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Pobreza sacralizada: engano do povo e seus enganos

Usar a pobreza e as desigualdades como moeda de troca, sacralizar o assistencialismo ou a pobreza a ponto de parecer enganosamente privilegiado, porém, nunca efetivamente atendido e responsabilizado, para barganha política e emocional de comoção ideológica, é um crime contra a inteligência e o potencial humano.

Não se trata de defender os pobres, trata-se de defender um povo, uma nação e seu desenvolvimento equânime nas proporções também psicológicas, individuais e sociais. Que cada ser humano possa ser aquilo que ambiciona realisticamente ser e fazer, e no conjunto de oportunidades geradas coletivamente para o bem comum.

O uso da pobreza como argumento, é real e existe, foi poluído e capitalizado por toda sociedade para hipotecar a consciência humana na política, na preguiça e no sarcasmo, se tornou pejorativo e tarjado de populismo, assistencialismo e muitos ismos que subvertem a urgência de solução das desigualdades programadas por um sistema perverso que se esconde atrás de uma luta de classes estéril.

O fato é que, ao invés de centrar a realidade como ela é na sua desigualdade social e resolver os problemas daí derivados, seja na psicologia da pobreza que precisa mudar, seja na esperteza de quem usa isso como deficiência a ser capitalizada para fazer política assistencial, que não é igual a programas de governo efetivos e eficazes, mas visa a manutenção eterna do ponto força problemático, acaba-se por sacralizar a pobreza e fazer dela um ponto turístico e de captação de recursos que depois não são revertidos em solução.

A piedade e a caridade, por certo, são grandezas do espírito humano, mas desviadas da sua finalidade e usadas para alimentar egos, fé cega e os subterrâneos de uma política assistencial viciante, é crime contra a humanidade. A Humanidade é um potencial aberto à realização, não um potencial a ser capitalizado em redes de baixa racionalidade e intenções questionáveis.

A grande confusão está em não sermos mais capazes de avaliar com isenção e análise de resultados o que chamamos de políticas públicas. Estamos distorcendo tudo, ferindo as soluções para manter a ignorância do ponto de vantagem a outros, que não o povo como um todo.

Se avaliarmos seriamente e com isenção o programa Bolsa Família, veremos que é um programa seríssimo, não assistencial, validado pelo mundo, mas que virou guerra política e cegueira do povo, invalidando o programa como um mero jogo político.

 

O que é o Bolsa Família? Universidade Metodista de São Paulo Escola de Comunicação, Educação e Humanidades – Curso de Jornalismo.

Neste jogo, pela ignorância, jogamos contra nós próprios, contra a nação, para defender o indefensável jogo destrutivo de partidos hipócritas. Para o povo e para nação não deveria importar o partido, mas as políticas públicas eficazes, que deveriam ser mantidas, independente da alternância das siglas no poder.

Mudar nem sempre significa o que dizem, mudar por mudar, sem seriedade de avaliação dos interesses por trás das mudanças, é inépcia do povo, inépcia nossa.

Nunca deveríamos permitir que boas políticas públicas fossem destruídas em nome de interesses que não os nossos. Não é inteligente da nossa parte.

Usar a pobreza e as desigualdades como moeda de troca, sacralizar o assistencialismo ou a pobreza a ponto de parecer enganosamente privilegiado, porém, nunca efetivamente atendido e responsabilizado, para barganha política e emocional de comoção ideológica, é um crime contra a inteligência e o potencial humano.

 

Desigualdade social no Brasil.

Programas de governo, políticas públicas devem ser avaliados á luz dos resultados e não por meio de distorções abusivas do seu escopo real. É frio, é lógico, é competência, é fazer o certo e ser votado quantas vezes for o caso por ser o melhor programa e propósito social.

Nesta questão, quem precisa acordar somos nós, precisamos sair de um jogo que não nos representa e jogar o nosso jogo, ao nosso escopo e ao bem comum. Ao invés de joguetes, jogadores, sérios jogadores.

Qual é o jogo certo, nosso jogo, nosso papel na política e no desenvolvimento do país?

Andamos que nem baratas tontas num tabuleiro e num jogo sobre o qual conhecemos só o que nos dão a conhecer, sem consciência e sem jogos inteligentes e pontuais, sempre seremos pontos força a vantagem de outros.

Vamos virar esse jogo, vamos aprender a jogar o bom jogo, vamos vencer, porque esse é o único caminho que realmente nos cabe como humanidade, como indivíduos e como nação. Em primeira e última instância, está em nossa mão mudar a realidade para a compatibilidade do bem que queremos evoluir.

Bons programas de governo devem ser qualificados sempre, corrigidos, quando for o caso. Esse processo é contínuo e depende de nós, do Estado e da competência coletiva para mudar as coisas!

