão deve entrar no rol de discussão nas escolas: o espaço, o papel e os impactos das novas tecnologias e do mundo digital na vida das pessoas. É difícil qualquer previsão nessa direção. Mas será necessário compreender os impactos do mundo digital na vida das pessoas e como a escola vai se alinhar com esse universo.

Resta, por fim, relacionar como a escola pode ser um espaço de humanização, através do conhecimento crítico e reflexivo. O conhecimento gerado na escola, pelos conteúdos das disciplinas e ou pela socialização, pode ser importante alicerce para nos tornarmos seres humanos melhores e mais habilitados a entender o mundo e as coisas que nele se passam.




“Desnecessário dizer, às claras, que o desafio que temos pela frente é enorme. Difícil contestar, do ponto de vista lógico, que precisamos agir com brevidade, uma vez que somos constantemente convocados ao entendimento de que as coisas seguem, e a nossa história, para o bem maior da humanidade e de necessários tempos de paz, não tem fim. Sigamos cooperando. Temos o dever de continuar nossa evolução moral”. (Marcus Eduardo de Oliveira)




Formação de professores: função de um Sindicato?

Eventos e processos formativos mais
dialógicos ou os que desafiem a reflexão
e a escrita sobre as práticas docentes parecem
estar no horizonte das necessidades
contemporâneas da educação no
atual momento histórico.


Um Sindicato de Professores deve pensar, além de sua natureza específica de organização para a defesa, manutenção e conquista dos direitos, estratégias de formação para os docentes. A responsabilidade pela formação dos professores (continuada, em serviço) é das redes municipais e estaduais de ensino. Os professores devem valorizar esta formação e envolver-se da melhor forma possível, pois é imprescindível para a nossa atuação profissional.

As propostas e estratégias formativas de um sindicato de professores estão colocadas na perspectiva cidadã, do protagonismo dos professores e professoras, dos temas da atualidade, das relações e conflitos cotidianos na escola, dos interesses dos professores como cultura, saúde, arte, política, espiritualidade e relações sociais.

“Ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho”.

O professor, assim como os demais profissionais, precisa atualizar-se permanentemente como ser humano em construção e em sua atuação profissional/pedagógica.

Nesta perspectiva, é importante entender que os professores/as já trazem uma bagagem específica de conhecimento (por sua formação acadêmica) e de trajetória de vida, mas podem juntos constituir aprendizagens significativas e específicas, gerando identidades próprias e específicas do “ser docente”. “Ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho. Nos educamos juntos, mediados pelo mundo”, como já disse o educador brasileiro Paulo Freire.

Eventos mais dialógicos ou os que desafiem a reflexão e a escrita sobre as práticas docentes parecem estar no horizonte das necessidades contemporâneas da educação no atual momento histórico.

O papel do Sindicato de professores é promover e propor iniciativas que promovam mudanças nas concepções de formação que são oferecidas pelas redes de ensino, como também aquelas oferecidas por universidades ou organizações sociais que atuam na formação docente.

O Sindicato, por sua natureza de representação e organização, é um laboratório de permanente formação de professores e professoras. No Sindicato se ensina e se aprende muito, através dos desafios permanentes de comunicação, organização e mobilização pelas demandas profissionais específicas do magistério. As habilidades e as competências que estão sendo gestadas e testadas no cotidiano da atividade sindical também são parte da formação docente de uma rede municipal de ensino.




O CMP Sindicato (Sindicato dos Professores Municipais de Passo Fundo) oferece diferentes modalidades de formação: Projeto Vivências Docentes, Projeto Saberes em Ciranda, Reuniões periódicas em escolas, Pré-congressos e Congresso Anual dos Professores Municipais, dentre outros.



Formação para sistematização de práticas educativas

Sistematizar as práticas educativas, pensar sobre as intervenções cotidianas de uma sala de aula à luz das teorias e dos pensadores é parte de um desafio mais ousado de formação de professores e professoras.

Embora já bastante estudadas, a sistematização e a escrita das práticas pedagógicas ainda não foram internalizadas entre a gente como estratégia de mudança e ressignificação do “fazer docente”. Parece estar ainda restrita ao fazer pedagógico que embasa as experiências educativas sociais e populares. Ou a estudos do “pessoal da pedagogia”.

Em matéria da Revista Nova Escola, podemos reconhecer a importância de observar, registrar e refletir as práticas docentes e a parceria entre gestores escolares e professores. “Quando há parceria com colegas e gestores, o processo formativo se amplia, mas Tamara crê que o ato de escrever já contribui para seu aperfeiçoamento. “O registro faz com que o momento não fique para trás e o aprendizado se consolide.” A escuta sensível e o olhar para o que as crianças dizem e pensam têm sido o caminho para melhorar sua prática e se fortalecer como professora”. Leia mais aqui.

Afirmamos, por fim, a importância da formação na vida pessoal e profissional dos docentes. Cremos, sobretudo, que são necessárias mudanças de posturas e de práticas, para melhorarmos a qualidade de nossa intervenção pedagógica, conectada com o mundo e com as necessidades dos estudantes.

