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A arte sempre está entre o valor e o reconhecimento

A arte desperta, em todo mundo, grande fascinação.
Entre o valor de uma obra e o reconhecimento, estão os artistas,
aqueles que emprestam suas almas para transformar
a dureza da vida em encantamento, colocando
humanidades-em-movimento
.

 

Com a arte, o artista ganha mais do que dinheiro, ainda que não seja o suficiente para dar-lhe sossego financeiro.

Dias atrás, enquanto finalizava a tela “Marjorie Ferry visita Van Gogh”, da série “Visitando os Clássicos”, surpreendi uma jovem debruçada no parapeito da janela do estúdio, observando o trabalho que se encontrava no cavalete. Tomei o cuidado para não distraí-la da observação. Era de estatura baixa, pescoço alongado (lembrando as figuras de Modigliani), rosto miúdo e simpático, olhar muito vivo, cheio de expectativas, abundante de vida.

De súbito descobriu minha presença. Demonstrou surpresa. Sorriu de forma tímida, arreganhando de forma divertida o lábio superior.

– Estou admirando – disse, desviando o olhar em direção à tela. – Muito bonita! Quero ser artista também.

– Que bom – retruquei, admirado com sua espontaneidade.

-Quem é a mulher da tela?

Contei-lhe rapidamente a génese do trabalho. Ela ouviu-me atentamente, olhar transbordando vivacidade.

-Que legal! – disse após minha rápida análise.

– Eu passo todos os dias por aqui – comentou. – E quando não tem ninguém eu paro e observo o ambiente, as telas, o cavalete… Tudo chama minha atenção. Alegra meu dia.

Ao referir-se à alegria que se lhe tomava o espírito seu olhar marejou. Disfarçou olhando para os pés, ajeitando rebelde mecha de cabelo.

Fui tomado pela emoção. A jovem, com seu depoimento, referia-se ao valor da arte que extrapola a atividade de transformá-la em objeto de comercialização. Reportava-se, de maneira singela e ingênua à capacidade que ela, a arte, tem de encantar, de alimentar a alma, transformando-a num pássaro de velozes asas, levando-o em direção à catártica liberdade de ver e sentir.

– Muito obrigada! – disse ela sorrindo um tanto sem jeito. E foi-se, deixando a janela vazia, como figura feminina se libertando de uma moldura.

Sentei-me, olhando a tela que acabara de pintar. Havia nela qualquer coisa de diferente. Era como se o olhar da jovem a tivesse encantado e transformado.

Visitando os Clássicos No universo de Tamara de Lempicka “Marjorie
Ferry visita Van Gogh” Acrílica s/tela 80×80

 

Normal?

Muitas situações cotidianas passaram a ser consideradas normais.
Mas será que são normais? Onde foi que nos perdemos?
Como iremos nos encontrar?

 

Normal. Segundo o dicionário, aquilo que é conforme a norma, regular, usual, que é comum, natural, aceitável.

Gostaria de saber quando foi que passamos a considerar normal que pessoas morassem na rua. Em que momento tornou-se usual ter medo de sair de casa, medo de voltar, medo de deixar nossos filhos caminhar sozinhos até a esquina?

A gente não devia, mas se acostuma (Marina Colassanti).

Desde quando é normal que crianças sejam maltratadas, mulheres agredidas, idosos abandonados?

Como foi que passamos a aceitar como natural que jovens andem sujos pelas ruas, mais mortos que vivos, sem rumo e sem perspectivas? Quando passou a ser comum tanta gente pedindo esmolas nas sinaleiras, tantas camas improvisadas pelas calçadas? Desde quando é natural que as pessoas gritem no trânsito, ofendam-se nas redes sociais, sejam violentas com colegas de escola ou de trabalho?

Como podemos considerar aceitável que pessoas próximas a nós espalhem fotos e vídeos íntimos de gente que nem conhecem, ou que conhecem bem demais? Como pode ser comum a indigência, a barbárie, a deterioração da vida humana, a desconsideração total com sentimentos e necessidades dos outros?

Como é possível que tenhamos sentimentos profundos de compaixão com pequenos animais e não consigamos ter empatia por seres iguais a nós, que cruzam nosso caminho todos os dias?

Podemos dizer que não é da nossa conta, que não fizemos mal a ninguém e não criamos essa situação. Mas não se trata da guerra na Síria, das crianças na África. São nossos vizinhos, são as pessoas que conhecemos, pessoas que nasceram no mesmo bairro, na mesma cidade, que compartilham conosco o espaço, a história, a realidade.

Como é possível conviver lado a lado com a miséria, com a violência, como se estivéssemos em outro mundo?

Está claro que não criamos essas situações, mas é impossível não sermos afetados por elas, mesmo que seja na forma de medo e tristeza. Enquanto culpamos o governo, os políticos, a crise, o capitalismo, ou alguma outra entidade abstrata da qual nos excluímos, seguimos adiante ignorando o que nos cerca. Onde foi que nos perdemos? Como iremos nos encontrar?

