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Conhecendo Islamismo pelos testemunhos de um religioso

Radwan Mohamad Jehani,
nascido em Trípoli, Líbia, em 1960,
é uma referência importante na difusão
dos conhecimentos e das práticas
do islamismo no Brasil.


Atualmente, mora em Passo Fundo, RS, onde, quando pode, a convite dos professores e professoras, recebe estudantes na única mesquita da cidade, como também vai à escolas para falar e esclarecer dúvidas dos mesmos sobre a cultura e a religião muçulmana.

Radwan já exerceu o ofício de professor, tendo Licenciatura da letra árabe e estudos alcoranicos da faculdade de Educação da Universidade de Trípoli, em 1984. Também já trabalhou como Corregedor do Jornal bilíngue Makka, de São Bernardo do Campo e do Jornal A Liga. É também representante do Centro de Divulgação do Islam na América Latina, em Passo Fundo, desde 1997.

Coordenador do abate islâmico na Frangosul, por 14 anos. Presidente, por 5 mandatos, da Sociedade Beneficiente Muçulmana de Passo Fundo, a mesma que mantém e organiza a Mesquita. Também é diretor regional do ILAEI (Instituto Latino Americano de Estudos Islâmicos) desde 2013. Representa o Islamismo no CONER (Conselho do Ensino Religioso) em Passo Fundo.

Mora no Brasil desde o ano de 1989 e em Passo Fundo, RS, desde 1997. Brasileiro, casado. Constituiu família aqui, sendo pai de um filho (que foi um abençoado estudante meu no Ensino Médio).

Conheçamos Radwan Mohamad Jehani, por ele mesmo e por seus testemunhos da prática islâmica.

SITE NEIPIES: Irmão Radwan, descreva-nos, de forma breve, como iniciaste a sua caminhada na difusão dos conhecimentos do Islamismo?

RADWAN: Desde ano 1985 fui contratado pela Secretaria do Ensino do Tripoli para Ensino Religioso do Alcorão nas escolas da rede do sul de Tripoli e fiquei até outubro do ano 1987. No ano 1988, já estava no Brasil, fui contratado pelo Centro de Divulgação do Islam para America Latina – CDIAL de São Bernardo do Campo SP para ensinar o Alcorão e os princípios para muçulmanos brasileiros em alguns cidade do grande ABC paulista e revistar a redação da parte árabe do jornal Makka .

No ano 1994, fui contratado pela Liga Cultural Arabe Brasileira – LICAB de Guarulhos –SP para revisar a parte árabe do jornal árabe português A LIGA e promover curso de idioma árabe que a LICAB oferecia particularmente à população daquela cidade.

No ano 1997, o CDIAL me enviou a Passo Fundo por dois motivos: representar o CDIAL no RS e acompanhar os procedimentos da produção e exportação de aves mercado islâmico.

No ano 2006, ajudei a fundar a Sociedade Beneficente Muçulmana de Passo Fundo SBMPF.

SITE NEIPIES: Como é estar e viver no Brasil há tantos anos, um país que se proclama laico e que respeita os diferentes credos e crenças?

RADWAN: Desde a minha chegada ao Brasil, sempre procuro fazer e manter amizades sinceras e duradouras. O povo brasileiro é laico pela natureza. Ele gosta de respeitar os outros e seus credos. Isto me fez que amar o Brasil e permanecer no Brasil todo este tempo e adotar o Brasil minha pátria amada.

SITE NEIPIES: Ainda manténs laços de família e de amizade com Trípoli, Líbia, sua terra natal?

RADWAN: Sim, estou com contatos diretos com meus familiares e com meus amigos na Libia, através das redes sociais.

SITE NEIPIES: Um brasileiro pode ser muçulmano? O que significa a palavra muçulmano?

RADWAN: Qualquer pessoa do mundo pode ser um muçulmano e a palavra muçulmano quer dizer “quem adota e segue a doutrina da religião do Islam”.

SITE NEIPIES: Poderias apresentar algumas palavras ou expressões da língua árabe para satisfazer um pouco as nossas curiosidades linguísticas?

RADWAN: Assalamo alaikom: A Paz esteja convosco/ Chukran: Obrigado/ Ma assalama: tchau!

SITE NEIPIES: Tiveste breve experiência como professor. Conte-nos. Na sua visão, qual é a importância da educação na formação dos jovens do Brasil e do mundo?

RADWAN: O papel da educação tem grande importância na formação de jovens e pela inclusão dos jovens no sistema social, pois o Brasil está em desenvolvimento e necessita de pessoas preparadas para um bom Brasil. É preciso que a sociedade compreenda a importância para vencer problemas como discriminação, vergonha, preconceito e intolerância religiosa.

SITE NEIPIES: Como, quando e porquê surgiu a Sociedade Beneficiente Muçulmana de Passo Fundo e a construção da Mesquita?

RADWAN: No ano 1999, quando cheguei a Passo Fundo e muçulmanos passaram a trabalhar nos abates de aves nos frigoríficos da cidade. Esses muçulmanos começaram praticar as orações junto nas suas residências; depois acharam que era uma grande necessidade de ter um lugar comum que podem se encontrar para praticar suas orações, encontros e ter um endereço para receber os curiosos e amigos dos muçulmanos que buscam o conhecimento sobre a religião muçulmana. Em 2003, foi alugado um espaço para esses fins e, em 2006, inauguramos oficialmente esta como uma entidade religiosa, a SBMPF. Em 2011, foi inaugurada a sede permanente, a SBMPF, no atual endereço.

SITE NEIPIES: Participas há muitos anos do CONER Seccional Passo Fundo, o Conselho do Ensino Religioso. O que aprendeste, nestes anos, no convívio das diferentes crenças e denominações religiosas?

RADWAN: Aprendi como a conviver bem com todos os seres humanos de diversos credos com respeito, paz e harmonia. Aprendi que as diferentes crenças podem contribuir em favor de uma sociedade saudável de paz e amor, sociedade de sucesso. Através do CONER, aprendi que é possível criar gerações educadas, respeitosas através das suas crenças. Vi como é importante papel das denominações religiosas em orientar e conscientizar as sociedade para o bem comum.

SITE NEIPIES: Como o Islamismo e a difusão dos conhecimentos islâmicos é organizada no Brasil? Tem alguma hierarquia de poder?

RADWAN: Os muçulmanos obedecem em primeiro lugar as ordens e mandamentos de Allah que é o Criador e depois seguem as orientações do Profeta Muhammad que são explicações da Palavra de Deus no Alcorão Sagrado, mas não existe uma hierarquia de poder. Cada muçulmano ou uma comunidade devem seguir as ordens de Allah e os ensinamentos do Profeta Muhammad e somente obedecem a quem seguir este caminho.

SITE NEIPIES: Quais foram as maiores curiosidades que estudantes já lhe perguntaram em suas palestras em escolas ou em visitas à mesquita?

RADWAN: A crença do muçulmano, a visão do muçulmano a Jesus Cristo, o casamento islâmico, a relação do Islam com o terrorismo, comer a carne de porco.

SITE NEIPIES: Estamos no mês do Ramadan. O que significa o Ramadan para os muçulmanos?

RADWAN: Ramadan é o nono mês do calendário lunar islâmico. É um mês de jejum obrigatório para cada uma muçulmano e muçulmana. O jejum no Islam é uma forma de adoração a Allah por meio da abstenção da comida e bebida, assim como das relações sexuais e outras coisas que anulam o jejum, do começo da alvorada até que o sol se ponha. O jejum é experimentar a dificuldade que é não ter o que comer, é uma recordação da situação difícil em que os pobres vivem, diariamente

SITE NEIPIES: Por que muçulmano precisa sempre explicar-se quando é apresentado em um lugar novo? Qual é a maior desconfiança que se tem no mundo e no Brasil?

RADWAN: É um resultado de ódio, preconceito e discriminação que os muçulmanos sofrem também pelas acusações infundadas sobre a ligação o Islam com o terrorismo. Ao invés de acusar e culpar os verdadeiros terroristas bem conhecidos, a religião muçulmana é acusada pelo terror, a religião que contribuiu nas ciências, conhecimento e sabedoria em vários partes tipo Álgebra, Química, Matemática, medicina e etc.

SITE NEIPIES: Quais são pilares da fé islâmica?

RADWAN: Crer em Allah como único criador de tudo, crer no anjos, livros sagrados revelados aos mensageiros, crer em profetas e mensageiros de Deus, crer no dia de Juizo Final e crer na predestinação.

SITE NEIPIES: Quais são os pilares da prática islâmica?

RADWAN: Testemunhar que não há divindade real a não ser Allah e que Muhammad é seu servo e mensageiro, praticar cinco orações diárias, pagar o Zakat (contribuição anual), jejuar no mês de Ramadan e peregrinação a Meca.

SITE NEIPIES: Como o Islamismo vê as mulheres e os jovens nas vivências e práticas religiosas?

RADWAN: Os deveres no Islam são direcionados para qualquer um muçulmano e muçulmana jovem ou idoso, desde o momento que atingir a idade de puberdade e ter consciência e ser responsável pelo seus próprios atos, mas as mulheres tem algumas facilidades conforme da sua natureza física.

SITE NEIPIES: Como o Senhor vê os esforços de líderes religiosos mundiais em promover o diálogo e a paz entre as diferentes religiões no mundo?

RADWAN: Positivo, mas precisa que esses esforços consigam apoio, confiança e credibilidade das comunidades e governantes justos. O diálogo é um recurso mais eficaz do que as guerras e sem custos e sem vítimas. Através dos diálogos religiosos podemos manter a paz na planeta.

SITE NEIPIES: Como o Islamismo trabalha com os imigrantes islâmicos de outros países do mundo, mas que se reúnem na mesma Mesquita?

RADWAN: Todos os muçulmanos, imigrantes ou brasileiros, frequentam a mesquita e participam nas atividades da comunidade. Além disso nós recebemos na mesquita qualquer uma pessoa que para lá se dirige em busca de qualquer tipo de ajuda e tentamos fazer o máximo para ajudá-lo. Nessa época da pandemia, transformamos a mesquita como um ponto de arrecadações para todos os imigrantes, independente da sua crença. A nossa campanha de doação atendeu os imigrantes que moram em Passo Fundo.

SITE NEIPIES: Uma frase que defina os seus sonhos

RADWAN: Que a paz de deus ilumine os corações dos seres humanos e os una para o bem de nosso planeta.

SITE NEIPIES: Uma frase sobre o mundo, na atualidade.

RADWAN: O mundo precisa de fortalecer seus laços com Allah nosso criador e distanciar de fanatismo, desconfianças, conflitos e guerras e usar a arma de conhecimento e sabedoria para construir um mundo melhor e viver em paz.

SITE NEIPIES: Qual é a grande mensagem do Islamismo para o mundo e para toda humanidade?

RADWAN: Uma declaração de Allah para tudo mundo: “13.Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea e vos dividimos em povos e tribos, para reconhecerdes uns aos outros. Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente. Sabei que Deus é Sapientíssimo e está bem inteirado.



Conheça também, neste vídeo do Educa Brasil, as origens e a história do Islamismo no mundo e no Brasil.

Foto: Zheng Huansong/Xinhua


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Sugestões para uma prática pedagógica

Questões para aprofundar conhecimentos da cultura e da história dos muçulmanos no mundo e no Brasil.

Esta atividade pode ser aplicada a estudantes do sétimo ano, segundo trimestre, Unidade temática “Manifestações religiosas/crenças religiosas e filosofias de vida”, Objeto de Conhecimento: “Lideranças religiosas” e “Habilidades”: reconhecer papéis atribuídos às lideranças de diferentes tradições religiosas/identificar lideranças religiosas presentes no espaço municipal e suas contribuições à formação espiritual/exemplificar líderes religiosos que se destacam por contribuições à sociedade.

  1. Conheça este material sobre a origem e história do Islamismo no Mundo e no Brasil (https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/religiao/islamismo). Faça um resumo desta matéria.
  • O que marcou você na trajetória deste líder Radwan Mohamad Jehani da religião muçulmana em Passo Fundo, RS?
  • Se Islam significa paz, porque o Islamismo ainda é visto com desconfiança e preconceito no mundo e por algumas pessoas no Brasil?
  • O Ramadan é uma das celebrações ou festas mais importantes no Islamismo. Pesquisar na internet e fazer um breve resumo deste acontecimento tão importante na vida dos muçulmanos.
  • Você gostaria de conhecer uma mesquita? Como você imagina a mesquita dos muçulmanos? Faça pesquisa e traga informações e fotografias.
  • Você conhece a história de algum imigrante, que siga o Islamismo na cidade onde você mora? Se sim, que tal fazer uma entrevista com esta pessoa ou a gente marcar um papo com a turma toda.
  • Você acha que o Brasil é realmente um país com vocação laica e que respeita as diferentes crenças trazidas pelos imigrantes de vários países do mundo? Justifique sua resposta.



Fotos: Divulgação/arquivo pessoal

Amazônia Tupã

O que podemos fazer para acabar com o fogo
que mata nosso povo e elimina nossas matas?
– Nada, por enquanto, meus filhos, mas mandarei
uma praga que irá eliminar muita gente das cidades,
sem se importar se são culpados ou inocentes.


Potira corre enquanto as lágrimas evaporam e os olhos ardem sob a fumaça preta. A luz do fogo envolve a aldeia e as árvores cujas folhas voam flamejantes. Capivaras e pássaros passam à sua frente. Onde está Tauanê, a mãe? Onde não tem fogo? Aiyra, Cauê, Tuane, onde estão? Os macacos sufocam e caem das árvores em barulho seco e sonoro. Blaum.

