Nossas escolas públicas têm em seus professores, o último bastião em sua defesa.
O final
do ano de 2019 nos surpreendeu com uma das maiores greves dos professores
estaduais do Rio Grande do Sul. Acuados após inúmeros ataques de diferentes
siglas partidárias, ao longo dos últimos anos, nossos docentes, da escola
pública estadual, levantaram-se de forma corajosa, contra este, que pode ser o
golpe de misericórdia em sua carreira.
De forma geral, a comunidade saiu em defesa de seus professores, reconhecendo a
legitimidade da sua luta, exemplo disto foram as inúmeras manifestações de
estudantes que viralizaram nas redes sociais. Porém, como sempre, não faltaram
aqueles, que quer por ignorância ou mau-caratismo, atacaram nossos professores
sob a falsa alegação de que os mesmos não estavam preocupados com os
estudantes, queriam apenas “antecipar suas férias”. A estes, tenho uma informação: nossos docentes não lutam apenas pelos
seus diretos, mas também pela manutenção da escola pública em seus princípios
originários: gratuita, laica, inclusiva e de qualidade!
Temos certeza que o espaço teórico é importantíssimo, porém pode se tornar, por vezes, um pouco vago, sobretudo quando fica em desconexo com a realidade. Nesse sentido, podemos ilustrar a problemática do parágrafo anterior com duas situações vividas no primeiro semestre na cidade de Passo Fundo. Na ocasião, às escolas EEEM Professora Lucille Fragoso de Albuquerque e EEEM Mário Quintana, ficaram por quase três meses sem aula.
Cerca de
mil alunos correram o risco de perder seu ano letivo por negligencia da
Secretaria Estadual de Educação, pois o motivo para a paralização foi o descaso
do estado com a manutenção da rede elétrica destas escolas, que acabaram entraram
em colapso, colocando em risco inclusive, a integridade física de estudantes,
professores e funcionários.
Aqueles que hoje acusam levianamente
nossos professores de estarem sendo movidos por sentimentos nada altruístas na
greve, nada fizeram para defender aquelas comunidades escolares quando aqueles
alunos perderam quase um trimestre. Já por sua vez, às equipes diretivas e o
corpo docente se mobilizaram para denunciá-la, cobrando que os problemas fossem
resolvidos o quanto antes: foram a imprensa; fizeram atos e abaixo-assinados;
contataram autoridades públicas (MP, vereadores, coordenadores da CREA…).
Talvez não seja do conhecimento daqueles que não vivenciam diariamente a rotina
das nossas escolas públicas, mas o funcionamento de muitas delas não seria
possível sem a ação direta de seus professores. E aqui, não estou me referindo
a pratica pedagógica, também indispensável, mas sim aos esforços extras.
Acredito
que ninguém seja ingênuo de acreditar que as parcas verbas repassadas pelos
governos, para a manutenção de nossos educandários, sejam suficientes. Não por
acaso, temos inúmeras ações nas escolas, promovidas por seus docentes, afim de
capitalizá-las minimamente: festas, rifas, almoços… são alguns exemplos. Isso
quando o professor não retira dinheiro do seu próprio bolso, para comprar folhas
de oficio ou pagar por cópias.
Volto a repetir, nossas escolas públicas têm em seus professores, o último
bastião em sua defesa. E nós, enquanto sociedade, temos o dever de apoiá-los
nessa empreitada, quer seja pelo mérito em suas reivindicações ou pelo fato de
serem os últimos defensores da utopia de ensino público que almejamos:
GRATUITO, LAICO, INCLUSIVO E DE QUALIDADE!
Greve é um direito que ajuda a proteger outros direitos.
Não existe direito mais complexo na história
recente brasileira do que o
direito de greve. O tema sempre suscitou
debates apaixonados, questionamentos e
indignação.
Quando, por exemplo, uma categoria como a dos professores
decreta greve, as opiniões se dividem. O fato é que se trata de
um direito incômodo, mas essencial para a defesa dos trabalhadores.
É um direito que ajuda a proteger
outros direitos. Negar o direito que uma categoria tem de paralisar duas
atividades é negar os princípios de um Estado de Direito e da
própria República.
Os professores estaduais gaúchos são pressionados pela política de arrocho, pelos parcelamentos salariais, pela impossibilidade
de cumprir seus compromissos financeiros.
Mais. Verdadeiras milícias medievais os acusam de “subversivos,
doutrinadores” e, assim, alimentam a agressividade de pais e alunos influenciados
pelos defensores da anacrônica
Escola Sem Partido.
Vilipendiados em tal
dimensão, vivem em um ambiente de total desalento. São muitos os que perdem o
ânimo de enfrentar qualquer nova exigência
profissional e, não raramente, acabam doentes.
Se não bastasse toda esta carga de problemas e desilusões
profissionais, agora o governo
acena com a perda
de benefícios e alterações no
plano de carreira. Conquistas duramente
obtidas ao longo de anos de muita luta e de muitas greves. Pequenas vantagens
para melhorar a carreira de remuneração já tão baixa parecem condenadas a desaparecer.
Estas são algumas das “Novas
Façanhas”, slogan escolhido pelo governador Eduardo Leite
como marca que apresenta a síntese do que pretende ser a
linha política e administrativa de seu
governo.
Como Bolsonaro, Leite avança
contra o funcionalismo público
com base em preconceitos. Não é
de hoje que o governo ameaça os servidores, pintados como inimigos
da nação pela versão de Jair
Bolsonaro e de Paulo
Guedes, cujo plano de governo é tão somente desmontar o patrimônio público e entregá-lo
sem resistência à iniciativa
privada, como se ela fosse exemplo de eficiência
e integridade.
Aqui no RS, o bode expiatório
é o magistério público. Entra governo e
sai governo, o que os professores mais ouvem é que, por se tratar
da categoria mais numerosa,
seus reajustes têm impacto maior nas contas públicas.
Reclamar o que é de direito e o que é devido parece, para alguns, um ato de
ilegalidade. Curiosamente, a conta de
todos os problemas é passada para os
professores e outros setores
do funcionalismo que estão longe
de ter quaisquer privilégios.
Eis as “novas façanhas”, isto é, a precarização da Educação
Básica do Estado., além, de manter e
agravar a perversidade do parcelamento salarial.
Minha solidariedade aos colegas professores
grevistas!!
Professor não é vocacionado, assistencialista ou prestador de serviço gratuito. Professor não quer ficar rico, famoso, ou ter jatinho financiado pelo Estado ou às custas da exploração do trabalho alheio.
Nenhum cidadão brasileiro,
independente da profissão que exerce, merece sofrer a injustiça e a
desvalorização social, ter os rendimentos reduzidos injustamente e a dignidade
humana ofendida.
Professor não é vocacionado,
assistencialista ou prestador de serviço gratuito. Professor não quer ficar
rico, famoso, ou ter jatinho financiado pelo Estado ou às custas da exploração
do trabalho alheio. Se quer, está na profissão errada. Mas, ao professor é
devido uma remuneração proporcional à formação e ao esforço exigido da
profissão.
Se a educação formal ainda não tem a qualidade que desejamos,
não é culpa dos professores, a culpa é da desvalorização dos professores, da
instrumentalização do saber, do uso da educação para manutenção única e
exclusivamente do desenvolvimento econômico sem a menor preocupação com o
desenvolvimento humano.