O que é ser normal?

 

 

O Mito das Verdades

 O conhecimento é o suporte mais importante na
construção de conceitos e na desconstrução de preconceitos.
A publicação de conhecimentos da tradição africana deseja
contribuir para a afirmação de diferentes verdades,
como contraponto à verdade absoluta.

 

A cosmovisão africana, assim como outras culturas que vieram depois, encontrava nos mitos, explicações para tudo e todas as situações. Nesse momento em que diferentes visões de mundo e percepções de vida se chocam na busca pela hegemonia, penso ser oportuno trazer este mito da cultura Yorubá. 

“O Ayê (a terra) e o Orum (espaço sagrado) eram separados por um grande espelho, por meio do qual Olodumàré (o ser supremo) acompanhava todos os acontecimentos do mundo, que eram refletidos nesse espelho, mostrando assim, apenas uma verdade sobre o cosmos.

Ewá (divindade feminina do panteão africano) filha de Olodumàré, era responsável por pilar todo o alimento do mundo em um grande pilão. Seu pai a recomendou que tivesse cuidado para não bater com a mão do pilão no grande espelho.

Um dia, Ewá realizava sua tarefa muito feliz, cantando e dançando, quando então o acidente aconteceu. Ewá, assustada, chorando muito, foi contar ao pai o que havia acontecido, com medo da sua reação. Para sua surpresa, Olodumàré, com serenidade, acariciou seu Ori (cabeça) e disse:

– Minha filha, quebraste o espelho? Que bom!

A partir de agora não teremos mais uma única verdade, mas incontáveis verdades. E todas elas trarão o crescimento da humanidade e a preservação do mundo.

Acabaste de individualizar a humanidade e agora cada indivíduo precisará ouvir e entender a verdade do outro, para se compreenderem como seres coletivos.

Ewá secou suas lágrimas e seguiu feliz pilando todo o alimento do mundo.”

É preciso sensibilidade para reconhecer o óbvio e é óbvio que no ambiente escolar, que é um espaço de transformação, as diferenças são mais visíveis. Somente a sensibilidade, um olhar mais atento e uma capacidade de percepção ampliada, fará com que educadores conscientes preparem-se para atuar no desmonte da tese da verdade absoluta.

A educação é o caminho. Caminhemos!

O que há de moralmente errado em ser homossexual?

Se os parceiros estão de acordo e um não obriga, ameaça,
causa dano e não usa o outro somente como meio, mas como fim em si mesmo,
onde está o erro? Se a decisão é livre e consentida, onde o mal?
Se o amor liberta e não escraviza, onde o mal? Na forma do amor?
No princípio do amor cristão que diz: ame o próximo como a ti mesmo,
por acaso, há alguma menção de restrição nas formas de amor?

 

 

Não é prudente emocionalizar a conversa sobre a cura gay, defendida por conservadores religiosos e criticada por libertários que sustentam, estes, a impossibilidade de cura, já que só há cura onde há doença curável. E esse não seria o caso.

Meu filho é gay, como lidar? Monja Coen, Zen Budismo.

Um pouco de luz da razão pode amainar os ânimos. Parece-me que a questão é de pressupostos não compartilhados e, nesse caso, já que é impossível um assumir o paradigma do outro, como defende Thomas Kuhn, então, tudo o que podemos almejar é a tolerância entre as duas comunidades: conservadores e libertários.

O grupo conservador parte do pressuposto de fé e de crença e o grupo libertário, ou progressista, como queiram, parte do pressuposto da ciência.

Ambos os pressupostos são respeitáveis. Mas, podem ser duas pontes paralelas ao infinito, se um não escutar e tentar compreender o que o outro tem a dizer.

Escutar e compreender não significa aceitar o argumento do outro, mas pode significar, no mínimo, convivência civilizada com o outro, sem diminui-lo ou demonizá-lo. Penso que seja o máximo que se possa alcançar nesse campo de batalha.

 Mas, se mudarmos a conversa e passarmos da fé e da ciência para a filosofia moral, ou à ética, então, quem sabe, poderemos almejar algum progresso e acordo no que é essencial.

A ética levanta a seguinte questão: o que há de errado em ser homossexual? E se não há nada de errado, porque então insistir em querer que os que são, mudem e deixem de ser?

Do ponto de vista moral, errado é sinônimo de mau e certo é sinônimo de bom. Se uma criança me ler, eu diria para ela: errado é o que é feio, ponto. Voltando e subindo um degrau. Bom e mau, moralmente falando, são absolutos relativos à circunstâncias e a contextos. Não há absolutos puros e nem há relativismos puros, moralmente falando. E onde há, pode crer que paradoxos acontecerão. Essa é uma conversa para especialistas e como tal, chata. Conversa chata já há demais, não pretendo endossar a fileira…

O que não seria chato na pergunta: a homossexualidade carrega em si algum mal? Ou, para me repetir: o que há de moralmente errado em ser homossexual? Vou direto ao ponto e faço o meu juízo: nada.