Não acreditamos que projetos externos, muitas vezes oferecidos como receitas por universidades, por si só, promovam as mudanças didáticas e pedagógicas que precisamos implantar em nossas escolas, em tempos em que o uso das diferentes tecnologias e redes sociais molda o universo das nossas relações sociais e de aprendizagem. Estas iniciativas devem estar acompanhadas do protagonismo, reflexão e sistematização das práticas dos professores envolvidos.

Os professores são protagonistas da educação, mas, na medida em que não escrevem, discutem e promovem suas práticas educativas, dão margem para outros profissionais que, fora da educação ou das salas de aulas, dizem o que precisamos fazer na escola.  Podemos, e devemos, ousar mais!

Conhecendo conceitos e valores religiosos

A intenção e objetivo desta publicação é disponibilizar um roteiro de publicações que podem ajudar no planejamento das aulas de professores e professoras. Assim que acessarem o material, a ideia é que trabalhem as temáticas com seus alunos a partir de memórias/sínteses dos textos ou questões elaboradas pelos próprios professores, nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

Algumas das temáticas, com respectivos links das publicações, já seguem com “Sugestões para uma prática pedagógica”.

Seguem 29 reflexões que foram selecionadas como subsídios para o trabalho de professores e professoras que atuam com Ensino Religioso nas séries finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Bom trabalho!


CONCEITOS DE HUMANIDADE E DE RELIGIÃO

“Mais do que em outros tempos, é preciso pensar que o ser humano não está pronto, é projeto em construção permanente, se faz ao tomar parte na construção da história. No entanto a história, ainda que pessoal, não acontece fora da coletividade, da sociabilidade que precisa ser retomada e alimentada para que todas as ações construam cidadania e testemunhem esperança na humanidade, contrariando toda lógica individualista, egocêntrica e desnuda de amor fraterno”. (AUTOR Marciano Pereira)

Sugestões para uma prática pedagógica
Elaborar um questionário para ser respondido por estudantes, contemplando 3 elementos abordados pelo autor:
a) Qual é a concepção de humanidade?
b) Qual é a concepção de Deus?
c) O que a filosofia africana, apresentada no vídeo “Ubuntu” pode nos ensinar em tempos de pandemia do novo Coronavírus no mundo?

CORONAVIRUS: CUIDADO, CORAGEM E ESPERANÇA

Também estamos em uma travessia com o Coronavírus. Temos muitas preocupações, dúvidas, medos e incertezas. São sentimentos próprios destas situações. Contudo, não percamos a esperança, a vontade de ajudar, a coragem de coletivamente superar esta travessia. Deus está conosco. Sintamo-nos instrumentos do seu agir nestes tempos difíceis que exigem coragem e esperança”. (AUTOR: Ari Antônio dos Reis)

SIGNIFICADO DE IRA

Se não fosse por vingança ou por reação instintiva ao medo, a ira não seria pecado. Sim, pois existe a ira santa e esta não pode ser pecado, visto que é santa. A ira santa é uma pulsão instintiva, instalada, naturalmente, no corpo e na alma, que salvaguarda os bens morais e espirituais da sua violação e reage quando da violação. Nesse aspecto, a iracúndia é uma espécie de “cão de guarda” que nos protege da banalização do mal. A bíblia é prova de que a ira tem um lado bom, um lado do bem, quando até Deus perde a paciência”. (AUTOR: Gilmar Zampieri)

Sugestões para uma prática pedagógica
O texto permite fazer relações interessantes sobre o problema do pecado e de como libertar ou salvar o pecador.

FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM

Como já escreveu Frei Betto, “todos nós cristãos somos discípulos de um preso: Jesus de Nazaré. Ele chegou a afirmar sua identificação com os encarcerados: “Estive preso e me visitastes” (Mateus 25, 36). Puna-se o crime, salve-se o criminoso. Caso contrário, a indiferença, o ódio, a sede de vingança farão nascer em nós o assassino em potencial. O resto será apenas uma questão de oportunidades”. (AUTOR: Nei Alberto Pies)

Sugestões para uma prática pedagógica
O texto permite fazer relações interessantes sobre o problema do pecado e de como libertar ou salvar o pecador.
Questões para serem respondidas pelos estudantes:
a) Qual os conceitos de religião e espiritualidade que aparecem no texto principal e nos textos indicados na publicação?
b) O professor de teologia Antonio Carlos Barro explica algumas implicâncias da expressão “fazei o bem sem olhar a quem”. Quais são estas implicâncias?
c) Por que não nos compete julgar a história das pessoas na hora de ajuda-las ou praticar caridade?

A IMPORTÂNCIA DA FÉ (ASPECTO ANTROPOLÓGICO E RELIGIOSO)

A fé não nasce da dúvida e nem a dúvida nasce da fé, mas ambas são filhas da mesma mãe: o mundo da vida. A vida se equilibra, saudavelmente, entre fé e dúvida.  Quando a fé aumenta diminui a dúvida e quando a dúvida aumenta, diminui a fé. Ou será que quanto mais a fé aumenta, mais a dúvida também aumenta e quanto mais a dúvida aumenta, a fé também aumenta? Fica a dúvida! (AUTOR: Gilmar Zampieri)

Sugestões para uma prática pedagógica
O texto aborda os sentidos antropológicos e religiosos da fé. Interessante para fazer leitura prévia e discutir, em sala de aula, ouvindo a opinião de todos os estudantes.