Se há professores ruins,
relapsos, assim como ocorre em qualquer profissão, as providências devem ser
tomadas. É raso e falacioso os argumentos que generalizam a profissão docente.
Ser professor, não significa
exercer a profissão mais digna do mundo, nenhuma delas merece essa denominação,
até porque, e maioria das profissões formais exercidas no Brasil só o são por
meio de uma formação que exige a presença do professor.
Professor não é “coitadinho”,
não é “herói”, não precisa que se curvem diante dele e muito menos é um
desocupado. Professor é um trabalhador intelectual e isso exige muito tempo de
preparação continuada, dedicação, custos com livros, cursos, pesquisas,
elaboração de atividades, conhecimentos inter, multi e transdisciplinares.
Ser professor, como toda
profissão, exige apenas ser respeitado e digno. Na educação básica,
principalmente, a presença do professor é condição sem a qual nem mesmo aqueles
que criticam os professores o poderiam fazer sem ter tido um professor.
É porque todo mundo que ter
razão sobre educação que temos uma educação tão rasa.
Acorda Brasil!
Aquele ser humano que critica
os professores e os ofende, sugiro que seja coerente e solicite seu salário
parcelado, redução do próprio salário para ajudar o Brasil a sair da crise, e,
se exerce profissão regulada por lei, que aceite trabalhar muito abaixo do
valor do piso salarial da sua profissão.
Professor, mesmo que queira, não tem condições de doutrinar ninguém. Prova
disso é que, se os professores doutrinassem, ao menos não se teria tanta
ignorância e argumentos falsos dominando o coletivo comum.
O salário recebido pelos
professores no Brasil, é um dos mais pífios do mundo. O pobre, que ganha em
média R$ 1.200 reais por mês, acha que é pobre porque tem o outro pobre que
ganha entre R$ 1.300 a R$ 5.000 por mês ou um pouco mais. E assim, nós, os
pobres, e principalmente os pobres que acham que são classe média ou pequenos
burgueses, nos matamos entre nós enquanto enriquecemos os verdadeiros ricos que
nos oprimem.
Eu apoio a greve dos professores porque se o Brasil pára e se
mobiliza em favor da política do circo também precisa aprender a parar e pensar
quem, nesse circo, é a verdadeira piada.
Se você não apoia os
professores, rasque seu diploma, tire seu filho da escola, não faça uso de
nenhum conhecimento produzido e acessados historicamente pela humanidade, volte
para a caverna porque deu tudo errado e você tem culpa nisso também.
Professores, lutemos!
Coragem! Em frente e enfrentem!
Douglas Pereto, professor da rede estadual do RS, tem uma linguagem direta e coloquial. Em suas manifestações e publicações, sempre surpreendentes, traz à realidade à tona com seu jeito peculiar.
Pereto é autor do artigo “Matam os professores, aos poucos”, publicado no site no mês de março de 2019.
Com suas provocações, trouxe à luz dos leitores a dramaticidade e a
situação delicada em que vive o magistério público estadual.
Nesta entrevista, queremos conhecer o autor, aprofundar seus conhecimentos sobre educação e promover um aprofundamento reflexivo das questões abordadas em seu artigo já referido, que suscitou muitos debates, questionamentos, acessos e compartilhamentos.
NEI ALBERTO PIES:Como
surgiu a inspiração e a motivação para escrever o título: “Matam os
professores, aos poucos”?
PERETO: Busquei inspiração nos poemas de Mario Quintana, “Rua dos
Cataventos” e Affonso Romano de Sant”Anna, “A primeira vez que entendi”. No
texto, segui com Ésquilo e seu “Prometeu”, para evidenciar a dilapidação da
carreira do magistério.
NEI ALBERTO PIES: A que atribuir o sucesso e a aceitação do seu artigo
por tanta gente?
PERETO: Acho que por abordar tema entalado na garganta de tantos
profissionais da área. E também por tratá-lo de forma direta, mesclando
linguagem formal e coloquial, usando emojis e até linguagem vulgar (no texto
original tem um palavrão). O texto não deseja ser uma visão individual, mas uma
voz daqueles que não aguentam mais serem colocados em caixas do pensamento.
NEI ALBERTO PIES: O que mais realiza na profissão, como professor de
Literatura?
PERETO: É ver o estudante relacionando o texto trabalhado em sala
com suas vivências, emoções, com a sociedade, com músicas, séries etc.
Literatura que fica vomitando características e gramaticalidades não me serve.
NEI ALBERTO PIES: No seu
entendimento, que elementos são importantes para entender a conjuntura difícil
dos professores estaduais do RS?
PERETO: Nossa situação é como um desastre, para o qual concorrem
diversas falhas: governos incompetentes e covardes, descontinuidade de linhas
pedagógicas, disputas internas e trampolins políticos. Enquanto uns governos
contribuíram para o arrocho financeiro e estrutural, outros abriram as
torneiras como se não houvesse amanhã.
Nosso plano de carreira está defasado e, em nome de sua atualização,
não nos oferecem contrapartidas válidas.
Hoje, olhamos desconfiados para
qualquer um que diga ser nosso defensor, até porque o acirramento político
nacional tem nos rotulado pejorativamente.
NEI ALBERTO PIES: Atuaste, como professor, na escola particular. És
também professor de Cursinho de preparação ao Vestibular. Qual é a principal
diferença entre a escola particular e a escola pública?
Temos diferenças nas estruturas
físicas e pedagógicas oferecidas, na sequência didática, na bagagem cultural
trazida pelos estudantes, na disponibilidade dos pais em comparecerem às
atividades e obrigações escolares, na questão salarial, dissídios e vantagens.
Também é importante destacar não
haver, na rede privada, estabilidade no cargo, o que colocaria muita gente do
serviço público no olho da rua por corpo mole ou pura incompetência.
Mas não posso deixar de salientar
que os sindicatos já realizaram campanha pela saúde do professor, visto a
pressão que sofrem por resultados ou por terem que se virar com as parcas
condições ofertadas. E a cobrança, as perdas salariais, o desrespeito, em todos
esses espaços, só tendem a piorar nosso cotidiano. É comum ouvirmos “Faça mais
com menos”.
NEI ALBERTO PIES: Destacas a polarização política, atualmente vigente
no país, como um dos fatores que colaboraram para nossa desvalorização
profissional. Como e porque a polarização é nociva aos professores atualmente?
PERETO: Ser professor é apresentar diversos pontos de vista,
possibilidades de análise, mas qualquer tema tem sido reduzido a um embate
Esquerda X Direita, Nós X Eles. A sociedade, motivada pelo comportamento nas
redes sociais, empurra a todos para a Bacia da Almas: céu ou inferno, sem
escalas. Ver algo de bom naquele grupo diverso do seu é encarado como traição.
A polarização nos oferece um prato feito, um combo, um pacote fechado,
impossibilitando diálogos e avanços.
NEI ALBERTO PIES: Se o pacote de reestruturação da carreira do
magistério for aprovado pela Assembleia Legislativa do RS, como ficará a
situação dos professores?
PERETO: Se aprovado na íntegra, vai sepultar a carreira e possíveis
avanços, oficializando perdas. O Governo não garante contrapartidas, não
enfrenta os grandes devedores, não tem coragem de apertar os cintos de quem
ganha mais. Medidas como a PEC do congelamento de gastos, Reforma da
Previdência, Lei de Responsabilidade Fiscal e repasse do duodécimo ao
Judiciário e Legislativo, nos marginalizam, mantendo as castas bem separadas.