O suor evapora e a pele resseca. As pernas continuam a se mover, mas nada enxerga e o ar parece ser apenas fumaça. Aspira e uma tontura a faz cair. O sabor da terra a consola. Ao menos o solo ainda está úmido. Só há fogo a sua volta. Um galho de árvore flamejante cai sobre si. Potira grita, mas o fogo queima suas coxas e sua pele enruga e avermelha. Olha para o céu e ainda tem fôlego de gritar:

– Tupã, onde você está, Tupã?

Potira sente o cheiro de carne queimada, que de seu próprio corpo. Antes de desmaiar, ouve um trovão. Porém não há nuvens no céu e ainda consegue pensar: “Deus Tupã, vem nos salvar”.

Os dentes de Nelson são pressionados com os fiapos de carne. O cheiro de gordura ainda esta em seus lábios e os intestinos preparam um acúmulo de gases que ardem ao sair.

– Peidou de novo Nelson? – ri alto Dejair, exibindo os buracos entre os dentes e balançando a barriga roseada que aparenta ser de um porco pouco antes de virar linguiça.

Nelson pouco presta atenção. Olha para as mãos que estão ainda chamuscadas. O odor de mato queimado ainda está em sua camiseta e bermuda. Pensa em tomar um banho, mas quer tomar um último copo de chope. No céu há fumaça que deixa a noite mais escuro.

– Semana que vem termina esse fogo e a gente bota gado, boi, vaca, nesta merda aqui – grita Dejair, agitando seu chapéu de vaqueiro ao ar. Os tonéis de gasolina vazios estão ainda dentro das caminhonetes. O gosto de gasolina ficou também na carne do churrasco.

Jaci agita seus cabelos negros que lhe cobrem os seios e caminha sobre as cinzas do que um dia foi mata. Sua pele azulada está empapada de lágrimas que grudam as cinzas das folhas e árvores. Observa o nascimento do dia e da coroa solar surge Guaraci, seu esposo irmão. Está com olhos arregalados, observando criaturas carbonizadas aos seus pés. O cheiro forte lhe queima as narinas. Jaci o abraça:

– Foram os homens do gado. Eles atearam fogo em nossa mata.

Guaraci a abraça e tenta esconder as lágrimas, enquanto observa uma jibóia que mais parece um galho queimado. Tentou saber se conhecia aquele réptil, mas já estava sem forma e cores definidas. Sua alma já estava com Tupã, que enviava raios mesmo com o céu azul.

– Somos deuses, Jaci, como sequer percebemos isso acontecer?

A coroa de penas de Tupã estava envolvida em faíscas azuladas. Seu corpo reluzia e as árvores a sua volta absorviam os raios que emitia. Jaci e Guaraci abraçaram-no.

– Pai – disse Jaci. – Os homens do gado estão destruindo nossas matas há dias. O fogo mata todos os seres.

– Eu sei, minha filha – retumbou Tupã, com uma voz que parecia ser uma descarga elétrica interminável. – Ontem, Potira, filha de Tauanê, chamou-me antes de morrer. Ela foi lambida pelas chamas provocadas pelo homem branco. Há muitas luas o fogo consome nossas matas e continuará a ser assim.

– Mas, pai – sussura Guaraci, erguendo seus braços torneados e ainda suados do calor. – O que podemos fazer para acabar com o fogo que mata nosso povo e elimina nossas matas?

– Nada, por enquanto, meus filhos, mas mandarei uma praga que irá eliminar muita gente das cidades, sem se importar se são culpados ou inocentes. Sem escolher ricos ou pobres. Essa praga irá vingar um pouco do que já sofremos e irá cobrir os campos de corpos e lágrimas.

Opressão dos vulneráveis e covardia diante dos poderosos podem custar caro

Se uma pandemia da dimensão dessas que estamos vivendo,
não for razão suficiente para cessarmos essa sangria do
recurso público e passarmos a financiar a vida e a economia
que a garanta, podemos nos preparar para mais mortes,
mais miséria e a violência de nossos profissionais da saúde
terem que escolher quem terá chances de sobreviver
por terem menos equipamentos que os necessários!


Que diz o dito popular daquele que bate nos pequenos e “pia miudinho” quando se remete aos grandes? Covarde! Infelizmente essa é a postura do Governador Eduardo Leite e do Prefeito Marchezan.

Diante da pandemia, estão aplicados na retirada de direitos dos trabalhadores, dos terceirizados, das instituições parceiras, em vez de exigirem do Governo Federal que atue e que dê suporte a Estados e Municípios para terem compensação da redução de impostos decorrente do indispensável isolamento social.

 Alguém dirá que apenas seguem sua cartilha neoliberal eleita. Se fosse isso, era questionável, uma vez que proteção da vida está exigindo mais Estado, mais investimento público, mais proteção social. Mas é mais que isto: são covardes e cruéis! O governador não abre mão de seguir descontando de seus professores os dias de greve, ainda que tenham recuperado todos eles, estejam estudando e coordenando aulas à distância, com todas as dificuldades financeiras já acumuladas por anos de políticas de arrocho salarial e parcelamentos.

Como se não houvesse suspensão dos trabalhos e isolamento, segue implantando seu projeto de mudança de carreira, de gratificações, com necessidade de estudos, de recadastramento, sem critérios debatidos, sem simulações transparentes, sem preocupação com o baque nos rendimentos de suas trabalhadoras e trabalhadores que enfrentam toda a sorte de impactos, também devido ao Coronavírus.

Em vez de reorientar todo o trabalho da sua Secretaria de Educação para atender a necessidade das aulas remotas diante das enormes dificuldades dos estudantes e mesmo professores acessarem a tecnologia, dedica-se à implantação do novo e rebaixado plano de carreira. Em vez de estar organizando formas de a alimentação escolar chegar às famílias das e dos estudantes, dedica sua equipe a oprimir ainda mais seus trabalhadores da educação.  

 A prefeitura de Porto Alegre prepara-se para as consequências da crise econômica que se agudiza com o enfrentamento do coronavírus livrando-se de compromissos com seus contratos e convênios, inclusive os que atuam na assistência social e comunitária, retirando os parcos ganhos de estagiárias e estagiários, retirando salário de servidores e servidoras terceirizadas, desempregando, portanto, a partir da sua acovardada e desrespeitosa atuação.

Escolhe oprimir os mais frágeis, dispensa a parceria dos que seguram serviços essenciais como a Educação Infantil, e se acovarda na luta para que o Governo Federal supra as necessidades de Estados e Municípios.

Alguém irá dizer: o Brasil não tem dinheiro, já estava quebrado antes da pandemia.

Podemos demonstrar com dados que não, e com fatos: há poucos dias foi aprovado mais de um trilhão para aos bancos manterem seus compromissos com o rentismo e agora o governo quer autorizar o Banco Central a adquirir os papéis ditos “podres”, assumindo o risco dos investidores.

Para a ajuda a Estados e Municípios, o governo trava quebra de braço com o Senado para que não aprove o que a Câmara já fez, suprindo os entes federados dos impostos que lhes faltarão. Há recursos, mas a escolha é seletiva e é para manter os lucros dos mais ricos.

Somente em 2019, 366 bilhões de juros foram pagos pelo orçamento federal ao sistema financeiro, afirma Arno Augustin, ex-chefe do Tesouro Nacional dos governos Lula e Dilma. Esse é o momento dos juros zero ou até negativo, sustenta ele. Até mesmo economistas de outra linha como Meirelles defendem a impressão de dinheiro pelo Governo Federal, pois não há riscos de inflação pela demanda baixa. É hora dos grandes lucros dos bancos sustentarem o isolamento social para diminuirmos as mortes e recuperarmos mais rapidamente a economia.

A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo lançaram a campanha nesse sentido: #TaxarFortunas para salvar vidas.



Aumento de impostos deve financiar ajuda aos mais pobres e fortalecer a saúde pública durante a pandemia, segundo as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Veja mais aqui.



Saiba-se, estude-se e divulgue-se: as grandes fortunas do Brasil são formadas pela especulação no sistema financeiro que desde a criação da taxa Selic em 1996 quando pagou “espantosos 25% pelos juros da dívida pública, isso já com inflação baixa. No resto do mundo a dívida pública pagava 1% ao ano”. As afirmações são do economista Ladislau Dowbor que explica em seu livro A Era do Capital Improdutivo (2017) como as grandes fortunas se constituem e se beneficiam dela, e não pagam impostos por esse lucro desde dezembro de 1995. Mecanismos de apropriação privada de recursos públicos que comprometeram em 2019, 38,27% do orçamento realizado da União, enquanto apenas 4,21% foram para a saúde e 3,48% para a educação!

Se uma pandemia da dimensão dessas que estamos vivendo, não for razão suficiente para cessarmos essa sangria do recurso público e passarmos a financiar a vida e a economia que a garanta, podemos nos preparar para mais mortes, mais miséria e a violência de nossos profissionais da saúde terem que escolher quem terá chances de sobreviver por terem menos equipamentos que os necessários!

Então, governador Leite, portanto, senhor prefeito Marchezan, parem de massacrar quem está trabalhando na promoção da vida e enfrentem o presidente Bolsonaro na defesa de seu Estado e de sua gente. Usem a coragem que demonstram ter para tirar direitos e desmontar uma rede de Educação Infantil Comunitária que atende mais de 20 mil crianças em turno integral, para, ao invés disso, obter da União os recursos necessários para honrar seus compromissos e investir na saúde dos gaúchos e das gaúchas!

Publicado originalmente em Brasil de Fato

Bolsonaro encolheu

Sua preocupação é com a economia, o que é legítimo. Mas e as vidas, são secundárias?

Já é sobejamente conhecido que Bolsonaro gosta do caos, da guerra ideológica e da confusão. A demissão do ministro Mandetta foi uma comprovação da existência de um presidente e de um governo que passam longe dos padrões tradicionais e politicamente civilizados.

Nela ficaram plasmados o ciúme claro da delirante visão ditatorial e a insensatez oriunda de um verdadeira paranoia. A demissão do competente e correto ministro quando a pandemia faz dezenas de vítimas diárias entre nós, beira à insanidade e um verdadeiro crime de responsabilidade.

Mais. Saiu um médico e entrou um empresário no Ministério da Saúde. Me chamou a atenção o tempo verbal escolhido pelo novo ministro para descrever sua profissão: “Fui médico”.

Ao contrário do que pensa o presidente, não há economia sem pessoas que busquem os bens produzidos. Para o fanatismo, em primeiro lugar vem a economia. Mas ao contrário, primeiro é a vida.

O fanatismo gerou monstros como Nero, Hitler, Stalin .Também gerou os generais das ditaduras sul-americanas, que palparam suas atitudes no terror. Bolsonaro se encaminha a figurar entre estes líderes do horror, como alerta o jornalista Flávio Tavares.

Bolsonaro precisa entender que tem poderes para demitir ministros, mas não para ser genocida. Na verdade, não se esperava de Bolsonaro nenhum governo. Seu modo de governar é o puro desgoverno. Bolsonaro vive numa realidade paralela, em que fatos são negados o tempo todo.

Dias atrás, ele alardeou que “ o vírus começa a ir embora”. De lá pra cá o número de mortos só aumentou. Isto é, o contágio estava em plena expansão e como se esperava, poderia bater a marca de 2 mil mortes.

A verdade é que a saída do ministro Mandetta reduziu o tamanho de Bolsonaro. Como aquele garoto do conto de Hans Christian Andersen que, vendo o rei nu, criou um problema ao apontar o delírio em que todos estavam lançados.

 Mandetta, na cerimônia de troca de ministros, mostrou que o rei está nú, apesar da cena ridícula bem armada em que cada pessoa fingia acreditar na confecção da poderosa vestimenta do soberano.

A pesquisa DataFolha mostrou que 64% da população condenou a saída do ministro. Entre os estudantes, o índice foi de 80%. Uma derrota contundente de Bolsonaro.

Agora é torcer para que o novo ministro tenha o bom senso de manter o isolamento social e que Bolsonaro não aposte na ideia de usar a arminha para acabar com o coronavírus.´


Desumanidade

Tosco, grosso, chinelão, burro, machista, racista, fanfarrão e irresponsável, eis o perfil de Jair Bolsonaro, sobejamente conhecido de todos já de algum tempo.

Agora, a pandemia do coronavírus tem revelado o pior de um homem que não costuma ter do melhor. No momento em que o país busca soluções e priorizar o combate ao terrível inimigo, se vê constantemente ameaçado e sobressaltado por palavras e ações do presidente.

Exatamente aquele que deveria dar o exemplo e estar à frente das ações que conduzem o país a buscar soluções para esta etapa difícil, ao contrário, cria crises através de posturas e palavras despropositadas. Sua preocupação é com a economia, o que é legítimo. Mas e as vidas, são secundárias? Na verdade, Bolsonaro está em campanha pela reeleição.

Mais recentemente, deu mais uma demonstração clara do seu caráter. Ao ser questionado sobre o número de mortos com coronavírus, ao invés de apresentar condolências, uma palavra de conforto, de carinho, de apoio aos familiares dos mais de 2 mil brasileiros mortos, como manda o espírito cristão, simplesmente e debochamente afirmou: ” eu não sou coveiro”!!!

Quanta desumanidade!!!

Eis o mito, cujo slogan de governo fala em “Deus acima de todos”. Que Deus? O Deus do mercado ???

Conhecendo o Anglicanismo pelo testemunho de um religioso

Francisco Machado é uma pessoa amigável, transparente e uma ótima companhia, seja em momentos formais (de reunião ou formação) ou em momentos mais descontraídos.

