Guerrear pela paz

Em nome d´Aquele que pediu para guardar a bainha, multiplicaram-se os exércitos, e o “amai-vos” foi devorado pelo “vencei-os”.

Promover a guerra em nome da paz parece um nebuloso, mas, infelizmente, é uma realidade límpida. Sob a retórica de promover a paz e proteção a povos violentados, líderes políticos e religiosos cometem outras barbáries, alegando buscar a proteção de seus povos ou tentando instaurar uma ordem justa. Na prática, é apenas uma forma de manipulação para justificar agressões e conquistas.

Talvez seja porque a guerra é vista como um meio para alcançar um fim, e o fim seria a paz. Mas como se chegar à paz pela guerra? Como chegar à vida pela morte? Como chegar à justiça pelo totalitarismo?

E como pode um líder político cristão promover a guerra em plena semana da Páscoa?

Catedrais de silêncio avançam sobre os cadáveres de inocentes. Cantam-se “Aleluias” para abafar os gritos de desespero dos feridos. Ironia tecida com salmos de ferro.

Em nome d´Aquele que pediu para guardar a bainha, multiplicaram-se os exércitos, e o “amai-vos” foi devorado pelo “vencei-os”.

O Deus que mora nos detalhes da paz vê-se, de repente, sequestrado por discursos absurdos, enquanto homens de joelhos calejados pela oração levantam mãos que já usaram gatilhos e botões de mísseis.

No fim, a guerra dita santa deixa apenas a terra profanada pelos que deviam ser pacificadores. E quando Ele chegar e disser “A paz esteja convosco!” poderá ser um tanto tarde, até mesmo para o príncipe da paz.

Em tempos de guerra, a Páscoa pode parecer um sussurro distante, um eco de esperança abafado pelo barulho das armas e pelo choro das mães. Onde existirá a Páscoa, em meio à guerra?

No oriente médio, uma jovem acorda antes do sol nascer. Ela acende uma vela em sua casa improvisada, feita de escombros e sonhos quebrados. A chama dança no rosto dela, iluminando um sorriso fraco. “Hoje é Páscoa”, sussurra para si mesma. Pega pedaço de pão seco e o parte ao meio. Coloca um pouco de azeitona em cima e fecha os olhos. “Ele ressuscitou!”, grita na janela. Seu grito se mistura ao som das bombas.

Em algum lugar da cidade, um soldado anônimo, cansado e sujo, encontra um ovo de chocolate escondido em sua mochila. Sua filha o havia colocado lá antes de ele partir. Ele sorri, um gesto quase esquecido em meio à guerra.

A Páscoa procura a paz em gestos quase invisíveis, em promessas vazias de cristãos armados de espadas. E Jesus é morto e crucificado a todo momento. E tenta perguntar a seu Pai o que não funcionou direito com sua encarnação, paixão e morte.

Autor: Pablo Morenno. Também escreveu e publicou no site “O menino do Portinari e o colapso do mundo”: www.neipies.com/o-menino-do-portinari-e-o-colapso-do-mundo/

Edição: A. R.

Antes da palavra: sobre Arquitetura da linguagem

Ouso dizer que o mais próximo que chegamos, com palavras, da Arquitetura da Linguagem talvez seja a poesia. Essa deixa ao abismo que se conecta com a imensidão. Mais artisticamente, poderíamos tentar definir que a palavra é como uma estrela no céu. Consegue sentir?

Honestamente, eu gostaria de compartilhar com vocês que eu ainda tenho certa dificuldade em resumir o tema deste livro em palavras, o que pode mesmo soar um tanto quanto paradoxal, porque ele se intitula Arquitetura da Linguagem. Ou seja, também é sobre linguagem e, portanto, deveria conseguir usar esse sistema ao transpor a ideia em palavras. Talvez, o problema venha com a arquitetura.

Derivada de arkhitekton, do grego antigo, a palavra é uma combinação entre arkhé, que remete à ideia de princípio, e tékton, que traz à tona o fazer de um artesão. Nesse contexto, a Arquitetura da Linguagem pode ser interpretada como uma matriz, ou a mãe dos movimentos em nosso espaço mental, o conjunto de processos cognitivos que nos permitem pensar, imaginar e compreender o mundo. A palavra em si é apenas um produto da linguagem, ou uma filha dela (para deixar as coisas menos comerciais).