Não temos lobby nos corredores da política, não somos influentes.
NEI ALBERTO PIES: Na sua visão, porque os professores da rede estadual
e municipal defendem tanto a escola pública, de qualidade social e inserida em
suas comunidades?
PERETO: Porque escola pública é a mais
democrática, a que acolhe a todos. A escola pública cumpre o papel de
acolhimento não apenas educacional, como psicológico, de saúde, chegando a
envolver-se com as mazelas da fome, da pobreza. O professor da rede pública é
um multiprofissional.
NEI ALBERTO PIES: Por que os
pais dos nossos estudantes participam tão pouco das atividades escolares e
comprometem-se cada vez menos com os desafios da educação de seus filhos?
PERETO: São gerações e mais gerações de estudantes passando por
nós, em ambientes cada vez mais negligenciados, fruto de governos que nada ou
pouco contribuíram para a diminuição da desigualdade social, do desemprego, da
violência. Tudo isso desemboca na escola. Os filhos daqueles estudantes chegam
agora até nós, recebendo a herança de que estudar é chato, desnecessário,
servindo, muitas vezes, como ocupação enquanto os pais trabalham ou garantia de
um atestado de frequência para conseguir um emprego, quando se trata de
estudante do Ensino Médio.
Os pais da escola pública, modo geral, são empregados e não tem a mesma
disponibilidade do pai patrão, profissional liberal, para ir ao colégio. São
pessoas que saem cedo e voltam tarde.
Mas para entender isso é preciso sair da
aldeia, da visão de quem lê esse texto nas pequenas cidades. Quem mora numa
região metropolitana já sente melhor os efeitos dessa estafa em seu cotidiano.
Há um terceiro turno doméstico a cumprir, no qual muitas vezes se negligencia o
acompanhamento da s tarefas escolares dos filhos. Muitas vezes, quando o filho
chega as séries finais do Ensino Fundamental, os pais já dizem com alívio:
“Agora ele se vira sozinho, já é responsável”. Quando chega ao Ensino Médio
então, os pais são quase alienígenas ao ambiente escolar.
NEI ALBERTO PIES: Qual é, na sua visão, a importância do patrono da
educação Paulo Freire e de outros grandes pensadores como Darcy Ribeiro e
Anísio Teixeira para a concepção do ensino brasileiro?
PERETO: Cada um, em seus estudos, conseguiu trazer o excluído para
o centro do processo educacional. Montar um projeto, a partir da realidade onde
se atua, compreendendo-a, expandindo seus horizontes e aplicando em sociedade,
torna-se a chave para um mundo onde a intelectualidade sirva à tolerância, ao
respeito, ao crescimento social de forma humana.
NEI ALBERTO PIES: Por que alguns grupos querem controlar os
professores, alegando que os mesmos são “doutrinadores”? Qual é a importância
da liberdade de cátedra?
PERETO: A liberdade de expressão, a liberdade de cátedra, o
estímulo ao debate, pressupõe responsabilidade sobre suas falas e atitudes. Há
leis suficientes para coibir abusos. Mas projetos como o Escola Sem Partido são
um exemplo claro de grupos políticos retrógrados, tentando silenciar a
sociedade, para que ela, anestesiada e desconhecedora da história, não
questione os que estão no poder.
NEI ALBERTO PIES: Uma frase sobre educação.
PERETO: Semear educação é colher segurança, emprego, renda e, por
consequência, uma sociedade menos desigual e mais tolerante.
NEI ALBERTO PIES: Uma motivação aos adolescentes e jovens, que são a
alegria e a possibilidade de realização dos professores.
PERETO: Não perca tempo com arrogância, respeite quem te apresenta
o futuro, seja parceiro do professor. Todos saem ganhando.
NEI ALBERTO PIES: Uma breve poesia, que nos inspire a viver e deixar
viver.
“A minha alucinação É suportar o dia-a-dia E meu delírio É a experiência Com coisas reais (…) Amar e mudar as coisas Me interessa mais”
“Não adianta olhar pro céu Com muita fé e pouca luta Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve, você pode e você deve, pode crer (…).”
“Eu não sou uma pessoa de fé e não costumo esperar que as coisas aconteçam por obra do acaso, ou de boas intenções alheias. Gostaria de poder escolher a passividade e esperar o desfecho de mais um enredo do qual sou personagem, mas não consigo.
Não posso me conformar
com a segurança da minha rotina medíocre enquanto tudo em que acredito está
sendo contestado: a dignidade, a democracia, a verdade, a justiça. Seria contraditório
ensinar seres humanos para que tenham uma vida melhor por meio da educação e me
acovardar diante da luta pela manutenção dos direitos que aqueles que lutaram
antes de mim conquistaram.
Respeito os colegas que concordam com a opinião do comentarista Túlio Milman, que agora não é hora de fazer uma greve, pois prejudicaria o ano letivo e colocaria a sociedade contra nossa causa.
Contudo, questiono os professores: em que momento
tivemos o apoio dos pais? Quais os predicativos usados para nos caracterizar
quando dispensamos os alunos e vamos às ruas demonstrar nossa insatisfação e
pedir socorro?
Sentirei na pele o que é comprometer o ano
letivo, pois meu filho está concluindo o Ensino Médio. Por ser professora de
escola pública e por valorizar meu trabalho, meu filho sempre frequentou a
escola pública e sabe bem o que é ser prejudicado por projetos governamentais
implantados e revogados conforme a ideologia mandante, pela desigualdade de
condições em comparação à rede privada, em que a educação custa caro porque é
considerada investimento, não gasto.
Portanto, atrasar a formatura do meu filho não é nada, principalmente porque sequer terei dinheiro para pagar sua matrícula numa faculdade. Grande ironia né: dedico minha vida a preparar adolescentes para, inclusive, ingressar no Ensino Superior, e talvez não possa garantir isso ao meu filho.
Motivos todos temos para aderir ou não a esta greve, e a ninguém cabe questioná-los. Eu estarei em greve porque não posso perder tudo que está em jogo no pacote anunciado pelo governador (no qual eu não votei).
Estarei em greve porque não estou mais
conseguindo pagar minhas contas (comida, aluguel, luz, água e telefone), o que
dirá fazer as comprinhas e tomar a cervejinha com as amigas. Viajar nas férias?
Só se for na maionese.
Não adianta fazer greve? Provavelmente não, exatamente porque cada um tem seus motivos.”
“E hoje chega mais uma paulada no RS: o fim da licença-prêmio, que eram três meses de afastamento remunerado a cada cinco anos, caso você não tenha faltas ao trabalho. E dava para vender e conseguir uns trocos. Agora querem que seja licença-capacitação. “Mas só no serviço público tem isso!”, alguém dirá. Pois bem, no dito serviço público não tem FGTS, não tem dissídio. (Dougas Pereto)
Um dos desafios de todas as religiões e denominações religiosas é envolver os adolescentes e jovens em vivências dinâmicas que alimentem sua fé e os vinculem às práticas religiosas, valorizando os valores que importam.
A
Igreja Católica, a exemplo das outras igrejas, desenvolve um movimento
específico para jovens de 10 a 13 anos, logo após a realização da Primeira
Eucaristia. Chama-se ONDA, fundado justamente para ocupar um vácuo existente
entre a Primeira Eucaristia e a Confirmação da fé (o Crisma).
