O que é o sionismo dos judeus?

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Você quer conhecer melhor essa história? Pode comprar o livro “Contra o Sionismo: retrato de uma doutrina colonial e racista”. São 98 páginas de fácil leitura. Digita “Editora Alameda” no motor de busca da internet, seleciona e compra o livro – o correio entrega na sua casa. E teu conhecimento agradece.

Recentemente foi lançado o livro “Contra o Sionismo: retrato de uma doutrina colonial e racista”. O autor do livro é Breno Altman, jornalista e fundador de Opera Mundi, com uma linha editorial progressista, onde escreve e apresenta os programas 20 Minutos e Outubro.

Altman é judeu. Se declara antissionista. E o que seria sionismo?

O Sionismo se originou antes da Primeira Guerra mundial e pode ser considerado um movimento político-religioso de uma parte dos judeus, principalmente da Europa e Estados Unidos, que visava a criação do Estado de Israel. Pensaram em criar Israel em regiões não povoadas, como na Patagônia Argentina ou no Congo/África, mas o nacionalismo sionista escolheu a Palestina, região densamente povoada pelos palestinos/árabes.

Poderiam ter criado Israel na Europa ou nos Estados Unidos, onde a maior parte dos “auto declarados” judeus vivia. Foi uma escolha deles, judeus europeus/estadunidenses, não precisavam ter criado o Estado de Israel na Palestina. 

Os sionistas (uma parte dos judeus) não querem outras pessoas morando no mesmo local que eles, querem um local/país habitado somente por eles judeus (isso seria racismo?), porque se consideram o povo escolhido por Deus.

O local escolhido por eles sionistas para estabelecer seu país (a Palestina) seria a Terra Prometida por Deus para os judeus.  Dessa forma, eles judeus teriam o direito “sagrado” de acesso e posse das terras da Palestina, onde há árabes vivendo a milênios. Por isso a ocupação, invasão e expulsão dos palestinos, hoje genocídio. Os sionistas governam Israel. Há judeus que não concordam com os judeus sionistas.

Sionismo é a doutrina que rege Israel. Não é a religião judaica que determina a natureza do Estado de Israel.

Assista também: https://www.youtube.com/live/7TvL0FP64Eo?si=RqQ9Mg3kgURzS3WI

Mas quem eram, ou quem são os judeus? Quem pode ser considerado judeu?

O intelectual judeu Shlomo Sand, do Departamento de Ciências Humanas da Universidade de Tel Aviv/Israel, no livro “A invenção do povo judeu”, diz que os judeus não são um povo. Ele afirma que a compreensão dos judeus como um povo foi criação do sionismo. Que os “autodenominados” judeus tem origem em vários povos com culturas e histórias diferentes.

Dessa forma, judeus não constituem uma nacionalidade e tampouco podem ser resumidos como seguidores de uma religião, porque muitos judeus são ateus ou agnósticos. A suposta origem dos judeus na Mesopotâmia/Canaã, há mais de 3.000 anos, está muito distante no tempo para ser caracterizada como uma identidade nacional.

O sionismo judeu, ainda antes da criação de Israel, criou braços paramilitares, como o Irgun e o Lehi, que recorreram à violência contra alvos militares e civis, operando do mesmo modo do atual Hamas, que agora chamam de terrorista. Begin, dirigente sionista do Irgun, organizou a explosão em 1946 do Hotel Rei Davi em Jerusalém, matando 91 pessoas. Mesmo assim, Begin, que explodiu o hotel em 1946, foi primeiro-ministro de Israel de 1977 a 1983.

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Boa leitura!

Autor: João Carlos Loebens. Também escreveu e publicou no site “Negacionismo: força destrutiva, inclusive o negacionismo econômico”: www.neipies.com/negacionismo-forca-destrutiva-inclusive-negacionismo-economico/

Edição: A. R.

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