Eis a dificuldade em falar daquilo que vem antes da própria palavra. Ouso dizer que o mais próximo que chegamos, com palavras, da Arquitetura da Linguagem talvez seja a poesia. Essa deixa ao abismo que se conecta com a imensidão. Mais artisticamente, poderíamos tentar definir que a palavra é como uma estrela no céu. Consegue sentir?

E olha que interessante: provavelmente, ao ler isso você deva ter imaginado algo assim:

Foto de Patrick Fore na Unsplash

E não é surpreendente: como eu posso escolher palavras que invoquem imagens na sua mente? O divertido e para além do ordinário, desta obra, é que iremos descobrir que, muito além de vozes e imagens, o nosso pensamento pode revelar entendimentos sobre questões profundas da experiência humana, como o que é o ser, o espaço e o tempo, e com o tempo, o início e o fim de tudo.

Dúvidas frequentes:

Ana, eu tenho receio de que este seja um livro difícil de ler.

Esse receio é mais comum do que parece e pode ter relação com um certo “academicismo” no campo da filosofia ou resumindo de outra forma, com uma linguagem rebuscada ou complexa, difícil de digerir.

Uma das minhas principais críticas, algo que defendo já no início do livro, é justamente, quanto a nossa incapacidade de tornar acessível o que é importante. Meu maior esforço foi justamente traduzir algo complexo de um jeito simples, divertido e leve. E, para facilitar, o livro ainda vem com 96 imagens que ajudam você a compreender melhor o que eu estou tentando transmitir.

Onde posso adquirir?

Você pode comprar o livro diretamente na Amazon e conferir o valor por este link:

https://a.co/d/0eqnY7e3?utm_source=ig.

Ou, enquanto durarem os estoques, diretamente com a autora pelo WhatApp: (54) 99944 7760.

Se possuir mais alguma dúvida, sinta-se à vontade em deixar um comentário aqui nesta publicação, na Seção “DEIXE UMA RESPOSTA”.  Assim que possível, eu darei o devido retorno.

Por fim, obrigada, Nei Alberto Pies, por todo o apoio, tanto na divulgação dos meus textos, quanto pela oportunidade de agora divulgar esta obra por aqui!

Autora: Ana P. Schaeffer. Também escreveu e publicou no site “Quando as mulheres dão nome às coisas”: www.neipies.com/quando-as-mulheres-dao-nome-as-coisas/

Edição: A. R.

O professor reinventado

“Sede protagonistas duma “nova coreografia” que coloque no centro a pessoa humana, sede coreógrafos da dança da vida.”
(Papa Francisco)

A profissão docente é e sempre será uma profissão insuficiente, pois ampara-se no passado, no que já foi aprendido ou vivenciado, a fim de projetar o presente e o futuro. Ser professor exige estar disposto a se reinventar a cada passo, para que a palavra que diz não seja vazia e nem deslocada do contexto.

Em um belo texto, Rubem Alves propôs a fábula dos Urubus e Sabiás. Ocorre que nesta breve narrativa, o autor expõe a pretensão dos urubus em decidirem quem canta bem e pode ser reconhecido com um diploma conquistado de acordo com as regras impostas justamente por quem não sabe cantar e não tem essa habilidade. Quem leciona sabe das pilhas de relatórios, documentos, comprovações e outras demandas inventadas por muitos que jamais pisaram em uma sala de aula, tirando o tempo precioso do exercício da criatividade, da interação e da pesquisa.

O domínio da teoria não é suficiente à práxis educativa: eis a conclusão da parábola que relatei.  Isto porque a verdadeira aprendizagem está ancorada na existência, com um pé na realidade. Nesse sentido, educa quem tem autoridade, a partir de sua própria práxis. O conhecimento é, assim, compartilhado e a busca pelo saber é estimulada. Ensinar exige paciência, repetição, estudo e busca de novas formas de inserção na cultura, que está em permanente mudança.

O bom professor reconhece sua insuficiência. Somos insuficientes, porque cada encontro, aula, situação pedagógica é inédita. Ainda que os contextos possam ser semelhantes, não há uma única aula que possa ser igual à outra.

Aí encontra-se a beleza e a grandiosidade de dedicar-se à educação: não há rotina, nem repetição, nem monotonia na vida de quem se compromete em educar com qualidade e competência. Além disso, o professor aprende à medida em que busca novos métodos para ensinar e dispõe-se a atualizar os conhecimentos já consolidados.