O
movimento foi criado pelo Pe. Jose Miguel da paróquia Nossa Senhora de Fátima,
de Porto Alegre- RS, que colocou o MENINO
JESUS DE PRAGA como o padroeiro porque se identifica em todos os aspectos
com essas crianças (adolescentes).
O
ONDA tem como objetivo congregar jovens adolescentes que tenham feito a
Eucaristia, dando-lhes condições de superarem seus problemas de instabilidade
emocional e psíquica, através da vivência em comunidade.
Conversamos,
exclusivamente, para esta matéria do site, com o casal Âncora da Arquidiocese
de Passo Fundo, Adriano e Luce Segat que irão contar como funciona o ONDA, qual
é a metodologia do movimento e o que se pretende com este trabalho específico
com as crianças/adolescentes.
NEI
ALBERTO PIES: Quais motivações de vocês, como casal, para integrar o Movimento de
Jovens Católicos ONDA?
Temos 2 filhos, Eduarda e Bernardo, na época ela tinha 11 anos e ele 3 anos, quando fomos convidados para sermos Tios do Onda juntamente com nossa filha como surfista. Consideramos uma oportunidade única de caminhar ao lado de nossa filha. Viemos de famílias católicas atuantes, atualmente fizemos parte do movimento de casais (ECC) da paroquia Santa Teresinha, onde prezamos muito pela unidade família. Acreditamos que pais devem ser exemplos para seus filhos e, em muitas vezes, não só mostrar o caminho e, sim, caminhar junto. Esta foi a nossa motivação inicial.
NEI
ALBERTO PIES: Como os jovens são “recrutados”
nas suas paróquias para participar do Movimento?
Para participar do movimento,
o surfista pode ser indicado por marujos, tios atuantes, serem catequizandos da
paróquia. Ou, simplesmente, demonstrarem interesse em participar do movimento.
NEI
ALBERTO PIES: Em tempos em que vivemos
uma fé menos apegada às religiões, num momento em que mais se valoriza a
espiritualidade, em que os jovens desejam conhecer e experimentar diferentes
religiões, qual éo jeito que o Movimento utiliza para chamar os jovens para a
vivência dos valores cristãos católicos?
Muitas vezes, os jovens vêm por vontade
própria, motivados por amigos que pertencem ao movimento Às vezes, vem com a
pressão que os pais querem que participem do movimento. Este é um dos motivos
que muitas vezes não conseguimos total de adesão após o retiro. O adolescente
tem que participar por vontade própria e não obrigado. O movimento é monitorado
por tios(adultos), mas é organizado, comandado num todo pelos próprios jovens.
Ou seja, os próprios jovens (que possuem uma caminhada dentro do movimento) no comando
o retiro. São jovens transmitindo na sua linguagem através de prosas, testemunhos
de vida, explicando a importância de ter fé, de amar a sua família, de amar o
Amigão. É emocionante ver jovens dizendo a importância de dizer “eu amo você”.
NEI
ALBERTO PIES: Qual é o conceito de família adotado no ONDA?
Devido a nova formação das
famílias, em que o próprio Papa Francisco considera FAMILIA- UM CENTRO DE AMOR,
para nós não importa como é a formação da família de nossos jovens marujos e,
sim, o desejo de conviver na fé e seguir os princípios ensinados pelo Amigão.
Qual é a importância das
famílias na vivência da fé das crianças/adolescentes?
A importância que é dada pela família na
vivência da fé perante o jovem é extremamente importante no nosso olhar do
movimento e está ligado diretamente com a sua influência na construção de uma
identidade cristã do jovem.
O exemplo da família desta vivência, contribui ou interfere na formação dessa identidade cristã. Por exemplo, notamos que as famílias que acompanham os jovens nas missas, nos eventos do ONDA (dia do lazer, arrecadação de alimentos…) são dos jovens que persistem, se destacam no movimento e que quando saem do ONDA levam para vida os ensinamentos que lá aprenderam. É motivo de realização para a gente quando um adulto reconhece a influência positiva do Onda numa fase de sua vida de incertezas, que é a adolescência e, com amor, lembra do movimento.
NEI
ALBERTO PIES: Uma criança/adolescente não
católica pode participar do ONDA?
Infelizmente, não! Como o
retiro é realizado em cima dos ensinamentos do Amigão, uma exigência é que o
jovem esteja se preparando para receber o sacramento da eucaristia ou já tenha
feito. Mas dentro do movimento ensinamos o respeito que devemos ter pelas
outras religiões, dando ênfase que o DEUS é o mesmo.
NEI
ALBERTO PIES: Jesus é o grande mestre no
Cristianismo. Que valores da vivência, da prática e da pregação de Jesus são
ensinados no Movimento?
Muitas
das referências que lemos na bíblia mostram Jesus ensinando de maneiras
diferentes, mas com frequência, Jesus ensinava sua doutrina através de
parábolas, histórias breves que encerravam com ensinamentos. A parábola sobre o
Filho Pródigo, por exemplo, fala da grande alegria de um pai, quando vê
retornar à casa um filho que saíra a correr mundo. Jesus usou esta parábola
para mostrar o amor e o perdão de Deus aos pecadores que se arrependem.
Assim,
seguimos no movimento através de prosas dadas pelo jovens, que o Amigão combatia o pecado, a hipocrisia, a crueldade para com os fracos e
oprimidos. Sentava à mesa com diversas pessoas de várias classes sociais e, por
isso, foi muito criticado pelos Fariseus, classe política daqueles que, na
época, eram considerados os Doutores da Lei. Mas Jesus estava sempre disposto a
ensinar a prática do amor, mesmo antes que as pessoas se mostrassem
arrependidas. De uma linguagem simples, tentamos passar que para o Amigão o
poder de Deus era maior que o pecado e Ele ensinava que o arrependimento e a fé
podiam salvar os homens.
NEI
ALBERTO PIES: Por que a vivência
comunitária é tão importante nesta fase da vida das crianças/adolescentes?
Damos grande importância da vivência comunitária de nossos
marujos. Nos encontros que os movimentos paroquiais fazem a cada 15 dias no
mês, motivamos “a retomada” de valores para formação moral dos jovens”. Diante
da sociedade atual, faz-se necessário que o jovem conheça, veja os problemas
que estão ao seu redor (visitas a asilos, creche, comunidades carentes…) Enxergamos
a vivência comunitária do “ONDA” como uma maneira preventiva, na educação de
valores éticos e morais, diante de situações conflitantes, que exijam dele futuramente
princípios e valores que pregamos no movimento que norteiem suas decisões na
família, na escola, no meio social.
Temos um ditado no movimento que diz: Marujo do ONDA é exemplo, dentro e fora dele.
NEI
ALBERTO PIES: Quais os maiores desafios
deste Casal Âncora de coordenar este movimento na Arquidiocese de Passo Fundo,
abrangendo 11 paróquias, algumas inclusive em cidades da região?
As experiências vividas no
ONDA neste 10 anos foram muitas. E, com certeza, influenciaram muito na nossa relação
familiar, profissional. O motivo principal que nos levou a aceitar o convite há
dois anos atrás de sermos Tios Arquidiocesanos. A palavra que define a nossa
relação com este movimento é GRATIDÃO. Por isso, quando os desafios são grandes
e exigem muito de nós (tempo, trabalho, viagens), olhamos para atrás e fizemos
um balanço do nosso amadurecimento como cidadãos do bem. O ONDA é uma segunda
família que temos.
NEI
ALBERTO PIES: Na vossa visão, porque uma
criança/adolescente deve ou pode participar do ONDA?