Por que não há nada de errado? Estamos, agora, no âmbito da razão. Do juízo, nada, para a razão do juízo, isto é, por que não há nada? Para isso, é preciso encontrar algum critério. E o meu critério é Kantiano.

Kant apresenta um critério moral que diz: “age de tal forma que a máxima de tua ação possa ser universalizável”. Isto é, age de tal forma que todos igualmente possam desejar e fazer o mesmo, sem prejuízo a ninguém.

Segundo esse princípio alguém poderia objetar e dizer que a homossexualidade não pode ser universalizável pois, se todos fossem, haveria um problema de reprodução da espécie. Se você pensa assim, caro/a leitor/a saiba que esse argumento, hoje, está amplamente refutado. A ciência genética resolveu esse problema, o que deve deixar um conservador um pouco desconfortável.

Mas há um outro argumento de Kant que me parece ainda mais irrefutável, no sentido de que não há nada de errado na homossexualidade. O segundo argumento de Kant diz: “Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca, simplesmente como meio”.

Pergunto: se os parceiros estão de acordo e um não obriga, ameaça, causa dano e não usa o outro somente como meio, mas como fim em si mesmo, onde está o erro? Se a decisão é livre e consentida, onde o mal? Se o amor liberta e não escraviza, onde o mal? Na forma do amor? No princípio do amor cristão que diz: ame o próximo como a ti mesmo, por acaso, há alguma menção de restrição nas formas de amor?

E tem mais. Se duas pessoas que se amam não causam mal uma a outra, por que cargas d’ água causaria mal a mim que estou de fora da relação? Se eu gosto de chocolate 85% cacau, vou me incomodar e exigir que quem gosta de chocolate ao leite deixe de gostar? A comparação não é fora de propósito.

Não há nada de imoral na homossexualidade. A questão é de gosto e de estética. E não é de escolha, pois eu não escolho gostar de chocolate de cacau 85%, a natureza me impõe, e eu adoro…!

 Santo Agostinho dizia: ama e faz o que quiseres. Eu suponho que Agostinho quis dizer que quem ama só faz uma coisa: o bem. O amor é a cura!

Homossexualidade – Com Dráuzio Varella.

 

Por que professoras são encantadoras?

Por que as professoras tornam-se encantadoras?
Acho que porque elas sabem as singularidades das crianças,
suas ânsias e desejos para tornar o mundo melhor.

 

Há professoras encantadoras espalhadas pelo Brasil afora!

Há aquelas que gostam de abraçar seus alunos, de cuidar deles, de brincar com eles e de ensinar com zelo. Há aquelas que pacientemente ensinam o a-bê-cê sentadas no chão, porque não há carteiras nas salas de aulas.

Há professoras em todos os formatos, formas e medidas. Há professoras que se tornam imortais pelos seus feitos.

O que é ser professora hoje?

Mas de qual professora mesmo quero falar para vocês? Refiro-me a professora de filosofia que compra mamão e melancia para as suas lagartixas se alimentarem. Achei lindo o seu gesto! Ela cuida de lagartixas!

Num mundo onde não temos tempo para mais nada, a professora preocupa-se em dá alimento para duas lagartixas.

Como tornar-se uma professora encantadora? Não precisa criar lagartixas atrás do guarda-roupa, basta olhar para os seus alunos com o carinho de uma fada e o merecimento de um príncipe ou princesa.

As crianças necessitam de amor, e isso é tudo!

O amor que é doado sem cobranças, o amor que vem das profundezas do nosso ser e desabrocha num belo desenho feito pelo aluno pequenino ainda ou pela tarefa de casa que veio toda rabiscada porque ele ainda não sabe escrever, mas esforçou-se para fazer. A criança necessita de amor.

Na minha infância tive professoras que tornaram-se encantadoras. Aquelas que pegaram na minha mão para me ensinar a cobrir as letrinhas e aprender a ler, aquelas que me ensinaram a desenhar e elogiaram os meus mais feios rabiscos e aquelas que elogiaram o meu trabalho escolar malfeito, mas que era o tudo que eu podia oferecer como uma menininha de seis anos apenas.

Pedagogia do olhar de Rubem Alves.

Há professoras que tornam-se encantadoras por guardarem nas suas mochilas os desenhos dos seus alunos ou algo que faça lembrar deles quando distantes. Recordo-me que uma professora amiga trazia na bolsa o exercício de matemática de um aluno seu só para lembrar dele no fim de semana quando não o via. Que encanto!