Especialistas afirmam que são realizadas cerca de 200 novas descobertas científicas por dia e que teremos acesso a esses saberes em um prazo de 5 anos, o que indica um delay entre o que já sabemos e o que ainda nem imaginamos. Nessa lógica, podemos dizer que somos a espécie que sabe, mas somos muito mais a espécie que ainda tem muito a aprender.

Reinventar-nos implica, portanto, em tecer nova linguagem sobre o conhecimento, uma vez que nossa ignorância é maior do que nossa ciência. Costumo dizer aos estudantes que cada disciplina é apenas um aperitivo, talvez o umbral de um universo que pode abrir-se diante deles, caso desenvolvam interesse genuíno por aprender.

Vem a calhar a fala do Papa Francisco incentivando a juventude a deixar de olhar pela janela, para entrar na vida e assumi-la. Da mesma forma acredito que se faz necessário ajudá-los a deixar para trás o espírito de dependência (talvez de preguiça), para tornarem-se protagonistas de sua própria aprendizagem.

Conclui-se que a tarefa principal do educador neste século não consiste em transmitir saberes, mas em aguçar o espírito dos estudantes, para que sintam sede de aprender, sem perder de vista o aforismo de Toffler, ao profetizar que: “O analfabeto do século XXI não será o que não sabe ler, mas o que não quer aprender”.

FONTE: https://cnbbsul3.org.br/o-professor-reinventado/

Prof. Dr. Rogério Ferraz de Andrade. Coordenador da Comissão Episcopal da Educação e Cultura – CNBB Sul 3. Também escreveu e publicou no site “Preparar professores”: www.neipies.com/preparar-professores/

Edição: A. R.

Del loco de Asís, a la #CulturaRuf.

Conventuales es una residencia sin fines de lucro cuyo objetivo es ofrecer a jóvenes universitarios en calidad de residentes una experiencia de vida comunitaria, participativa y co-responsable según los principios orientadores franciscanos, en la certeza de que esta experiencia los enriquecerá como personas, como sujetos sociales y como profesionales.

Describa brevemente su historia personal y religiosa.

Soy fray Sebastián Montero, franciscano conventual. Nací en 1982 en el Sur del Gran Buenos Aires, Arg. en una familia trabajadora, mamá maestra y papá obrero de la industria del vidrio.

Estudié la tecnicatura química junto con mi hermano mayor, al tiempo en que conocí la vida de la pastoral juvenil en la capilla San Antonio de mi pueblo, acompañando a mi hermana menor en catequesis. Emprendí la vida universitaria y estudié agronomía con el deseo de dedicarme a la alimentación de la gente desde las bases de la producción de alimentos.

Durante la vida universitaria me comprometí con la propuesta pastoral en mi comunidad local, trabajando en huertas comunitarias y en la animación de catequesis, hasta que descubrí la vida de los frailes menores conventuales, donde encontré que Dios me llamaba a dar respuesta con mi vida joven entregándome a la vida franciscana. Tuve la dicha de conocer como misionero, las realidades del norte de Argentina y la opción de los frailes de atender esa porción de la iglesia al modo de San Francisco.

En 2008 ingresé al postulantado, dejando mi profesión, mi novia, mi familia, mi trabajo y comunidad, con la certeza de que mi vida entregada sería más fecunda por el camino franciscano que por el trabajo profesional. Dios se valía de mis sueños, me llamaba a sembrar otras semillas, las semillas del Reino por otros lados!!

Cómo, cuándo y por qué comenzó su fascinación y compromiso con los jóvenes?

Conocer a Jesús en el ámbito de la pastoral juvenil fue lo mejor que me pasó en mi camino de búsqueda, ya que al mismo tiempo en que desarrollé mi vida universitaria, conocí el carisma franciscano. Los frailes me invitaron a participar primero de las propuestas de la pastoral juvenil universitaria y las misiones juveniles. Luego del postulantado y noviciado, desde dentro de la Orden pude unir mis nobles ideales de juventud con las obras que los frailes disponían para el servicio del Reino de Dios en Argentina y Uruguay.

En 2012 inicié mi trabajo en conventuales durante mi etapa de estudios de Filosofía y Teología, en la  residencia universitaria que acoge la vida de jóvenes sueños del interior del país, desde la experiencia de nuestro carisma: la fraternidad.

Cuándo, cómo y por qué se transformó el Convento Franciscano (Conventuales) en una Residencia Universitaria?

