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Uma vida dedicada ao trabalho em um hospital

Uma das missões que procuramos desenvolver neste site é contar ou repercutir boas e interessantes histórias. A história que segue contada é de Arnaldo Dalchiavon, um menino que, desde seus 13 anos, trabalhou num importante hospital da região norte do RS: o HSVP (Hospital São Vicente de Paulo).

Acompanhamos sua trajetória há 25 anos. Reconhecemos sua humildade, sua generosidade, sua forma singela e particular de ajudar muitas pessoas que buscam serviços de saúde e também seus serviços profissionais exercidos neste hospital há mais de 52 anos.

Repercutimos matéria produzida pelo serviço de Comunicação Social do Hospital São Vicente de Paulo.

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“Após 52 anos e 62 dias de trabalho e dedicação ao Hospital São Vicente de Paulo, nesta semana o colaborador Arnaldo Dalchiavon encerrou sua trajetória profissional na Instituição em um encontro de despedida marcado por homenagens e boas lembranças, com a presença de ex-colegas e equipe de diretores. 

Sua história no HSVP começou a ser escrita no dia 1º de outubro de 1971, quando ainda era pré-adolescente. No início exerceu atividades em diferentes setores, mas foi na radiologia que ele se encontrou profissionalmente. Das mais de cinco décadas de trabalho, 44 foram como técnico na área. Em 2016, Arnaldo tornou-se protagonista do livro O filho do Hospital, obra escrita pelo cirurgião vascular Ronaldo André Poerschke. Leia mais: https://hsvp.com.br/post/1474/livro-o-filho-do-hospital-e-inspirado-na-humanizacao

Após a entrega de uma placa de agradecimento, o presidente José Miguel Rodrigues da Silva fez questão de exaltar o quanto Arnaldo é um exemplo a ser seguido. “Nos sentimos felizes em prestar essa homenagem a cada um que está cumprindo sua missão exercida com muito amor dentro do Hospital. Pessoas como o Arnaldo são exemplos a serem seguidos na sociedade. Desejo, em nome da diretoria, que esse novo ciclo que se inicia lhe traga ainda mais realizações”, frisou o presidente.

Créditos: Liliane Ferenci – Comunicação HSVP

Edição: A. R.

Um novo Natal para pensar

Ser feliz em tempos de natais repetidos ou enfadonhos, onde se troca a essência por subsistência, orações por presentes, dar e receber votos superficiais, nem de longe representa o verdadeiro espírito de Natal.

Estamos na melhor época, para enviar e receber mensagens, as mais variadas, como desejos de paz, alegria, algumas muito sinceras, outras nem tanto.

Tudo parece feliz, nestes dezembros febris.

Mas, se formos ao limite de nossas expressões, enviamos e recebemos palavras que nos contradizem o tempo todo.

Ser feliz em tempos de natais repetidos ou enfadonhos, onde se troca a essência por subsistência, orações por presentes, dar e receber votos superficiais, nem de longe representa o verdadeiro espírito de Natal.

Se estamos plenos do respeito ao próximo, bem-estar por pertencer a uma sociedade que respeita animais e plantas, que cuida e preserva o meio ambiente, então este será um novo natal.

Mas é isso mesmo o que vemos?

Aliás, poderia haver Natal feliz, sem o mais absoluto respeito à natureza e a tudo o que nos cerca? Não seria esta a mais viva expressão da criação de Deus? Porque continuada a sua destruição, logo não teremos sequer presépios para montar.

Começando por reciclar nossos pensamentos, é uma boa opção quando ouvimos nossas religiões dizerem que somos eternos e que o nosso paraíso não é aqui. Por quais razões deveríamos zelar pelo nosso entorno, preservar o meio que nos sustenta, se nossa casa fica em outro lugar? Haverá um céu distante que nos aguarda, depois de destruirmos o que nos foi dado?

Creio que Céu nenhum!

Este é o momento em que a sustentabilidade passa a ser um valor Cristão como os demais, por que preserva, por que não descarta, não destrói, por que faz retornar bens e objetos, que teriam como destino certo a vala do esgotamento de recursos em que a Terra nos oferece.

Ser sustentável, portanto, não seria uma forma de estar mais próximo à Deus?

Reflita em sua vida o quanto sustentável são seus gestos e ações e converta-se a causa, para um ideal de um novo homem, alinhado com o próprio Cristo, filho do Criador de tudo e a quem todas as folhas e gotas de chuva são de seu conhecimento.

Assim como o nascimento do seu filho nos remete a um novo ciclo de vida, da mesma forma é possível reiniciar, refazer, retornar, recomeçar, tudo o que nos foi confiado por Ele, pelo cuidado com a natureza e pela proteção e gratidão, a todos aqueles que a cuidam.

Converta-se à sustentabilidade, portanto!

Antes de tentar salvar o mundo, salve o que o mantém vivo em sua casa, o meio ambiente ao seu redor, o verde que o cerca.

