O curioso caso da cor Rosa

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“Este texto é dividido em camadas; espero que você consiga senti-las”. Compreender mais sobre a sua mente pode destravar caminhos que hoje parecem impossíveis para você!

Camada 1 Dizem os colorimetristas que o rosa cria mais contraste com o verde do gramado.

(IA com a Curadoria da Autora)

Aparentemente, eu devo, em uma primeira camada, concordar com eles.

que marca não quer chamar atenção?

A questão é que talvez não seja apenas uma questão de contraste, ou melhor, desse contraste específico.

Neste livro a autora traça uma relação histórica psicológica das cores. E, acredite ou não, o rosa nem sempre foi associado ao feminino. Essa relação é recente e começou a se consolidar nos Estados Unidos na década de 40, quando a publicidade e a indústria perceberam que segmentar produtos por gênero aumentava as vendas. Antes disso, não havia uma cor específica; e em alguns contextos, inclusive, o rosa era mais associado ao masculino justamente por derivar do vermelho, uma cor vista como mais intensa e vigorosa.

Já o azul

Camada 0

O melhor mesmo é perceber determinados “machos” incomodados com o uso do rosa na Copa do Mundo, como se a cor pudesse destituir a masculinidade do atleta; ou talvez, mais do que isso, como se tudo aquilo associado ao feminino carregasse algo de – (negativo).

É justamente aqui que também se cria contraste, mas, entre o que foi imaginado (ideia) e o que foi percebido (manifestação).

Chamando ainda mais atenção, atraindo ainda mais comentários! (que jogava de mestre).

Camada -1

Esse movimento, na maioria das vezes, é desconfortável porque rompe com a ilusão de

previsibilidade = segurança = conforto.

Só existe possibilidade nessas interações porque o nosso pensamento é essencialmente simbólico. A palavra símbolo vem do grego sýmbolon, que significa “aquilo que é lançado junto”.

Por exemplo: se você vê com frequência o rosa sendo lançado junto com mulheres, essa cor passa a estabelecer uma conexão neural mais forte com a rede que representa a ideia de “mulher”. E a ideia, por sua vez, nada mais é do que um conjunto de informações percebidas no meio e organizadas em circuitos neurais. Traduzindo: quando você vê isto,

lembra disto:

Algo semelhante acontece quando dizemos que o amarelo é uma cor vibrante e cheia de energia. Quem mais é assim?

Bingo!

No livro amarelo investigamos não apenas o que é uma cor, mas também como esse simbolismo dá sentido à existência e influencia a forma como enxergamos a realidade.

Leia mais: www.neipies.com/livro-arquitetura-da-linguagem/

Compreender mais sobre a sua mente pode destravar caminhos que hoje parecem impossíveis para você!

FONTE: https://anapscheffer.substack.com/p/o-curioso-caso-da-cor-rosa

Autora: Ana P. Scheffer. Também escreveu e publicou no site “O que Michelangelo pode ensinar ao futebol brasileiro”: www.neipies.com/o-que-michelangelo-pode-ensinar-ao-futebol-brasileiro/

Edição: A. R.

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