Los frailes italianos habían llegado desde Padua al Uruguay alrededor de 1950, atendiendo con servicios pastorales, misioneros y educativos las zonas del litoral y del centro del país. Viendo la necesidad de los jóvenes del interior que finalizaban sus estudios buscando alternativas profesionales en la capital desde la universidad, ofrecieron en 1955 los inicios de la actual propuesta de conventuales.

Inicialmente como un pensionado franciscano, que acogía jóvenes de bajos recursos del medio rural para apoyar su camino formativo en la capital ofreciendo una solución habitacional y un acompañamiento cercano desde el Convento. Hoy, luego de 70 años de camino, conventuales sigue siendo una respuesta alternativa, para acompañar los jóvenes sueños del interior del país desde la experiencia de Francisco de Asís, el hermano de todos.

Qué equipo atiende a los más de 80 jóvenes que residen en Conventuales?

Somos un equipo de frailes, profesionales, ex residentes, laicos  familias y jóvenes residentes, que desde sus roles hacemos parte del equipo que lleva delante del proyecto educativo y evangelizador con mucho compromiso. Desde hace unos años, lo llamamos Proyecto #CulturaRuf, buscando siempre fortalecer e incorporar esos valores propios que se gestan año tras año, viviendo la experiencia de ser un residente Conventual.

Qué es RUF (Residencia Universitaria Franciscana)?

Conventuales es una residencia sin fines de lucro cuyo objetivo es ofrecer a jóvenes universitarios en calidad de residentes una experiencia de vida comunitaria, participativa y co-responsable según los principios orientadores franciscanos, en la certeza de que esta experiencia los enriquecerá como personas, como sujetos sociales y como profesionales. La propuesta intenta acompañar la vida de 6 fraternidades de 14 jóvenes que viviendo en fraternidad sus vocaciones, encuentran en el carisma franciscano un modo de ser “profesionales nuevos”, al servicio de los más desfavorecidos de la sociedad.

Cuáles son los objetivos del trabajo pastoral que se realiza desde la Residencia Universitaria?

El principal objetivo pastoral de la Residencia, es que a la luz de la vida en fraternidad, los jóvenes se reconozcan como verdaderos hermanos, hijos de un mismo Padre, que los llama de diversas maneras, según los dones recibidos, a entregar su vida profesional al servicio de los demás.

Assista (jovens em atividade 2026): https://www.instagram.com/reels/DWP4tOYkvrs/

Cuál es la relación con las familias de estos más de 80 jóvenes que residen en Conventuales?

La familias son un actor importantísimo en el acompañamiento de los jóvenes, a través del vínculo estrecho con el equipo de trabajo y la respuesta generosa que enriquece los proyectos presentados por los mismos jóvenes, para desarrollar su camino vocacional, con aportes concretos, desde los distintos voluntariados que ellos mismos llevan adelante. Ollas populares, atención a las personas en situación de calle, presencia semanal en los merenderos del tradicional Barrio Sur de Montevideo, y en las misiones anuales desarrolladas por el interior del país.

Cuáles son los desafíos de la misión evangelizadora católica en Uruguay y en el mundo?

Desde nuestro humilde aporte franciscano, creo que la misión evangelizadora, especialmente en Uruguay y en Conventuales en particular, tiene que ver con trabajar codo a codo con los jóvenes, acompañando sus nobles deseos de servir y sus ideales de entregarse, ayudándolos a descubrir que Dios es quien está detrás de esos profundos deseos de servir. Ayudarlos a descubrir que Dios tiene sueños más grandes que los que puedan soñar como universitarios. Y que para nosotros franciscanos conventuales, el Hijo de Dios se ha hecho Camino, y ese camino nos lo ha mostrado nuestro padre San Francisco.

Cuál es el mensaje de Francisco de Asís para el mundo actual?

En este año jubilar, a 800 años del tránsito al Paraíso de San Francisco, su mensaje de paz y bien sigue siendo una propuesta vigente, actual y necesaria para los tiempos que nos tocan. La fraternidad universal es posible.  Francisco, en su tiempo, no optó por ser un fuga mundis, sino que por el contrario, fue una respuesta para el mundo.

Hoy nosotros, los franciscanos y todos los jóvenes que viven a la luz de este carisma, somos también una respuesta para el mundo de hoy fragmentado e individualista. Somos hombres de paz y bien que buscamos estar en armonía con Dios, con nosotros mismos, con los hermanos y con la creación. Somos llamados a ser hermanos menores al servicio de todos, viviendo el evangelio, con la misma radicalidad con la que lo hizo el pobrecillo de Asís.

