Difícil de escrever, mas necessário

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“Se eu, podendo fazer o meu melhor, me contento com o possível, eu caio num lugar perigoso chamado mediocridade.” (Mário Cortella)

Há algum tempo, encontrei essa frase do Cortella – ou ela me encontrou. As palavras deram forma a um sentimento que vinha me acompanhando nos últimos meses: o de não estar entregando o meu melhor. E isso, para quem me conhece de perto, é algo que tenho muita dificuldade em tolerar.

Eu preciso ver propósito em tudo que eu faço, porque sempre vou me dedicar de alma e coração para que dê certo.

É assim que eu vejo a educação: não em números e metas alcançadas, mas em vidas transformadas e sonhos realizados. Por isso, o modelo atual de gestão da educação estadual já não fazia mais sentido para mim.

Meu maior receio era sentir que falhei. Afinal, pedir exoneração de um cargo público pode trazer essa sensação. Contudo, diante do tanto de carinho que recebi ontem e hoje, sei que essa foi uma experiência exitosa.

Eu não desisti. Eu decidi abandonar a minha mediocridade. Da curta trajetória como professora do Estado, carrego apenas o tanto que fui desafiada e o quanto amadureci como professora. As pedras, deixarei pelo caminho.

Aos colegas e amigos, muito obrigada por terem sido abrigo em meio às tempestades.

Aos meus alunos, o meu mais sincero agradecimento pelas palavras de apoio e incentivo. Disse e repito: não é problema ser um estudante ruim, mas você tem a obrigação de ser uma boa pessoa. É isso que deixamos para o mundo: o nosso exemplo. Espero reencontrá-los do mesmo jeito que me despeço hoje: com coragem para recomeçar e para buscar ser sua melhor versão.

Autora: Daniele de Freitas Schuster. Professora da rede municipal de Passo Fundo, RS.

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