As palavras do Padre Selau, Missionário
da Sagrada Família – Fundador do ONDA da Arquidiocese de Passo Fundo-1993, nos
dão o norte de nossa visão: “inspirados na passagem do MENINO (Mt
18,1-14) que toda a pessoa, desde a tenra idade, deve viver com o espirito de
alegria e com simplicidade. Foi para isso que Deus nos criou, para que vivamos
o espirito de paraíso e tenhamos felicidade”
O que
desejamos é que estes jovens e adolescentes não desperdicem a oportunidade de
participarem do movimento, a oportunidade fundamentada na esperança e na revelação
dos valores positivos, de compreenderem a importância de sua vida e a influência
positiva que se possa levar para dentro de uma sociedade, sem deixar-se influenciar
mal por ela. No final, é que estes adolescentes sejam pessoas felizes.
NEI
ALBERTO PIES: Quais são os resultados
nestes 26 anos de trabalho do ONDA na Arquidiocese de Passo Fundo?
Este movimento chegou a Passo
Fundo através do Pe Selau, MSF, e um casal de tios Fernando (in memoria) e
Fatima da Paróquia Sta Teresinha, que foram participar do retiro em POA e, em
1993, realizaram Iº Retiro na época da Diocese de Passo Fundo, envolvendo 3
paroquias :Santa Teresinha, São Cristóvão e Nossa Senhora das Graças de
Carazinho.
Durante estes 26 anos já passaram no nosso movimento aproximadamente 4500 jovens, 180 casais de tios envolvendo 21 paroquias de Passo Fundo e região. Atualmente, estamos na edição do 86°Retiro do ONDA da Arquidiocese, com o envolvimento de 11 paroquias. Infelizmente, outras 10 paroquias não possuem mais o Movimento ONDA, tendo como principais motivos das desistências a falta de incentivo e de apoio de párocos e tios que comandem o movimento.
NEI
ALBERTO PIES: Uma mensagem aos pais e mães de crianças/adolescentes que estão lendo
esta matéria.
O ONDA é um movimento próprio
e especifico, para jovens e adolescentes que tem a sua iniciação entre os 10 a
13 anos. Tem como objetivo congregar em torno da Igreja os adolescentes que
fazem a 1ª comunhão e dar-lhes condição de superar os seus problemas de
instabilidade emocional e psíquica, através da vivência em comunidade, valorizando
o ambiente familiar.
Temos a compreensão que,
muitas vezes, a unidade da família acontece com mais eficiência partindo de
baixo para cima, ou seja dos filhos para os pais. Muitas vezes, quando os pais
retomam a sua fé, às vezes é tarde para a educação da fé, pois seus filhos já
estão grandes demais e viveram sem o exemplo dos pais.
Quando pré-adolescentes e
adolescentes fazem e participam do Onda e envolvem a participação dos pais,
estes, na maioria dos casos, cedendo à fé que seus filhos descobriram e que
eles mesmos não vivem praticamente. Temos muitos casos de pais de marujos que
hoje são SUPER Tios atuantes, porque seus filhos os trouxeram para o movimento.
Por isso, queridos pais que
estejam lendo esta matéria, se possuem filhos na idade exigida, procurem o
nosso movimento em suas paróquias para participarem de nosso retiro.
Não prometemos mudar a vida de
seu(s) filhos radicalmente na caminhada da fé, pois este não é nosso papel, mas
prometemos que no retiro iremos atingir suas emoções, fortalecendo-os na fé, na
perseverança e no seu apostolado junto a vocês famílias e na comunidade. Não
deixem esta oportunidade passar de seu filho participar do ONDA. Se tiverem
idade superior, de outro movimento da Igreja.
NEI
ALBERTO PIES: Uma mensagem às
crianças/adolescentes/jovens que estão lendo esta matéria.
Se alguém um dia te convidar
para fazer parte da família ONDA, diga “SIM”, pois através desta pessoa Jesus
te chamou, não perca o barco. Lembre-se que estaremos todos juntos, no mesmo
barco. Nada acontece por acaso, se você aceitar é porque o Amigão quis que você
fizesse parte do ONDA.
Você vai aproveitar, aprender
e até ensinar…Você vai surfar e navegar nas ondas do mar que é a nossa vida,
em uma comunidade de amor, paz, amizade, harmonia, compreensão. No Onda, o que
o Amigão quer é que sejamos todos felizes.
Não importa a tempestade, pois
quando você está com o Amigão há sempre um arco íris te esperando. E, se você
entregar o leme deste barco para ELE, com certeza você nunca estará sozinho e
será muito feliz. Isto que ensinamos no Onda.
NEI
ALBERTO PIES: Qual é a importância dos
“Tios” do ONDA e como pode se tornar um?
O trabalho dos casais de tios dentro
do ONDA são totalmente voluntários. Muitas vezes, os tios pagam para trabalhar
nos retiros do ONDA. Mas a realização de ajudarem o próximo é o melhor retorno.
A grande maioria dos casais de tios (90%) são pais de marujos atuantes ou de
marujos que já saíram do movimento. Que é o nosso caso, nossa filha saiu do
Onda no retiro nº 80 e onde nosso filho Bernardo entrou.
Os tios são a alma do
movimento. A importância do trabalho deles é muito grande. O movimento precisa
de mais tios. Casais que se interessarem entrem em contato com as paroquias que
tem o movimento. O Amigão agradece.
NEI
ALBERTO PIES: Quais as paróquias que
fazem parte do Movimento Onda da Arquidiocese de Passo Fundo? E se algum leitor
se interessar em entrar em contato com responsáveis pelo movimento quem deverá
procurar?
Nosso
Diretor Espiritual é o Padre Geral Collet, nós Tios Adriano e Luce somos Tios
arquidiocesanos. Se alguma paroquia desejar ter o movimento poderá entrar em
contato conosco. Se o interessado já tiver o movimento em sua paroquia, deverá
procurar os tios âncoras paroquiais.
Paróquias Passo Fundo
Santa
Teresinha: Tios Roberto e Carla. São Cristóvão: Tios Vanderlei e Silvia. Santo
Antônio:Tios Vladimir e Anamery. Nossa Senhora de Fatima:Tios Luciano e Marisa.
São José Operário:Tios Renato e Tânia. São Judas Tadeu:Tios Ildo e Renate.
Paroquias da Região
Santo Antônio de CAMARGO:Tios Arildo e Marinês. São José de ERNESTINA: Tios Darci e Marli. Nossa Senhora de Lourdes de SARANDI: Tios Elsion e Maritania. Nossa Senhora da Saúde de Vila Lângaro-Tapejara: Douglas e Tamara. Nossa Senhora de Lourdes de NOVA ALVORADA: Tios Rodrigo e Juliane.
ONDA: um
jeito da igreja conversar com os jovens
É preciso resistir a esta cultura do espetáculo e do entretimento,
ensinar nossos adolescentes a serem maduros em Cristo e não só manejar técnicas
de como fazer amigos influenciar pessoas. Por isso, procura-se alertá-las e não
deixar confundir com as pressões culturais em que vivem.
É fundamental aprender a questioná-las antes que elas questionem sua
fidelidade ao Senhor. Mesmo que os frutos demorem, não desanimem, porque não se
encaixam nos padrões de sucesso que os líderes midiáticos e secularizados
propagam. Eles não foram chamados para fazer sucesso, mas para serem fiéis ao
Senhor.