Machado dedicou sua vida à educação, como professor concursado da rede estadual de ensino e à religião anglicana, na qual exerce a função de pastor. Tem 64 anos, sacerdote há 35 anos. Formado em Teologia, Filosofia, Ciências e Letras pela Universidade da Região da Campanha, Bagé. Especialista em Orientação Educacional.

Boa parte de sua vida e de sua história viveu em Tapejara, uma pequena e próspera cidade do interior do RS. Lá estabeleceu raízes, criou filhos e manteve relações amistosas e fraternas com os cristãos da Igreja Católica e da Igreja Evangélica, como nos relatará a seguir.

Revelar um pouco da história de Francisco Machado é importante para reconhecermos a importância de líderes religiosos que, por sua atuação, promovem a convivência ética e respeitosa entre as religiões. É, igualmente importante, para conhecermos um pouco mais dos fundamentos e das práticas religiosas da Religião Anglicana no Brasil e no mundo.



NEI ALBERTO PIES: Irmão Francisco, descreva-nos, de forma breve, como iniciaste a sua caminhada na religião Anglicana? Como surgiu o seu desejo de servir a Igreja Anglicana.

FRANCISCO MACHADO: Fui convidado para participar da reunião da juventude em uma Paróquia anglicana em minha terra natal, São Gabriel. Nunca havia tido em minha vida uma acolhida tão afetiva. A partir daquele encontro com os jovens, nunca mais deixei de participar da vida da Paróquia. Fui presidente do grupo jovem, fiz parte da diretoria paroquial, participei ativamente das celebrações.

Descobri minha vocação para o sacerdócio nesta relação contínua na vida comunitária. Entretanto, devo dizer que minha mãe, católica de nascimento, foi a primeira pessoa que mexeu com minha vocação. Ela costumava escutar um programa religioso que a Matriz do Arcanjo São Gabriel, em São Gabriel, transmitia pela rádio local depois do jornal. Todo santo dia ela ouvia a “Voz da Paróquia”. Por influência desse programa, eu me imaginava padre caminhando com todos aqueles paramentos pelas ruas da cidade, visitando as pessoas.

Neste período, ainda vivíamos na lavoura. Eu não compreendi os primeiros chamados de Deus, mas ele não desistiu de mim até que eu entendesse que Ele havia me escolhido. Hoje sou um padre Católico Anglicano. Sou batizado na Igreja Católica Romana, Crismado e Ordenado Sacerdote na Igreja Anglicana. A primeira me recebeu no batismo e a segunda me acolheu para o sacerdócio. Deus é surpreendente no cuidado com nossa vocação.

NEI ALBERTO PIES: Quais são as suas maiores realizações no serviço e na missão como pastor da Igreja Anglicana no Brasil?

FRANCISCO MACHADO: São tantas. Entretanto, eu colocaria o ecumenismo, a educação o trabalho social. O Centro Social de Capo-Erê, no distrito de Erechim, foi sem dúvida, minha melhor experiência como sacerdote. Resgatamos a dignidade de muitas crianças e famílias que viviam permanentemente em situação de risco em área ocupada. Instalamos luz e água nos casebres, cercamos os lotes e os ensinamos a fazer horta com o apoio de uma técnica aposentada da EMATER. Montamos um centro de distribuição de alimentos e roupas. Aplicamos a Pastoral da Saúde, com o apoio de nossos irmãos católicos romanos. Nesta comunidade nunca mais morreram crianças – tragédia comum naquele lugar.

O ecumenismo e a inter-religiosidade fazem parte da minha vocação para a unidade e comunhão entre as religiões.

Outro trabalho que me fez muito feliz fui ter ajudado, do mesmo modo, as comunidades indígenas Guarani e Caingangue.

NEI ALBERTO PIES: Conte-nos como também escolhestes a profissão de professor e qual é, na sua visão, a importância da educação neste momento histórico?

FRANCISCO MACHADO: Sabe, meu amigo Nei, estas coisas a gente não escolhe, nascem conosco. Ser professor, para mim, é como ser sacerdote. Deus, para o exercício dessa função, coloca em nossas mãos a obra prima da sua criação que é o ser humano. Neste caso, ele nos chama para acrisolar essa pedra e fazer dela um diamante onde se vê refletido: os animais, a natureza e o cosmo, em todo seu esplendor.

Ensinar as linguagens, as ciências, à matemática é muito pouco para o que se espera do professor. Isso até os ladrões aprendem e usam em suas safadezas. Ser professor é entregar-se ao compromisso social, é dar-se ao amor pelo outro, é respeitá-lo como sujeito, é reconhecê-lo impregnado de cultura e inteligência, é dar-se ao diálogo com os diferentes, é chegar ao nível da outra pessoa sem preconceito, discriminação, intolerância. Neste momento histórico, a educação precisa construir o sentido ético, estético, humano e religioso. Não se faz um Município, um Estado e um País sem estes valores.

NEI ALBERTO PIES: Participas há muitos anos do CONER Seccional Passo Fundo, o Conselho do Ensino Religioso. O que aprendeste, nestes anos, no convívio das diferentes crenças e denominações religiosas?

FRANCISCO MACHADO: Realmente, tenho expressado que o CONER foi a melhor universidade que cursei. Conviver com outras religiões é como penetrar no cosmo.

A diversidade religiosa e suas curvas são aspectos que nos ressuscitam. Ela faz-nos romper com nosso pequeno mundo, nossas pequenas e diminutas repúblicas, nossa arrogância religiosa, nossa ilusão de Deus como propriedade divina.

Não foi a Igreja Anglicana que me ensinou ser cristão, não foi o seminário que me ensinou ser sacerdote. Entretanto, o CONER me ensinou ser anglicano e ser sacerdote. Foi neste espaço que ressuscitei da minha morte religiosa e dei sentido para meu sacerdócio. Eu pude ver além dos meus próprios muros, pessoas e religiões de profundo sentido e riqueza cultural.

NEI ALBERTO PIES: Quando, como e porque surgiu a Igreja Anglicana no mundo? Como e quando a Igreja Anglicana chegou ao Brasil?

FRANCISCO MACHADO: A Igreja Anglicana não foi fundada. A Igreja Católica Romana sofreu um corte horizontal no século XVI, por razões políticas e de interesse pessoal do Rei Henrique VIII, o qual não aceitando a negativa do Papa Clemente de casá-lo novamente, retalhou, tornando a Igreja Católica Romana da Inglaterra independente de Roma. Daquele momento em diante, a Igreja da Inglaterra teria vida própria sem qualquer obediência ao Papa.

A partir de então, ela se esparrama pelo mundo e vem para o Brasil via Estados Unidos, onde é muito forte. No Brasil, chegou há mais de um século. Por influência do protestantismo, veio para o Brasil com muitas características evangélicas. Mas, preservou sua catolicidade por meio do uso das liturgias, eclesiologia, ordens paramentos, sacramentos, hinologia. Sua sede fica em Cantuária, na Inglaterra, residência do Arcebispo chefe do Anglicanismo no mundo.

NEI ALBERTO PIES: Que diferenças e que semelhanças a Igreja Anglicana tem com relação à Igreja Católica?

FRANCISCO MACHADO: A Igreja Anglicana fez algumas mudanças em sua eclesiologia. Os sacerdotes podem casar-se e as mulheres podem ser ordenadas sacerdotisas. Estas questões, mesmo contraditórias para com a eclesiologia Católica Romana, não impedem que Inglaterra e Roma mantenham o diálogo permanente por meio de uma Comissão Anglicano-Católica Romana. Há pontos comuns da prática Católica Romana na Igreja Anglicana. As teologias, liturgias, eclesiologias, convergem positivamente para histórica unidade destas duas grandes igrejas. Elas continuam parte uma da outra.

NEI ALBERTO PIES: Como é a estrutura organizacional da Igreja Anglicana?

FRANCISCO MACHADO: O Arcebispo de Cantuária é o líder simbólico da comunhão anglicana no mundo. Em cada país ela é autônoma e independente em suas decisões. Estrutura-se em dioceses. Cada uma delas tem um bispo. Para representa-la.  É eleito, entre seus pares, um Bispo Primaz que participa da mais importante conferência da igreja – Conferência de Lambeth. Participa também da reunião dos primazes do mundo do Conselho Consultivo Anglicano.

NEI ALBERTO PIES: Quais são os fundamentos da fé professados pelos seguidores do Anglicanismo?

FRANCISCO MACHADO: Fé, Bíblia, Tradição e Razão. Os Credos Nisceno e dos Apóstolos, são sua expressão comunitária de fé. A Bíblia, como Livro Sagrado que tem todas as coisas necessárias para a salvação. A tradição como suporte, coluna e fundamento de sua prática eclesiológica. A razão como elemento que distingue o ser humano das demais formas de vida do mundo e o respeito que ele deve ter com o todo. A razão como equilíbrio da emoção.

NEI ALBERTO PIES: Quais são as práticas religiosas mais importantes de um seguidor da Igreja Anglicana?

FRANCISCO MACHADO: É considerado membro aquele que é batizado, contribuinte e comungante. Deve também comportar-se com ética e respeitar a dignidade de todo ser humano e o meio ambiente onde está inserido. Deve orar e ler a Bíblia, participar ativamente da vida da Igreja.

NEI ALBERTO PIES: Como foi a convivência da sua Igreja/paróquia na próspera cidade de Tapejara, RS, na convivência com os outros irmãos cristãos?

FRANCISCO MACHADO: O ecumenismo está implícito na prática anglicana. A convivência sempre foi muito próxima com os irmãos católicos romanos, irmãos da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil. Fiz, inclusive, o curso de pós-graduação oferecido pelo ITEPA (Instituto de Teologia e Pastoral, da Arquidiocese de Passo Fundo) em Tapejara. A convivência foi ótima, como sempre.

NEI ALBERTO PIES: A Igreja Anglicana ordena mulheres? Qual é o papel das mulheres na religião?

FRANCISCO MACHADO: Sim, ordena mulheres. Foi uma luta de dez anos para que isso fosse aprovado no Brasil. A aprovação foi antes que a Inglaterra, berço do anglicanismo, aprovasse a ordenação feminina. Hoje boa parte do clero brasileiro é composta de mulheres. Já temos duas bispas eleitas no Brasil. O papel da mulher sempre foi exercido nas ordens paroquiais. Por exemplo: Ordem da Santa Cruz, Ordem das Filhas do Rei, Sociedade Auxiliadora de Mulheres, União das Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil. Há vários espaços para as mulheres na Igreja Anglicana.

NEI ALBERTO PIES: Como a sua Igreja trabalha o envolvimento da juventude na fé?

FRANCISCO MACHADO: Cada diocese tem sua Pastoral da Juventude. Existe o encontro nacional da juventude que acontece anualmente. Este encontro reúne lideranças do Brasil para refletir sobre a problemática do jovem.

NEI ALBERTO PIES: Como vês hoje o esforço do Papa Francisco em promover o diálogo e a paz entre as diferentes religiões do mundo?

FRANCISCO MACHADO: Tenho profunda reverência e admiração pelo Papa Francisco. Um homem santo, humano e coerente. Um grande líder, que pela sua simplicidade, tem se tornado referência no trato do diálogo e da paz para o mundo. A América-Latina nos legou um dos melhores e mais venturosos papas da atualidade. Os anglicanos guardam profunda reverência pelo Papa Francisco.

NEI ALBERTO PIES: Que outras questões da sua Igreja desejarias compartilhar com professores e com estudantes?

FRANCISCO MACHADO: Queridos professores: a dimensão religiosa deve ser a melhor referência da prática pedagógica do professor. O professor deve primar por uma prática pedagógica que respeite a diversidade religiosa. Aos estudantes: vocês devem reconhecer que o amor, a solidariedade, fraternidade e justiça, são práticas que nos unem. Nunca deverão ser intolerantes e preconceituosos em relação a opção religiosa de seus irmãos. Toda a religião é boa. Entretanto, tem muita “igreja” que não é religião, mas é um centro de exploração da boa fé das pessoas.

Os jovens devem ler estudar e refletir sobre a Bíblia para não se deixar levar por falsos profetas e charlatões que falam em nome de Deus para roubar dinheiro dos pobres com a ilusão da prosperidade e da cura.

NEI ALBERTO PIES: Uma frase que defina os seus sonhos.

FRANCISCO MACHADO: Quem conduz o trem à seu destino são os trilhos finos.

NEI ALBERTO PIES: Uma ideia que defina o mundo na atualidade.

FRANCISCO MACHADO: Os ricos farão tudo pelos pobres, menos descer de suas costas. Tolstoi estava certo. Hoje, o mundo acentua as diferenças entre ricos e pobres. De um lado, o egoísmo, e de outro lado o aprisionamento na condição da pobreza e miséria.

NEI ALBERTO PIES: Uma mensagem final.

FRANCISCO MACHADO: Puxa! Vamos lá. Leia, leia muito. A leitura tem o dom de ressuscitar. Leia bons romances, leia poesias, contos, narrativas, histórias. A leitura é um belo caminho para nos livrar da ignorância. A leitura nos permite construir autonomia.

Um livro que se leia é uma viagem que afasta o infinito de nossa presença, dois livras, três livros, quatro livros, cinco livros, muitos livros, milhares de livros nos fazem cada vez mais obsessivos em querer alcançar o horizonte. Não chegaremos lá por nós mesmos ou levados por alguém ou alguma coisa, mas ficaremos reconhecidamente sábios. A sabedoria é fruto da simplicidade e nos vem para tornar o mundo mais humano, fraterno e justo.