QUAIS AS FERRAMENTAS DAS RELIGIÕES?

“As religiões nos oferecem ferramentas profundas e poderosas para esse encontro, todas elas. As orações, os cânticos e mantras, jejuns, mudras, propósitos empoderadores, acreditem, usados com profundidade e sinceridade, vão te levar à algum lugar. (AUTOR Nelson Ribeiro).

Sugestões para uma prática pedagógica
Propor debate sobre as principais ferramentas que as religiões apresentam para a evolução e a espiritualidade de cada um. Depois, solicitar pesquisa para que cada estudante pesquise qual é a ferramenta que a sua religião orienta para se chegar a Deus.

POR QUE A DEFESA DOS POBRES?

“Só a compaixão se reveste de libertação. A compaixão não é sofrer pelos outros, mas sofrer com eles. O sofrer com os outros permite colocarmo-nos no seu lugar. Ver a partir dos seus pontos de vista e das suas realidades. É também deixar-se transformar, permitindo que os nossos mais nobres sentimentos se traduzam em ações concretas a favor dos pobres, fracos e marginalizados”. (AUTOR: Nei Alberto Pies)

Sugestões para uma prática pedagógica
Questões para debate:
a) Há diferença entre sofrimento e sacrifício? (Conceitos)
b) Onde fica o protagonismo daquele que sofre?
c) Como ter compaixão e agir de tal forma que o pobre, fraco, marginalizado receba o conforto de se sentir sujeito e protagonista da própria libertação?

CONCEITOS DE FÉ, RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

“Todos deveriam reconhecer diferenças entre fé, religião e espiritualidade. Fé sempre é uma questão pessoal, uma forma e uma relação íntima de cada um com o Transcendente. Religião é a experiência coletiva da vivência da fé (não por acaso, nas religiões os seguidores se chamam de irmãos ou irmãs). Já espiritualidade, remete a uma dimensão sempre maior, que pode e deve ser pensada na perspectiva das aulas de ensino religioso. Espiritualidade é Cuidado: consigo mesmo, com os outros, com a natureza e com o Transcendente”. (AUTOR: Nei Alberto Pies).

EXPERIÊNCIA DE PRÁTICA (VISITA) A UM TEMPLO BUDISTA

“O budismo não é uma religião proselitista, os praticantes não saem por aí falando para converter as outras pessoas. A pessoa que tem conexão com o budismo, vai procurar, ler, estudar, ouvir palestra, se depois disso chegar a conclusão que vai ser bom para a sua vida, ela segue”. (AUTORA: Gloria Fauth, seguidora budismo)

Sugestões para uma prática pedagógica
Discutir com a turma uma possibilidade de visitar templos religiosos na sua cidade ou em cidades próximas. A publicação relata a experiência de alunos do oitavo e nono anos, que fizeram uma excursão de um dia para conhecer o Templo Budista em 3 Coroas, no RS.

NÃO VIVEMOS SOZINHOS E DEPENDEMOS UNS DOS OUTROS

“Solidariedade e compaixão são valores e atitudes que nos unem para a superação dos sofrimentos comuns à nossa condição humana. A libertação e superação dos sofrimentos humanos requerem que a gente seja capaz de colocar-se no lugar do outro, lá onde o outro está. Para fluir compreensão e entendimento, precisamos ser capazes de escutar”. (AUTOR: Nei Alberto Pies).

Sugestões para uma prática pedagógica
a) Conviver intensamente e desinteressadamente com os outros é a melhor forma de buscar felicidade. Como disse Chaplin, “não preciso me drogar para ser um gênio; não preciso ser um gênio para ser humano, mas preciso do seu sorriso para ser feliz”. A partir do texto e desta citação, elaborar uma redação com temática “Por que não somos felizes sozinhos”?
b) Fazer pesquisa sobre o Conceito de Alteridade. O que é? O que tem de relevante para as relações sociais?

COMO CONSTRUIR SENTIDO DE VIDA?

“A religião e a filosofia são duas doutrinas de salvação exatamente por elaborarem, sistematicamente, aquilo que seria o essencial numa ordem hierárquica de valores, não só para viver, mas bem viver”. (AUTOR Gilmar Zampieri)

Sugestões para uma prática pedagógica
a) Relacionar problemas que a religião, quando vivida na radicalidade, já causou  de situações e conflitos na história da humanidade.
b) Quais são as 4 teorias sobre o Sentido de vida apresentadas no vídeo relacionado dentro desta publicação. Com qual deles você mais se identifica?

O QUE É VERDADEIRA FELICIDADE?

“Consumimos antidepressivos, livros sobre meditação, treinamentos e vivências, porque sentimos quase uma obrigação de sermos felizes. Acho que como um comportamento social generalizado, isso acaba sendo um pouco egoísta. Cada um pensando só na sua realização”. (AUTOR: Tatiana François Motta).