A Igreja Católica tem muito a contribuir com nossos adolescentes e
jovens. Neste sentido, a igreja e a família devem ser o espaço onde se resgata
as verdadeiras virtudes, ou seja, o lugar onde os valores e as virtudes não só
são ensinados, mas também cultivados através de um discipulado que visa nos
fazer seguidores de Jesus Cristo.
Elencamos algumas diretrizes reflexivas que justificam e organizam o
Movimento Onda.
Ser de Relações
O filosofo grego Aristóteles
afirmou que o homem é um ser social, que precisa viver em sociedade,
relacionando-se com outros homens.
Se ficarmos
atentos aos grupos que caminham juntos, vemos que, quando alguém não aceita
mais esse grupo e se afasta, ele se excomunga. São do grupo. O grupo continua,
esse alguém é que perde. Hoje, o ser humano que não se comunica, não se
relaciona, vive mal, vira bicho.
Por exemplo, se levarmos uma
criança recém-nascida para o meio da mata, oferecendo-lhe todas as condições
para sua sobrevivência (água, comida…), sendo apenas privada do contato com
outro ser humano por alguns anos, depois desse período, ao reencontrá-la
novamente, iríamos perceber que estaria vivendo como um animal. Não teria
aprendido a falar e berraria como os animais. Não seria como uma criança que
vive em contato com a família, porque o ser humano precisa de afeto de
comunicação.
Meios de comunicação
No tempo de nossas avós, pais… o
mundo parecia mais estático, igual, parado, repetitivo… A comunicação era
feita de boca a boca…
Hoje, com o
avanço das comunicações e dos meios eletrônicos, o mundo parece ter ficado
pequeno, imprevisível. Isso tudo vem mudando os usos e costumes e inclusive
mudando o próprio ser humano.
Hoje não existem mais distancias…
Qualquer fato em qualquer parte do mundo em questão de minutos pode ser vista
por todos. Diante desta realidade, pode-se compreender que temos hoje muita
informação, mas, por outro lado, temos pouca formação.
O ser humano está bem informado,
mas mal formado. Conhecemos e sabemos do mundo, daquilo que acontece no dia a
dia e pouco sabemos e pouco nos relacionamos com aqueles que fazem parte da
nossa convivência do dia-a-dia.
Anos atrás, os pais mostravam e
indicavam o caminho para o bem, para Deus. Hoje, cada um escolhe a partir da
influência de tantos meios.
Eu diria que todo esse avanço
tecnológico, toda essa avalanche de informações nos envolvem tanto que não
sabemos mais o que é prioritário, não temos mais tempo para dialogarmos,
sairmos juntos, convivermos juntos… Com isso os valores essenciais da vida
humana estão sendo deixados de lado.
No tempo em
que eu era criança, se costumava pedir e receber a benção do pai, da mãe… de
beijar a mão dos padrinhos, avós… Hoje isso parece ter caído no esquecimento.
Com isso, os verdadeiros valores do passado estão sendo substituídos por
desvalores ou por novidades dos tempos atuais e onde os verdadeiros valores
cristãos tornam-se obsoletos.
Há um dos caminhos para mudar esta
situação: é investir na família, resgatando a importância do diálogo, da
convivência e da fé.
Jesus Cristo, que no Onda chamamos
de amigão, é o modelo desta comunicação e deste relacionamento.
O que é o Onda
Tendo presente esta situação, o
Movimento Onda pretende, via adolescentes, atingir as famílias. Os jovens
adolescentes estão numa fase em que, apesar de terem “tamanho e harmonia”, não
tem ainda “capital, moral” necessário para lidar com as situações mais típicas
da vida.
A igreja tem muito a contribuir com
nossos adolescentes e jovens. Neste sentido, a igreja e a família devem ser o
espaço onde se resgata as verdadeiras virtudes, ou seja, o lugar onde os
valores e as virtudes não só são ensinados, mas também cultivados através de um
discipulado que visa nos fazer seguidores de Jesus Cristo. Se não fizermos
isso, seremos engolidos pelo contexto da fé relativizada tão presente nas
mídias, nas redes sociais e universidades.
Cremos que, no mundo de hoje, nada
mais urgente do que resistir a esta cultura do espetáculo e do entretimento,
ensinar nossos adolescentes a serem maduros em Cristo e não só manejar técnicas
de como fazer amigos influenciar pessoas. Por isso, procuramos alertá-los para
que não se deixem confundir com as pressões culturais em que vivem.
É fundamental aprender a
questioná-las, antes que elas questionem sua fidelidade ao Senhor. Mesmo que os
frutos demorem, não desanimem porque não se encaixam nos padrões de sucesso que
os lideres midiáticos e secularizados propagam. Eles não foram chamados para
fazer sucesso, mas para ser fiel ao Senhor.
Buscamos
congregar os adolescente e jovens em torno da igreja, auxiliando-os na
superação dos problemas e da estabilidade emocional, próprios da
pré-adolescência através da vivencia em comunidade.
O ONDA é baseado na esperança e na
revelação de valores. O movimento procura formar e informar o jovem para a
vivencia do seu cristianismo e conscientizando-o que ele e sua família devem
levar adiante essa missão evangelizadora.
Durante esse processo de tantos anos de caminhada, muitos dos que passaram pelo movimento evitaram caminhos perigosos e tantos outras situações que deixariam marcos tristes. Na verdade, muitas famílias acabaram sendo restauradas pela graça de Deus, evidenciando naqueles pequeninos que aceitaram o convite e entraram nesta “barca” de Jesus.
Autor: Padre Geraldo Colett, diretor espiritual do Movimento Onda na Arquidiocese de Passo Fundo.
Assim como a problemática ambiental coloca em xeque os próprios fundamentos da ciência econômica, a reformulação necessária da economia produtiva precisa ocorrer sob a perspectiva.
Em “Desenvolvimento
Sustentável – O Desafio do Século XXI”, José Eli da Veiga assevera em tom
de crítica que “o modelo de pensamento dominante na ciência econômica sempre
foi mecânico e fascinado pela ideia de equilíbrio.
A prevalente suposição de que o sistema econômico poderia
atingir um ´ótimo´ sempre ignorou a união entre os sistemas econômicos e
bióticos, além de desdenhar a existência de limites naturais. Nos modelos
econômicos convencionais, os fatores que devem ser maximizados são utilidades
individuais e não as necessidades de um sistema biótico”.
Pois bem. É justamente por conceber um tipo de
economia desse jeito, voltado às ordens do mercado para satisfazer utilidades
individuais – daí a veemente defesa de políticas de crescimento expansivo, alheio
aos imperativos ecológicos, completamente deixados à margem pela economia
convencional – que a crise ecológica se agrava.
O ponto central é esse: não se pode imaginar uma
economia sem a interação com o meio ambiente, como se a atividade de produção econômica
ocorresse dentro de uma caixa fechada, sem a introdução de energia e matéria. Pensar
a atividade econômica sem relação com a causa ambiental é tão estapafúrdio que
Nicholas Georgescu-Rogen, o mais célebre pensador da economia sob as bases da
termodinâmica, certa vez disse o seguinte: imaginar uma economia sem recursos
naturais é simplesmente ignorar a diferença entre o mundo real e o Jardim do
Éden.