Sugestões de uma prática pedagógica

Questões para aprofundar conhecimentos da cultura e da história dos anglicanos no Brasil.

Esta atividade pode ser aplicada a estudantes do sétimo ano, segundo trimestre, Unidade temática “Manifestações religiosas/crenças religiosas e filosofias de vida”, Objeto de Conhecimento: “Lideranças religiosas” e “Habilidades”: reconhecer papéis atribuídos às lideranças de diferentes tradições religiosas/identificar lideranças religiosas presentes no espaço municipal e suas contribuições à formação espiritual/exemplificar líderes religiosos que se destacam por contribuições à sociedade.

No nono ano, Unidade temática “Crenças religiosas e filosofias de vida”, Objeto de Conhecimento “Vida e morte”, habilidades “identificar sentidos de viver e morrer em diferentes tradições” e “caracterizar ritos fúnebres de diferentes tradições”.

Esta prática pedagógica também pode ser aplicada a estudantes do Ensino Médio. Após ler a entrevista de Francisco Machado, da Igreja Anglicana, responder às questões:

  • O que chama atenção na entrevista (conteúdo, conhecimentos do entrevistado, forma de expressão do entrevistado, outros). Por quê?
  • Acesse este link da matéria do site Brasil Escola Após a leitura, faça resumo da história do Anglicanismo.
  • Francisco Machado revela suas experiências com Ecumenismo. O que é Ecumenismo? (Se não consegue responder pela entrevista, faça pesquisa internet)
  • Francisco Machado fala que aprendeu muito com o diálogo inter-religioso na sua participação no CONER. Que aprendizagens foram estas?
  • Como se dá a relação da Igreja Católica e a Igreja Anglicana no Brasil e no mundo? Que diferenças e que semelhanças guardam entre si?
  • Por que Francisco Machado, ao final de sua entrevista, alerta para a importância da leitura na vida da gente?
  • Quais são as características do testemunho de Francisco Machado como religioso, professor a favor da convivência pacífica e respeito entre as religiões?
  • Conheça a Igreja Anglicana através deste vídeo. Depois, faça um resumo do vídeo ( 10 a 15 linhas).

O patinho feio

Era uma vez, numa região campestre, há muito tempo, o verão havia chegado e a temperatura estava muito agradável. Num recanto ensolarado ficava um antigo castelo muito bonito e aconchegante, às margens de um rio onde, nos jardins, viviam vários animais.

Próximo à margem do rio, uma pata repousava tranquila em seu ninho esperando chocar nova ninhada de patinhos. Após longa e paciente espera, os ovos se abriram, um após o outro, surgindo lindos patinhos amarelinhos para alegria da mamãe. Porém, o ovo maior, não se rompia e a pata já estava impaciente; aguardou mais um pouco e bicou o ovo, e surgiu um patinho cinzento, desajeitado e muito grande. Não se parecia em nada com os irmãozinhos.

Para ter certeza de que esse desajeitado era um patinho, e não um peru, a mãe pata levou todos os filhotes até o rio e observou que o patinho nadava mais desenvolto do que os demais. Ela ficou tranquila e pensou: é só um patinho feio, muito feio.

No dia seguinte, a pata levou seus filhotes para os jardins do castelo para conhecer os outros animais que viviam lá. Todos parabenizavam Dona Pata pelos lindos filhinhos, mas não achavam graça no patinho cinzento, por ser grande e feio. Os próprios irmãozinhos do patinho o perseguiam e ridicularizavam também.

Passado um tempo, a mãe passou a ter vergonha dele e o deixou de lado. Ele crescia isolado e triste. Até a menina que levava comida para os bichos no lago do castelo o enxotava.

Um dia, para se livrar dessa rejeição, tão triste no seu grupo, ele resolveu ir-se embora, para bem longe. Caminhou muito e chegou num pântano, onde foi recebido friamente pelos marrecos que ali viviam. Ficou por ali alguns dias e, numa manhã, acordou com barulho de tiros: eram os caçadores de marrecos. Muitos marrecos morreram, mas o patinho feio escondeu-se no meio da mata e se salvou.

Saiu novamente a caminhar. Ao entardecer, encontrou uma cabana velha; a porta estava entreaberta e ele entrou. Foi para um cantinho, pois estava com frio e cansado e adormeceu. Na cabana morava uma velha senhora que tinha um gato que caçava ratos e uma galinha que punha ovos. Quando a senhora viu o patinho, ficou feliz. – Que bom – disse ela, quem sabe é uma patinha! Daqui a algum tempo, passará a pôr ovos. Estou com muita sorte!

O tempo passou e nada de ovos. A senhora ficou impertinente e implicava com o patinho. O gato e a galinha também começaram a fazer chacota com ele.

Novamente o patinho feio vai embora, se aventurar pelo mundo. Encontrou um lindo lago e por ali ficou, ainda era verão, tinha água para nadar e não faltava alimento.

Chegou o outono, as folhas caiam das arvores, o céu se cobria de nuvens escuras e o vento soprava frio. Sozinho, com frio e fome, no entardecer viu surgir, voando nos céus, um bando de aves muito lindas; penas brancas, asas brancas. Eram cisnes que voavam em direção a locais mais quentes. O patinho feio ficou admirando, olhando aquelas aves que voavam bem alto, até desaparecerem no horizonte. Sentiu grande tristeza. Como gostaria de ser como aquelas belas aves! Então, entrou para o lago e nadou até o anoitecer, sentindo-se mais feio, sozinho e infeliz.

O inverno chegou rigoroso, frio e neve. Tudo ficou mais difícil. Um dia, de tanto frio, suas patas ficaram presas ao gelo e ele pensou: agora morrerei. Fechou os olhos e, lembrando as belas aves que havia visto há tanto tempo, adormeceu de cansaço e frio.

Na manhã seguinte, bem cedo, um camponês que por ali passava, viu o patinho já meio morto. Quebrou o gelo de suas patas e o levou para casa, junto a seu peito, para aquecê-lo. Lá foi cuidado e recuperou suas forças. O bom camponês tinha três filhos pequenos, que eram muito ativos, queriam brincar com o patinho, o seguravam, o apertavam, o esfregavam; não era por mal. O patinho feio, acostumado a ser escorraçado, não entendia as brincadeiras, tomava-as por perseguição e resolveu fugir.

Refugiou-se num lago e, quando ficava muito frio, procurava a relva seca para se aquecer. Finalmente chegou a primavera, tudo ficou mais bonito e quente.

O patinho observou que, lá no alto, voavam muitas aves e ele sentiu um desejo inexplicável e incontrolável de voar. Abriu suas asas, que tinham ficado grandes e robustas, e voou. Pairou no ar, vou longe e viu um belo jardim, cheio de árvores e flores, de onde belas aves saiam voando. Ele logo as reconheceu, já as vira antes, sentiu uma grande emoção e amor por elas. Elas pousavam nas águas de um lago para nadar e ele pensou: quero me aproximar delas, talvez me humilhem, não me importo. Voou até o pequeno lago e pousou nas suas águas, expectante, bem onde as belas aves estavam nadando. Aproximou-se humildemente, aguardando ser desmoralizado, baixando a cabeça. Quando se olhou no espelho das águas, o que viu refletido na água? Bela ave de penas brancas, grandes asas, pescoço longo e sinuoso. Era ele? Mal podia acreditar! Era um cisne, como as aves que tanto admirava! Seria um sonho? Não era; era verdade.

Nadava em companhia dos outros cisnes, que o olhavam com admiração e alegria. Um deles disse: – tem um cisne novo conosco, é o mais belo de todos nós! Os cisnes se encantaram com ele, deram-lhe as boas vindas, ofereceram-lhe alimento. O ex patinho feito, tímido diante de tantos elogios e agrados, escondeu a cabeça debaixo das asas.

Talvez um outro, em seu lugar, tivesse ficado envaidecido, mas não ele. O seu coração era muito bom, ele sofrera muito antes de alcançar a felicidade.

(Texto adaptado de Hans Christian Andersen por Gladis Pedersen de Oliveira)



Sugestão de atividades pedagógicas

PARA ALUNOS DE 6º O 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL E 1º ANO DO ENSINO MÉDIO

A análise e reflexão sobre a linguagem simbólica da história proporciona a oportunidade de trabalhar conceitos sobre: o bullying, a discriminação, a alteridade, o preconceito, o autoconhecimento, a autoestima, o amor, a caridade, a fé e a esperança.

Propor aos alunos a leitura individual e depois a leitura no grande grupo, por parágrafos. Depois, se quiser, professor poderia ler, de forma eloquente e colocando vida e emoção, o texto já lido e conhecido pelos estudantes, permitindo que os mesmos respondam por partes da história.

Dividir a turma em pequenos grupos para que destaquem as ideias mais importantes, debatam sobre elas e cheguem a conclusões sobre essas questões da vida diária.

Apresentação das conclusões de cada grupo, ao grande grupo, e construção de uma conclusão geral sobre as mensagens da história e sua aplicação na vida diária.


PARA ALUNOS DO 1º AO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

1 . RESPONDER INDIVIDUALMENTE

         Por que o Patinho Feio era rejeitado?

         Essa conduta é correta? Por quê?

         O que o Patinho Feio procurava em suas fugas?

         Por que ele se preocupava tanto com o que os outros pensavam dele?

         Qual foi a parte mais importante da história para você?

         Coloque-se no lugar do Patinho Feio, quando ele se reconheceu um lindo cisne.

         O que ele sentiu?

2 . FAZER, EM FORMA DE PAINEL, UM JOGO DE TRILHA DA CAMINHADA QUE O PATINHO FEZ DESDE A FUGA DA FAMÍLIA ATÉ SE RECONHECER COMO CISNE, DESTACANDO CADA LOCAL EM QUE ELE CHEGOU.



Gládis Pederson
Autora: Gládis Pederson de Oliveira (texto e Sugestões das atividades). Conheçamos Gladis por ela mesma, nesta entrevista exclusiva ao site. Pedersen contará um pouco da sua história de vida, de seus intensos e importantes trabalhos como pedagoga, dirigente espírita, palestrante e escritora.

Passo Fundo orienta rede municipal no Ensino Religioso

Passo Fundo, historicamente, tem um trabalho relevante e consistente do Ensino Religioso, seja a partir de iniciativas das redes estadual e municipal de ensino, bem como da parceria e protagonismo do CONER (Conselho do Ensino Religioso), Seccional Passo Fundo.

Compreendendo a necessidade de fortalecer e promover a oferta da disciplina e área de conhecimento Ensino Religioso em toda sua rede escolar, na perspectiva do diálogo interreligioso, a Coordenadoria de Educação da Secretaria Municipal de Educação organiza documento que apresenta diretrizes gerais e amplas sobre a temática.

No ano de 2019, a Rede Municipal de Ensino de Passo Fundo fez a revisão de toda Organização Curricular, adequando-se ao Documento Orientador do Território de Passo Fundo, promovendo estudos e validando contribuições importantes dos próprios professores que atuam nesta área de conhecimento. A partir de 2020, esta nova Organização Curricular já está embasando os planejamentos dos docentes.

Passo Fundo, historicamente, tem um trabalho relevante e consistente do Ensino Religioso, seja a partir de iniciativas das redes estadual e municipal de ensino, bem como da parceria e protagonismo do CONER (Conselho do Ensino Religioso), Seccional Passo Fundo. Há décadas, organiza-se formações e suportes para professores de Ensino Religioso, sejam eles qualificados ou não para atuar nesta disciplina. A rede municipal de ensino tem diversos professores e professoras nomeados através de Concurso Público para atuarem especificamente nesta área de conhecimento.

Para Leocir Thomé, coordenador da coordenadoria de educação, este documento foi construído para ser uma perspectiva orientadora para toda a comunidade escolar, envolvendo os estudantes, os pais e mães, os professores, as direções escolares. Deseja-se que o Ensino Religioso contribua com a formação integral de todo ser humano e de todas as pessoas que acessam a escola.

“Reconhecer a religiosidade de cada um, e de todos os seres humanos, torna a escola um ambiente mais humanizado, mais acolhedor e emancipador. A escola, ao promover o conhecimento das diferentes religiões, promove o respeito, base de uma boa convivência humana e social”.

O Ensino Religioso, enquanto área do conhecimento, pode contribuir de forma significativa na construção constante de uma cultura da paz nas escolas. As habilidades e competências propostos para o ensino religioso na BNCC buscam reforçar a valorização da vida, repeito aos Direitos Humanos, reconhecimento as diferentes formas de expressão cultural e pela proposição de uma cultura de diálogo e de paz.

“Pontes entre o cotidiano escolar e a fé e crença de todos!”

ENSINO RELIGIOSO: Conhecimento de diferentes tradições religiosas e expressões de fé. Disciplina que estuda e aprofunda o CONHECIMENTO, a cultura religiosa. Respeita a pluralidade religiosa. Não trabalha a fé (isso compete à religião ou igreja de cada pessoa). Apresenta o Transcendente nas mais diversas culturas e tradições religiosas. Dá atenção ao Fenômeno Religioso, que é universal e se manifesta nas diferentes culturas e não somente numa religião.

AULA RELIGIÃO: Conteúdos de uma só religião/ Religião se refere à crença, manifestação de fé de cada pessoa. Pode acontecer em escolas confessionais.

A escola, assim como o Estado é laico, ou seja, não impõe nenhuma religião, mas respeita a todas, manifestando-se imparcial diante de cada uma delas. O Estado, por respeito à consciência, garante o Pluralismo religioso.