Sugestões para uma prática pedagógica
Fazer pesquisa, complementando os conhecimentos do texto, sobre pesquisas da Neurociência e felicidade.

SIGNIFICADO DO PERDÃO

“O verdadeiro perdão significa sermos capazes de reconsiderar tudo aquilo que nos atingiu negativamente; que advém dos outros e também de nós mesmos. Como perdoamos aos outros, também temos de nos perdoar. Só conseguimos perdoar a pessoa: não é possível perdoar o mal que ela fez. Perdoar as maldades dos outros seria como concordar com elas. O perdão é necessário muito mais para quem sofreu o mal do que para quem o praticou. Perdoar é uma necessidade para manter o espírito da gente em ordem e em paz”. (AUTOR Nei Alberto Pies)

Sugestões para uma prática pedagógica
Esta publicação é interessante para estudar, pesquisar e relacionar o papel do Transcendente (que os cristãos chamam de Deus) com o Projeto Criador e a visão do Transcendente presente nas diferentes Tradições Religiosas.

CONCEITOS DE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

Na religião, a crença é indispensável, pois religiosos acreditam em um Deus que ninguém pode ver, ou seja, ninguém tem a certeza de sua existência e nem pode dizer que tem, já que até mesmo dentro do próprio coração, há uma dúvida. Porém, se alguém pudesse nos dar uma resposta clara para tudo ou se Deus aparecesse para nós, não haveria fé e a religião poderia passar a ser uma ciência racional, pois tudo estaria provado e claro para todos. (AUTORA Ana Beatriz Perez de Souza, estudante)

Sugestões para uma prática pedagógica

Esta publicação é resultado de uma redação construída por uma turma de nono ano, a partir de discussões feitas em sala de aula sobre crenças e não crenças e a necessidade de respeitar todas as formas de crer. A autora é uma estudante de nono ano.
A partir da leitura deste texto, os estudantes poderiam produzir redação com o tema “Minhas crenças e minhas certezas”.

VIOLÊNCIA É DOS HOMENS; NÃO É DE DEUS

“Em outras palavras, a violência em nós é uma possibilidade de ser, uma escolha, e não uma condição natural ou uma condição ontológica. Religiosa e teologicamente, a violência é o mal a ser evitado e superado em nome de Deus, pois Deus é o antimal por excelência. Entender Deus como antimal e, por consequência, o não violento, é o que nos cabe pensar”. (AUTOR: Gilmar Zampieri)

Sugestões para uma prática pedagógica
Esta publicação abre possibilidades de discussão e conhecimentos sobre as metodologias da não-violência ativa e a vida de Mahatma Gandhi e Martin Luther King. Permite também discutir sobre o papel da agressividade do ser humano para tirar da natureza o seu sustento, por mais que se pense cuidador e ecológico, a natureza lhe serve. Permite também abordar a temática do fanatismo de grupos minoritários de algumas religiões que fazem a guerra em nome da fé.

PODERES DA FÉ E DA ORAÇÃO.

“Sou um homem de fé, cristão, educado na doutrina Católica Apostólica Romana. Tenho conhecimentos de várias e muitas tradições religiosas e também de filosofias como ateísmo e agnosticismo porque sou professor de Ensino Religioso em escolas públicas. Estes conhecimentos nunca abalaram a minha fé, mas, antes, pelo contrário, confirmaram ainda mais minhas crenças. Nunca acreditei cegamente em milagres, mas sempre achei que poderiam existir entre a gente, a partir da fé de cada pessoa”. (AUTOR Nei Alberto Pies)

SABER OUVIR

“Ouvindo o outro você escuta o que ele disse, ao invés de escutar o que quer ouvir. Você aprende, você entende. Você discute. Tão demonizadas em períodos de bipolaridades políticas e religiosas, as discussões têm um papel fundamental na construção de novos saberes. Na construção de ideias coletivas, na construção de um mundo mais humanamente habitável e socialmente justo”. (AUTORA: Ingra Costa e Silva).

Sugestões para uma prática pedagógica
A partir da leitura desta publicação, estudantes respondem roteiro de questões;
a) O que é saber ouvir?
b) Quais são as condições para uma boa escutatória?
c) A humanidade, nas diferentes Tradições religiosas, ouviu atentamente ao Transcendente?
d) Como as diferentes tradições religiosas interpretaram a verdade que foi revelada pelo Transcendente?

AGIMOS POR ÉTICA OU ETIQUETA?

“A diferença está entre os que pregam a ética e os que pregam a etiqueta como formas de colaborar com a sobrevida do planeta, entre quem se dispõe a promover mudanças na organização econômica e social e entre aqueles que buscam compensar o planeta com “atitudes politicamente corretas”. (AUTOR: Nei Alberto Pies).

COMER COMO ATO DE ESPIRITUALIDADE.