Mudar é primeiro psicológico, depois empenho, depois resultados. É sempre responsabilidade pessoal a bem social. Hora de deixar de ser platéia e assumir o protagonismo soberano do povo e para povo, a nosso bem e pela finalidade na responsabilidade intrínseca ao fato vida.

Como se faz uma mulher

Uma mulher não se faz sob o jugo e o desterro. Uma mulher se faz deixando-a bordar todos os tecidos sociais. Uma mulher se faz permitindo-lhe cozinhar tenra e ternamente política e ciência. Jamais haverá rosto humano sem a face feminina.

 

Foi muito sem querer, na festinha de aniversário de sua filha. Observando os presentes, minha amiga se deu conta de como uma mulher é feita.

No aniversário de seu menino, outros presentes: jogos lógicos, carrinhos, livros. Sua filha recebeu bichinhos, bonecas, vestidos, estojos de maquiagem.

Mulher é uma instituição histórica. Tal como a conhecemos, é muito mais costela da cultura que da natureza.

Ao menino, jogos, carrinhos, livros. Quem fez de tais coisas objetos de varão? A cultura. Um quarto azul para ele, um rosa para ela. Jogos para o cérebro. Carrinhos de tecnologia. Livros para os saberes.

A Banda Mágica- Coisa de menino é coisa de menina (Clipe)

Aliás, salvo os culinários, é mister manter as mulheres longe dos segredos. Na maçonaria, por exemplo. Ou na Igreja Católica, onde podem servir, rezar, limpar, bordar a estola e quarar o manutérgio. Tudo, menos participar da hierarquia.

Para justificar essa declarada preferência de Deus pelo sexo masculino, a teologia produziu os mais estrambóticos silogismos.

Minha amiga observa os presentes de sua filha. Ela precisa ser meiga, doce, bonita. Essa é a ideia de menina que os convidados à festa reafirmam. A filha de minha amiga, mesmo sem saber de feminino e de masculino, vai aprendendo a conformar-se – isto é, adquirir a forma da fôrma – ao mundo pronto. Bonecas. Claro, maternidade.

Se, por um descuido da natureza, ela não puder fazer-se mãe, terá de administrar a frustração imposta por si mesma e pelo meio. Milhares de anos depois de Sara, não ter filhos ainda é um castigo divino. Um castigo não expresso, mas dolorosamente tácito e ácido, implícito e lícito. Ai das estéreis!

Mulheres bem-sucedidas tornam-se devoradoras de homens ou fagocitam o masculino. Para vencer os machos, as armas de varões. Se muito femininas, perdem a credibilidade e o cargo. Os homens usam ternos para serem respeitados, as mulheres terninhos. Prostituta ou santa. Sob o homem ou acima dele. Lado a lado não?

O mundo público é assaz masculino. É o mundo da razão, da lei, da guerra, da objetividade. Às mulheres o confinamento dos espaços privados. É preciso controle, e não apenas da fêmea como indivíduo da raça. Características femininas como a solidariedade e a amorosidade foram banidas da hierarquia e da lógica públicas. Destruição do meio ambiente, guerras, racionalidade muita, ternura pouca. É o império patriarcal.

Uma mulher não se faz sob o jugo e o desterro. Uma mulher se faz deixando-a bordar todos os tecidos sociais. Uma mulher se faz permitindo-lhe cozinhar tenra e ternamente política e ciência. Jamais haverá rosto humano sem a face feminina.

Mulheres, que dão à luz, amamentam e, ainda, educam meninos e meninas, mais do que ninguém, sabem: pequenos gestos podem estar grávidos de grandes mudanças. E se o sonho de um mundo diferente para seus filhos tornar-se causa de insônia, podem começar a pensá-lo na próxima festinha de aniversário.

A armadilha

A direita soltou a franga e vai inventando pautas em que a arte é um bom pretexto, porque assim pretende glamourizar até um Alexandre Frota. E a esquerda sempre embarca e fica entretida. E assim as esquerdas vão oferecendo à direita uma interlocução há horas inviabilizada pelo impasse do debate político.

 

A direita mais rasa vem pautando as esquerdas no Brasil. Depois das controvérsias da exposição Queermuseu no Santander e da performance do homem nu tocado por uma criança em São Paulo, eles vieram com o ‘plebiscito’ separatista gaúcho.

E virão com outras provocações.

A direita soltou a franga e vai inventando pautas em que a arte é um bom pretexto, porque assim pretende glamourizar até um Alexandre Frota. E a esquerda sempre embarca e fica entretida. E assim as esquerdas vão oferecendo à direita uma interlocução há horas inviabilizada pelo impasse do debate político.

Como não dá pra debater política no que interessa, que se debata se uma criança tocando num homem nu é pedofilia. E a partir daí qualquer abordagem está liberada, sob o argumento de que nos envolvemos agora com questões culturais misturadas a conceitos sobre costumes. Estamos num simpósio medieval ou mesmo pré-Platão.