A escola, como uma sala de aula, é um lugar plural, em que pessoas de diferentes denominações religiosas devem conviver, tendo cada uma sua fé respeitada e, se possível, socializada. Desta forma, o reconhecimento de sua religiosidade passa também a permitir o respeito à fé dos outros.

O ERE BUSCA:

  • Formação integral do ser humano;
  • Conhecimento científico das religiões para compreender diversidade religiosa;
  • É uma área de conhecimento que busca o estudo das religiões, com a intenção de “CONHECER PARA RESPEITAR”;
  • O resgate de valores/ o respeito à diversidade religiosa e direitos humanos, visando uma convivência harmoniosa e pacífica na escola e na sociedade.

FUNÇÃO DA ESCOLA: Apresentar conhecimentos e saberes religiosos e representar a diversidade cultural brasileira.

O QUE EVITAR NA ABORDAGEM DE SALA DE AULA E ESCOLA?

  • PROSELITISMO: valorizar uma religião em comparação à outras;
  • EVENTOS RELIGIOSOS ligados somente a uma religião;
  • EXPOSIÇÃO E PROMOÇÃO das crenças pessoais do professor/a ou dirigente da escola;
  • ENSINO RELIGIOSO como educação moral ou coersão social (certo/errado, o que pode ou o que não pode, …)

FENÔMENO RELIGIOSO: Objeto de estudo do Ensino Religioso.

Fenômeno é o que aparece, o que se manifesta. A religiosidade está impregnada na vida humana e na cultura dos povos. Precisa ser estudada, considerada e valorizada como parte integrante da cultura brasileira.

O ENSINO RELIGIOSO E A SALA DE AULA:

Os professores e professoras que atuarem no Ensino Religioso devem ter:

  • Disponibilidade pessoal para estudar e aprender sobre os conhecimentos das religiões;
  • Dialogar com colegas que já tem experiência de sala de aula com a disciplina;
  • Ter postura de respeito e consideração à todas as religiões das quais participam os estudantes;
  • Conhecer o Documento Orientador da SME/Ensino Religioso;
  • Disponibilidade de participar de eventos de formação oferecidos pela SME ou Coordenadoria de Educação para aprofundar metodologias de trabalho e conhecimentos.

ESTRATÉGIAS DE MOTIVAÇÃO DOS ESTUDANTES:

  • Envolver as famílias em atividades (Entrevistas, Conversas orientadas com pessoas que seguem religião, etc)
  • Promover palestras com representantes de diferentes religiões;
  • Visitar templos religiosos (visitas ou viagens de conhecimento)
  • Trabalhar com materiais audiovisuais sobre os temas e conhecimentos das religiões;
  • Realizar pesquisas internet (sites, símbolos, textos sagrados,…)

ENSINO RELIGIOSO está + ligado ao UNIVERSO da

ESPIRITUALIDADE: CUIDADO

Consigo mesmo, com os outros, com a Natureza e com o Transcendente.

DESAFIO DA ESCOLA/EDUCAÇÃO:

  • Ampliar o universo cultural para que estudantes vejam religião de forma crítica (não para deixar de ser religiosos, mas para que entendam religiosidade de forma mais ampla e profunda)
  • Esvaziar-se de religião e promover mais a espiritualidade no ambiente escolar;
  • Promover maior integração entre entidades religiosas, lideranças religiosas e comunidade escolar para que todos tenham noção da importância do Ensino Religioso na formação humana integral do ser humano.
  • Contribuir para a superação dos preconceitos e desentendimentos que ocorrem na sociedade em função do não conhecimento dos temas das diferentes religiões.

COMO ENTENDER HOJE O PLURALISMO RELIGIOSO?

  • Vivemos um tempo de diferentes caminhos e buscas – atribuir sentido à vida;
  • Pluralismo é típico de sociedades secularizadas (sem domínio do poder religioso);
  • Contexto da ética e da alteridade;
  • Tolerância religiosa (lado humano da religião)
  • Respeito e reconhecimento do ateísmo e agnosticismo
  • A fé e a religião não estão em crise/ observa-se crise das religiões mais tradicionais.



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Perguntas e respostas

Como conversar com pais que veem conflito entre a escola e a sua religião?

Vale uma autocrítica. Reflita se as aulas estão de fato, sendo inclusivas e respeitosas a todas as religiões, o que não significa deixar de lado os conhecimentos científicos que a escola tem por obrigação de ensinar. Se estiver seguro que o tratamento é adequado, converse de maneira tranquila. Exponha os objetos do trabalho e esclareça que a intenção não é converter os alunos ou fazer com que eles deixem de seguir a religião da família, mas que aprendam a conhecer e respeitar a diversidade religiosa.

Como agir quando questões como os direitos humanos entram em choque com crenças?

Apesar da abertura para discussão, alguns fundamentos são princípios inegociáveis.  Na escola, os direitos humanos, o respeito e a convivência democrática são alguns deles.  Quando eles são desrespeitados, é necessário aprofundar a discussão.  Nesses casos, vale levantar com a turma alguns valores fundamentais das religiões e pensar, conjunto, como eles se aplicam em ações realcionadas a esses temas.

O que fazer se o debate entre religiões se tornar acolorado em sala de aula?

O respeito deve pautar todas as discussões.  A perpectativa adotada em classe não pode se basear em discutir as diferentes versões em busca de uma correta.  Ao debater os diferentes mitos sobre a criação do Universo, por exemplo, o professor deve estimular a escuta dos alunos.  Em casos de versões parecidas mais conflitantes, como pode acontecer entre variantes de uma mesma religião – entre cristãos católicos e cristãos evangélicos, por exemplo -, vale abrir o debate para explorar mais a fundo as diversidades dentro de uma mesma matriz.  Dá para aprofundar a discussão mostrando como em outras matrizes isso também acontece.  As histórias dos orixás africanos, por exemplo, podem variar muito dependendo do local onde e religião é praticada. 

O QUE FAZERO QUE NÃO FAZER
APRESENTAR MITOS E TRADIÇÕES Discuta símbolos, histórias e rituais de religiões de diferentes origens e estabeleça paralelos entre eles. DISCUTIR VALORES Apresente princípios e discuta como eles se traduzem em ações práticas. DISCUTA A NÃO RELIGIOSIDADE Abra espaço também para discutir o pensamento de ateus e agnósticos. CONTEXTUALIZE Mostre como diferentes entidades religiosas influenciaram aspectos políticos e econômicos da História.SIMULAR RITUAIS Não faça simulações de ritos.   A pesquisa pode se basear apenas em textos e  imagens. INCORPORAR PRÁTICAS RELIGIOSAS AO COTIDIANO A escola é diversa.  Por isso, não a transforme em templo, praticando orações ou outros rituais. USAR RELIGIÃO COMO ARGUMENTO MORAL “É pecado” e “Deus não gosta” pode ser substituídos por valores universais, como respeito e paz. DESCONSIDERAR A RELIGIÃO DOS ALUNOS Leve em consideração e respeite as diferentes crenças da turma.


Fonte: Revista Nova Escola, Ano 32, número 302, maio 2017.
Conheça também: BNCC Ensino Religioso.

Conhecendo Judaísmo pelos testemunhos de um religioso

Numa palestra sobre Judaísmo numa escola pública municipal de minha cidade, Passo Fundo, a meu convite, aconteceram episódios que relatarei agora como forma de conhecimento e reconhecimento dos conteúdos essenciais do Judaísmo.

Conheço Berel Natan Engelman há mais de 10 anos. Ele é a liderança espiritual da Comunidade Judaica de Passo Fundo  por mais de 25 anos. Uma pessoa sempre disponível, aberta, paciente e que encoraja professores e professoras que tem a incumbência de trabalhar o conhecimento das diferentes religiões em sala de aula.

Engelman participa há mais de 10 anos do CONER – Seccional Passo Fundo. O Coner é uma entidade da sociedade civil, organizada por representantes das diferentes religiões, e que cumpre papel importante de orientar, fomentar e exigir das redes de ensino a implantação, a organização e a oferta do ensino religioso como área de conhecimento no ensino fundamental e no ensino médio (caso específico do RS).

O CONER-RS, fundado no ano de 2004, tem, entre outras finalidades: “articular a ação conjunta de todas as denominações associadas, com o objetivo de somar forças na busca de meios e condições que assegurem a tutela do direito à liberdade de consciência religiosa e do direito ao Ensino Religioso, como parte integrante da formação básica do cidadão”.

Numa das primeiras palestras sobre Judaísmo numa escola pública municipal de minha cidade, a meu convite, aconteceram episódios que relatarei agora como forma de conhecimento e reconhecimento dos conteúdos essenciais do Judaísmo.

“Chegando à escola, Berel foi recebido por alguém da direção. Eu estava com duas turmas de alunos de oitavo e nonos anos, aguardando sua presença.

Assim que adentrou na sala, me disse “Shalom”, que significa em hebraico paz, harmonia, bem-estar e pode ser usado idiomaticamente para significar olá e adeus como saudações.

Shalom



Engelman apresentou-se, organizou seu material, e expôs o seu conteúdo às turmas que demonstravam certo interesse, uma vez que já haviam sido preparados por seu professor em aulas anteriores. Mas revelava-se bastante tenso.

Dividiu a sua apresentação (palestra) em PowerPoint em Fundamentos da fé judaica e em conhecimentos sobre o Holocausto Nazista (genocídio ou assassinato em massa de cerca de seis milhões de judeus durante a II Guerra Mundial).

Quando passou da primeira meia hora de apresentações, a tensão do palestrante veio a tona. Berel contou para os mais de 35 alunos que, desde a entrada na escola, vira muitas suásticas (no pórtico da entrada, nas paredes e nas classes da sala). Perguntou se os alunos sabiam do seu significado. Eles responderam que não.

Os alunos ficaram estupefatos e chocados com as informações que receberam logo após este momento. Não faziam ideia e nem tinham a dimensão do que este símbolo nazista representa como sofrimento na memória recente do povo judeu no mundo. Claro que, alguns poucos, continuaram a não entender o porquê de tamanha ênfase a este conteúdo.

Foi uma grande aula de história e um grande depoimento de um judeu revelando sua indignação e sofrimento com relação a este símbolo tão emblemático usado por Hitler na Alemanha, durante a implantação do regime nazista.

Mas, o que eu aprendi, como professor, viria depois. No final, ao sair da sala, Berel Natan Engelman pediu para que eu o acompanhasse até a saída da escola. Quando chegamos na saída, mostrou-me um desenho do símbolo nazista desenhado numa das pilastras da entrada da escola. Pediu licença para segurar a minha mão. Neste momento, apagamos juntos o símbolo, que fora desenhado através de um giz. Este gesto marcou-me profundamente. Aproximou-me muito deste ser humano que, além de cumprir com suas tarefas religiosas, faz o possível para ajudar as gerações jovens entenderem a crueldade do nazismo e a importância do seu povo e de sua cultura no Brasil e no mundo.

Engelman continuou e continua generoso em sua missão de abrir a sinagoga para a “visita de conhecimentos” que passamos a realizar uma vez ao ano, com estudantes do nono ano do Ensino Fundamental.

Continua, também, disponível a dar palestras sobre Fundamentos da fé judaica. A visitação ao Cemitério Israelita também pode ser agendada clicando aqui, onde você encontrará os contatos e telefones das pessoas responsáveis.

Assim escreveu:

“Quero deixar meu depoimento em relação às diversas visitas realizadas pelo Professor Nei Alberto Pies e por outros Professores juntamente com seus alunos em nossa Sinagoga (Templo Judaico). A experiência vivida certamente é muito positiva para ambos os lados, mas ter convivido esses momentos, seguidos de várias perguntas formuladas pelos alunos, só vem reforçar o que nós como entidade religiosa pensamos em relação à proximidade com outras pessoas de culto e fé diferente da nossa. Parabenizo pela iniciativa das visitações junto aos locais sagrados tendo a certeza que esta juventude crescerá com mais informações, sabendo respeitar as culturas diversas existentes em nossos país. Parabéns e Shalom! (Berel Natan Engelman, Presidente e Líder Espiritual da Sociedade União Israelita de Passo Fundo)

Sua generosidade o fez sistematizar também um conjunto de perguntas de estudantes que são mais comuns sobre o judaísmo. Estas perguntas servem como subsídio das aulas, antes da visitação à Sinagoga.




JUDAÍSMO – PERGUNTAS:

COMO SE CHAMA O LIVRO SAGRADO DOS JUDEUS?

O QUE É SHABAT?

POR QUE SE ACENDEM DUAS VELAS NO SHABAT?

O QUE É SHALOM ALEICHEM?

O QUE SIGNIFICA KIDUSH?

COMO SE CHAMA OS PÃES DOS JUDEUS?

POR QUE OS MENINOS JUDEUS SÃO CIRCUNCIDADOS?

EXISTE ALGUMA CERIMÔNIA PARA AS MENINAS JUDIAS QUANDO NASCEM?

QUAL O SIGNIFICADO DO BAR-MITZVÁ?

QUAL O SIGNIFICADO DO BAT-MITZVÁ?

POR QUE O NOIVO QUEBRA UM COPO NO FINAL DA CERIMÔNIA DE CASAMENTO?

POR QUE É PROIBIDO AOS JUDEUS CASAREM-SE COM UMA PESSOA QUE NÃO SEJA DA MESMA RELIGIÃO?

POR QUE SE COBRE O CORPO LOGO APÓS O FALECIMENTO?

POR QUE SE COLOCAM VELAS ACESAS AO LADO DO CORPO DO FALECIDO?

COM QUAL ROUPA O FALECIDO SERÁ ENTERRADO?