Cuáles son los mayores desafíos y alegrías de su trabajo con los jóvenes?

En estos tiempos, donde predomina el individualismo, la indiferencia, la falta de sentido a la vida, creo que es un signo de mucha esperanza, reconocer en la experiencia de Conventuales desde la nobleza de los grandes ideales de juventud que afloran de la vida en fraternidad y de las búsquedas creativas y sencillas de los jóvenes para ser significativos y hacer valer todo aquello que traen culturalmente y que el mundo parece diluir.

Es un desafío y, al mismo tiempo, una gran alegría animarlos a ir contracorriente, siendo signos de contradicción en un mundo que tanto lo necesita. Así como lo hizo el loco de Asís, fray Francisco, un hombre que murió hace 800, no dejando instrucciones, sino diciendo: “yo hice mi parte, que Cristo les muestre a ustedes que deben hacer”

Conheça mais sobre Conventuales: www.conventuales.com.uy/la-ruf.html

Fray Sebastián

15/4/2026

Fotos: Arquivo pessoal fray Sebastián Montero/ Divulgação

Edição: A. R.

Site é referência entre os principais sites brasileiros dedicados ao tema

Deixo meu reconhecimento ao professor Nei Alberto Pies por sua dedicação à educação e por compreender que o ato de educar vai além da formalidade. Seu trabalho amplia sentidos e perspectivas, consolidando um espaço plural que promove discussões sobre temas transversais, reúne mais de 80 colaboradores e alcança, de forma orgânica, a marca de mais de um milhão de acessos.

“A marca expressiva de mais de um milhão de acessos ao site idealizado pelo professor Nei Alberto Pies, ao longo de uma década, é um reconhecimento de sua curadoria criteriosa de conteúdos, reflexões e debates que fortalecem a educação. Soma-se a isso a qualidade dos mais de 80 convidados que contribuíram e seguem contribuindo com a produção de textos para o espaço.

O site nasceu em 2015 e, junto com ele, fui desafiada a dar vida ao projeto “Profissões Educadoras”. A partir de um olhar jornalístico, busquei oferecer ao leitor exemplos de pessoas que, em suas diferentes áreas de atuação, contribuíam com a educação ao compartilhar saberes.

Saiba aqui: www.neipies.com/author/m_machado/

Foram histórias emocionantes, acompanhadas de reflexões relevantes nos campos social, jurídico, religioso, médico e cultural. Hoje, ao revisitar essas matérias, ainda me emociono e percebo que os temas permanecem atuais, evidenciando o papel transformador da educação na construção cotidiana da sociedade.

Ao professor Nei, deixo meu reconhecimento por sua dedicação à educação e por compreender que o ato de educar vai além da formalidade. Seu trabalho amplia sentidos e perspectivas, consolidando um espaço plural que promove discussões sobre temas transversais, reúne mais de 80 colaboradores e alcança, de forma orgânica, a marca de mais de um milhão de acessos. Que esse público continue a crescer e a fortalecer o espaço, enriquecendo-o com diálogos e debates e consolidando-o, cada vez mais, como uma referência entre os principais sites brasileiros dedicados ao tema”.

Autora: Márcia Machado, jornalista que produziu matérias sobre Profissões Educadoras no site.

Leia também: www.neipies.com/resultados-do-site-compartilhados-com-reitora-da-upf-universidade-de-passo-fundo/

Foto: Amanda Peres

Edição: A. R.

“Pega na mentira, corta o rabo dela…”

A mentira deixou de ser uma questão estrita à moral individual e passou a ser uma arma que mata reputações e pessoas.

Em 1981, Erasmo Carlos lançou uma canção na qual ironiza mentiras imaginadas e mentiras assimiladas pela nossa cultura.

“Já gravei um disco voador; disse a Castro Alves seu valor; vi papai Noel numa favela; o Brasil não gosta de novela. Já não morre peixe, na lagoa; passa todo mundo no vestibular. Pega na mentira, pisa em cima, bate nela…”

Há dois mil anos atrás, para desacreditar o testemunho de mulheres que afirmavam que Jesus de Nazaré havia ressuscitado, os homens do templo subornaram os soldados romanos para que divulgassem uma mentira: “Digam que os discípulos deles foram à sepultura durante a noite e roubaram o corpo enquanto vocês dormiam” (Mateus 28, 13).

Em determinados ambientes, a mentira é vista como um ‘ativo’ importante.