Durante muito tempo foi o contrário. A minha geração viu as esquerdas pautando a direita, e a direita virando-se como podia para se defender. Da segunda metade do século passado até agora, a direita só se defendeu.

O Brasil golpeado anda agora a reboque do que o reacionarismo mais rasteiro propõe.

Há alguma vantagem nisso, ou não se tira proveito nenhum de um embate entre o presumido pensamento de um militante do MBL e de um doutor da UFRGS e de Alexandre Frota com Caetano Veloso?

A vantagem pode ser que assim lemos textos do Luis Augusto Fischer, da Céli Pinto e do Francisco Marshall e nos divertimos com o sarcasmo do Zé Adão Barbosa.

Mas eu não queria que eles fossem pautados por essa gente. Isso é regressivo demais. Daqui a pouco estaremos discutindo com chimpanzés amestrados (o que talvez até seja mais interessante). A direita nos levou pra jaula.

Moisés Mendes é convidado deste site e já tem outros oito artigos publicados desde novembro de 2016. Seus textos são destacados e bem lidos. Fazemos referência a um dos artigos mais acessados “A manada de José Mayer e a Globo”.

A manada de José Mayer e a Globo

Meio ambiente: cuidados por ética ou por etiqueta?

A diferença está entre os que pregam a ética
e os que pregam a etiqueta como formas de colaborar
com a sobrevida do planeta, entre quem se dispõe a promover
mudanças na organização econômica e social e entre aqueles que
buscam apenas compensar o planeta com “atitudes politicamente corretas”.

 

Estamos diante de uma crise ambiental real. O mundo inteiro se conscientiza e se mobiliza em defesa da sobrevivência planetária.

A diferença está entre os que pregam a ética e os que pregam a etiqueta como formas de colaborar com a sobrevida do planeta, entre quem se dispõe a promover mudanças na organização econômica e social e entre aqueles que buscam compensar o planeta com “atitudes politicamente corretas”.

Ao mesmo tempo que pode estar na perspectiva de potencialização e afirmação positiva, a humanidade pode também estar na perspectiva da destruição e dominação de uns sobre os outros. Por vezes, ao invés de ética, somos impelidos a agir mais por etiqueta do que por ética. Agimos mais por aparência ou imposição das conveniências.

 O que muda é se assumimos compromissos a partir das nossas ações humanas no planeta ou se estamos preocupados somente com o status social que recomenda “dosar” e qualificar nosso consumo como mais sustentável.

… a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos depredando todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhe foi sequestrado” (Leonardo Boff, 30/06/11)

O fundamento das diferenças acima descritas está alicerçado em conceitos bem distintos, historicamente construídos pelo ser humano a partir de suas relações com a natureza e com o mundo: o conceito de sustentabilidade e o conceito de interdependência.

“Sustentável” provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). Já interdependência “ é um conceito que rege as relações entre os indivíduos onde um único indivíduo é capaz de, através de seus atos, causar efeitos positivos e/ou negativos em toda a sociedade. Ao mesmo tempo, esse mesmo indivíduo, por sua vez, é influenciado pelo todo. Com isso, é possível dizer que todas as pessoas e coisas que rodeiam a vida dos seres humanos estão interligadas e afetam a vida de todos de forma significativa”.(Wikipedia)

Arriscamos afirmar que o conceito de sustentabilidade foi concebido no Ocidente, enquanto o conceito de interdependência nasceu no mundo oriental. Que o conceito sustentabilidade está associado à necessidade de compensar o já destruído; que o conceito interdependência está associado a um modo de vida e de relação entre os indivíduos e os seres vivos. Que a tentativa de transformar ética em etiqueta nada mais é do que apequenar a responsabilidade que o ser humano tem diante do “clamor” e do sofrimento do planeta.

A ética diante da vida e do planeta inscreve-se no compromisso com a vida no seu conjunto, seja ela a própria vida da gente e a vida dos demais seres vivos.

A ética do cuidado, proposta por Boff, está embasada em quatro princípios fundamentais: o amor universal e incondicional, o cuidado, a solidariedade universal e a capacidade e a vontade de perdoar. Estes princípios ensejam mudança de posturas e comportamentos do ser humano com relação à natureza e o mundo, tornando o mundo mais do que sustentável: interdependente; onde os seres vivos possam ser considerados na relação de um para com o outro sem juízos de valor ou de importância.

 

Renato Janine Ribeiro fala sobre a diferença entre ética e etiqueta.

A mudança que devemos fazer implica em dar novos sentidos à relação conosco mesmos, com a natureza e com o mundo. O exercício de reciclar algo que descartamos é pedagógico, uma vez que nos faz repensar a nossa existência diante dos demais seres vivos.