“Tudo está conectado, diz o Papa Francisco. E esse é um caso de conexão profunda. Dizer que pobre não tem e não se importa com hábitos alimentares, com boa alimentação, com confraternização, com comensalidade, mas só quer comer, como sinônimo de nutrição, é reduzir uma pessoa a uma árvore”. (AUTOR: Nei Alberto Pies)

ESPIRITUALIDADE E ALIMENTAÇÃO

“Talvez seja oportuno acrescentar à ideia da comensalidade que, em si mesma já porta uma dimensão espiritual, a ideia de que alimentar-se sob um horizonte espiritual do bem significará, no mínimo, prestar atenção para três atitudes básicas espirituais: a gratidão, o perdão e a solidariedade”. (AUTOR Gilmar Zampieri)

Sugestões para uma prática pedagógica
Esta publicação é interessante para aprofundar conhecimentos relacionados à saúde, bulimia, anorexia, produção e distribuição de alimentos, ecologia, agroindústria, vegetarianos e veganos. Resgata também a Comensalidade, o ato de comermos juntos como um ato humano ético e espiritual. Não basta comer e comer sem vítimas, é bom comer com o outro, festejar, banquetear, conversar, reunir e pacificar os espíritos ao redor da mesa.

CONCEITOS DE AMOR E “CARPE DIEM”

“Nosso amor tem a dimensão do nosso tempo e o tempo adquire o valor do nosso amor: quando o amor cresce e se exerce, o tempo ganha em importância; quando, ao invés, não se ama ou até se odeia, perde-se o tempo. Não importa o que se faça, se for sem amor, será tempo perdido”. (AUTOR Pe. Gerson Schmidt)

CONCEITOS DE FÉ, RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

“Antes de pensarmos na fé como fé em Deus, é fundamental pensar a fé na dimensão puramente humana. Fé humana ou antropológica é o que move o filho a se jogar do terceiro andar do prédio, em meio à fumaça que lhe impossibilita ver, mas ouve a voz do pai que lhe diz: “joga-se meu filho, eu sei que tu não me vês, mas eu te vejo”. E o filho se joga. Pascal dizia que é “a fé é um salto no escuro”. Nada mais apropriado. Sem fé, a vida seria impossível”. (AUTOR Gilmar Zampieri)

Sugestões para uma prática pedagógica
Esta publicação é bastante rica para conhecimento dos conceitos de fé, religião e espiritualidade. Os estudantes poderão aprofundar estas questões, a partir de roteiro.
a) O autor do texto afirma que “eu tenho fé numa religião que fomenta a espiritualidade da justiça, paz e ecologia. E você, que tipo de fé tem?
b) Como é possível fé sem religião? Assistir vídeo “Os sem religião e a espiritualidade não religiosa” e fazer resumo.
c) Vídeo “Retratos de Fé” apresenta a múltipla pertença religiosa, que consiste na prática simultânea de diferentes religiões. Explique o que entendeu.
d) O que o pastor evangélico André Kivitz entende por religião e espiritualidade (em texto com link desta publicação)?

COMO NOS TORNAMOS HUMANOS?

“Nosso maior palco é a vida e nela somos eternos aprendizes. Nosso maior desafio é a humanização, através do conhecimento. O conhecimento nos torna melhor seres humanos. A escola e a vida são oportunidades de aprendizagem, socialização e construção de conhecimentos. Humanizar é um dos maiores desafios da atualidade”. (AUTOR: Nei Alberto Pies)

RELAÇÃO SER HUMANO E DEMAIS ANIMAIS

“A questão é a relação dos humanos para com os animais que muito precisamente pode ser qualificada de prática nazista de holocausto em campos de concentração. Há um holocausto diário em ação e as vítimas são os mais inofensivos e inocentes possíveis, os animais. Os animais são de Deus, a bestialidade é dos homens (Platão). (AUTOR Gilmar Zampieri)

DIREITOS E FRAGILIDADE HUMANAS

“Ainda esperamos encontrar o humano: em sua fragilidade. Sim, ali está o humano, na fragilidade, nos limites da fragilidade. É ali que todas as nossas mais profundas crenças se chocam com a singular realidade. E, deste modo, renovam-se como sentido. Pensar assim é pensar que a dignidade não é dada e nem é mérito de privilegiados”. (AUTOR Paulo César Carbonari).

SOMOS FOGUEIRINHAS

“Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo”. (Conto de Eduardo Galeano)

ENSINO RELIGIOSO PARA ESPIRITUALIDADE

“O Ensino Religioso ministrado nas escolas públicas não é mais catequese, não é aula de religião e muito menos lugar para rezar e orar. O Ensino Religioso é a oportunidade de conhecimento das diferentes religiões com o intuito de respeitar e reconhecer as diferentes crenças e práticas religiosas que coexistem na sociedade. O objetivo é o diálogo interreligioso como pressuposto para construção de relações de respeito, reverência e paz, solidariedade e paz no mundo”. (AUTOR Nei Alberto Pies)

Sugestões para uma prática pedagógic
Esta publicação ajuda na discussão da importância do Ensino Religioso como uma área de conhecimento, com toda comunidade escolar.

O QUE É SER DO BEM?