Por que as professoras tornam-se encantadoras? Acho que porque elas sabem as singularidades das crianças, suas ânsias e desejos para tornar o mundo melhor.

A professora que compra mamão e melancia para as suas lagartixas fez-me lembrar de uma outra que contava as moedas para comprar pipocas para os seus alunos.

Parece um pouco tolice o que escrevo aqui, porém em se tratando de um mundo individualista, de ideias rápidas, de falta de amor ao próximo, de valorização dos super-salários, as professoras que destacam-se como encantadoras pelas suas lutas de dias melhores são as mais amadas pelos seus alunos.

Como é bom ser amado num mundo onde os laços afetivos estão cada vez mais frágeis.

Existe encanto na professora que cria lagartixas, assim como existe encanto na professora que ensina aos seus alunos a protegerem o meio ambiente e não maltratarem os animaizinhos. Ela é apenas uma professora que compra mamão e melancia para duas lagartixas e daí? Daí que ela sabe valorizar o amor e os seres vivos. As lagartixas sofrem danos por parte de muitas pessoas que as desprezam ou por medo ou por perversidade, cortando os seus rabos ou matando-as com pedradas.

Ainda penso que há professoras que encantam-se quando morrem de tão maravilhosas que são! As professoras que andam quilômetros até chegar à escola para dar aula aos seus aluninhos, as professoras que compram o giz para escrever no quadro-negro, as professoras que contribuem com o bem-estar das criancinhas que chegam na escola com febre ou falta de ar.

Oração do professor e da professora – Gabriel Chalita.

 Há professoras encantadoras que abrem janelas em salas de aulas cheias de paredes quentes e sem cor. E há aquelas que põem flores na mesa só para perfumar a sala de aula.

As professoras encantadoras são geradas em salas de aulas muitas vezes de cidadezinhas que nem constam no mapa do Brasil. E é para essas professoras que deixo o meu pequeno texto de hoje, porque comprar mamão e melancia para uma lagartixa é o mesmo que comprar anéis à terra.

Viva as professoras que se encantam pelas estradas de barro do nosso Brasil brasileiro que é um gênio em criar professoras encantadoras.

Eu creio na força do professor e da professora.

 

Destaques Protagonistas da Educação

Assumimos compromisso com a educação, promovendo os sujeitos que atuam nela.

A educação se faz com gente, e gente precisa de reconhecimento!

Todos somos sujeitos da educação. Na medida em que nos envolvemos com o conhecimento comprometido com a humanização, contribuímos para tornar cada ser humano, e todos os seres humanos, um pouco melhores. O conhecimento faz sentido quando ele potencializa as atitudes e os sentimentos humanos, tornando-nos mais livres, mais encorajados para viver, mais solidários e mais comprometidos com a felicidade da gente e de todo mundo.

Queremos destacar o esforço, a criatividade e a ousadia de quem faz a educação acontecer: pais, alunos, professores e professoras, diretores de escolas, coordenadores e coordenadoras, individualmente, ou no seu conjunto. Queremos também destacar as iniciativas pedagógicas que deram resultados interessantes em cada contexto escolar.

Além da ousadia e da paixão de ensinar, em tempos tão difíceis como o nosso, queremos sempre destacar o profissionalismo e o compromisso ético que todos assumimos quando decidimos atuar na educação.

Queremos indicar caminhos e referências pedagógicas, longe de fórmulas mágicas ou falsos malabarismos educacionais.

Acreditamos que aqueles que fazem a educação é que deveriam ser os verdadeiros protagonistas de sua promoção. Outros profissionais podem e devem colaborar com a educação, mas não devem ser os porta-vozes dela.

 

Nei Alberto Pies,
editor do site

 

 

Ateísta por opção

Sou ateu por acreditar que este mundo terrivelmente triste,
somente será belo quando a humanidade, sem nenhuma culpa
ou medo do “pecado”, assumir sua responsabilidade histórica com
a vida enquanto agente social materializado in loco e não entregar
nosso destino nas mãos de um ser onipresente que deve fazer
por nós aquilo que nossa covardia nos impede de fazer.

 

Antes de prosseguir, deixo claro meu respeito as nossas idiossincrasias. Sou ateu convicto e praticante. Tenho motivos racionais para, feita a depuração, ter conseguido superar lenda cultural-histórica-milenar criada pelo homo sapiens objetivando aliená-lo materialmente, espiritualmente e socialmente. Sou ateu por ser adulto, militante social e, sobretudo, historiador.

Penso que a ideia subjetiva de existir um ser onipresente, onipotente, onisciente é uma construção ideológica a – científica, consciente, radical, danosa, construída e sustentada tradicionalmente pelo homem e dissociada da realidade material objetiva.

Uma ideologia parida pelo fracasso da humanidade em compreender sua própria responsabilidade histórica enquanto agente social materializado nas formas de sociedades existentes em antanho e contemporânea.