Revisite seus pensamentos, não os resista, não os negue, apenas faça-os mostrar e os apresente ao seu próximo, mais próximo, convencendo-o a preservar a nossa aldeia, nosso planeta, que já demonstra cansaço com seus inquilinos.

E não espere pela sua segunda vinda, se assim o crê, destruindo o que nos foi confiado. Antecipe-se, renove-se. Ajude a preservar o ar em que você respira para que na volta de Cristo Ele possa o respirar igualmente.

Mas se você o aguardar de verdade, em primeiro lugar, coopere com o ambiente, preserve a sua volta, sendo um bom convidado à vida, o que de fato você é. Um aliado da natureza e não o seu algoz.

Amar o meio ambiente sobre todas as coisas…

Lute para que este mandamento não se torne o mais importante, sem demora, em nome da sobrevivência da humanidade.

Seja um cristão sustentável por inteiro!

Se possível, um feliz natal!

Autor: Nelceu Zanatta, autor da crônica ‘Há ódio demais, há terror e mísseis demais. Temos de parar esta guerra. Comecemos rezando?”: https://www.neipies.com/ha-odio-demais-ha-terror-e-misseis-demais-temos-de-parar-esta-guerra-comecemos-rezando/

Edição: A. R.

Eu e os da minha geração

Eu

e os da minha geração

caminhamos.

Caminhamos

e já não me sinto tão só.

Eu

e os da minha geração.

Avançamos em direção

a um futuro incerto

que nos espreita

ao derredor

nos agarra pelo pescoço

ao dobrar de uma esquina

ao entrever um rosto na multidão

ao responder ao acaso

alguém que nos acena

e já não sabemos quem é.

Alguém que não víamos há

cinco

dez

vinte anos

e que só reconhecemos

porque uma cumplicidade mais profunda

nos aproxima:

envelhecemos juntos.

Eu e os da minha geração.

Criamos filhos.

Suportamos privações.

Tivemos alegrias e derrotas.

Avançamos e desistimos.

Deixamos alguém para trás

e voltamos a encontrar.

Eu e os da minha geração.

Andamos juntos

até o momento derradeiro

que a todos vemos se acercar.

Em especial

a mim

e aos da minha geração.

Autor: Julio Perez, autor da poesia “Meus filhos, os poemas”: https://www.neipies.com/meus-filhos-os-poemas/

Edição: A. R.

A mulher do concerto

Sabe, a arte é para ser sentida. E quando você troca o seu presente, por uma filmagem para ver, quem sabe, em um futuro, você perde o agora. Se for para ver um concerto por uma tela, você não precisa estar aqui, pode poupar gasolina e reduzir as emissões de dióxido de carbono, assistindo de casa!

Helena estava refletindo o quanto uma letra tem o poder de mudar o sentido de uma frase.

Por exemplo, se você é como eu, e não gravou ainda a diferença entre conserto e concerto, talvez a sua mente tenha viajado para uma oficina mecânica e teorizado a respeito do direito das mulheres serem o que elas quiserem ser, inclusive mecânicas!

Mas, se a sua onda não for tão feminista, ou se você é um indivíduo devidamente aportuguesado, presumo que já tenha associado a ideia do título com o que de fato pretenderia ser: a mulher do concerto, assim, com “c”, que representa aquele conjunto de gente tocando junto, guiados pelo cara que fica dançando de costas para nós!

Enfim, Helena foi a um desses concertos, de graça na catedral. Uma pausa para deixar um parabéns aos organizadores, porque sim, o mundo precisa de mais eventos como esses.

Legenda: Com a regência do maestro Evandro Matté, o concerto da Ospa Teatro São Pedro contou com a participação dos solistas Kauanny Klein e Sérgio Sisto neste útlimo dia 01/11/2023. Créditos: Mateus Leal / Agência RBS

Eles marcaram às 19h, meio cedo para a rotina de Helena e em função disso, ela chegou atrasada. Não, não era porque ela queria tomar banho antes de ir, na verdade ela foi sem tomar banho mesmo! Ultimamente, não dava tempo. Era uma correria dos diabos.

Chegando na catedral, Helena sentou onde tinha espaço (lá atrás, sem poder ver muita coisa). Até que ela foi um pouquinho para o lado, e entre muitas cabeças, Helena encontrou um vão que dava acesso direto as costas do maestro! Ótimo, já estava bom, até que…

A mulher sentada no banco da frente resolveu puxar o seu smartphone e gravar, cobrindo o ângulo de Helena.

Respira, pensou Helena. Ela não vai gravar tudo, é só uma recordação. Aquilo seguiu em alternâncias de baixar o celular e levantar o celular a cada música.

Moça, com licença – sussurrou Helena

Posso lhe fazer uma pergunta?

Com ar de surpresa e indignação, a mulher respondeu: sim!

Depois de gravar, você tem o hábito de rever as filmagens, ou deixa salva até o seu celular alegar que não tem mais memória, e então, exclui tudo?