Somos, por natureza humana, pouco bons e pouco maus. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno, estamos em busca do necessário equilíbrio. As religiões sabem disso, por isso sua insistência em nos ajudar a equilibrar os pensamentos e as ações cotidianas”. (AUTOR Nei Alberto Pies)

VISITAS DE CONHECIMENTOS E VIAGENS DE ESTUDOS

Ao longo destes últimos quinze anos trabalhando com a disciplina do Ensino Religioso, especialista em Metodologia de Ensino Religioso, conheci pessoas, vivi experiências de trocas de conhecimentos, visitei templos religiosos e dialoguei muito sobre o universo religioso. Assumo que sei pouco, quase nada, sobre as tradições religiosas”. (AUTOR professor Nei Alberto Pies)

Sugestões para uma prática pedagógica
A partir de roteiro de questões, alunos aprofundam conhecimento e fazem trabalho avaliativo.
a) Resuma as aprendizagens do professor de Ensino Religioso, ao longo dos seus 15 anos de experiência de sala de aula?
b) Por que é tão difícil afirmar que sabemos muito das religiões, apesar de nosso esforço em conhecê-las e estuda-las?
c) Qual é o principal objetivo das visitas de conhecimento, conforme texto linkado na publicação?
d) Qual é o objetivo de uma viagem de Conhecimentos a um templo budista, relatada em texto com link na matéria principal?

Conhecendo tradições religiosas

A intenção e objetivo desta publicação é disponibilizar um roteiro de publicações que podem ajudar no planejamento das aulas de professores e professoras. Assim que acessarem o material, a ideia é que trabalhem as temáticas com seus alunos a partir de memórias/sínteses dos textos ou questões elaboradas pelos próprios professores, nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

Algumas das temáticas, com respectivos links das publicações, já seguem com “Sugestões para uma prática pedagógica”.

Seguem 13 reflexões que foram selecionadas como subsídios para o trabalho de professores e professoras que atuam com Ensino Religioso nas séries finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Bom trabalho!


RESUMO DOS VALORES CRISTÃOS

O cristão vive segundo o Espírito Santo de Jesus. O “espírito da coisa”, isto é, o espírito de Jesus, é o que foi dito nos seis primeiros itens, e os que seguem, desse decálogo. Não há nada de exotérico e nada de fuga do mundo na espiritualidade de Jesus e dos cristãos. A oração, o recolhimento, a distância do cotidiano, a separação dos afazeres da labuta diária para um momento de oração, é o que alimenta e dá energia para o fogo da espiritualidade cristã”. (AUTOR Gilmar Zampieri)

Sugestões para uma prática pedagógica
Relacionar os 10 valores cristãos que o autor destacou a partir da vida de Jesus Cristo. Dividir a turma em grupos para a escolha destes valores, com a intenção de aprofundarem os mesmos através de uma pesquisa que será apresentada nas aulas seguintes.

TERREIROS E SUA FUNÇÃO NAS PRÁTICAS DE TRADIÇÃO AFRICANA

“Terreiros fazem parte das periferias de todas as cidades brasileiras, sejam de umbanda, de candomblé ou de nação. Com ritualísticas diferenciadas, mas unidas pelas raízes africanas, a simplicidade ainda é item quase que obrigatório nos templos destas religiões. Mesmo com estruturas por vezes grandiosas, a essência ainda é a da benzedeira que tem um galho de erva e o coração cheio de amor”. (AUTORA Ingra Costa dos Santos)

Sugestões para uma prática pedagógica
Interessante para refletir porque os terreiros geralmente estão localizadas nas periferias das cidades. A sociedade, modo geral, também considera esta tradição religiosa como periférica (à margem da sociedade)?

INTOLERÂNCIA COM CRENÇAS DE RAIZ AFRICANA

“Com mais de 65 mil terreiros o Rio Grande do Sul é o Estado onde mais se registra o crescimento destas religiões e apesar de não haver dados concretos sobre Passo Fundo, a estimativa é que existam mais de 200 templos na cidade. Apesar do grande número de adeptos, nos últimos meses a cidade registrou três casos de intolerância religiosa, sendo dois deles em escolas da rede municipal de ensino”. (AUTORA: Ingra Costa e Silva).

Sugestões para uma prática pedagógica
Interessante para refletir porque os terreiros geralmente estão localizadas nas periferias das cidades. A sociedade, modo geral, também considera esta tradição religiosa como periférica (à margem da sociedade)?

COMO ENTENDER REALIDADE E TER COMPAIXÃO COM IMIGRANTES

“Essa é parte da história da minha família. Acredito que seja parecida com a de muitas outras famílias brasileiras. As histórias se repetem: fome, pobreza, perseguição política ou religiosa, medo, violência, ou alguma razão semelhante faz com que as pessoas abandonem sua casa, seu país, suas raízes e parte de sua família para viver em outro lugar”. (AUTOR Tatiana François Motta)

Sugestões para uma prática pedagógica
Verificar, na turma, se há estudantes com desejo de fazer intercâmbios, ou mesmo morar em outros países. Depois desta informação, a partir da leitura do texto, promover debate sobre a imigração, a partir de algumas questões.
a) Como vocês se viriam num lugar novo, no país dos outros, construindo lá seu projeto de vida?
b) Como imaginam que será a acolhida daquele povo, daquela nação, a um estrangeiro?
c) Como nós, brasileiros e brasileiras, acolhemos quem busca o nosso país como um lugar para viver melhor?
d) Se o mundo é de todos, porque ainda há tantos empecilhos para a migração?