Um instrumento acomodativo das forças sociais negador da nossa responsabilidade com o devir histórico. Limitador da ação prática individual e coletiva. Haxixe ilusório impositivo pela ideologia secular teocrática de obediência servil do homo sapiens a um ente superior que ama a humanidade, mas insiste em mantê-la na dor, sofrimento, tristeza, miséria carnal e espiritual.

Alimenta-se da aceitação passiva e inquestionável do dogma teocrático. Assassina violentamente o pensamento crítico. Ideologia criminosa. Tanto que obriga o senso comum a acreditar e defender, de forma ignorante e infantil, a parição de mulher virgem e a existência de uma cobra falante.

Nega que o homem tem o dever e a obrigação de lutar pela sua liberdade plena, individual e coletiva. Orienta-o a submissão e rendição em vida. Lança-o num mundo culposo cercado de pecados podadores do prazer humano. Impõe libertação somente a partir da aceitação da culpabilidade e conseqüente penitência corretora do “pecado” cometido.

É uma ideologia Intolerante e, sobretudo, ignorante. Não argumenta. Reproduz ipsis litteris o conteúdo existente no best seller orientador considerado sagrado. A humanidade só será plenamente feliz através da revelação.

A Revelação só é possível após desmaterialização terrena. No julgamento final ele, o onipresente decidirá se determinado ser viverá num paraíso sem injustiças sociais ou não. Para passar a eternidade ouvindo monótonos seres angelicais tocando harpas irritantes deve ter, em vida, agido de acordo com os lendários ensinamentos divinos.

Do contrário, se confrontar a ordem social vigente, se desenvolveu racionalidade crítica, se questionar dogmas eclesiásticos e, sobretudo, for ativista social praticante e ateu sofrerá ad infinitum no inferno.

Sou ateu por acreditar que tal construção ideológica ininteligível mata o homem em vida. Sou ateu por ter convicção de que o homem, somente ele, livre de ideias infantis e ingênuas, através da ação prática pode construir um mundo mais feliz, livre, pleno, fraterno, justo, solidário, coletivo, respeitoso, sem miséria, tristeza ou dor nesta vida e não além-vida.

Sou ateu por ser lutador libertário. Sou ateu por acreditar que o opressor não é invisível e está materializado entre nós. Somente nos oprime por encontrar entre os oprimidos defensores da sua política opressora.

Sou ateu por acreditar que o libertário também não é invisível e não dependemos dele para viver a vida na sua plenitude.

Sou ateu por ter consciência que a única forma de melhorar a minha qualidade de vida e de meus semelhantes é combatendo ativamente as políticas dos opressores (banqueiros, latifundiários, grandes empresários) e suas ramificações atuantes (empreiteiros, mineradores, madeireiros, indústria da pesca predatória, petrolífera…) porque são destruidoras do planeta e das esperanças do povo.

Sou ateu por acreditar que este mundo terrivelmente triste, somente será belo quando a humanidade, sem nenhuma culpa ou medo do “pecado”, assumir sua responsabilidade histórica com a vida enquanto agente social materializado in loco e não entregar nosso destino nas mãos de um ser onipresente que deve fazer por nós aquilo que nossa covardia nos impede de fazer.

 

“Não é seu papel julgar as pessoas. Só teremos paz no mundo quando aprendermos a respeitar as convicções dos outros. A cada um será dado conforme seus atos, não conforme suas crenças”. (jovem Guilherme Oss, em vídeo Ateísmo e liberdade de crença).

 

Os jornalistas fofos e Lula

O fofo citará todos os grandes líderes,
para concluir ao final que Lula é Lula e
que não se brinca com a História.
Lula não poderia, segundo o fofo,
tentar se comparar a um Getúlio.

 

Aguardem os escritos fofos dos jornalistas fofos, se Lula for mesmo preso. Os jornalistas fofos gostam de fazer firulas com o passado para trazer suas reflexões para o presente. O fofo adora líderes de massa, mas só os da Wikipédia.

O fofo é um exagerado e, para erguer sua tese, vai citar os grandões, Zapata, Mandela, Luther King e até Sandino. Se estiver num dia inspirado, é capaz até que cite Lênin. O fofo não teme citar líderes históricos do povo, porque ele os folcloriza como se fossem curiosidades.

E aí ele vai dizer: mas com Lula não é bem assim. Lula não é um Simon Bolívar, tampouco um Perón e muito menos Jesus Cristo. O jornalista fofo, nas suas muitas variações, adora citar Jesus Cristo.

O fofo citará todos eles, para concluir ao final que Lula é Lula e que não se brinca com a História. Lula não poderia, segundo o fofo, tentar se comparar a um Getúlio.