No mundo dos negócios, especialmente na publicidade, a mentira é geralmente considerada uma demonstração de esperteza, e a pessoa mentirosa é elogiada. A mentira deixa de ser vício e se reveste de virtude. A mentira adquire beleza, e ninguém pega ou corta o rabo dela.

Alguns anos atrás escutei descrente a afirmação de que iniciávamos a era da pós-verdade. Não imaginava o que nos esperava. Hoje, a mentira nos envolve por todos os lados, rebatizada com o nome de fake. Ela não frequenta mais apenas o mundo da publicidade; ela nos visita diariamente, entrando pela porta das redes e meios de comunicação social.

Separar o joio do trigo, ou melhor, distinguir o que é verdade e o que é mentira tornou-se um trabalho digno de Hércules. No mundo da política, a mentira tornou-se moeda corrente, e a verdade é sacrificada diariamente no altar do deus dos interesses. Acabamos quase acreditando que os candidatos querem se sacrificar pelo bem comum.

A mentira deixou de ser uma questão estrita à moral individual e passou a ser uma arma que mata reputações e pessoas.

Se você duvidar, ou considera minha afirmação exagerada, considere as razões e ‘verdades’ apresentadas pelos senhores da guerra (Trump, Putin, Netanyahu e caterva) para justificá-la.  A mentira tornou-se arma letal e armadura de defesa. Por isso, urge chamar a mentira pelo nome, pisar e bater nela, cortar o rabo dela.

Para Jesus de Nazaré, quem mente reiteradamente transforma o mundo num mercado de negócios, é homicida e filho da mentira, do Inimigo, de Satã.

Falando aos dirigentes do templo, ele ataca: “Vós tendes por pai o Diabo, e quereis fazer o que o vosso pai deseja. Ele era homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade. Quando fala mentira, fala o que é próprio dele, pois ele é mentiroso e pai da mentira” (João 8,44).

Leia também: www.neipies.com/calunia/

Autor: Itacir Brassiani. Também escreveu e publicou no site “Que a guerra não me seja indiferente”: www.neipies.com/que-a-guerra-nao-me-seja-indiferente/

Edição: A. R.

“Ou a gente mata o medo ou o medo mata a gente”.

Repercutimos, nesta coluna do site, importante e emocionado discurso do Homenageado na Abertura do Ano Acadêmico 2026, Paulo Monteiro. Somos todos e todas gratos e gratas pela sabedoria, generosidade, conteúdo e forma que Monteiro transmitiu a todos os presentes na noite do dia 10 de abril de 2026.

Senhor Presidente Gilberto Cunha, Senhores acadêmicos e acadêmicas, Senhoras e Senhores Convidados.

Regresso 54 anos no tempo. Este prédio é outro, as pessoas são outras, mas a Academia Passo-Fundense de Letras continua a mesma na prática da cultura.

Reuníamo-nos aqui em grupo de jovens cabeludos que escreviam poemas, sob as mais diversas influências formais, geralmente as mais conservadoras. No fundo, seguíamos ou nos identificávamos com as correntes pós-modernistas como a poesia práxis e o poema processo. 

Na maioria, em vez de cantar rosas, passarinhos e amores, cantávamos o humanismo. Eram tempos duros, de terrorismo de estado, que resumi em quatro versos publicados em meu livro “Eu resisti também cantando”: 

“COM SANGUE A GENTE ESCREVE

MAS COM O SANGUE INOCENTE

OU A GENTE MATA O MEDO

OU O MEDO MATA A GENTE”.

Ao nosso lado, sempre nos incentivando, participando de nossas reuniões e nos acompanhando os membros da Academia Passo-Fundense de Letras, como  verdadeiros  mentores e  preceptores.  Entre eles, destacavam-se a figura maternal da professora Delma Rosendo Ghen.

Se Francisco Antonino Xavier e Oliveira é considerado o “pai da história de Passo Fundo”, com toda a justiça, Delma Rosendo Ghen é a “matriarca da história passofundense”. 

Receber, nesta noite, a Medalha de Excelência Acadêmica Delma Rosendo Ghen, é simplesmente emocionante, ainda mais ao lado de Ivaldino Antônio Tasca, responsável pela publicação do meu primeiro artigo sobre crítica literária nas páginas de “O Nacional”. 

Para que me sinta ainda mais elevado, a artista plástica Miriê Helena Tedesco, ao nosso lado, recebe a Comenda do Mérito Cultural Sante Uberto Barbiere. 

Quero resumir a honra que sinto neste momento nestas poucas palavras.