CULTURA E RELIGIÃO DOS JUDEUS NO NORTE DO RS

Nei Alberto Pies: Qual é a relação dos judeus de Passo Fundo com o Estado de Israel? Berel: Todos os judeus do mundo inteiro tem uma ligação forte com Israel, pois é sua Pátria-Mãe. A Torá (Livro Sagrado dos Judeus) menciona muitas vezes Israel, assim como a capital Jerusalém, sua ligação direta para com o povo judeu, seja àquele que vive em Israel ou todos os demais espalhados mundo a fora através da diáspora (dispersão do povo judeu pelo mundo).

Sugestões para uma prática pedagógica
Fazer uma pesquisa na internet sobre a cultura do povo judeu, suas crenças, suas influências no mundo e o Estado de Israel, referência política e religiosa para os judeus de todo mundo.

ESPIRITISMO E SEUS PRINCÍPIOS

Nei Alberto Pies: Como se define o espiritismo? Paulo Eberhardt: A Doutrina Espírita é de natureza tríplice, pois abrange princípios filosóficos (é uma “filosofia espiritualista”), científicos e religiosos ou morais. Daí Allan Kardec afirmar: O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática consiste nas relações que se podem estabelecer entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que decorrem de tais relações.

Sugestões para uma prática pedagógica
Esta publicação é uma entrevista com o Coordenador de uma casa espírita. A partir da entrevista, aprofundar os conhecimentos do espiritismo em forma de pesquisa na internet.

DIVALDO FRANCO – REFERÊNCIA ATUAL DO ESPIRITISMO

“Divaldo foi muito próximo de Chico Xavier, tanto que na maioria de suas palestras ele faz referência ao amigo, sempre contando algum fato da vida do médium. E como há tantas especulações sobre comunicações atribuídas a Chico, lhe perguntei se o amigo teria lhe dado alguma comunicação”. (AUTORA: Márcia Machado)

DEFENDER FÉ CRISTÃ, MAS AMANDO A TODOS

Nei Alberto Pies: Nas aulas de Ensino Religioso das escolas públicas, promovemos o paradigma inter-religioso, oportunizando aos alunos e alunas o conhecimento das diferentes religiões com o propósito de que possam respeitá-las. O que o senhor acha disso? Fernando Lyra: Acho fundamental todo e qualquer desenvolvimento do respeito. Na doutrina cristã, o ser humano foi criado a imagem e semelhança de Deus, por isso, qualquer pessoa deve ser respeitada como um semelhante, independentemente qual seja sua crença religiosa. Se necessário, posso até defender com toda convicção a fé cristã diante de outras religiões, mas é meu dever amar as pessoas, independente do que pensam.

Sugestões para uma prática pedagógica
A partir desta entrevista com um pastor de uma igreja evangélica, debater ou solicitar respostas, em forma de um trabalho de avaliação, com os alunos, perguntando:a) O que é amar? Por que amar o diferente? b) Que lugar ocupa o diferente dentro de minha proposta de amor?c) Por que Jesus manda seus seguidores amar os inimigos?d) Não podemos ser relativistas, nem fundamentalistas. Sem deixar de amar, como fazer o outro perceber que seus valores não servem e que não posso dar o direito de um agir a partir dos conceitos que tem?

RAZÕES PARA ENTENDER UM ATEÍSTA

“Sou ateu convicto e praticante. Tenho motivos racionais para, feita a depuração, ter conseguido superar lenda cultural-histórica-milenar criada pelo homo sapiens objetivando aliená-lo materialmente, espiritualmente e socialmente. Sou ateu por ser adulto, militante social e, sobretudo, historiador”. (Setembrino Dal Bosco).

Sugestões para uma prática pedagógica
Esta publicação permite o conhecimento das razões para o ateísmo, pois resulta de um depoimento pessoal de um ateu. Os estudantes poderiam entrevistar uma pessoa que se declara ateu ou atéia para entender razões de sua posição. O ateísmo e a agnosticismo precisam ser considerados para as aulas do Ensino Religioso.

CULTURA E COSMOVISÃO AFRICANA.

“Como uma parte do meu eu pode estar bem se a outra não está? Semelhante à filosofia sul-africana do Ubuntu, o nosso Nri Vamosá moçambicano também vai muito além das palavras. Enquanto o mundo se debruça em um conceito de natureza humana baseado na livre escolha pessoal e no individualismo, a experiência de unidade do Ubuntu ou do Nri Vamosá se baseia na ideia da comunidade, onde cada um depende do outro para ser pessoa. (AUTORA: Victória Holzbach).

A AFRICA COMO ELA É

Victória destaca que o trabalho cotidiano de cada moçambicano é regado pelo sonho e pela crença de um país melhor. A esperança é o grande ânimo deste povo, num contexto de mudanças rápidas, cheio de inovações e estranhezas de uma África cheia de novidades e diferenças.