Sem tempo para retorno, Helena já emendou. Sabe, a arte é para ser sentida. E quando você troca o seu presente, por uma filmagem para ver, quem sabe, em um futuro, você perde o agora. Se for para ver um concerto por uma tela, você não precisa estar aqui, pode poupar gasolina e reduzir as emissões de dióxido de carbono, assistindo de casa!

Depois daquilo, ficou aquele clima de peido no ar.

A mulher se voltou para o concerto, revoltada, e continuou gravando. Até que a reflexão pareceu ter sido processada pela sua consciência e ela foi deixando aos poucos àquele péssimo hábito. Três músicas sem levantar o celular. Vitória! A reflexão tinha surtido efeito.

Um pouco antes do concerto acabar, Helena resolveu levantar e sair de fininho. Vai que a mulher resolvesse querer consertar o estrago que o concerto causara nela no final!

Autora: Ana P. Scheffer, autora da crônica “Não está tudo bem”: https://www.neipies.com/nao-esta-tudo-bem/

Edição: A. R.

Várias nações, um só povo

EMEF São Luiz Gonzaga realiza Feira das Nações e abraça alunos estrangeiros e seus familiares, em Passo Fundo, RS.

Um dos aspectos marcantes da Feira das Nações, realizada no último sábado (25), pela Escola Municipal de Ensino Fundamental São Luiz Gonzaga é que, ao invés de se fixar em contar a história dos povos que formaram Passo Fundo, ela se concentra no agora e lança um olhar — e um abraço! — para os imigrantes do presente.

Situada na periferia da cidade, a São Luiz recebeu, nos últimos anos, uma grande quantidade de alunos vindos de outros países latino-americanos. Muitas vezes eles trazem histórias difíceis, tendo enfrentado dificuldades enormes em seus países de origem e também em seu trajeto até o Brasil.

Carregando traumas em suas mochilas, ao entrarem para a escola, eles ainda precisam enfrentar o problema da barreira linguística, já que a maioria chega aqui sem saber falar português.

Cansadas e tendo muitos desafios pela frente, essas crianças e adolescentes precisam ser acolhidos pelo sistema educacional.

Em um mundo conectado, no qual a imigração só tende a aumentar, precisamos aprender a fazer esse acolhimento, a conviver com as diferenças e, em meio a elas, encontrarmos união, sem deixar de respeitar o que o outro tem de único.

Foi pensando em acolher e valorizar, de braços abertos e corações receptivos, aos alunos imigrantes e seus familiares, que a São Luiz promoveu a Feira.

A atividade resultou de um trabalho contínuo, realizado ao longo do último trimestre, interdisciplinar, envolvendo educadores e educandos na construção de um olhar sobre todos os povos do nosso continente.

Cada turma ficou responsável por apresentar um país diferente e cada professor ficou responsável para contribuir com a pesquisa sobre esse país, de acordo com sua especialidade.

Assim, professores de geografia ajudaram os alunos a coletarem dados sobre os aspectos geográficos; os de história, dados sobre o processo histórico; os de matemática, acerca da economia e moeda — e assim por diante.

Esse trabalho, em si mesmo, valoriza a pluralidade, por ter sido feito a muitas mãos. O resultado não poderia ser mais bonito. Cada turma, representando um país, montou uma banca, oferecendo os dados e as experiências coletadas aos visitantes.

Muitas bancas pesquisaram as comidas típicas de cada nação e, inclusive, fizeram as receitas, oferecendo provas para degustação.

Incentivar a construção do conhecimento sobre os povos irmãos da América promove um sentido de união; transmite, para os tantos estudantes estrangeiros que frequentam a escola:

VOCÊ É BEM-VINDO AQUI.

Passa a ideia acolhedora de que, se temos várias origens, formamos, em essência, um só povo — o humano.

A Feira das Nações, em sua primeira edição, contou também com danças, apresentações artísticas e uma exposição de trabalhos sobre prevenção ao bullying.

É um evento que, por seu significado e beleza, merece ser repetido.

Fotos: Divulgação/arquivo pessoal Aleixo da Rosa. Uso exclusivo para esta publicação.

Autor: Aleixo da Rosa

Edição: A. R.

Estudante Bernardo: orgulho da família e da escola

No mês de novembro de 2023, foi feito o anúncio dos 05 estudantes da rede municipal de Passo Fundo que vão representar Passo Fundo na próxima Missão Cidade Educadora, apresentando projetos da cidade para outros lugares do mundo. Em 2024, estes estudantes participarão de uma viagem à Suíça.

Os estudantes selecionados são de sétimos anos e se prepararam durante o ano todo e obtiveram o melhor desempenho em cada área do conhecimento em suas escolas, participando de um hackathon durante o Festival de Ciência, Inovação e Tecnologia (FECIT).

O estudante Bernardo Micheletto, da EMEF Zeferino Demétrio Costi, foi selecionado pela área de conhecimento Ciências Humanas. Ele é motivo de orgulho e satisfação para sua família e para a comunidade escolar deste educandário.