O fofo fará volteios, induzirá muita gente ao choro, porque ele dará a entender que está arrasado com o drama de Lula, e no fim fará o arremate. Que Lula se submeta ao seu martírio, como todos os líderes de massa, porque assim caminha a humanidade (os fofos gostam dessa frase).

O fofo revelará, ao final do texto, que está triste, porque gostava muito de Lula e que sempre votou no PT, e que foi comunista na infância, mas que agora a situação é outra. A justiça é para todos, dirá o fofo, citando uma frase original de seu ídolo Sergio Moro.

O fofo irá comover meio mundo com sua ladainha, mas não conseguirá aplacar as inquietações da própria consciência.

Os jornalistas fofos sabem o que são e que papel cumprem no jornalismo.

Em outro artigo publicado no site, Moisés Mendes fala dos seus colegas jornalistas assim: “Jornalista incomodado com a crítica, por achar que isso o fragiliza, não pode ser jornalista. Jornalista que se nega a aceitar a avaliação do trabalho da imprensa é um corporativista. É alguém que, sob o pretexto de não incomodar colegas, se omite em relação ao exame da própria atividade.

O jornalismo que ataca e mia quando é atacado

 

Cristiane B., 44 anos, corrupta e degenerada

Grande maioria dos nossos políticos (as) eleitos,
em todas as esferas de poder (Planalto, Congresso, Palácios,
Assembleias, Prefeituras e Câmaras de Vereadores) se autoproclamam
seres diferentes, superiores e intocáveis. Não são como os demais
membros da sociedade brasileira. Não é á toa que
transformaram a corrupção em algo banal.

 

O escárnio da deputada federal Cristiane Brasil [PTB], indicada ao Ministério do Trabalho pelo seu degenerado pai e bancado, ao menos até o momento, pelo corrupto governo Temer, é um fiel retrato do covil congressual brasileiro. No mínimo uns 70% dos congressistas são do naipe da eventual futura Ministra. Mas nem todos escancaram sua essência como ela fez no vídeo.

O surpreendente não está localizado na perfidez do vídeo. Grande maioria dos nossos políticos (as) eleitos, em todas as esferas de poder (Planalto, Congresso, Palácios, Assembleias, Prefeituras e Câmaras de Vereadores) se autoproclamam seres diferentes, superiores e intocáveis. Não são como os demais membros da sociedade brasileira. Não é á toa que transformaram a corrupção em algo banal.

O fato da deputada federal Cristiane Brasil elaborar um vídeo com forma e conteúdo Dionisíaco em sua defesa não é, definitivamente, determinante para nossa indignação coletiva. Não foram, segundo eles (as), eleitos para respeitar a vontade do eleitorado.

 

Líder do governo Temer Darcísio Perondi diz que é impensável e impraticável um juiz decidir sobre quem o governo quer nomear ou não como seu ministro. Confira na reportagem.

Veja mais.

 

O importante à corja política encastelada na praça dos três podres poderes é garantir seus interesses, privilégios e manter sua extravagante luxúria. Para eles [as] o povo é só um detalhe.

Enquanto nossos governantes e representantes parlamentares, de cima a baixo, não nos respeitarem, temos o direito de defender a desobediência civil. Não reconhecemos aquele canalha como presidente, não reconhecemos aquele congresso de mafiosos como nossos representantes e não reconheceremos a Cristiane B. como ministra. Este motivo é determinante para nossa indignação coletiva.

A beleza dos versos de Maiakovsky, encharcado de dor e esperança, no poema em homenagem à perda, meses antes, de seu amigo Serguei Iessienin, cabe como uma luva a realidade política brasileira: “Por enquanto, há escória de sobra. O tempo é escasso, mãos à obra. Primeiro, é preciso transformar a vida, para cantá-la em seguida. Para o júbilo o planeta está imaturo. É preciso arrancar alegria ao futuro”.

E iremos arrancar, organizados, mobilizados e na luta, com as nossas mãos, alegria ao nosso futuro. Fora Temer e sua corja de ministros. Fora aquela pacotilha congressual. Vamos à luta!

Democracia, uma escolha civilizatória?

Afinal, ainda não respondemos as perguntas: o que somos?
Por que somos? Nosso produto atual é o caos, a dúvida sacralizada
e a confusão derivada. O espírito democrático e as soluções
democráticas passam por uma elevada responsabilidade e
maturidade psicológica para atuar e equalizar a realidade da
existência humana, como hóspedes responsáveis
sobre este planeta.

 

Tenho me perguntado muitas vezes sobre o impacto do termo democracia na minha psicologia em contínua humanização.

A primeira abertura semântica emotiva que acontece em mim é ambigüidade, superficialidade. No raso dos primeiros pensamentos me vem a primeira associação, não vem como confirmação, mas como questionamento: Somos todos iguais?