Como escreveu Leonardo Boff, ao falar de ethos, palavra que dá origem à ética: “Na casa cada coisa tem seu lugar e os que nela habitam devem ordenar seus comportamentos para que todos possam se sentir bem. Hoje a casa não é apenas a casa individual de cada pessoa, é também a cidade, o estado e o planeta Terra como casa comum”. Sejamos, pois, responsáveis pela vida que compartilhamos juntos. Se não há compromisso com a vida, só há etiqueta.

 

Você fala a verdade para o seu filho e para a sua filha?

 

Cuidar de filhos é tarefa dos pais,
por que “quem ama, cuida”.
E também da escola e também
de toda a sociedade.
Por que a verdade liberta!

 

Ainda somos assolados por medos infundados, mesmo diante de evidências irrefutáveis. Estou falando em HIV, ou AIDS. A cada campanha em favor do uso da camisinha ouvimos argumentos de que estão estimulando a prática sexual, não só entre os adolescentes, mas por parte de qualquer pessoa. Desconfio que por parte das mulheres. Os homens são licenciados sem questionamentos.

Sonegar informação aos filhos não muda o fato de que o desejo sexual é algo poderoso. Cabe aos pais certificar-se de que os valores que passaram a vida toda através dos testemunhos de respeito a si e ao outro, estejam devidamente incorporados. Isso não é garantia de comportamento sem riscos. Seria ingenuidade imaginar que temos santinhos castos dentro de casa.

 

Sueli Ghelen Frosi, da Escola de Pais do Brasil afirma que pais e mães sempre são educadores e que devem ser parceiros da escola, para a humanização dos filhos. Os filhos são educados pela linguagem, pelas emoções, pelo respeito e pelos exemplos.

Sabe-se que a AIDS está aumentando por aqui e é uma boa notícia o que a ciência nos diz hoje em dia. As farmácias podem vender kits de testes de AIDS caseiros, imagina! Frente a isso é importante saber que há um protocolo de cuidados com soropositivos disponível na rede pública de saúde, o que permite que, uma vez a sorologia testada em casa dê positiva, dá acesso a essa rede. A medicina conta com medicamentos capazes de tornar o vírus indetectável. Isto quer dizer que, uma vez uma pessoa tenha o vírus indetectável, ela para de infectar outra, o que sinaliza uma diminuição de casos novos.

A informação a respeito do teste de AIDS de farmácia é um dever de todos. O acolhimento aos infectados também. Dizer da gravidade da doença, mesmo que tratável, é obrigatório, por que não tem cura. O que existe são tratamentos que permitem a continuação da vida com uma qualidade impossível há poucos anos. Recorrer à testagem do vírus, sabendo disso, arranca do imaginário o medo que cerca a AIDS ainda hoje. Sem tanto medo diminui o contingente dos que não se sabem soropositivos e são potenciais contaminadores.

Mesmo sendo leiga no assunto encorajei-me a trazê-lo, respaldada no que aprendi no Saia Justa (GNT). Senti a seriedade da pauta e comemorei as novidades trazidas por profissionais da área. Todavia, leiga que sou, pensei muito antes de passar este conteúdo, mas os preconceitos que ainda cercam a sexualidade e a hipocrisia que mata por falta de informação encorajaram-me a conversar com os pais, o que faço há anos.

Meu intuito aqui é de enfatizar a necessidade de cuidarmos uns aos outros. Debelar medos patológicos dá um alívio danado! Cuidar de filhos é tarefa dos pais, por que “quem ama, cuida”. E também da escola e também de toda a sociedade. Por que a verdade liberta! Sempre devemos estar capacitados a dar respostas, se não científicas, mas aquelas que dão colo, acolhimento e capacidade de compreender as dificuldades que cercam a adolescência, as mulheres que ainda não sabem exigir proteção sexual, aos que deixam de viver sua sexualidade por medo e ignorância.

Nutrição e comensalidade

Os pobres merecem mesa, pratos, talheres,
comida diversificada e saudável para alimentar o corpo,
pacificar a alma e liberar os sonhos de uma
sociedade justa, fraterna e solidária.

 

Há alguns ditos, fatos e temas que, pela carga simbólica neles conectados, viralizam e tomam conta do debate público, para o bem ou para o mal. Nem tudo o que viraliza, isto é, se espalha rapidamente, é merecedor de análise e de alguma reflexão mais apurada.

Fofoca também viraliza e nem por isso merece atenção acadêmica. Contudo, a polêmica que tomou conta das redes sociais em torno da Farinata, um composto alimentar que reaproveita alimentos em fase de vencimento de validade, merece a nossa atenção, não pelo poder de nutrição ou não da ração humana, como alguns pejorativamente definiram, mas pelo poder simbólico que a compõe.

O poder do símbolo está em sintetizar e simplificar realidades complexas. Nesse aspecto a Farinata é o que há de mais simbólico.