Repercutimos, com satisfação, a representatividade da participação do estudante Bernardo Micheletto nesta Missão para a qual ele foi selecionado. Ele agora também representa todos os estudantes dos sétimos anos da rede municipal de ensino. Ele representa o trabalho de todos os professores e professoras de Ensino Religioso, Filosofia, Geografia e História. Ele representa a importância das Ciências Humanas para a formação integral do ser humano.

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O estudante Bernardo tenta explicar o que viveu neste processo de seleção para o qual se preparou e com disposição, alimentando um sonho seu.

“Não sei como explicar em palavras o que senti nesta preparação, começando pelo momento em que tive de enfrentar meus próprios amigos para passar para a segunda fase. Quando fui fazer a prova do hackathon, o nervosismo tomava conta de mim; quase não consegui dormir na noite anterior, mas lutei com todas as frases da minha carta que escrevi. No dia que finalmente revelaram quem seria o selecionado, meu coração já estava  mil por hora. Quando falaram meu nome, desabei em lágrimas, pois finalmente um dos meus sonhos estava sendo realizado”.

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O pai Matheus Micheletto reconhece o mérito de seu filho e o papel da escola.

“É difícil encontrar palavras que descrevam o orgulho que sinto do Bernardo, sem dúvidas, uma grande conquista que reconhece a sua dedicação diária, ao mesmo tempo que o motiva continuar no caminho certo, que é a educação. Desde pequeno, sempre se mostrou interessado e comprometido com a escola; nas entregas dos pareceres de final de ano são sempre elogios e boas notas.

Tenho certeza que a educação contínua segue abrindo portas e essa experiência trará bons frutos ao futuro do Bernardo, creio que é apenas o primeiro passo para uma vida repleta de merecimentos e conquistas.

Não podemos deixar de agradecer a Escola ZDC, Secretaria de Educação e também a Prefeitura de Passo Fundo, na pessoa do Prefeito Pedro Almeida, pois tem oferecido aos estudantes da Rede Municipal a possibilidade de adquirir novos conhecimentos, vivências e desafios através da Educação”.

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A mãe do estudante Bernardo destaca a sua dedicação e a importância desta conquista.

“Em primeiro lugar, tenho orgulho de quem você se tornou como pessoa, um menino respeitoso, dedicado, amoroso. Meu sentimento com a tua conquista nesta missão com viagem à Suíça foi de imensa gratidão a Deus por permitir tudo o que está acontecendo em tua vida. Tenho certeza absoluta que você está trilhando um caminho de sucesso, realizações e eu quero participar ao seu lado em todas as fases da tua vida”.

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A diretora da EMEF Zeferino Demétrio Costi, Lucelene Segat destaca a participação dos estudantes nesta seleção e enfatiza a importância de toda comunidade escolar, especialmente os professores e professoras nesta conquista do estudante Bernardo.

“Os quatro estudantes dos sétimos anos que representaram a nossa querida escola ZDC na “Missão Cidade Educadora /2023” levaram no peito o orgulho de serem alunos desta escola desde o primeiro ano do Ensino Fundamental. Como diretora, gostaria que os 4 alunos tivessem sido selecionados, mas o Bernardo irá nos representar bem por suas ações, todo seu empenho, dedicação, responsabilidade, o apoio da escola e da família e também dos outros 3 estudantes da escola que, com ele, participaram desta seleção.

Bernardo terá uma oportunidade única na vida dele e desejo, de coração, que aproveite este momento transformador. Com certeza, retornará desta viagem um estudante cheio de novas aprendizagens.

O fato de termos um estudante selecionada para esta missão, vejo como uma caminhada. O resultado do Bernardo é a consequência do esforço e dedicação de todos os professores e professoras que passaram por ele nestes sete anos. Cada diretor, funcionário, colega, professores, contribuíram de uma maneira diferente, não só com conteúdos, mas educando com princípios, com amor. Aqui construímos conhecimentos, não por obrigação, mas buscando qualidade de ensino no dia a dia da escola. Pregamos no Zeferino que ser um bom cidadão, ser educado e ser uma pessoa do bem ainda é estar na moda.

Espero que o fato de estarmos entre as 4 escolas vencedoras de toda a Rede Municipal de Passo Fundo, além de ter me deixado, como gestora, muito orgulhosa e feliz, seja também motivação aos nossos alunos dos sextos anos-2023 para que, no ano que vem, entendam que esta oportunidade é para todos. Espero que possamos repetir resultados positivos em 2024, reafirmando a ideia que estudar sempre vai valer a pena. 

Que venham novas Missões e novos desafios em 2024. Nossos estudantes ZDC já estão motivados e preparados.

Fotos: Arquivo pessoal Lucelene Segat/ Divulgação – uso exclusivo para esta publicação

Edição: Alex R.

Natal dos Brockstedt e “as meninas no dia 25”

Cada pessoa tem memórias de Natais, tristes ou felizes, que nos marcam para sempre. Dentre as muitas festas de Natal inesquecíveis, está a que eu declamei o poema “Palavras a Papai Noel”, de Madalena Correia. A personagem da história era uma menina que perdoava o Papai Noel por ele não ter trazido presentes a ela, no dia 25.