 Muito obrigado, Confrades e Confreiras pela generosidade!

Assista também vídeo editado por Confrade Aleixo da Rosa:

Fotos: Diogo Zanatta/rede social Paula Tatsuia

PAULO MONTEIRO, 10 DE ABRIL DE 2026.

Edição: A. R.

Estrelas riem de Dragões

Repercutimos nova obra do professor e escritor André Luís Rossi Canals. Canals há muitos anos envolve-se com literatura, escrevendo contos e poesias. Recomendamos a leitura desta obra, em especial!

A poesia mistura-se com a dura realidade ao mesmo tempo que traz os encantos das estrelas. Escrito no período pós-pandemia, através de uma leitura crítica do mundo, o autor, em tom poético e lírico, cria versos cutucando a humanidade e o planeta, e juntamente, traz poemas esperançosos.

O livro é composto de duas partes:

Parte 1 – A chegada dos dragões.

Os dragões perderam o seu fogo porque cuspiram terror agora carregam o fardo do desprezo.

Parte II – O sorriso das estrelas.

As estrelas são donas de sua luz não tropeçam jamais, suas asas dançarinas batem no vento do infinito.

Como adquirir a obra?

Email: andrecanals@hotmail.com

celular: 54-984249760

aplicativo: http://estantevirtual.com.br/

Falar do golpe não é apenas falar do passado

Repercutimos nossa fala como Coordenador da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo junto à Tribuna Popular da Câmara de Vereadores, neste último dia 08/04/2025

Senhor Presidente, Luiz Valendorf, Senhoras Vereadoras, Senhores Vereadores, Companheiros e companheiras presentes, minha saudação e agradecimento pelo espaço de fala em especial à Vereadora Eva Valéria, pelo encaminhamento do pedido.

Falo hoje nesta tribuna na condição de Coordenador da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo — CDHPF —, entidade comprometida com a memória, com a verdade e com a democracia, princípios que orientam sua atuação desde sua fundação, em 1984.

Estamos aqui ao lado de importantes entidades: a Associação Juízas e Juízes para a Democracia (AJD), a Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (RENAP), o Coletivo Amigos da Democracia, o Curso de História e a Pós-Graduação em História da UPF e o Instituto Histórico de Passo Fundo.

Na semana passada, entre os dias 31 de março e 1º de abril, lembramos um dos períodos mais sombrios da história brasileira: o golpe militar de 1964, que completou 62 anos.

Mas falar do golpe não é apenas falar do passado. É falar do presente — e do futuro que queremos construir.

No seminário realizado na UPF, pesquisadores (dentre eles cito os Professores Doutores Diego Baccin e Alessandro) foram claros: o golpe de 1964 não foi um acidente, nem uma revolução.

Fotos: Divulgação

Foi um projeto político que rompeu a ordem democrática para conter avanços sociais e preservar interesses econômicos e de poder.

E a repressão teve alvo: a classe trabalhadora. Sindicatos foram fechados. Lideranças foram perseguidas e greves foram proibidas.

Foi um golpe contra a democracia — e contra o povo trabalhador. E esse debate precisa ser trazido para o nosso território.

Passo Fundo não foi espectadora dessa história. Foi parte dela. Aqui houve prisões, perseguições políticas e repressão. Aqui trabalhadores, estudantes e vereadores foram perseguidos — e mandatos foram cassados.

Ou seja: a ditadura não foi algo distante. Ela aconteceu aqui. E isso nos leva a uma pergunta fundamental:

Que memória queremos preservar como cidade?

Porque a memória não é neutra. Memória é escolha política.

Hoje, em Passo Fundo, ainda existe um monumento que celebra a chamada “Revolução de 1964”. Mas sabemos que não houve revolução.

Houve golpe. Houve repressão. Houve violação de direitos humanos.

E manter essa narrativa sem questionamento no espaço público é perpetuar uma versão distorcida da história.

Mas não estamos aqui apenas para denunciar. Estamos aqui para propor.

Protocolamos junto à Presidência desta Casa um requerimento construído coletivamente, com propostas concretas para o município.

Propomos:

  • O fortalecimento da educação em direitos humanos nas escolas municipais, porque sem educação não há consciência — e sem consciência não há democracia.
  • A revisão de homenagens públicas ligadas à ditadura, como a Travessa Marechal Costa e Silva, porque o espaço público não deve homenagear violadores de direitos.
  • A identificação dos locais de repressão em Passo Fundo, para que a memória seja visível — e para que nunca mais se repita.
  • A criação de um Memorial da Democracia e da Resistência na Praça Tochetto, não para apagar a história, mas para dialogar com ela.
  • A criação de uma Comissão Municipal da Verdade, porque a verdade é um direito da sociedade.
  • E a realização de uma audiência pública nesta Casa, porque a memória se constrói coletivamente.