Em primeiro lugar é símbolo da lógica capitalista. Você sabia que o que move os empresários a colaborar no projeto da prefeitura de São Paulo nem é tanto pelo benefício que isso pode eventualmente trazer para a nutrição das crianças e pobres assistidos pela rede municipal, mas a vantagem que eles podem tirar do processo todo?

Sim, o custo das empresas para descartar alimentos prestes a vencer é muito alto e o projeto lhe beneficiam sobremaneira. E não só isso, a prefeitura tem sinalizado para a isenção fiscal das empresas que colaborarem no projeto. Não imaginem vocês que os empresários viraram humanistas da noite para o dia…!

 

 “Estamos, agora, a um passo de perder a inocência alimentar, inocência no prato. O prato e o que entra nele é algo tão natural que, raramente, e poucos se interrogam, seriamente, quanto à necessidade de pensar e escolher consciente e responsavelmente o que se come. O ato de comer é um ato ético, ou anti-ético. É um ato ético sempre que nele entra o outro reconhecido como outro, respeitado como outro em seus direitos, e anti-ético quando negamos a alteridade do outro enquanto outro”. (Gilmar Zampieri)

Ética, alimentação e espiritualidade

Eles são solidários por egoísmo. Seguem a lógica da filósofa americana Ayn Rand que diz que há uma virtude no egoísmo, na medida em que ao estimular o egoísmo de alguns, o resultado é bom para todos.

Isso é grave, mas não é o mais grave. O mais grave vem da fala conjugada do prefeito da cidade, Dória, e do cardeal Dom Odilo Scherer. A síntese é: “Pobre não tem hábito alimentar, pobre tem fome”!

Para um desavisado essa é apenas mais uma frase de efeito e de marketing. Mas é mais que isso. Ela é, antes de tudo, a síntese mais acabada da mentalidade elitista e pós-humana que tem tomado conta do país. As elites têm flertado com a volta da escravidão, com a exclusão da mulher, com a degradação da natureza e com o sofrimento e morte sistemática dos animais e com o total descaso para com os pobres.

Tudo está conectado, diz o Papa Francisco. E esse é um caso de conexão profunda. Dizer que pobre não tem e não se importa com hábitos alimentares, com boa alimentação, com confraternização, com comensalidade, mas só quer comer, como sinônimo de nutrição, é reduzir uma pessoa a uma árvore.

Comer não é sinônimo de nutrição, como a fala dos ilustres parece pretender dizer. A nutrição é um ato biológico. As árvores também se nutrem! Comer é um ato humano e espiritual.

O que faz do comer um ato espiritual e humanizador, entre outras coisas, é a comensalidade. A comensalidade, comer juntos, comporta ritos! Ao redor da mesa nos reunimos na paz e alimentamos também a alma!

A “ração humana” é uma afronta a pessoalidade e humanidade dos pobres que merecem projetos de libertação da condição de pobreza e não a sua perpetuação, para serem objeto de assistencialismo egoísta e pacificador das consciências, através de “bolotas” nutritivas.

Os pobres merecem mesa, pratos, talheres, comida diversificada e saudável para alimentar o corpo, pacificar a alma e liberar os sonhos de uma sociedade justa, fraterna e solidária.

Qualquer projeto que não tenha isso como horizonte, não pode merecer apoio de quem segue Jesus, que deseja vida em abundância para todos e não migalhas humilhantes.

Não acredito em mérito!

Precisamos falar das desigualdades e reconhecer que existem privilégios,
injustiças e oportunidades desiguais para as pessoas no Brasil.
Sou uma mistura de sorte, oportunidades agarradas,
contexto favorável e algum nível de dedicação.
Isso não pode ser generalizado…

 

O caminho mais fácil agora, seria defender que a conquista do meu doutorado, por exemplo, é resultado de mérito pessoal e familiar, mas não! Não!

Não compartilho com pensamento simplificador apenas para ganhar os louros das conquistas.

Em primeiro lugar, sou branco em um país altamente racista. Sou homem em um país altamente machista.

Terminei minha faculdade em um contexto de amplo expansão do Ensino Superior e a Pós-graduação no Brasil.

Tive acesso também à bolsa de mestrado (CNPQ), que o governo atual tem cortado de todos os lados, isso permitiu me dedicar a atividade de pesquisa durante dois anos, em caráter exclusivo. Sem ela, não teria conseguido amadurecer intelectualmente e me projetado com sucesso para o Doutorado.

Sou filho de professora de Artes do Município de Porto Alegre (mestre na sua área), que pôde me aconselhar e dialogar comigo em casa sobre muitos teóricos e indicando livros que utilizei (ter alguém para dialogar sobre teorias, em casa, já imaginou?). Minha família sempre me apoiou, falavam do quanto se orgulhavam (reconhecimento das pessoas que te amam, faz toda a diferença).

Vivo no Brasil, falar de mérito individual é tão hipócrita e individualista, que beira a falta de noção. O Brasil é um país muito injusto, sem reconhecer os privilégios que alguns estão cercados, te faz um ser menos humano.