Os natais em família sempre foram momentos de muita alegria na Família Hilário Brockstedt, em Soledade, RS.

No anos 70 e 80, a lista de encomendas de presentes para o Papai Noel começava a ser feita meses antes, assim como o comportamento das crianças melhorava, para se fazerem por merecê-los, já que a primeira pergunta do bom velhinho era, invariavelmente: – Você se comportou bem neste ano?

Em alguns natais o meu próprio pai Gilberto fazia as vezes de Papai Noel. Saía dizendo que ia chamá-lo e depois voltava lamentando que não tinha encontrado o bom velhinho, enquanto este tinha terminado de entregar os presentes e retomado suas andanças, poucos minutos antes.

Vez ou outra reuníamos a família mais ampla, incluindo avós, tios e primos. E, claro, não faltava música ao vivo, danças ensaiadas e apresentadas pelas primas e declamação de poemas.

Quando a família começou a crescer, com a chegada de genros, noras e netos, a alternativa foi mudar o sistema de presentear passando a utilizarmos a brincadeira do “amigo secreto”. Até hoje o momento de revelação rende divertidas tentativas de adivinhações, boas risadas e lindas homenagens.

Dentre as muitas festas de Natal inesquecíveis, está a que eu declamei o poema “Palavras a Papai Noel”, de Madalena Correia. A personagem da história contada em versos, era uma menina que perdoava o Papai Noel por ele não ter trazido presentes a ela, no dia 25.

Tentando entender o porquê, ela concluiu que não tinha tempo de brincar do lado de fora da casa, já que tinha que ajudar a mãe em todas as atividades do lar, bem como cuidar dos irmãos menores, sempre com seu vestidinho roído. Assim, disse ela, ao bom velhinho:

“Papai Noel eu já sei

Porque você não me vem

Nesse dia 25.

Você pensa que não brinco”.

Ao finalizar os versos, chorei copiosamente, já que eu imaginara que a menina teria mais ou menos a mesma idade que eu, em torno de sete anos o que gerou uma profunda empatia.

Conforme a criadora dos versos, a menina morava em uma esquina, assim como eu, e também gostava de usar tamanquinhos. Contudo, eu brincava muito na rua, e ganhava presentes no dia 25.

Até hoje, passados 50 anos, esta história me emociona muito e tenho a certeza que formou parte da pessoa que sou. Não carrego sentimentos de culpa, mas, sim, de empatia.

A cada Natal procuro minimizar a dor daqueles que não se sentem vistos pelo “Papai Noel”. Sei que não conseguirei resolver os problemas do mundo, mas em alguma esquina, alguma menina poderá brincar de boneca e peteca como almejava a grande pequena criança do poema. Quem sabe até com um vestido e um tamanquinho novo.

Autora: Marilise Brockstedt Lech, Psicóloga, Presidente da Academia Passo-Fundense de Letras. Autora da crônica “Onde mora a felicidade”: https://www.neipies.com/onde-mora-a-felicidade/

Edição: A. R.

Nossas ilusões… como “pesam” nossas ilusões

Como confessou Quintana: “Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o. Com ele ia subindo a ladeira da vida. E, no entretanto, após cada ilusão perdida… Que extraordinária sensação de alívio…”

Todos temos dentro de nós um vidente com “bola de cristal” que erra muito. O futuro ilusoriamente imaginado não acontece. Essa é que é a verdade.

Talvez, parte dele, sim, mas nunca “ipsis litteris”.

Em relação a trabalho, emprego, profissão, vivemos um luto pela perda do imaginado. É o que vejo nos alunos de medicina. Na minha época, entrávamos na faculdade inspirados por um médico que nos atendeu. Para mim, foi marcante meu pediatra, Dr. Telmo Ilha.

Ultimamente, os alunos têm se inspirado não só nos seus médicos, mas também em seriados. Na faculdade, vão percebendo a realidade. No início, tendem a comparar a medicina imaginada com a real. Depois, param de comparar. Só existe, de fato, a medicina real.

E então vem a fase de adaptação ao mundo como ele é e a busca de gratificações que ele pode nos oferecer. Ao natural, os alunos tendem a procurar uma especialidade médica que combine com seu talento e que lhe proporcione momentos de “flow”. Por talento refiro-me à facilidade para aprender, e “flow” significa ficar tão absorvido pela atividade que há momentos nela que não se percebe o passar do tempo.

Na medicina, na psicologia, e creio que em todas as profissões, aliviar o sofrimento de uma pessoa é extremamente gratificante. Um advogado pode fazer isso, um engenheiro, um veterinário, um empresário. Essa é a grande gratificação que o mundo profissional real nos oferece.