Senhoras e Senhores Vereadores,

Este não é apenas um debate sobre o passado. É sobre o tipo de sociedade que queremos ser.

Uma sociedade que esquece — ou uma sociedade que aprende? Uma sociedade que relativiza a violência — ou que afirma, com firmeza: nunca mais?

A democracia exige memória. Exige coragem. Exige compromisso.

Finalizo dizendo:

Se hoje posso ocupar esta tribuna, é porque muitos antes de nós foram silenciados. Foram perseguidos. Foram presos. Foram torturados. Que honremos essa história com ação. Com memória. E com compromisso com a democracia.

Leia também matéria produzida pela TV Câmara de Passo Fundo: https://camarapf.rs.gov.br/noticia/view/10166/tribuna-popular-destaca-memoria-historica-e-defesa-dos-direitos-humanos-em-passo-fundo

Fotos: Michele Sautner / Divulgação Comunicação Digital CMPF

Autor: Esio Salvetti. Também escreveu e publicou no site “A civilização se afogará no próprio lixo”: https://www.neipies.com/a-civilizacao-se-afogara-no-proprio-lixo/

Edição: A. R.

Resultados do site compartilhados com reitora da UPF (Universidade de Passo Fundo)

O projeto desenvolvido pelo professor Nei Alberto Pies dedica-se à reflexão sobre temas contemporâneos relacionados à educação, abordados com densidade teórica e em diálogo com múltiplos autores, o que amplia sua relevância e diversidade.

Em 2026, seguimos apresentando bons resultados desta nossa iniciativa (o site www.neipies.com) desenvolvida a partir de 2015. Trata-se de uma apresentação dos números: 1.300.000 acessos, mais de 80 Convidados (Colaboradores) e uma banca de aproximadamente 1.500 publicações, com ampla repercussão destas junto a professores, professoras e estudantes do Ensino Médio e Superior.

Como escrevemos em outra publicação, “queremos promover uma leitura interessante, prazerosa e dinâmica, utilizando imagens, destaques de textos, links de outros conteúdos, vídeos. Queremos promover o maior engajamento orgânico dos leitores às temáticas do site, através de leituras sistemáticas e recorrentes.

Acreditamos que a humanização é possível através de processos abertos e dialógicos. Quem escreve e quem lê pode, através da crítica respeitosa e responsável, oferecer oportunidades de mútua aprendizagem e crescimento pessoal e coletivo.

Ninguém é dono das palavras; somos todos seres que usufruem do poder que as mesmas tem de instituir, mudar e transformar o mundo”.

Leia mais: www.neipies.com/um-milhao-de-acessos-em-busca-de-humanizacao/

Em visita recente à reitora da Universidade de Passo Fundo, Bernadete Dalmolin, colhemos o depoimento que segue.

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“Hoje recebi a visita do professor Nei Alberto Pies, oportunidade em que pude cumprimentá-lo e agradecer por sua constante e entusiasta contribuição à Universidade, especialmente por propiciar visibilidade e produzir conteúdos relevantes sobre nossas ações e realizações por meio de seu site, que, nesses 11 anos de atividade, atinge o expressivo número de 1,3 milhão de acessos.

O projeto desenvolvido pelo professor Nei dedica-se à reflexão sobre temas contemporâneos relacionados à educação, abordados com densidade teórica e em diálogo com múltiplos autores, o que amplia sua relevância e diversidade. Trata-se de produções, desafios e experiências que nos convidam a manter vivo o compromisso com o papel transformador da educação e com a construção permanente de novos sentidos para a escola, a universidade e a sociedade.

Sem dúvidas, essa iniciativa e este espaço de diálogo e conhecimento fortalece uma compreensão da educação como espaço de formação crítica e humanizadora, capaz de ampliar o entendimento sobre realidades vividas e de qualificar nossas respostas aos desafios do nosso tempo.”

Fotos: Adriane Caser/UPF

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Em 2024, fizemos também apresentação de resultados ao então prefeito de Marau, RS,  Iura Kurtz.

www.neipies.com/resultados-de-site-apresentados-a-gestores-publicos/

Edição: A. R.

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