A democracia como entendida pelo senso comum é verdadeira em significado e sentido? Ou, devido a nossa imaturidade psicológica e moral usamos o termo para substituir a responsabilidade de construir a diversidade única em cada um de nós com autonomia e desejamos democracia compensatória?

“Somos todos iguais”, sim! Somos humanos em primeira instância e isso nos iguala, somos vida desejada pela vida também em primeira instância. Mas, desse ponto em diante vem o comprometimento, a responsabilidade existencial, significa que cada um de nós, na medida que faz existência consciente, se diferencia. Quando fazemos a existência como história, nos diferenciamos. E isso é belo e bom!

 

Música Diversidade – Lenine.

Onde está o ponto de conflito filosófico psicológico desse aparente contraditório: ser igual como humanos e ser diversos responsáveis no auto-pôr-se existencial na construção da democracia real?

A natureza não conhece a democracia, como diz Antonio Meneghetti: “A vida não pensa, a vida faz”, e, nesse fazer dispõe projetos únicos, sementes de toda espécie, em coerência absoluta em si e por si. A vida quando faz não pergunta se é justo, é proporção pura a si mesma.

A vida não ama mais a um ou a outro, a vida faz o belo de cada ser pelo belo proporcional de si e em si, ali cada um de nós é o que é, perfeito. Ponto e basta, dispõe o potencial seminal de um real ou do real para que floresça, aconteça e faça história em conformidade com a própria semente que é.

Do primeiro respiro em diante, nasce a grande responsabilidade humana de autoprodução de si próprio. Na medida em que avançamos na autoprodução de nós próprios, a vida acontece desse ou daquele modo, personaliza, nos tornamos pessoas. No erro a dor, na realização a glória.

Essa autoprodução que faz história responsável em cada pessoa parece tão difícil ao ser humano que a certo ponto beira a algo trágico.

No âmago desta autoprodução o humano deveria experimentar vitória, aquela que escorre reforçando a ação com prazer e inteligência e o coloca no seu mais ser com sentido de realização. Por ser existencial, o erro não é de natureza, é um erro técnico conduzido pelas ficções fantasiosas sobre a vida e sobre nós próprios.

Desta dificuldade, a certa medida trágica, o humano enquanto existente, impedido por qualquer circunstância de chegar a pleno, faz do erro o modelo de civilização, faz da dificuldade o modelo de autoprodução também no social, perdido no caos das oportunidades perdidas ou negadas, na preguiça moral de ser virtuoso, constrói o caos e se torna um desordenado da natureza, passa a destruí-la ou subvertê-la até que não se reconheça mais, desumaniza.

Cada um de nós conhece a psicologia desordenada que comporta a infelicidade, a injustiça, o medo, a inveja, a dor, a mágoa, o revide, o estresse, a dúvida neurótica, etc.

Desordenada porque sentimos que não deveria estar ali, sentimos como se fosse fora da ordem do ser realizado.

A sociedade, e não poderia ser diferente, é o espelho do indivíduo desordenado da ordem do ser, esquizofrênico existencial, quando remói suas culpas, num giro asfixiante da realidade maculada pela preguiça de autoproduzir a pleno a si próprio na técnica eficiente da própria função psicológica.

A todos nós foi dado a intencionalidade dos heróis, sim, nosso ser é heróico. Somos heróis rumo à vitória, mas nesse heroísmo atuado sempre experimentamos a saga de prometeu e o fogo dos deuses.

Se, persistimos e somos sérios, ao final vencemos e recolhemos o fogo como vitória humana e humanizada na inteligência da vida. Se, erramos e somos preguiçosos, todos os dias nosso fígado será destruído e precisará regenerar-se do princípio, de dor em dor, até humanizar-se no fogo dos deuses, a liberdade.

O que faz o humano com esta trágica saga tantas vezes mal conduzida da sua humanidade?

Projeta na construção social toda a sua tragédia pessoal como se modelo de natureza fosse. Na realidade projeta e reproduz o modelo distorcido da semente inicial que não soube levar a termo. A criatura contra o Criador, contra a sua natureza, sem ao menos ter a mínima noção de como ela seja verdadeiramente, projeta na sociedade e constrói mundos especulares de deflexão distorcida do real que verdadeiramente é.

O modelo da sua deformada psicologia pessoal se somatiza no social, comporta os mesmos erros psicotécnicos de percurso que o tornaram tão reativo e fora do bem que é. Comete erros psicotécnicos como resultado, também, quando constrói o social; receita perfeita adulterada, comida ruim.

Aquilo que o humano experimentou como impedimento e não se responsabilizou em solucionar em si, se transforma na distorção de sentido de tudo aquilo que é seu infinito possível, vira o impossível almejado, atua ficção no bem e no mal.

Com tudo adulterado e exacerbado no negativo semântico dos verbos ser e fazer, paralisa a civilização em resistência ao outro, na mesma proporção da resistência que tem ao bem de si próprio; se eu não posso, o outro também não pode.

