Como fazer a prevenção do suicídio: educação na infância e na juventude

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A escassa educação moral numa família destituída da verdadeira iluminação cristã, com pais desatentos que não corrigem as inclinações perniciosas dos filhos, favorece as ocasiões de desequilíbrios desesperados em que eles tombam ao primeiro choque de contrariedade tão comum na vida social.

Os pais e demais adultos, no lar, precisam estimular o desabrochar das tendências positivas inatas na criança e no jovem. O lar é fundamental para a construção de caráter sólido nos filhos. Os pais devem ser as primeiras autoridades que os filhos aprendem as respeitar e acatar. Eles representam Deus na Terra e precisam encaminhar os filhos ao legitimo cumprimento do dever além de não descurar da educação moral e espiritual dos mesmos.

Os filhos precisam do pão espiritual tanto quando do alimento material. Precisam nutrir o corpo e o espírito.

Orar, no lar, com os filhos desde pequenos falar em Deus e suas leis eternas, mostrar a Natureza como a prova da existência de Deus, conversar sobre Jesus, nosso irmão e Mestre, nutrir a alma do filho com fé e esperança desde o nascimento até a juventude.

Contar muitas fábulas, histórias edificantes que passem mensagens de boa moral, vai promover a educação das emoções básicas: medo, raiva, tristeza, alegria e afetividade.

A escassa educação moral numa família destituída da verdadeira iluminação cristã, com pais desatentos que não corrigem as inclinações perniciosas dos filhos, favorece as ocasiões de desequilíbrios desesperados em que eles tombam ao primeiro choque de contrariedade tão comum na vida social.

Os filhos precisam aprender a superar as tristezas, as perdas, não serem satisfeitos em todas as suas exigências. Ensinar os filhos a perder e encontrar novos caminhos. Fazer os filhos experienciarem os momentos difíceis que a família às vezes passa, compartilhar com eles a dor e o esforço que se faz para superá-los.

Ensinar que é possível ser feliz desde que aceitem os acontecimentos da vida conforme se apresentam, a enfrentar o infortúnio com naturalidade, e que o bem-estar íntimo independe de fatores externos. Que nossa alma possui um reservatório de forças espirituais que nos ajudam a superar os problemas.

A criança tem necessidade de ser amada, protegida, nutrida, orientada para que possa desenvolver os sentimentos da afetividade, da harmonia, da saúde, do discernimento. Esses valores ela recebe dos pais, da família e da sociedade.

Se ela experimentar carência afetiva desenvolve quadros patológicos, na infância ou na juventude, necessitando terapias psicossomáticas, espirituais e morais para libertar-se da opressão e o desequilíbrio.

O amor é alimento para a vida, acalma, dá segurança reabastece de forças a pessoa. Se na fase da gestação o espírito experenciou a amargura da mãe que não desejava o filho, o pai violento, familiares irresponsáveis e os atritos domésticos difíceis provocando insegurança no processo de gestação, mais tarde irá se manifestar traumas, conflitos, transtornos de comportamentos.

No perispírito, estão os fatores necessários à evolução do ser, que oportunamente se manifestarão se forem estimulados pela educação a desabrocharem. Quando os sentimentos de culpa, mágoa, rancor, raiva, desrespeito por si mesmo, depressão e autocídio se manifestam ocorre uma reação química no organismo, a secreção de cortisol que é hormônio corrosivo para as células.

Ocorrem, também, nascimentos de espíritos predispostos, por hereditariedade, a serem depressivos, pois carregam emoções negativas graves de procedimentos equivocados de vidas passadas retidos no inconsciente. No transcorrer da vida vão liberar estes traumas que precisarão ser tratados pela psicoterapia.

Um atendimento terapêutico bem orientado eliminará a consciência a culpa e abrirá espaço para o otimismo, a autoestima, a valorizar-se a si mesmo e a conquistar novos desafios que a saúde emocional vai lhe proporcionar.

Desta forma, a pessoa desequilibrada que sente muita melancolia, insegurança e receios infundados que a desestabiliza, encontrará novos desafios edificantes. Aprenderá a enfrentar as dificuldades, desenvolvendo o habito da boa leitura, da oração, entrando em sintonia com Deus, a fazer o bem, a ter relacionamentos fraternos e manter conversações edificantes.

Pessoas que foram vítimas de ambiente emocional duramente severo, a partir do parto e na infância, pois sofreram imposições descabidas e tiveram que obedecer sem pensar, para se livrarem das imposições e castigos dos adultos, oprimindo emoções e sentimentos poderão apresentar tendências, na adolescência e na idade adulta, à loucura e ao suicídio como solução para o sofrimento.

As exigências exageradas da mãe, na época infantil, na área da higiene, exigindo obediência irracional a horários rígidos, incluindo as funções intestinais, mãe que negou afeto e a identificação emocional tornam o filho extremamente carente e com desajuste psicológico, emocional e físico. Pessoas submetidas a abuso emocional severo na infância, verbalizado por: “não devia ter nascido”, “não serve para nada”, “tu és um zero à esquerda”… ou sendo cobradas excessivamente, têm 20 vezes mais chances de tentar suicídio.

O abuso sexual severo tem um risco ainda maior. O mais intenso é o abuso emocional. O poder da palavra é mais marcante que o poder da punição física.

Tem havido aumento considerável de suicídio entre crianças e adolescentes dos 9 aos 19 anos. Um dos motivos desencadeadores é a questão do rendimento escolar, a pressão familiar e social e o uso do bullying, que estigmatiza o jovem na escola e na sociedade, provocando o isolamento social. Outro fato importante é a pessoa “se sentir um peso” no ambiente familiar e não receber atenção, diálogo, afeto…

Do livro “A vida por um fio”: suicídio: causas e consequências”.

Autora: Gládis Pedersen. Também escreveu e publicou no site “Lar, doce lar”: www.neipies.com/lar-doce-lar/

Edição: A. R.

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