POR QUE OS CAIXÕES NÃO SÃO ORNAMENTADOS E FLORES NOS ENTERROS JUDAICOS?

EXISTE UMA ORAÇÃO ESPECÍFICA PARA OS MORTOS?

POR QUE É COSTUME COLOCAR PEDRINHAS NOS TÚMULOS?

EXISTEM DATAS ESPECÍFICAS PARA LEMBRAR DOS FALECIDOS?

A LEI JUDAICA PERMITE A CREMAÇÃO?

POR QUE OS SUICIDAS SÃO ENTERRADOS SEPARADAMENTE?

UM JUDEU PODE SER ENTERRADO EM UM CEMITÉRIO ECUMÊNICO?

COMO O JUDAÍSMO ENTENDE A VIDA A PÓS A MORTE?

POR QUE OS HOMENS JUDEUS USAM UMA KIPÁ (SOLIDÉU)?

O QUE É TALIT?

O QUE É MEZUZA?

O QUE É TEFLIN?

O QUE É MAGUEN DAVID?

O QUE É MINYAN?

O QUE É SHAMÁ ISRAEL?

O QUE É SHOFAR?

O QUE É MITZVÁ?

EXISTE UMA ORAÇÃO ESPECÍFICA PARA VIAGENS?

A PALAVRA AMÉM É SIGNIFICANTE PARA OS JUDEUS?

POR QUE AS MULHERES SENTAM SEPARADAMENTE DOS HOMENS NA SINAGOGA?

O QUE SE FAZ COM OS LIVROS SAGRADOS QUE NÃO PODEM MAIS SER UTILIZADOS?

POR QUE OS JUDEUS ESCREVEM D’US COM APÓSTROFE?

UM CRISTÃO PODE ASSISTIR AO SERVIÇO RELIGIOSO NA SINAGOGA?

O QUE É COMIDA KASHER?

POR QUE OS JUDEUS NÃO COMEM CARNE DE PORCO E CAMARÃO?

OS JUDEUS COMEMORAM A PÁSCOA?

O QUE É MATZÁ?

COMO CHAMA O ANO NOVO JUDAICO?

O QUE É O DIA DO PERDÃO PARA OS JUDEUS?

QUAL A DIFERENÇA DE CHANUKÁ E CHANUKIÁ?

QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS TERMOS HEBREUS, ISRAELITAS, JUDEUS E ISRAELENSES?

NA RELIGIÃO JUDAICA, O HOMEM VALE MAIS DO QUE A MULHER?

QUAL O LOCAL MAIS SAGRADO PARA OS JUDEUS?

JESUS ERA JUDEU?

POR QUE OS JUDEUS SE CUMPRIMENTAM COM A PALAVRA SHALOM?



Sugestões de uma prática pedagógica

Questões para aprofundar conhecimentos da cultura e da história dos judeus no Brasil.

Esta atividade pode ser aplicada a estudantes do sétimo ano, segundo trimestre, Unidade temática “Manifestações religiosas/crenças religiosas e filosofias de vida”, Objeto de Conhecimento: “Lideranças religiosas” e “Habilidades”: reconhecer papéis atribuídos às lideranças de diferentes tradições religiosas/identificar lideranças religiosas presentes no espaço municipal e suas contribuições à formação espiritual/exemplificar líderes religiosos que se destacam por contribuições à sociedade.

No nono ano, Unidade temática “Crenças religiosas e filosofias de vida”, Objeto de Conhecimento “Vida e morte”, habilidades “identificar sentidos de viver e morrer em diferentes tradições” e “caracterizar ritos fúnebres de diferentes tradições”.

Esta prática pedagógica também pode ser aplicada a estudantes do Ensino Médio.

  1. Acesse o material do CONIB(https://www.conib.org.br/historia/). Neste site descobrimos que a comunidade judaica no Brasil é a segunda mais importante da América Latina, atrás da Argentina e à frente do México, com 120 mil entre os 204 milhões de brasileiros, ou seja, 0,06% da população. Qual é a conclusão que podemos chegar sobre a importância dos judeus no Brasil, estudando conteúdo do link citado?
  •  Quais das questões listadas na parte final do texto acima por Berel Natan Engelman, Líder Espiritual da Sociedade União Israelita em Passo Fundo, correspondem às suas curiosidades sobre o judaísmo?
  • Que livros ou filmes você já viu sobre o Holocausto a que o povo judeu foi submetido na II Guerra Mundial? O que estes filmes ou livros demonstram?
  • Qual é o sentido e o cuidado que os judeus têm para com seus mortos, sobretudo quando tratam do Beit Kvarot (lugar dos sepulcros) ou (casa da eternidade), conforme matéria (https://www.sinagogapf.com.br/chevra_kadisha)?

Conhecimentos e habilidades filosóficas

As temáticas apresentadas para a filosofia procuram caracterizar o objeto do conhecimento, que é o pensamento crítico e reflexivo. Para tanto, remetem sempre ao que é filosofar?, aos grandes temas abordados pelos filósofos ao longo da história da humanidade , qual é o papel da lógica e da ética. A filosofia, ou o filosofar, devem ajudar a problematizar o nosso cotidiano, em busca de respostas mais elaboradas e mais consistentes e conscientes.

Seguem 26 reflexões que foram selecionadas como subsídios para o trabalho de professores e professoras que atuam com Filosofia nas séries finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio.



O QUE É FILOSOFAR?

“Existir, por si só, é algo misterioso…  Afinal, quem somos nós? Qual o sentido das nossas vidas? O que significa dizer que somos livres? E até que ponto podemos conhecer a realidade? Eis, aqui, a nossa própria existência em questão. Pois tais interrogações, dentre tantas outras, incidem sobre a compreensão que possamos ter das nossas vidas, como das nossas relações com os outros, e afetam a nossa visão do mundo, se paramos para pensar…” (AUTOR Sérgio Sardi).

Acesse o texto clicando aqui.

Sugestões de uma prática pedagógica

Esta prática pedagógica pode ser aplicada em estudantes do sexto ano do Ensino Fundamental, Unidade temática Ética e Lógica, Objetos de Conhecimento: “O homem como um ser que pensa/A arte de perguntar, Habilidades: “pensar sobre o ato de aprender, o tempo, os modos de aprender, a responsabilidade, o desejo e a autonomia/estabelecer a distinção entre o filosofar espontâneo, próprio do senso comum e o filosofar como reflexão”.

Questões que fazem pensar: (elaboradas por professor Alex Rosset)

  • 1) Por que a sabedoria nunca se apresenta de forma acabada?
  • 2) De todas as questões apresentadas pelo texto, qual delas você considera a mais importante? Justifique.
  • 3) Desde sua origem na Grécia Antiga, o que a filosofia necessita para se desenvolver?
  • 4) Para que servem a perplexidade e admiração na filosofia?
  • 5) Explique como o diálogo pode ser uma ferramenta da filosofia?
  • 6) A filosofia é algo desafiador: “Surge assim um convite a pensar naquilo que é, ainda, não-pensado, a ir ao encontro dos nossos próprios limites, condição de sua superação”. Você é capaz de pensar numa frase que motiva o sentido de sua vida? Escreva.



DESCONECTADOS, EM REDE?

“Sou usuário das “redes sociais”, acompanho o que pessoas próximas e distantes publicam em seus perfis, interajo com alguns post, “curto”, “comento” “compartilho”, mas também fico irritado, perplexo indignado diante de outros. Pensado sobre essas duas atitudes, surgiu a necessidade deste texto que, mesmo que pessoal, nasceu para permitir reflexão”. (AUTOR: Marciano Pereira)

Acesse o texto clicando aqui.

Sugestões de uma prática pedagógica

Esta prática pedagógica pode ser aplicada a estudantes de sétimo ano do Ensino Fundamental, Unidade temática Ética e Lógica, Objeto do Conhecimento: “Eu, adolescente, no tempo e espaço”, Habilidade: “refletir a relação dos jovens com as mídias e outros grupos sociais”.

Questões que fazem pensar (elaboradas pelo professor Alex Rosset)

  1. A partir da leitura do texto, promover discussão com estudantes sobre a forma como estes utilizam as redes sociais.
  2. Levantar situações, no quadro, sobre situações em que o uso das redes sociais revelam o egoísmo e a maldade das pessoas e outras situações onde o uso das redes pode promover ações solidárias e humanizantes.
  3. Fazer caça palavras que segue.



CAIXA DE PANDORA

“Segundo a mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher da terra, criada por ordem de Zeus. Ela teve em seu poder um jarro contendo todos os males do mundo. Conhecido como a Caixa de Pandora, esse recipiente não deveria jamais ser aberto. Pandora, no entanto, não resiste à curiosidade (talvez maldade ou ingenuidade) e abre a caixa. Uma vez aberta, não é mais possível impedir que o horror se espalhe pelo mundo”. (AUTORA: Tatiana François Motta)

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Sugestões de uma prática pedagógica

Esta prática pedagógica pode ser aplicada em estudantes do sexto ano do Ensino Fundamental, Objetos do Conhecimento Conflitos morais e éticos/Refletindo sobre temas voltados à ética e à moral, Habilidade: “refletir filosoficamente algumas situações morais e éticas ( a partir de histórias) presente nas relações do homem em sociedade, para melhor pensar e criar saídas aos problemas cotidianos.

Questões que fazem pensar. (elaboradas pelo professor Alex Rosset)

  • 1) Pesquise e faça resumo do mito grego “A caixa de pandora”.
  • 2) Qual o único elemento que permaneceu na caixa de pandora? Porque ela sempre se mantém?
  • 3) Faça uma lista de ao menos cinco grandes males que atingem o Brasil atualmente.
  • 4) Segundo o texto como se explica a viabilidade da civilização desenvolver-se?
  • 5) Qual atitude devemos ter diante dos males que estão ao nosso redor?
  • 6) De que maneira podemos manter controlada nossa pulsão destrutiva?



O QUE É IGNORÂNCIA?

“Desde a relativização de dados e estudos sobre meio ambiente e saúde pública, até a contestação absurda de descobertas científicas, a postura da sociedade tende a enaltecer o senso comum e equiparar opinião pessoal a conhecimento acadêmico e científico”. (AUTORA: Tatiana François Motta).

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CONCEITOS DE AMIZADE, AMOR E AFETOS

” Redescobrir-se como um ser em permanente relação com os outros pode ser a grande contribuição que cada um, individualmente, pode oferecer para a elevação de uma nova consciência de humanidade. Reconhecer e vivenciar valores como a solidariedade, a amizade, o amor, a partilha, a alteridade pode nos possibilitar um mundo onde existam menos violentos e menos violentados”. (AUTOR: Nei Alberto Pies)

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COMO VER O MUNDO: FILOSOFO E CIDADÃO

Nossas crianças estão sendo educadas, já corporalmente, para o imediatismo das imagens. O imediatismo, ou seja, o sem mediação, é antes de tudo o rápido. Acesso e entendimento precisam, agora, de velocidade. As pessoas aceleram meus vídeos. Não querem pensar. Se irritam se não recebem toda a informação de uma vez só, como quem recebe um tapa na cara, e não um beijo. São pessoas que já foram educadas pela minha neta. Que sabe beijar já, mas que estará propensa a estapear, aposto. (AUTOR Paulo Ghiraldelli)

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SENTIDO DE VIDA

“A religião e a filosofia são duas doutrinas de salvação exatamente por elaborarem, sistematicamente, aquilo que seria o essencial numa ordem hierárquica de valores, não só para viver, mas bem viver”. (AUTOR Gilmar Zampieri)

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Sugestões de uma prática pedagógica

Esta prática pedagógica pode ser aplicada a estudantes do sétimo ano do Ensino Fundamental, Unidade temática Ética e Lógica, Objeto de Conhecimento “Eu, adolescente no tempo e no espaço”, Habilidade “discutir a fase típica da vida adolescente: sentimentos, conflitos, desejos para refletir sobre os conflitos com olhar mais aberto e consciente”.

Questões que fazem pensar. (elaboradas pelo professor Alex Rosset)

  • 1) Por que a vida do ser humano não pode ser definida apenas como biológica?
  • 2) O que foi decisivo para Frankl manter-se vivo enquanto enfrentava uma vida de privações e de presença excessiva do mal?
  • 3) Faça uma pesquisa sobre logoterapia e escreva um parágrafo resumindo no que consiste.
  • 4) Exemplifique como podemos formular o sentido da vida segundo o texto.
  • 5) Pergunte no seu círculo de convivência, pais, avós, tios(as), qual o sentido da vida para eles. Organize as respostas e traga para compartilhar com os colegas.
  • 6) Quais são as quatro teorias sobre o sentido de vida que são apresentadas no vídeo que está publicado no texto?



CRONICA SOBRE EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE

“Mas a denúncia estava lá, dentro e fora de uma igreja da França. A dor de que fui tomada era imensa. Vivi intensamente a gentileza e a elegância daquelas pessoas que jogavam, que confraternizavam e denunciavam uma situação que todos conhecemos no Brasil, o país que mais mata pessoas LGBTs do mundo”. (AUTORA Sueli Ghelen Frosi)

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A IMPORTÂNCIA DE LER

“Afinal, gostar de ler exige uma série de situações pelas quais é preciso passar: a primeira é a descoberta do valor da leitura; a segunda é a curiosidade pelas novidades que os livros trazem; a terceira é ter livros ou impressos ao alcance das mãos. Tais fatores aparecem, principalmente, quando as bibliotecas estão por perto e são facilmente visitáveis, fornecendo livros emprestados”. (AUTOR: Padre Cesar Moreira)

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MITO DA CAVERNA HOJE

“Seguindo os ensinamentos de Sócrates, Platão indica que para atingir o mundo verdadeiro, o indivíduo deve exercitar o pensamento crítico e racional, transcendendo os limites dos sentidos básicos. De acordo com essa história, as pessoas que vivem em uma grande caverna, estão presas por correntes, que as forçam a estar fixadas com a olhar para as paredes em que estão projetadas as sombras”. (AUTOR Israel Kujawa)

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Sugestões de uma prática pedagógica

Questões que fazem pensar.