Da contradição nasce o outro como “inimigo meu”, o sabotador. Insemina o mal em tudo que possa romper esse circuito vicioso. Trabalha contra a natureza em revide a uma injustiça que pensa ter sofrido, briga com Deus, antes de rever a si próprio. Nunca se responsabiliza por resolvê-la com honestidade intelectual. Aceita que é débil e promove a debilidade de modo exemplar no ambiente que habita. Nunca rompe a fronteira da preguiça e do medo para rever a si próprio desde o princípio para reestabelecer o critério de natureza que lhe permite conformidade e reciprocidade no todo, como humano cosmoteândrico.

Quando o termo democracia foi criado tinha um significado, uma forma e uma aplicação, mas na sua máxima visava o bem comum. De lá para cá, com a humanidade cada vez mais esvaziada do bem comum, na lógica do “O homem é o lobo do homem” e essa é a única natureza sobre a qual ele aceita discorrer e confirmar atualmente, a vida social entra na lógica da política do lobo, vem a democracia moderna.

Democracia como exigência política, econômica, sanitária, etc. como escopo aparente ao bem comum, que pretende abarcar todos os problemas que afligem a comunidade humana, perfeita em tese, imperfeita e corroída por uma psicologia muito distanciada da sanidade ao bem comum, mesclada de toda sorte de desonestidades e imaturidades de humanos não responsabilizados diante de si próprios e nem diante da própria cultura humanística que trazem como semente em sentido psicológico espiritual.

Não conseguimos ainda fazer passagem da democracia biológica para a democracia psíquica de elevada racionalidade ontológica sobre o bem que somos. Afinal ainda não respondemos as perguntas: o que somos? Por que somos? Nosso produto atual é o caos, a dúvida sacralizada e a confusão derivada.

A humanidade segue em busca da democracia material, da igualdade de oportunidades como modelo, da crítica sobre aqueles que honestamente enfrentam suas ambições e se dispõe como líderes no seu ser e fazer mais porque chegaram ao mais, da injustiça como bandeira deformada da incompetência frente às proporções e soluções que precisam ser tomadas.

A democracia virou cabo de guerra econômica, política, social no vazio de interesses comuns, virou uma distorção de princípio onde os mais espertos agem como piratas do bem público em ambições fora de propósito. Essa é uma democracia territorial de psicologia duvidosa, uma democracia conduzida e concebida por modelos psicológicos que não contemplam a maturidade e nem a sanidade das relações humanas.

 

Defenda a Democracia. Ela é civilizatória, ela é progressista, ela é pacificadora, ela é de todos e para todos!

A democracia verdadeira deve nascer no coração do ser humano que se responsabiliza por fazer a sua parte segundo a sua natureza e segundo a autoprodução virtuosa de si próprio.

A democracia não pode ser feita por pessoas que não levaram a sério a construção de si próprias e projetam suas deficiências e desonestidades na sociedade como forma de alienação e corrupção de si no bem comum. Aqui, estou falando de virtudes democráticas, e não de currículo acadêmico ou bancário para exercer o “poder democrático” nos tantos jogos e tantos tabuleiros pré impostados na ambição distorcida daqueles que esqueceram o que é bem comum e só democratizam a perda aos outros, na subversão do verdadeiro espírito democrático.

O espírito democrático e as soluções democráticas passam por uma elevada responsabilidade e maturidade psicológica para atuar e equalizar a realidade da existência humana, como hóspedes responsáveis sobre este planeta.

Sim, somos hóspedes desse planeta maravilhoso e devemos honrá-lo, honrando a nós próprios. Se a ideologia favorável passa pelo conceito e pela palavra democracia, ótimo. O fato é que não importa a palavra de ordem e de passagem, importa o espírito humano que ela encarna e atua.

Ética e Ecologia desafios do século XXI de Leonardo Boff. Um vídeo de Adriana Miranda.

Afinar o conceito de democracia para escolhê-lo como guia virtuoso é, para mim, uma questão emergente e ineliminável, porque se aprendermos o espírito que ela encarna para o bem comum, gradativamente nos tornaremos verdadeiramente democráticos. Não precisaremos mais do termo como bandeira, teremos o termo como coragem, como uma força que vem do coração que pulsa pela realização da humanidade no um que nos diferencia e nos iguala no bem comum.

Antes do sistema se tornar democrático, precisamos nós, sermos democráticos, no mais alto patamar da nossa responsabilidade humana, humanizando-nos ao bem comum!

A única rebeldia cabível na democracia é aquela de tornar ao belo, sim, porque somos capazes de autoprodução do belo e do bem de nós próprios, como projetos espirituais perfeitos da vida que não é democrática, mas, nos projetou como democracia possível no bem comum do espírito humano, humanizado e prometeico.

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