Tive esforço sim, algum nível de esforço individual, claro que abri mão de muitos momentos de diversão e tranquilidade. Mas precisamos falar das desigualdades e reconhecer que existem privilégios, injustiças e oportunidades desiguais para as pessoas no Brasil. E eu sou uma mistura de sorte, oportunidades agarradas, contexto favorável e algum nível de dedicação. Isso não pode ser generalizado…

Enfim, antes de me acomodar com essa e outras conquistas, tenho o dever humano de lutar para que o máximo de pessoas possíveis tenha chances iguais às minhas de crescer profissionalmente, intelectualmente e como um ser.

A construção de sujeitos responsáveis

A descrição do adulto como um sujeito psiquicamente maduro e juridicamente responsável, se confronta com o entendimento que atribui inteligência e liberdade plenas para a criança. Ocorre uma inversão e desorientação dos papéis sociais, na qual os sujeitos psiquicamente maduros e juridicamente responsáveis estão fragilizados nas suas funções de orientar e apontar caminhos para a construção novos sujeitos sociais.

 

 

É comum ouvirmos a frase: “As crianças de hoje são muito inteligentes!” Além de comum a frase tem respaldo nos fatos, visto que as crianças são bastante incentivadas com estímulos e com acesso precoce de informações. Outro pensamento reproduzido, com certa frequência, precisa ser assimilado em seu impacto subjetivo e social: “As crianças são mais inteligentes do que os adultos”!

Para um entendimento adequado deste pensamento, se faz necessário identificar o modelo de sociedade verticalizado, centralizado, a partir da figura masculina do pai e a sociedade organizadas por laços horizontalizados. Além disto, é importante identificar o que significa ser criança e o que significa ser adulto.

Nas últimas décadas, o mundo vem passando por mudanças na estrutura dos laços sociais, com consequências na política, nas famílias, nas escolas, nas empresas e na sociedade em geral. Uma avaliação adequada das influências inconscientes é indispensável, pois o respaldo comportamental do simbolismo apoiado na figura paterna decresceu vertiginosamente.

Em decorrência desta realidade social, em que as crianças foram elevadas e os pais rebaixados nas relações de hierarquia, as estratégias para a construção de novos sujeitos devem ser ressignificada com o restabelecimento dos papeis sociais, que possibilitem relações mais horizontais, especialmente na convivência entre adultos e crianças.

Os referenciais rígidos, das relações verticais e hierárquicas, passaram a ser caracterizados como desmotivadores e agressivos. Em decorrência, a orientação das práticas subordinadas aos referenciais pré-estabelecidos, passam a ser entendidos como violentadores de subjetividades, que dificultam ou impedem a construção de sujeitos criativos e com autonomia significativa.

Os sujeitos adultos, que possuíam acessos privilegiados das referências a serem repassadas e seguidas, não tem mais este função, pois as mesmas estão sendo feitas pelas crianças. No entanto, esta inversão dos papeis, no qual o comportamento passa a ser orientado pelas crianças, significa a predomínio do comportamento orientado por mentes psiquicamente imaturas e juridicamente irresponsáveis.

A descrição do adulto como um sujeito psiquicamente maduro e juridicamente responsável, se confronta com o entendimento que atribui inteligência e liberdade plenas para a criança. Neste contexto, ocorre uma inversão e desorientação dos papéis sociais, na qual os sujeitos psiquicamente maduros e juridicamente responsáveis estão fragilizados nas suas funções de orientar e apontar caminhos para a construção novos sujeitos sociais.

A construção de novos sujeitos com liberdades irrestritas, tem contribuído para um inversão dos papéis sociais e institucionais entre adultos e crianças. A construção de relações mais equilibradas com ênfase na responsabilidade do adulto e na responsabilização gradativa da criança é uma das condições necessárias para construção de sujeitos responsáveis.

O desmonte educacional

 

Educação com qualidade está atrelada ao respeito com o profissional da educação, e isso, começa com a valorização e a oportunidade de condições de trabalho adequadas e suas pertinências, tais como: garantia de manutenção das escolas, repasse das verbas em dia, respeito a autonomia pedagógica e de gestão, a merenda escolar, material de uso contínuo, suprir com as necessidades de recursos humanos (Orientador, psicólogos, psicopedagogos e funcionários).

 

Embora muitas pessoas ainda não estejam sentindo o desmonte que vem acontecendo na educação estadual e nacional, ela acontece de maneira desenfreada e inconsequente.

Dessa forma, a educação sonhada e idealizada por muitos precursores da nossa história acaba ficando por terra. Tudo é feito de um jeito a desrespeitar os princípios pedagógicos e direitos educacionais, tanto do ângulo do estudante como do educador.