Nossas relações amorosas também. Creio já passou a fase do “príncipe encantado”, da “deusa”. Todos estamos mais realistas. Sabemos que um pouco de paixão se faz necessário e é bom. Paixão demais significa que se perdeu o pé da realidade. Com a convivência, vamos nos adaptando e vendo o que um pode oferecer para o outro.

Os pais, em geral, criam expectativas exageradas, ilusões em relação aos filhos. É bom que desde cedo desistam de planejar como será a vida deles. Ajudá-los a ter uma infância feliz, uma adolescência segura, a desenvolver as qualidades humanas que podem ter, uma educação ampla, isso sim.

Enfim, o mundo adulto andará melhor se livre do “peso” das ilusões.

Quando os “Barcos ancorados”, obra de Edoardo de Martino (1871) exposta no Instituto Moreira Salles, entrarem no mar, os ventos, felizmente, assoprarão para bem longe as ilusões dos marinheiros.

Como confessou Quintana: “Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o. Com ele ia subindo a ladeira da vida. E, no entretanto, após cada ilusão perdida… Que extraordinária sensação de alívio…”

Autor: Jorge A. Salton. Autor da crônica “A culpa não serve para nada”: https://www.neipies.com/a-culpa-nao-serve-para-nada/

Edição: A. R.

A dialética do senhor e do escravo

As contribuições de Hegel são imensas para compreender as relações pedagógicas
contemporâneas. Hegel influenciou importantes pensadores contemporâneos não só no
campo filosófico, mas também na educação, sociologia, direito, antropologia.

Frederich Hegel (1770-1831) é considerado um dos mais importantes filósofos alemães do século XIX. Nasceu na cidade de Stuttgart, foi seminarista protestante durante um período estudando em Tübingen, mas logo abandonou a pretensão de se tornar pastor. Foi professor na Universidade de Iena, catedrático na Universidade de Heidelberg e catedrático na Universidade de Berlim onde também foi Reitor.

Hegel escreveu um número expressivo de obras que marcaram fortemente o pensamento moderno/contemporâneo. Dentre as principais obras destacam-se a Fenomenologia do Espírito, Ciência da Lógica, Enciclopédia das Ciências Filosóficas, Lições de História da Filosofia, Lições de Estética, Lições de Filosofia da Religião, Lições de Filosofia da História e Princípios da Filosofia do Direito.

A vastidão de temas abordados por Hegel permite inferir que sua obra possui uma dimensão sistemática, pois procura incluir em um sistema integrado todos os grandes problemas e questões da tradição filosófica, da ética à metafísica, da filosofia da natureza à filosofia do direito, da lógica à estética, das questões do cotidiano às profundas reflexões do mais denso e profundo pensamento filosófico. É considerado por muitos como o último filósofo sistemático, pois depois dele a concepção de filosofia como sistema entre em crise.

Hegel é um filósofo difícil de ser lido, pois tentar compreender seu sistema exige entender sua linguagem própria, altamente técnica, complexa e global. Não é possível entender um conceito hegeliano sem entender todo o seu sistema de pensamento.

A título de exemplo de um dos temas tratados por Hegel, podemos citar o problema da formação da consciência. Este problema é abordado no texto “a dialética do senhor e do escravo” na obra Fenomenologia do Espírito. Por meio da metáfora da dialética do senhor e do escravo, Hegel procura retratar o processo da constituição da identidade da consciência em sua luta pelo reconhecimento pelo outro, a outra consciência.

Nas palavras do próprio Hegel: “A consciência-de-si é em-si e para-si quando e porque é em si e para uma Outra, quer dizer, só é como algo reconhecido”. Uma frase bem estranha para quem não compreende a forma de escrita de Hegel. Traduzindo, podemos dizer que inicialmente uma consciência visa submeter a outra, ao aprendê-la como objeto. Porém, precisa ser reconhecida pela outra, ou seja, precisa considera-la como sujeito. Assim, a outra consciência é ao mesmo tempo sujeito e objeto.

O senhor submete o escravo, contudo, uma vez que a relação é dialética, dependendo ele próprio de que o escrevo o reconheça como senhor, assim o superior depende de que o inferior o reconheça como superior. Trata-se, portanto, de um reconhecimento desigual. O senhor só é senhor se for reconhecido pelo escrevo e vice-versa.

A dialética do senhor e do escravo descreve uma relação assimétrica entre duas consciências que se tratam como sujeito e objeto, e não uma relação entre dois sujeitos, como deveria ser, uma relação de reconhecimento mútuo e recíproco.

As contribuições de Hegel são imensas para compreender as relações pedagógicas contemporâneas. Hegel influenciou importantes pensadores contemporâneos não só no campo filosófico, mas também na educação, sociologia, direito, antropologia.

Como acertadamente expressa meu grande amigo João Wohlfart “na Pedagogia do Oprimido Paulo Freire transforma alguns pontos angulares da filosofia hegeliana numa Filosofia da Educação. Assim como a filosofia hegeliana significa uma radical mudança no pensamento filosófico que vai dos gregos até Kant, a teoria educacional enquanto Filosofia da Educação, de Paulo Freire, significa uma nova concepção de educação e requer dos profissionais da educação novas habilidades e novas atitudes”. Tem razão Hegel quando diz que “o real é racional e o racional é real” no sentido de que “a história universal nada mais é do que a manifestação da Razão”.