Após leitura e compreensão do texto, discutir, em círculo, que novas formas de alienação o mundo moderno apresenta aos jovens de hoje? Que ilusões, que falsas ideias ainda rodeiam o imaginário dos adolescentes e jovens?



O AMOR EM SUAS DIFERENTES CONCEPÇÕES

“Os agressores e assassinos pareciam falar com a mesma propriedade como Jesus: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos que ama”; como São Francisco: “Por amor deixei todos os bens e optei pela irmã pobreza.” Justificam-se como Tereza de Calcutá: “Por amor entreguei minha vida aos pobres e doentes.” Quem lhes deu autoridade para a profanação do amor”. (AUTOR Pablo Morenno)

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FILOSOFIA NO DIA A DIA

“Duvido que alguém tenha saído daquela sala sem ter sido profundamente afetado. Certamente aquela meninada tinha a impressão de que a filosofia fosse algo abstrato, fruto de conceitos que, através da história da filosofia diferentes pensadores elaboraram para entender os valores, a natureza, a beleza, o homem, cada um à sua maneira”. (AUTORA Sueli Ghelen Frosi)

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JOVENS ESTACIONADOS NO PRESENTE –SEM PERSPECTIVAS?

“A revolução da Internet – mas de modo particular o Facebook, WhatsApp e o Instagram – levou uma boa parte da população, homens e mulheres, a estacionar no presente. Um presente fortemente marcado por uma conduta narcisista, no amplo espectro do individualismo moderno ou pósmoderno. E não se trata somente da adolescência e da juventude, como muitas vezes se nota em visões estereotipadas”. (AUTOR Alfredo Gonçalves).

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Sugestões de uma prática pedagógica

Esta prática pedagógica pode ser aplicada a estudantes do sétimo ano do Ensino Fundamental, Unidade temática Ética e Lógica, Objeto de Conhecimento “Eu, adolescente no tempo e no espaço”, Habilidade “discutir a fase típica da vida adolescente: sentimentos, conflitos, desejos para refletir sobre os conflitos com olhar mais aberto e consciente”.

Questões que fazem pensar

  1. Será que o autor tem razão em afirmar que as redes sociais tornaram os adolescentes, jovens e adultos mais individualistas, egoístas e narcisistas?
  2. O que você entendeu desta frase: “Tudo e todos podem ser objetos desse jogo onde está em campo um exagerado apaixonar-se por si mesmo e pela própria performance”?
  3. Qual é a mensagem do vídeo “Geração sem filtro”?
  4. O que o filósofo brasileiro Sérgio Cortella quis dizer no vídeo Z – Geração do Agora?




QUEM SOU EU?

“Nós somos constituídos por pessoas. Eu não sou eu. Eu sou o outro. A vida do outro que viveu pra mim. E eu vou constituindo outras pessoas. Assim nós nos tornamos eternos”. (AUTOR Laércio Fernandes dos Santos).

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LIBERDADE EXISTE?

“Segundo a filosofia, liberdade é a independência do ser humano. Isto é o mesmo que ter autonomia, porém, na prática, restam os questionamentos de que liberdade é utopia. Sartre, Descartes, Kant e Marx tiveram o cuidado de questionar o conceito. No dia-a-dia fica evidente a nossa incapacidade de sermos realmente livres.” (AUTOR Sueli Ghelen Frosi).

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VERDADE E CONHECIMENTO

“Acredito que o conhecimento tem o propósito de atrair e incentivar as pessoas para a busca do novo, sem nenhum trauma, humilhação ou opressão. Talvez esse seja o ensino que liberta o indivíduo, que demonstra amor pelo próximo e pelo coletivo, e que como diz Paulo Freire impregna de sentido aquilo que fazemos a cada instante”. (AUTOR Ricardo Germani)

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DERROTA DO PENSAMENTO?

“Não é apenas o pensamento diplomado que está sendo derrotado. Trata-se também do pensamento de quem busca a verdade através da leitura e do conhecimento de diversas fontes, e se trata do saber ancestral e baseado nas experiências vividas, que não pode ser desprezado pelo saber imediato e sem relação com nada, além da própria impressão da realidade, influenciada pelos meios de (des)informação que hoje dispomos”. (AUTOR: Rui Antonio de Souza).

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ONDE ESTÁ NOSSA HUMANIDADE?

“Os teólogos também fazem perguntas essenciais, mas eles sempre são socorridos pelo além, pela revelação que vem de fora. O filósofo não. O filósofo está no limite da razão. No máximo pode ter intuições e inspirações humanas, demasiadas humanas, mas nunca divinas. O que lhe é limite é, contudo, sua grandeza”. (AUTOR Gilmar Zampieri).

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DEFINIÇÕES DO SER HUMANO

“Diferentemente de Aristófanes que diz que o amor é satisfação no encontro com o objeto amado, Sócrates diz que o amor é desejo e desejo é desejo de algo que nos falta. Acontece que não há objeto que satisfaça o desejo, e o próprio Sócrates diz que há uma escalada de desejos passando de um corpo belo físico e particular, ascendendo para os belos corpos, avançando para as ciências do belo e para o Belo em si…! Amar é, pois, adiar constantemente a satisfação, porque na medida em que se alcança o objeto amado, deseja-se outra coisa e outra coisa e outra coisa, sem fim…” (AUTOR: Gilmar Zampieri)

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O PREÇO POR NÃO SABER

– Teu barato te custou muito caro, pois contratando pessoas incompetentes, perdeste três dias de produção. Da minha parte, levei anos para cursar uma boa faculdade. Ralei noites a fio, preparando-me para as provas, exames e estágios. E mais, continuo a viajar em busca dos saberes globalizados. Tudo tem seu preço, Senhor! (AUTOR Eládio Weschenfelder)

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COMO NOS TORNAMOS HUMANOS?

“Nosso maior palco é a vida e nela somos eternos aprendizes. Nosso maior desafio é a humanização, através do conhecimento. O conhecimento nos torna melhor seres humanos. A escola e a vida são oportunidades de aprendizagem, socialização e construção de conhecimentos. Humanizar é um dos maiores desafios da atualidade”. (AUTOR: Nei Alberto Pies)

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FALAR E ESCUTAR

“Os bons “escutadores” andam sumidos e fazem muita falta no atual momento histórico. Quando temos poucos dispostos a nos ouvir, criamos diferentes maneiras de comunicar as nossas alegrias, dores e angústias de ser humano, como também nossas bestialidades. Amplia-se, então, geralmente, ainda mais nossa incompreensão por parte dos outros”. (AUTOR Nei Alberto Pies)

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O TATU FILOSOFANTE

“O tatu há muito não dormia, pois não queria mais sonhos. Mas descobriu que a vida sem sonhos não tem graça. Era um sujeito sem casa, sem nome, sem roupa, sem problemas, sem saber. Mas sem sonhos, para que viver? (AUTORA Rosangela Trajano)

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RELAÇÃO SER HUMANO E DEMAIS ANIMAIS

“A questão é a relação dos humanos para com os animais que muito precisamente pode ser qualificada de prática nazista de holocausto em campos de concentração. Há um holocausto diário em ação e as vítimas são os mais inofensivos e inocentes possíveis, os animais. Os animais são de Deus, a bestialidade é dos homens (Platão).(AUTOR Gilmar Zampieri)

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SOMOS FOGUEIRINHAS

“Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo”. (Conto de Eduardo Galeano)

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IDEIAS SÃO LENTES

“Há algo de estranho e admirável no mundo. Pensar, por exemplo, que tudo poderia simplesmente não existir, ou que sequer sabemos o que somos, para onde vamos e qual o sentido de tudo… pode até causar vertigens. Pois, são muitas, e são decisivas as perguntas que surgem quando indagamos o sentido último de tudo o que nos cerca”. (AUTOR Sérgio Sardi).

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Filosofia, ética e política

As temáticas apresentadas para a filosofia procuram caracterizar o objeto do conhecimento, que é o pensamento crítico e reflexivo. Para tanto, remetem sempre ao que é filosofar?, aos grandes temas abordados pelos filósofos ao longo da história da humanidade , qual é o papel da lógica e da ética. A filosofia, ou o filosofar, devem ajudar a problematizar o nosso cotidiano, em busca de respostas mais elaboradas e mais consistentes e conscientes.

Seguem 29 reflexões que foram selecionadas como subsídios para o trabalho de professores e professoras que atuam com Filosofia nas séries finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio.


VALORIZAR A VIDA E PRESTAR SOLIDARIEDADE AOS IMIGRANTES

“Ano passado, no Instituto Estadual Cecy Leite Costa, deparei-me com uma situação que exigiu de mim, mais do que ser um professor, ser um verdadeiro ser humano, que vê no outro o seu semelhante. Entrei para dar aula num 3º Ano, observei que 3 alunos não eram brasileiros. Eu poderia fazer como muitos: eles que se virem, quem mandou sair do Haiti para morar no Brasil? Darei minha aula de Língua Portuguesa e se eles não aprenderem, o problema é deles”. (AUTOR Laércio Fernandes dos Santos)

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Sugestões para uma prática pedagógica

Questões que ajudam a pensar:

  • 1) Quais são os motivos que levam as pessoas a migrarem para outros países?
  • 2) Quais foram as motivações que levaram o professor a procurar o Ateliê de Conversação?
  • 3) Qual foi a atitude da estudante quando soube que havia alguém estudante sem material escolar? Qual sentimento fez ela se mobilizar?
  • 4) Pesquise quais são as maiores dificuldades encontras pelos imigrantes quando chegam a um novo país.
  • 5) Você conhece história semelhantes a do professor que fez a diferença na vida dos imigrantes? Relate algumas.
  • 6) Por que é necessário um olhar mais tolerante e compassivo com os imigrantes, como sugere autor de outro texto com link nesta publicação?



TEMPOS DE ASSOMBRO

Se a Peste Negra trouxe  grandes  alterações  sociais e contribuiu para  acabar com o sistema de servidão imposto aos  camponeses  à  época, o que provocará o  Coronavírus   na  economia, na sociedade e na política ?  Quem viver, verá! (AUTOR José Ernani de Almeida)

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Sugestões para uma prática pedagógica

Propor aos alunos que respondam, em duplas ou trios, as questões que seguem. Depois, realizar um debate, com a sala de aula em forma de círculo.

Questões que ajudam a pensar:

  • 1) Temos a sensação de que o Brasil seja o paraíso, mas assistimos a alguns fenômenos desastrosos com grandes consequências sociais: seca, rompimento de barragem, pandemia e outros. No Brasil existe algum plano ou política pública para auxiliar nos possíveis desastres?
  • 2) Sempre que acontece algum fenômeno desastroso procuramos culpados. Essa seria a nossa maneira de nos afastarmos de nossa responsabilidade? Como podemos ser responsáveis pelo que nos acontece?
  • 3) Como podemos exemplificar a expressão: “(…)falsa noção de riqueza da sociedade de consumo do século 21”.
  • 4) Em busca do lucro a qualquer custo, muitas coisas boas são sacrificadas. Por exemplo, a natureza e também vidas humanas. Vocês concordam que algumas pessoas precisam se sacrificar para que outras possam ter uma vida boa e farta?
  • 5) O que vocês imaginam que pode mudar em nossas vidas cotidianas após o evento do Corona Vírus?



CULTURA DE TOLERÂNCIA E ESTUPIDEZ

“A cultura de ódio, perseguição e mentiras cega toda a sociedade, manipula as mentes e nos transforma em “robôs”, repetidores de inverdades e frases prontas”. (AUTOR: Nei Alberto Pies).

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O MEDO COMO OBSTÁCULO PARA A ETICA

“O medo é um obstáculo à ética, porque paralisa a ação. E se não podemos agir, então estamos apartados de nossas escolhas, isso porque se não há ação não há possibilidade, não há devir. (AUTOR: Flávio Tonetti e Arthur Meucci)

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COMO NOS TORNAMOS HUMANOS?

“Nosso maior palco é a vida e nela somos eternos aprendizes. Nosso maior desafio é a humanização, através do conhecimento. O conhecimento nos torna melhor seres humanos. A escola e a vida são oportunidades de aprendizagem, socialização e construção de conhecimentos. Humanizar é um dos maiores desafios da atualidade”. (AUTOR: Nei Alberto Pies)

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Sugestões para uma prática pedagógica

Questões que ajudam a pensar: (elaboradas pelo professor Alex Rosset)

Assistir ao vídeo para responder as questões.

  • 1) Qual é o maior desafio da atualidade apresentado pelo texto?
  • 2)  Quais são as consequências de um mundo cheio de ignorância?
  • 3) Quais são as duas funções principais da escola no processo de humanização?
  • 4) Por que é preciso resgatar os valores essenciais?
  • 5) Quais são as ações que mais humanizam? Cite exemplos.
  • 6) Paulo Freira fala sobre uma maneira de mudar o mundo: mudando as pessoas. Pesquise outras maneiras possíveis de mudar o mundo para melhor.