DESMISTIFICANDO A AFRICA

“Precisamos lembrar que a África é um continente imenso, com 54 países e, assim como o continente americano ou o europeu, possui uma vasta variedade de tradições, idiomas, culturas, climas, vegetações, povos e realidades. Temos que concordar que falar de qualquer coisa em relação a África neste tom reducionista é como resumir a América pelos Estados Unidos”. (AUTORA Victória Holzbach)

VISITA DE CONHECIMENTOS: FORMA DE CONHECER AS TRADIÇÕES RELIGIOSAS

“O objetivo da atividade é complementar e ampliar os conhecimentos das tradições religiosas já estudadas em sala de aula, conhecendo os lugares e as referências físicas (templos ou prédios com funções religiosas). O conhecimento mais rico das diferentes religiões nem sempre está disponível e compreensível em livros, vídeos ou na internet”. (AUTOR Nei Alberto Pies).

Sugestões para uma prática pedagógica
Ler o texto e discutir a importância das visitas de conhecimento para entender as religiões. Após, Levantar, junto aos estudantes, os templos religiosos de sua cidade. Se possível, organizar uma visita dirigida a estes templos, com combinações prévias com seus responsáveis. Nesta visita, conhecerão o local e receberão breves informações e conhecimentos.

O coronavírus e a verdadeira guerra

O mundo está sendo impactado por um ser imaterial
que obriga as instituições do estado a repensar as
políticas de austeridade fiscal, para implementar
políticas sociais de renda básica universal e de
altos investimentos públicos para os
cuidados com a saúde de todos.


O discurso, o comportamento, e as ações para combater o corona vírus, um ser imaterial que está ameaçando a humanidade, escondem a verdadeira guerra entre o pensamento individualista/ultra liberal e o pensamento coletivo/social/ sistêmico.

A modernidade antropocêntrica, iniciada com o declínio da pensamento medieval, estava vivendo até o início de 2020, o ápice do individualismo liberal.

Os defensores de instituições estatais, garantidoras de políticas públicas e sociais não tinham voz, nem vez. As políticas liberais, defensoras do estado mínimo, da austeridade fiscal, do estado mínimo e do individualismo, estavam aumentando, sem nenhuma contraposição.

O coronavírus se apresenta, também, como uma possibilidade para evoluirmos, superando o pensamento antropocêntrico que posicionou o ser humano como se fosse o centro, com a falsa compreensão de si mesmo, do planeta terra e do universo.

Esta compreensão equivocada legitimou a instrumentalização egoísta dos outros seres vivos e do planeta terra, usado como um objeto para ser explorado em suas potencialidades materiais. O individualismo, exaltando a competição, que separava as pessoas que com mérito, pela capacidade de especulação financeira, de produtividade, de lucro, de ostentação material e de consumo, separando e excluindo as pessoas sem méritos, por serem improdutivas e não merecedoras de atenção, está sofrendo um ataque momentâneo.



“O crescimento da economia, ao aumentar de forma considerável a oferta de bens e serviços, pode até nos tornar mais ricos, aliás, disso ninguém duvida, mas está longe de ser a condição que nos tornará melhores. Com algum esforço, muitos afirmam que nos tornaremos melhores, de fato, caso consigamos construir uma comunidade de destino sustentável para todos”. (Marcus Eduardo de Oliveira)



A guerra de 2020 está mostrando que os exércitos preparados com armas nucleares, dotadas de inteligência artificial, altamente capacitadas para eliminar os inimigos destrutivos, são totalmente inúteis e ridículas.

O vírus é um inimigo imaterial, que exige aumento dos cuidados com a principal ferramenta que nos foi disponibilizada que é o nosso próprio corpo, bem como dos cuidados com os outros, visto que o aumento da contaminação social aumenta o risco de morte de pessoas próximas que temos o dever de proteger.

A competição, que legitimava a atenção para a produtividade e para o lucro está sendo voltada para a cooperação e para o cuidado coletivo e universal.

O mundo está sendo impactado por um ser imaterial que obriga as instituições do estado a repensar as políticas de austeridade fiscal, para implementar políticas sociais de renda básica universal e de altos investimentos públicos para os cuidados com a saúde de todos.

A humanidade está vivendo uma oportunidade de mudança em direção ao aperfeiçoamento, diminuindo a ganância e aumentando a cooperação.

A distância física, entre pessoas que deveriam estar afetivamente próximas e vinculadas, imposta como regra básica para não ser atingido mortalmente pelo inimigo, possibilita a evolução na percepção da importância do encontro e do afeto. 

A guerra contra o coronavírus é uma oportunidade para percebermos que a verdadeira guerra é entre o pensamento individualista, egoísta, do estado mínimo e o pensamento social que defende a coletividade, a vida acima do lucro, que as instituições públicas devem cuidar das pessoas, que a todos esteja assegurando o básico para viveremos com dignidade.



“O valor da ciência não deve ser questionado, mas para fortalecer nosso cotidiano, nos ajudar a levantar da cama com esperança de algo melhor, para sermos melhores com o próximo, para levantar a cada queda e para superar crises de depressão, precisamos de algo além da razão… precisamos de fé. A fé não pode ser racionalizada, tem de ser experenciada. Temos que acreditar que vai dar certo, mesmo que não entendamos o processo ou direção.  (Eliane Taines Bodah)

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