Encontramos em Hegel uma forte justificação para compreender que o mundo não está determinado e que até as piores ditaduras e imposições podem ser confrontadas se compreendermos a dialética do senhor e do escravo.

Autor: Dr. Altair Alberto Fáveroaltairfavero@gmail.com Professor e Pesquisador do Mestrado e Doutorado do PPGEDU/UPF. Autor da crônica “Um contrato social em defesa do bem comum”: https://www.neipies.com/um-contrato-social-em-defesa-do-bem-comum/

Edição: A. R.

Professora Emérita 2023 Passo Fundo

Em 2023, a professora Taniamar Reschke recebeu o reconhecimento Professor Emérito 2023 da administração municipal de Passo Fundo. Através de lei municipal, anualmente, um professor em atuação na rede municipal de ensino em Passo Fundo, RS, é homenageado. O reconhecimento é prestado pelo município por meio de indicações dos educadores de todas as escolas.

O evento de entrega já teve vários formatos; na maioria das vezes ocorreu nas próprias escolas onde atuam o professor ou professora homenageados de cada ano. Neste ano de 2023, ocorreu num evento de posse de professores e secretários de escola.

Repercutimos, nesta matéria, uma apresentação construída pela professora homenageada, tratando de sua trajetória de vida pessoal e profissional ao longo de seus 17 anos de atuação na rede municipal de ensino de Passo Fundo.

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Assim começa minha história:

“Há 39 anos, meu pai Eluyr José Reschke me dizia: “Faz magistério, estuda para ser professora, você terá estabilidade, plano de saúde…” Com grande alegria, entusiasmo, acolhi a sugestão deste carinhoso e sábio homem, com quase 97 anos, um artista, meu paizinho, aqui presente.

Gratidão meu pai amado! O que dizer da minha mãezinha, Iracema Rodrigues Reschke, “SEMPRE PRESENTE”. Elevo meu amor, minha profunda gratidão, por tudo que vivemos. Nela, entre tantas virtudes, me espelhei na sagrada relação com a terra, o plantar, cultivar, cuidar, amar…

Do incentivo e encorajamento para ir ao mundo recebidos de meu pai e do amor à terra aprendido com minha mãe, abracei a educação como caminho de vida e, hoje, essas duas estradas se encontram em meu fazer na Pedagogia Waldorf. Um pouco dessa trajetória, peço licença para compartilhar.

Em 1987 conclui a formação em nível médio – Magistério, na Escola Estadual de 1º e 2º graus Nicolau de Araújo Vergueiro. Enquanto aluna do curso, tive a primeira experiência como docente, estagiei em uma turma de terceiro ano, atividade obrigatória para conclusão do curso. Lembro-me dos desenhos e bilhetes carinhosos das crianças, dos diários de classe, das folhas mimeografadas, do caderno de caligrafia, das estrelinhas agraciando as crianças…

Em 1988 ingressei na Universidade de Passo Fundo, no curso de Educação Artística Licenciatura Plena o qual conclui no ano 1992. Em 16 de maio de 1988 fui contratada pela Prefeitura Municipal de Passo Fundo no cargo de Monitora para atuar na Sociedade Cultural Recreativa Beneficente São João Bosco – SOCREBE, no bairro Santa Marta, meu primeiro emprego. Lá conheci a Irmã Maria Guiomar Zambenedetti, a carinhosa Irma Guiomar. Lembro do primeiro dia de trabalho, próxima há um grande portão, estava a Irmã Guiomar trilhando corda para as crianças pular e fui generosamente acolhida por ela.

A SOCREBE foi uma escola querida, onde conheci pessoas maravilhosas, crianças, adolescentes, famílias. De vez em quando encontros acontecem: “Oi você é a professora Taniamar? Lembra de mim, lá da SOCREBE? Recebi uma turma da pré-escola. Desde o início percebi que não seria fácil, as turmas eram grandes, muitas crianças em situação de vulnerabilidade. Logo senti em meu coração que ali eu queria ficar, amava estar com aquelas crianças. Atuei também como bolsista, acompanhava as crianças e adolescentes, no horário do almoço, que chegavam da escola formal e permaneciam no período da tarde. Muitas vezes trouxe crianças para passar o final de semana em minha, era muito bom vê-las felizes.

Depois de graduada fui contratada, pela Associação Educacional e Caritativa – ASSEC como Monitora em Educação, ampliando a jornada de trabalho na SOCREBE. Em 2004, fui convidada para assumir a coordenação pedagógica. Neste período aprofundei meus estudos sobre a Educação Infantil em nível de pósgraduação. Permaneci na SOCREBE por 18 anos, 16 ao lado da irmã Guiomar, me desligando em 2007. Após, assumi como professora da rede municipal de ensino, passando pelas EMEIs Fadinha, Cantinho Feliz, e Jardim do Sol, nas quais fui acolhida e pude vivenciar meus primeiros anos como professora efetiva na rede. Tive também uma passagem pela Rede Notre Dame, como professora de Artes, no Ensino Fundamental II.