CRIANÇAS DE AUSCHWITZ

“Imaginemos várias crianças num trem lotado, com sede, fome e calor, no escuro chorando pelos seus pais sem saber para onde estão sendo levadas e com medo do que vai lhes acontecer logo mais. Sim, isso é o inferno e se ele existiu algum dia na terra esse lugar foi Auschwitz. Que esse mal não aconteça nunca mais e que as nossas crianças nunca mais sofram nas mãos de soldados sem misericórdia no coração.” (AUTORA Rosangela Trajano).

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Sugestões para uma prática pedagógica

Questões que ajudam a pensar

Motivados pela leitura do texto, assistir filmes ou ler livros sobre as consequências do holocausto sobre as crianças, da II Guerra Mundial, como “O menino do pijama listrado” e/ou “A menina que roubava livros”. Ao final, fazer um resumo da leitura do texto e de um dos vídeos que assistiu ou livros que leu.




RAIVA: ASPECTOS BONS E MAUS

“A raiva é parte de tudo o que queremos mostrar. É tudo aquilo que não superamos carregar sozinhos. Por não vivermos sozinhos, expulsamos de nós o que já não conseguimos carregar e suportar dentro da gente”. (AUTORA Fernanda Oliveira)

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CRISE ÉTICA

“Mas afinal, o que é ética? Resumindo, a ética trata do agir humano. É também uma postura, uma atitude e um modo de ser, como diziam os gregos. No dia a dia o papel da ética é orientar as ações humanas para que sejam as melhores possíveis”. (AUTOR Angelo Vitório Cenci).

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Sugestões para uma prática pedagógica

Questões que ajudam a pensar: (elaborado pelo professor Alex Rosset)




ÉTICA NA POLÍTICA

“É aqui que ganha relevância a pergunta do título: para que serve a ética na política? O exemplo acima torna a resposta muito simples e transparente: serve para identificar os possíveis conflitos de interesses que estão em jogo, precavendo-se contra eles desde o momento do registro da candidatura. (AUTOR Alfredo Gonçalves).

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RESPEITO E CONSIDERAÇÃO AOS IMIGRANTES

“O direito de migrar é universal. Nenhum ser humano é ilegal. É dever do Brasil, signatário de vários tratados internacionais que reconhecem esse direito, garantir a segurança e os direitos dos migrantes no país. A face cruel do capitalismo não irá barbarizar nossa humanidade”. (AUTOR Setembrino Dal Bosco).

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COMO EDUCAR PARA A ÉTICA?

Comportamentos racistas, machistas, homofóbicos, xenófobos e especistas são sinais de atraso e perversão de ordem moral e má formação de caráter. Pais e professores necessitam ter isso em conta. Isso coloca uma pergunta constrangedora para todas as famílias e para as escolas. Qual é o conceito de vida bem-sucedida que estamos ensinando para os filhos e estudantes? (AUTOR Gilmar Zampieri)

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HOMOFOBIA: QUESTÃO DE OPINIÃO?

“O Brasil está entre os países que mais matam pessoas por serem elas mesmas, por buscarem amar e ser livremente. Ser homossexual no Brasil é um fator de risco, já que a cada 19 horas um LGBT é morto simplesmente por ser quem é. A cada 23 horas uma travesti é morta por crime de ódio em virtude da sua identidade de gênero, diferente do “tradicional”, que incomoda a ponto de matar e resulta em estatísticas alarmantes”. (AUTORA Ingra Costa e Silva).

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Sugestões para uma prática pedagógica

Questões que fazem pensar.

  1. A partir da leitura do texto, levantar na turma situações conhecidas pelos estudantes sobre a prática da homofobia na sociedade.
  2. Propor discussão sobre porque o Brasil tem tão altos índices de violência contra as populações LGBTs?
  3. O que precisa acontecer na sociedade para que nos tornemos mais tolerantes às diferentes diferenças entre a gente?




COMO É A VIDA NAS REDES SOCIAIS?

“A internet, porém, é feita por anônimos. As pessoas que postam e compartilham nem sempre são seres reais – e nem sempre falam sobre dados e informações reais. O espaço virtual propicia a omissão do sujeito e, todos os dias, o facebook te convida a dar a sua opinião quando te pergunta na página inicial: “No que você está pensando?” (AUTORIA site)

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COISAS DE MENINO E COISAS DE MENINA?

“Reforçando estes papéis construídos socialmente, lá na infância, que fizemos com que os adultos naturalizem que o trabalho doméstico e cuidar dos filhos é uma função da mulher, que o homem deve ser agressivo, correr de carro, demonstrar masculinidade portando armas…”. (AUTOR Ingra Costa e Silva).

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O QUE REPRESENTAM OS POLÍTICOS E A POLÍTICA?

“A política não é um espaço para a ação de anjos, mas é o espaço de disputa dos mais diferentes interesses que estão em jogo na sociedade. A disputa destes interesses é legítima, desde que os mesmos estejam sempre bem explicitados, para que todos saibam o que move os candidatos que se propõem a representar os interesses da população”. (AUTOR: Nei Alberto Pies)

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A VIOLÊNCIA SE DIZ DE VÁRIAS FORMAS

“Algo parecido acontece com as múltiplas cópias possíveis de serem feitas a partir do original. O original é só um, as cópias são muitas. Essa ideia é atraente, mas é falsa. Essa postura é reflexo de um platonismo tardio que pensa a partir da metafísica do Um, do Bem, do Justo em si. Aristóteles já havia confrontado Platão e dito que o bem, o verdadeiro, o belo, o ser, enfim, se diz de várias e legítimas formas. Mas isso tudo é conversa de filósofos metafísicos e a questão que interessa, aqui, é mais pé não chão, mais terra e menos nuvens. Sejamos, pois, fieis à terra, como diz Nietzsche”. (AUTOR Gilmar Zampieri)

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NORMALIDADE: PORQUE ACEITAMOS CERTAS COISAS COMO NORMAIS?

“Como podemos considerar aceitável que pessoas próximas a nós espalhem fotos e vídeos íntimos de gente que nem conhecem, ou que conhecem bem demais? Como pode ser comum a indigência, a barbárie, a deterioração da vida humana, a desconsideração total com sentimentos e necessidades dos outros?” (AUTORA: Tatiana François Motta)

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ÉTICA E HOMOSSEXUALIDADE

“A ética levanta a seguinte questão: o que há de errado em ser homossexual? E se não há nada de errado, porque então insistir em querer que os que são, mudem e deixem de ser?” (AUTOR: Gilmar Zampieri)

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SABER OUVIR

“Ouvindo o outro você escuta o que ele disse, ao invés de escutar o que quer ouvir. Você aprende, você entende. Você discute. Tão demonizadas em períodos de bipolaridades políticas e religiosas, as discussões têm um papel fundamental na construção de novos saberes. Na construção de ideias coletivas, na construção de um mundo mais humanamente habitável e socialmente justo”. (AUTORA: Ingra Costa e Silva).

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ÉTICA NA ALIMENTAÇÃO

“Estamos, agora, a um passo de perder a inocência alimentar, inocência no prato. O prato e o que entra nele é algo tão natural que, raramente, e poucos se interrogam, seriamente, quanto à necessidade de pensar e escolher consciente e responsavelmente o que se come. O ato de comer é um ato ético, ou anti-ético. É um ato ético sempre que nele entra o outro reconhecido como outro, respeitado como outro em seus direitos, e anti-ético quando negamos a alteridade do outro enquanto outro”. (AUTOR: Gilmar Zampieri).

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RECONHECIMENTO SOCIAL

“A qualidade de nossa vida social está intrinsecamente ligada com a nossa capacidade de conviver, de associar-se, de mover-se, de construir acordos e projetos coletivos, de agregar”. (AUTOR Nei Alberto Pies)

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VANTAGENS EM COOPERAR

“Ao desaprendermos a cooperação, empobrecemos nossas relações sociais e a própria condição de humanidade, que se realiza a partir da interdependência com os outros. Ao abrirmos mãos da intrínseca relação entre o eu e o outro, perdemos a dimensão da construção social que é sempre coletiva; que nos faz humanidade em movimento”. (AUTOR Nei Alberto Pies)

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Sugestões para uma prática pedagógica

Questões que ajudam a pensar: (elaboradas pelo professor Alex Rosset)

Esta prática é sugerida para estudantes do oitavo ano do Ensino Fundamental, Unidade temática Ética, Objetos de Conhecimento Dilemas éticos/valores, habilidade “experimentar situações que possibilitem o debate e a argumentação e exercitar a tomada de posição em princípios éticos”.

  • 1) Quais são as principais vantagens entre aqueles que cooperam?
  • 2) Quais as consequências possíveis se abrirmos mão da cooperação entre nossos semelhantes?
  • 3) Em seu slogan de publicidade o banco Sicredi anuncia: “Gente que coopera cresce”. Que mensagem o banco de crédito espera transmitir às pessoas?
  • 4) O que significa ser um individualista? Elabora um exemplo de uma situação de individualismo.
  • 5) Por que, segundo o texto, a minha liberdade não termina onde começa a do outro?
  • 6) Sutilmente o texto afirma que as gerações atuais são mais individualistas. Quais seriam os motivos?



ENTRE ESTÉTICA E UTILIDADE

“O sentido estético não é apenas feminino, é inerente ao ser humano como os detalhes das malas, embora nas mulheres, por motivos óbvios, adquiriu ênfase próprio. Até minha mãe, simples cabocla e camponesa, almejava a beleza em seus feitos”. (AUTOR: Pablo Morenno)

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Sugestões para uma prática pedagógica

Questões que ajudam a pensar: (elaboradas pelo professor Alex Rosset)

Esta prática pode ser aplicada em estudantes do nono ano do Ensino Fundamental, Unidade temática Política, Conhecimento e estética/Temas ligados à estética. Habilidade “pensar o conceito de estética e pensar criticamente os padrões de beleza que regem sociedade atual”.

Também pode ser aplicada a estudantes do Ensino Médio.

  • 1) Faça uma pesquisa sobre a definição do que é estética e como ela pode ser útil para a sociedade.
  • 2) O que a estética é capaz de fazer com as coisas mais simples do mundo?
  • 3) Você consegue perceber a distribuição estética no espaço em que vive? Cite ao menos três exemplos.
  • 4) Quando você está pesquisando um produto novo para a comprar o que mais leva em consideração? Sua beleza ou apenas a utilidade? Explique.
  • 5) Seria correto, segundo o texto, afirmar que o senso estético (a capacidade de julgar, raciocinar, apreciar e decidir o que é belo e agradável aos sentidos humanos) está mais desenvolvidos nas mulheres? Justifique sua posição.
  • 6) O belo pode ser definido como (a) que tem formas e proporções harmônicas; bonito ou também (b) que produz uma viva impressão de deleite e admiração. Identifique uma obra de arte que seja capaz de fazer jus aos atributos do belo e explique os motivos de sua escolha.




POR QUE SER ÉTICO?

“Partindo de uma concepção de que somos seres em relação, o professor afirma que a humanidade está nas mãos dos seres humanos. Somos abertos, inconclusos, podemos sempre ser diferentes e mais do que somos. Ao mesmo tempo que pode estar na perspectiva de potencialização e afirmação positiva, a humanidade pode também estar na perspectiva da destruição e dominação de uns sobre os outros”. (AUTOR Paulo César Carbonari)

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Sugestões de uma prática pedagógica

Questões que fazem pensar.

  1. Quais são as ideias apresentadas no vídeo sobre ser ético?
  2. Que exemplos da vida cotidiana podemos citar como parte da dimensão ética da vida da gente?
  3. É fácil agir eticamente?




COMO É SER MULHER HOJE?

“Sozinha nunca merece. Existindo nunca merece. Bem na verdade, parece que nunca merece. Em situação nenhuma, em lugar nenhum, com roupa nenhuma. Isso é ser mulher. Todo dia, de uma forma tão frequente, acabamos naturalizando todo tipo de barbaridade que a sociedade nos submete. E aí, você ia querer ser mulher numa sociedade como esta? (AUTORA Ingra Costa e Silva)

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EXISTEM HUMANOS DIREITOS?

“Gosto da frase que diz: os direitos humanos não são só para os humanos direitos. Essa frase dá o que pensar. Há uma narrativa conservadora e elitista que teima em se opor aos defensores dos direitos humanos dizendo que estes só defendem marginais, homossexuais, pobres, negros e excluídos”. (AUTOR Gilmar Zampieri)

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DIREITOS E FRAGILIDADE HUMANAS

“Ainda esperamos encontrar o humano: em sua fragilidade. Sim, ali está o humano, na fragilidade, nos limites da fragilidade. É ali que todas as nossas mais profundas crenças se chocam com a singular realidade. E, deste modo, renovam-se como sentido. Pensar assim é pensar que a dignidade não é dada e nem é mérito de privilegiados”. (AUTOR Paulo César Carbonari).

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MUNDO SEM REFLEXÃO?

“Como somos, sem ideias? O que seremos sem reflexão (que nada mais é do que pensar a ação humana)? O que importa é que, apesar desta cultura de não-reflexão já ter tomado conta de quase todo mundo, ainda conseguimos espaços para perguntar e refletir, como estou fazendo agora. Resta saber se ainda existem espaços para a gente mudar, de verdade, o percurso que a engenhosa humanidade já decidiu trilhar. Se ainda teremos tempo de nos humanizar (nos tornar seres humanos melhores). (AUTOR Nei Alberto Pies)

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O QUE É SER DO BEM?

Somos, por natureza humana, pouco bons e pouco maus. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno, estamos em busca do necessário equilíbrio. As religiões sabem disso, por isso sua insistência em nos ajudar a equilibrar os pensamentos e as ações cotidianas”. (AUTOR Nei Alberto Pies)

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