Segundo MARX apud TOMELIN e SEIGEL (2007, p. 89) numa sociedade onde vivem exploradores e explorados fica difícil a percepção primordial de valores como liberdade, racionalidade e felicidade. Estes são valores tidos como hipócritas. Com essas palavras dos autores, é dolorido analisar que numa sociedade de utopias e de histórias fantásticas tenhamos que olharmos para trás e nos orgulharmos apenas pelo que tivemos e não pelo que estamos construindo.

Na trajetória, historicamente falando, já construímos muito, passamos pela consciência mítica, a consciência religiosa, a consciência racial, consciência de uma educação crítica e, tão recente, estamos passando pela consciência inclusiva. No entanto, parece que aqui no Rio Grande do Sul segue o modo devassador adotado pelo Estado Brasileiro que vive um momento de retrocesso, um duro retrocesso, visto a olhos nus pelos educadores e diretores de escolas.

 

O RS tem saída?

Tudo é muito bem pensado, planejado de uma forma, apenas, numérica. Neste pensamento neoliberal de reduzir a zero a instituição pública, o que menos interessa são as pessoas e a qualidade educacional (FREIRE, 1996 apud TOMELIN e SEIGEL, 2007, p. 57) já dizia que quem manda e oprime elabora a teoria de sua ação, necessariamente sem o povo, pois é contra ele.

 

Confira o ponto de vista do Secretário Estadual de Educação do RS sobre situação nas escolas públicas estaduais.
Veja mais aqui.

Aqui no estado a situação anda desenfreada no que tange a usurpação dos direitos adquiridos há muitos anos, sem falar no desmonte da estrutura educacional, desde a estrutura física à humana, pois o educador está sendo tratado menos que lixo, por consequência uma comunidade de direito prevista na Constituição Brasileira sofre duras penas.

Tudo isso acontecendo, e tem gente que não conseguiu perceber essa avalanche e quem sente na pele são os diretores, coordenadores das escolas porque são os que estão na linha de frente e é de quem o povo cobra, mesmo sem poder solucionar muitas questões, não por querer, mas porque a eles é negada a estrutura do estado. Para explicar melhor o que digo, trago aqui uma carta que organizamos há tempos atrás juntamente com os demais professores da Escola Estadual Nicolau de Araújo Vergueiro (EENAV – Passo Fundo).

Vimos através de esta esclarecer a comunidade rio-grandense o que está se passando com a Educação do Estado do Rio Grande do Sul, a partir de algumas medidas tomadas ilegalmente por parte do Governo do Estado. Com isso, os profissionais da educação demonstram sua indignação pelo desrespeito, parcelamento do salário, não pagamento do décimo terceiro, sendo que os nossos compromissos temos que cumprir de forma efetiva. Dessa forma, acarretando um transtorno financeiro e emocional, pela humilhação sentida na pele do trabalhador e, por consequência, sua família e de todos que de alguma forma dependem dele.

Outro fator que nos incomoda, é ter o salário “a conta gotas”, sendo que o contracheque, no Portal do Servidor aparece integral, entendemos que isso, demonstra, por parte do governo, a falta de transparência.

Diante de muitas questões que nos atingem, de uma forma ou de outra, nos questionamos: Onde fica a dignidade de um profissional que cumpre com suas obrigações com respeito e dedicação, que estudou, pagou seus estudos, muitas vezes com dificuldades, tem família e se vê inadimplente com seus compromissos atrelados a uma administração falha, de um governo que não nos paga o Piso Nacional da Educação e agora, para completar, nem mesmo o salário que já está defasado? E, em contrapartida, por que o Senhor governador mantém o salário dos políticos e de outras categorias em dia e com reposições de perdas? Por que o dinheiro público é usado para injetar em empresas privadas como, por exemplo, R$ 75 milhões para Italac Passo Fundo, como bem percebemos na fala do próprio governador: “Os investimentos anunciados hoje são resultado de um círculo virtuoso: decisão, planejamento, ação, caminho para o desenvolvimento social e econômico da região e do Estado. É prova de confiança no Rio Grande do Sul. Mesmo num cenário com incertezas, o estado segue atraindo investimentos que geram emprego, renda e impulsionam o crescimento no campo e na cidade. É disso que precisamos cada vez mais: de gente que constrói o Rio Grande que dá certo”.

Quer dizer que educação não dá confiança? Que educação não significa desenvolvimento de um estado, é isso?

Mediante há tantos comportamentos inadequados, como sermos formadores de opiniões, de tornar nossos alunos cidadãos reflexivos, autônomos, críticos e participativos, diante de um Governo que nos tira direitos básicos?

A educação como um todo vem adoecendo, física e emocionalmente, diante deste contexto sombrio e incerto, neste momento, em que corremos o risco de perder a garantia à saúde, através do nosso Instituto de Previdência Estadual (IPE) que está ameaçado de sofrer alterações que vão prejudicar, ainda mais, o atendimento médico e hospitalar da categoria. Decisões nada democráticas! Desfavorecendo seus contribuintes.