Em 2014 fui convidada pelo prefeito Luciano Palma de Azevedo, para assumir a direção da EMEI Toquinho de Gente. O então secretário de educação, o professor Edemilson Jorge Brandão sugeriu que a escola adotasse a Pedagogia Waldorf para orientar a proposta político pedagógica. A partir desta indicação começamos a dinamizar a equipe na busca por informações e conteúdos que pudessem nos ajudar a compreender que perspectiva educacional era essa.

Além de pesquisas em bibliografias e sites, o grupo, intermediado pela SME e juntamente com colegas da rede interessadas no tema, visitou as Escolas Waldorf Querência e Arco-íris, na região de Porto Alegre, a fim de conhecer os ambientes e o trabalho neles desenvolvido. Dados estes importantes passos iniciais, apresentamos a proposta à comunidade escolar e, juntos, começamos a profunda e transformadora jornada de construção de uma escola Waldorf de educação infantil pública em nosso município.

Já se passaram nove anos desde então. Muito foi ressignificado e construído, desde o pedagógico de nossa escola através do Curso de Fundamentação em Pedagogia Waldorf, passando pelos nossos corações, e hoje nossa escola conta com o apoio das queridas tutoras Sandra Beck e Regina Giachetta, bem como a iminente conclusão do processo de filiação à Federação das Escolas Waldorf do Brasil e, ainda, a caminho de se efetivar a construção da sede própria já anunciada pela gestão municipal para o próximo ano.

Nesta trajetória, temos caminhado por paisagens diversas, acompanhadas por muitas pessoas que trouxeram suas contribuições através de conhecimentos, experiências, sonhos, os quais acolhemos com respeito, acreditando no impulso que cada ser traz em seu coração e que mobiliza suas escolhas e ações no mundo. Vivenciamos alegrias e desafios, mas encarando todos eles como oportunidades de autoeducação e fortalecimento de nossos propósitos mais elevados.

Às pessoas que compartilhamos a caminhada, minha gratidão por também fazerem parte da realização deste sonho. Ao grupo que compõe a EMEI Toquinho de Gente, sou grata por abraçarem o ideal de construir uma escola Waldorf pública em nosso município. Um grupo que é movido pelo amor, onde cada um abre-se para este novo e se deixa perpassar pelos valores que Rudolf Steiner destacou ao trazer a Pedagogia Waldorf ao mundo: a beleza, a verdade e a bondade.

Posso afirmar que a Pedagogia Waldorf deu novo sentido a todos os aspectos de minha vida, na escola e para além dela, pois transformou meu mundo interior, se refletindo em minha maneira de pensar, sentir e agir. Ver que isso está se irradiando para toda uma comunidade escolar enche meu coração de esperança e gratidão por esta oportunidade.

Às famílias das crianças que tive a oportunidade de acolher e junto delas atuar, agradeço pela confiança. E àquelas que são a razão de todos os esforços, de toda a dedicação, de toda a luta por uma educação de qualidade e um desenvolvimento saudável, meu especial agradecimento: às crianças. Elas me mostraram e me mostram que cada ser que chega ao mundo traz em si o mais genuíno potencial humano, manifesto em seu puro olhar, em sua alegria, na sensibilidade diante do outro, e no impulso natural de amar e ser amada, lembrando a nós, adultos, que para isto também viemos.

À minha família, amores da minha vida! Meu esposo Rafael, meus filhos Helena, Arthur e Isabela, agradeço por todo carinho, apoio, paciência, compreensão ao longo de minha caminhada. Por fim…

A outorga do título de professor emérito tem valor inestimável, me sinto feliz e honrada.

Agradeço, na figura do Prefeito Pedro Almeida, do Secretário de Educação Adriano Canabarro Teixeira e da Coordenadora do Núcleo de Educação Infantil Deisi de Oliveira, pelo apoio e estímulo recebidos, estendendo a todos os que passaram pelas gestões de nosso município.

Tenho a consciência de que para hoje aqui estar, fui agraciada pela presença e contribuição de muitos colegas de jornada, por isso dedico este título a todas as pessoas que compõe a rede municipal de ensino de Passo Fundo, representadas pelas professoras e professores da rede. Estou feliz em poder representá-los.

Concluo este agradecimento trazendo um verso de Rudolf Steiner que vem inspirando meu caminhar.

Admira a beleza, Defende a verdade,

Venera a nobreza, Escolhe a bondade!

Assim é que o homem Será conduzido,

Às metas na vida;

Aos retos caminhos

Na hora em que age:

À paz, quando sente;

À luz, quando pensa;

E aprende a confiar na Regência divina

De tudo o que há

No vasto cosmo, No fundo d’alma.

Edição: A. R.

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