Ora, enquanto o principal esteio da análise
econômica continuar sendo a busca incessante pelo crescimento, parece certo
afirmar que iremos assistir, cada vez mais, a destruição da diversidade
biológica e ecológica. Enquanto esse modelo de produção global prevalecer, permaneceremos
afastados de qualquer política que vise alcançar a sustentabilidade, valor de
equilíbrio tão necessário ao mundo de hoje.
É curioso notar que, assim como a problemática
ambiental coloca em xeque os próprios fundamentos da ciência econômica, a
reformulação necessária da economia produtiva precisa ocorrer sob a perspectiva
de que, se não for respeitada a condição ecológica (evitando ultrapassar seus
limites), simplesmente, no tempo futuro, não haverá mais economia – atividade
econômica.
Até hoje, todas as escolas econômicas têm resistido
a reconhecer um valor na natureza em si, e, como apropriadamente escreve
Cristovam Buarque (em “A Desordem do
Progresso”), essas escolas “têm sido impotentes para administrar o longo
prazo no qual os resultados do impacto ecológico se manifestam com clareza”.
Certo mesmo, e não tenhamos dúvida disso, é que já passou da hora de virar esse jogo.
“O resultado? Simples assim: à medida que a política do crescimento – quando emerge entre nós – consolida o mercado de consumo, a economia global segue “engolindo” os recursos naturais e os ecossistemas, piorando desse modo as condições de vida das populações”. Leia mais:
O que mais desconcerta quem se alimenta de ódio, ignorância e simplificação são perguntas e afirmações sábias e bem elaboradas.
Vivemos
tempos nada propícios ao diálogo. Dialogar significa escutar, tolerar a
existência dos pensamentos divergentes, oportunizar que as diferentes visões de
vida e de mundo possam aparecer. Aliás, aparecer, mostrar-se, existir, é uma
das faculdades e necessidades mais importantes de cada e de todo ser humano.
Não
precisamos de concordâncias: queremos e precisamos exercer o direito de
defender nossas ideias, sem a obrigação de agradar a um ou a outrem.
A
sociedade plural e democrática aceita e tolera as ideias divergentes e
contraditórias.
Temos todos o
direito e o dever de discordar, de quem quer que seja, quando a estupidez, a arrogância
e a mentira agridem a nossa inteligência, sabedoria e ponderação. A gente até suporta, silenciosamente, até um
certo ponto, mas a reação da racionalidade se impõe.
A cultura de
ódio, perseguição e mentiras cega toda a sociedade, manipula as mentes e nos
transforma em “robôs”, repetidores de inverdades e frases prontas.
O que mais
ouvimos, de norte a sul do país, em tempos de watsap e fake News, são
afirmações desconexas e rasas sobre as diferentes realidades do país. A
unificação do discurso é impressionante e é estonteante a velocidade com que
estas informações circulam em nosso país.
Observemos ao
nosso redor. Todo mundo sabe de tudo e tem solução para todas as questões da
sociedade. A complexa realidade social é tratada com saídas fáceis e simplistas.
Sempre há um culpado e só agora haverá solução. No entanto, o que mais
desconcerta quem se alimenta de ódio, ignorância e simplificação são perguntas
e afirmações sábias e bem elaboradas.
Não é fácil
manter e promover diálogo e criticidade, neste momento histórico, no Brasil.
As pessoas que se formaram em Ciências
Humanas, ou passaram por processos formativos populares e críticos, que leram
sobre a importância da razão, que interpretam de forma crítica a história e os
acontecimentos, que usam de argumentos e do diálogo até a exaustão, sofrem
cotidianamente a “repressão velada” daqueles que querem impor suas verdades.
Aliás, na atualidade, o conceito de verdade não segue os critérios de objetividade,
mas sim das subjetividades afirmadas por correntes ideológicas por ora em
disputa.
Os
professores estão expostos, como nunca antes, a todos os tipos de ameaças e
controles (inclusive da liberdade de cátedra) e sofrem com a intimidação velada
e a exposição inescrupulosa e maldosa dos que querem controlar a escola, esta
que ainda mantém a diversidade dos pensamentos e dos conhecimentos, como deve
ser, para o bem da democracia e de toda sociedade.
Diante do contexto do atual momento
histórico, todos adotamos posturas. Pessoalmente, adotei algumas, que quero
expor a seguir, para reflexão, com quem está lendo este texto.
Não desligo
ninguém das redes sociais. Entendo que precisamos exercer tolerância à exaustão. Aqueles e
aquelas que usam minha rede social para destilar seu ódio e estupidez, dou uma cordinha
para que o façam. Desliguei poucas pessoas (somente aquelas que me atacaram
pessoalmente).
Faço
distinção entre ignorância e estupidez. A ignorância vem do não-saber. A estupidez brota do saber
ensandecido e cruel para atacar os outros.
Converso, no
particular, com aqueles que me atacam em redes sociais. Promover
bate-boca em público é igualar-me aos outros, é expor-me, sem precisar. No
particular, os resultados são diferentes e há certos avanços no respeito e na
consideração mútuas (claro, para quem aceita conversar).
Estou em
busca do melhor “tom” para as críticas e posicionamentos diante da realidade
brasileira. O ataque pessoal não é a melhor defesa. A crítica às ações
políticas e públicas precisam ser feitas. Defendo o direito de ter minha
opinião e considero, sinceramente, a opinião dos outros, sem atacá-los
pessoalmente, mas criticando suas ideias e posturas. Assumo as contradições das
minhas convicções.
Acredito na
conciliação, diálogo e mediação, sem abrir mão das críticas. Quem exerce
funções políticas e públicas deve saber ouvir críticas (toda unanimidade é
burra). Quem expõe publicamente seus pontos de vista, também deve aceitar
críticas responsáveis e inteligentes. Quem já estudou filosofia, tem de ser
crítico.
Procuro
julgar menos e observar mais. Então, começo a entender como é difícil, para cada um de nós,
assumir as contradições de suas posturas e do seu pensar.
Procuro
grupos ou pessoas afins para conversar. Sentir-se isolado, sem grupo, sem
espaço para validar minhas interpretações, seria muito mais complicado para
entender a complexa realidade brasileira.
Não me omito
diante do desmonte do estado e da liquidação das conquistas sociais porque
seria um erro histórico. Precisamos reagir, com firmeza e ternura. Com paciência histórica,
num futuro próximo, colheremos os frutos das nossas lutas, convicções e
atuações.
Acredito que
não existem verdades únicas. Existem interpretações da realidade e, principalmente, fatos,
contra os quais não há como silenciar.
Acredito no
Brasil que é dos brasileiros e brasileiras. A paciência, a amorosidade e a
sabedoria deste povo construirão as saídas para as diferentes crises que
vivemos neste momento histórico. Ninguém tem o direito de apropriar-se do
Brasil!
Assumo
postura e concepções à esquerda. Acredito, como Mujica, que ser de
esquerda “é uma posição filosófica perante a vida, onde a solidariedade
prevalece sobre o egoísmo”.
Sou muito
grato aos que me corrigem e aos que me criticam para minha evolução pessoal e
social. Quando a gente gosta, é claro que a
gente cuida, a gente se protege, se corrige fraternalmente e sempre quer ver o
outro evoluindo, mas sem roubar-lhe a sua essência.
Procuro guardar coerência entre pensamentos e
práticas. Quem persegue coerência, lógica e
persistência em seus pensamentos e ações, alcança o respeito e a consideração
dos outros, mesmo nas divergências. As pessoas sensatas nos respeitam quando
percebem sentido e razão naquilo que defendemos.