 

Precisamos falar de educação, atividade promovida pela UPF e Escolas Notre Dame, com apoio do CMP Sindicato de Passo Fundo, RS.

A Secretaria de Estado da Educação age de forma fria quando considera que uma boa educação está apenas em cumprir as horas e os dias estabelecidos na LDBEN, porém acreditamos que educação com qualidade está atrelada ao respeito com o profissional da educação, e isso, começa com a valorização e a oportunidade de condições de trabalho adequadas e suas pertinências, tais como: garantia de manutenção das escolas, repasse das verbas em dia, respeito a autonomia pedagógica e de gestão, a merenda escolar, material de uso contínuo, suprir com as necessidades de recursos humanos (Orientador, psicólogos, psicopedagogos e funcionários).

Portanto, diante de tantos fatos entendemos que a luta por uma educação de qualidade não é responsabilidade apenas do professor, ela depende de uma economia estável em todos os seus setores e isso perpassa por uma administração competente e preocupada com seu povo em todos os seus níveis. Pois uma má administração causa um efeito dominó na sociedade como um todo.

Na mesma linha desoladora, o Governo Federal “risca” a maior lei já elaborada para a educação nos últimos anos, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN. Sendo que, no Artigo 4º da LDB o inciso primeiro e segundo está suprimido, isso é o que tange a obrigatoriedade e gratuidade da educação, ou seja, o Estado fica isento com seu compromisso social e educacional com os cidadãos brasileiros em formação. Ainda, no inciso terceiro foi suprimido o que se refere à gratuidade com os PCDs – Pessoa com Deficiência na rede pública, que é grave, pois tantas lutas foram travadas para que se chegasse ao nível de que as PCDs pudessem frequentar o ensino regular. E no inciso quarto o governo se descompromete com o ensino gratuito CDI – Centro de Educação Infantil. E, nessa linha, outras aberrações que a população deveria tomar conhecimento.

Não cessando as aberrações, segue uma bem preocupante que diz respeito ao ensino da Educação Física que fica restrito à Educação Infantil e Ensino Fundamental, porém é facultativa ao aluno. Além do que Filosofia e Sociologia foram extintas e a única obrigatoriedade que aparece no Ensino Médio é Língua Portuguesa e Matemática.

Portanto, tanta coisa negativa que temos a dizer tanto do Governo Estadual e Federal em relação a educação que nos sentimos sufocados e acreditarmos que realmente a educação está sendo encarada pelos dois níveis governamental como despesa e não investimento humano, social, cultural e econômico, infelizmente.

 

Um pintor do nosso tempo

Os três polos de um circuito artístico (autor-obra-público) devem, necessariamente, estar interligados? Alguns entendem que não. Postulam estes que a obra de arte (pintura, escultura, literatura, música etc.), uma vez produzida, autonomiza-se de tal forma que o autor não importa mais. Outros, como é o nosso caso, entendem diferente.

Que a obra pode até ganhar outros significados derivados da relação direta com o público. Mas, para sua compreensão plena, conhecermos o seu significado intencional, ou seja, aquele que o próprio autor quis conferir, sempre será imprescindível.

Nos dias de hoje, de hiper-interatividades, via mídias sociais, mais do que nunca é possível alcançarmos esta compreensão mais completa da obra de arte. Especialmente quando o artista se dispõe a se utilizar destas mídias para falar do processo criativo.

Caso de Manoel Soares Magalhães, jornalista, literato e pintor, cujo trabalho acompanha há quatro anos. Seus naifes de uma intensa, variada e por vezes surpreendente paleta pictórica, composições arrojadas, serenamente simétricas, porém uma rigorosa perspectiva nos escorços, por si só contam com encantos suficientes para nos enlevar e elevar.

Além de seus degradês esfumados, a técnica da paciência, precisão e perseverança, com a qual Manoel obtém suas passagens de luz e sombra. Mas, para além destes aspectos formais, o que também qualifica a obra de Manoel é a escolha dos temas.

Suas obras contemplam o imaginário de Simões Lopes Neto, recantos de Pelotas e outros lugares por onde o artista passou, evocações da infância, meninas lendo, arco-iris e, ultimamente, a revisitação aos clássicos. É aqui onde se revelam o poeta, o pensador, o observador atento e sensível, um humanista no mais elevado sentido da palavra. Parabéns aos idealizadores da presente amostra.

Autor: Arnoldo Walter Doberstein, doutor em História pela PUCRS, onde lecionou, entre outras a disciplina História da Cultura Artística. Autor dos livros Estatuária e Ideologia e Estatuários, Catolicismo e Gauchismo. Coordenador dos livros Emilio Sessa, Pintor – Primeiros Tempos e Emilio Sessa, Pintor Tempos Intermediários.

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