Acredito na
compaixão, na não-violência e pratico tolerância. Inspiro-me em grandes mestres como Jesus Cristo, Gandhi, Martin Luther
King, Madre Tereza de Calcutá, Papa Francisco, Desmond Tutu, Dalai Lama, Albert
Schweitzer, dentre outros.
Afirmo os
pensamentos críticos e reflexivos como estratégia de humanização. O conhecimento nos humaniza. A ignorância alimenta a nossa raiva, ódio e
estupidez.
Nosso maior palco é a vida e nela somos eternos aprendizes. Nosso maior desafio é a humanização, através do conhecimento. O conhecimento nos torna melhor seres humanos. A escola e a vida são oportunidades de aprendizagem, socialização e construção de conhecimentos. Humanizar é um dos maiores desafios da atualidade. (Nei Alberto Pies)
Nossa República sempre conviveu com instabilidades no poder e crises institucionais. Hoje, tudo que há de precioso em uma nação já foi atacado pelo Presidente em sua persistente demência.
Estamos lembrando os
130 anos da proclamação da República brasileira. Desde o início de sua
história, ela foi marcada por crises institucionais. O primeiro presidente, Deodoro,
renunciou. O vice, Floriano, assumiu e permaneceu no poder, quando deveria
convocar novas eleições.
Nos seus primeiros anos, o coronelismo predominou controlando o
eleitorado através do “voto de cabresto”, fazendo das eleições mero exercício de ficção. Qualquer reivindicação
social era resolvida pelo uso da violência. Era a forma de manter a economia
de base agrária, onde o grande latifundiário continuou contando com os
processos habituais de controle para
assegurar a sua dominação.
Em 1930, a República dos Coronéis caiu, como desabou o
Império, isto é, como caem as frutas mais maduras. Mesmo os mais desatentos
observadores não deixariam de notar que o homem que tomava o poder com o
objetivo de promover a “unidade
nacional” chegava ao poder federal envolto pela mística caudilhista
tão típica de seu estado natal. Vargas afirmava que a revolução visava
“restaurar a pureza do regime republicano”.
Sua declaração, publicada no jornal A Federação (fundado por Júlio de Castilhos
na época do Império), terminava com o apelo “Rio Grande, de pé pelo Brasil! Não
poderás faltar ao teu destino histórico”. Que destino era esse, o Brasil logo
saberia. Vargas virou o “pai do povo”.
Em breve, se iniciaria o culto
a sua personalidade, nos moldes do fascismo. Os mesmos militares que o levaram
ao poder, o derrubaram em 1945.Entre
humilhado e conciliador, Vargas anunciou que renunciava por vontade própria.
Começou então uma das fases mais agitadas de nossa história republicana. Em
1954, após uma grave crise política, Vargas se suicidou.
Em 1961, Jânio Quadros renunciou e, o vice, Jango, foi
obrigado a engolir o Parlamentarismo para evitar uma guerra civil. É bem
verdade que, nesta mesma etapa, a
República viveu um período em que se sentiu jovem e ousada, esperançosa e
otimista. Foram os “anos dourados” do período JK.
Mas o ovo da serpente estava em gestação e, em menos de uma
década, a nação se confrontaria outra vez com seus equívocos e descaminhos, com sua alma dúbia,
suas recaídas autoritárias, sua elite irredutível e seu povo despreparado ou omisso, seus temores e seus desleixos. Em
1964, um golpe militar pôs fim ao sonho dourado.
Os tambores que já haviam rufado, ruidosos, em 1954, voltaram
a ser ouvidos e a conspiração militar-civil-midiática pôs fim ao governo
Goulart.
Raymundo Faoro, no clássico “Os Donos do Poder”, define com clareza esta prática usada ao longo de nossa história: o político civil ronda os quartéis para se manter ou para subir, porque sabe que com os quartéis deve contar, centro do mecanismo da própria estrutura republicana”.
O detalhe é que desta
feita os militares, como sempre acontecera, não retornaram aos quartéis. Dessa
vez, dispostos a colocar em prática suas teses desenvolvimentistas, se
mantiveram por duas décadas no poder, promovendo o fechamento político do país
e se impondo à sociedade civil.
A República só voltaria
a conviver com eleições diretas em 1989. Infelizmente, o eleito acabou
sofrendo impeachment. Hoje, a nossa
República vive um dos seus momentos de maior instabilidade iniciado
em 2016, quando a oposição, derrotada
nas últimas 4 eleições, partiu para a
solução inconstitucional, o golpe, seguindo o modelo lacerdista, desrespeitando
a vontade soberana das urnas.
Em 2018, o
favorito nas pesquisas
foi ilegalmente impedido de participar
do pleito. Pleito marcado pelo
uso de recursos nada
republicanos como as fake news que, agora, uma CPI
começa a investigar.
Hoje, preside a
República um governante subordinado a
líder pentecostal que cita amiúde um dos livros mais violentos da História, o
Velho Testamento, para impor suas
pretensas verdades, sem sensibilidade, pensamento, ética ou política.
Tudo que há de precioso em uma nação já foi atacado pelo
Presidente em sua persistente demência. Educação, cultura, ciência, arte,
liberdade, democracia, ética, meio ambiente, tudo, além, de
nos cobrir de vergonha no exterior.
Enfim, a nossa conturbada República perdeu a
bússola.
Jairo Oliveira, mentor e idealizador da metodologia de ensino da New Life Educação aborda, de forma didática e interessante, o desafio da formação dos adolescentes e jovens num mundo cada vez mais tecnológico.
Reflete
que as famílias e a escolas ainda não entenderam as mudanças e as exigências do
momento e acabam, muitas vezes, culpando os próprios adolescentes e jovens por
sua falta de habilidades e compreensões do mundo atual.
Segundo
OLIVEIRA, a mudança que ocorreu nos últimos 10 anos é que os cursos avulsos
davam conta de empregabilidade. Hoje, o mundo do trabalho exige pessoas
qualificadas e habilitadas em várias competências, que tenham criatividade e
que se adaptem rapidamente às exigências e necessidades do trabalho.
Confira
neste vídeo o que Jairo Oliveira pensa sobre o assunto.
Educação profissional muda vidas.
“Educação Profissional tem ajudado
muitas pessoas a mudarem a direção de suas vidas, o que era para ser um caminho
ruim, difícil e com poucas perspectivas, pode se tornar uma caminhada para o
sucesso com a Educação Profissional. É possível afirmar que Educação
Profissional muda vidas, afirma Jairo Oliveira, pois mudou a sua… Mas,
precisa de uma caminhada, uma jornada, não pode ser levada de maneira aleatória
para isso”.
Em entrevista exclusiva ao site, Jairo
Oliveira revela a sua trajetória pessoal e profissional que o levou a hoje
coordenar a New Life Educação. Falando aos adolescentes e jovens, afirma:
“Façam cursos principalmente os que são voltados
a tecnologia e desenvolvimento humano, eles podem ser iniciados já aos 7 anos
lhe acompanharão pelo resto da vida. Estes servirão de base ou complementares
na sua vida profissional, seja em qual for a área que escolher atuar. Escolha
uma escola que se sinta parte do processo, seja ela on-line ou presencial,
cursos gratuitos ou pagos. Incluam-os em sua vida, assim como comprar roupas,
comidas ou dar presentes. Incentivem-se a não parar nunca, logo que pensar
assim, se sentirá feliz em dedicar algumas horas por semana para estudar coisas
novas”.