Aprender algo ouvindo conselhos, lendo, frequentando palestras é uma forma de obter informações que ajudam a impulsionar as ações no âmbito pessoal e subjetivo.  No entanto, aprender com a experiência dos outros pode fazer toda a diferença na nossa vida e na vida social.

A vivência humana inclui o relacionamento interpessoal, o compartilhamento de ideias, de emoções e sentimentos. Nessa convivência, está incluído o conhecimento teórico, que é um recurso precioso para o desenvolvimento pessoal, pois influencia na decisão da atitude a ser tomada. Entretanto, por mais que se adquira conhecimento através do estudo sobre um tema, nada substitui o aprendizado que vem da experiência.

Quem é capaz de aprender com as próprias experiências, aprende profundamente, pois esse aprendizado é incorporado no seu comportamento. A compreensão subjetiva do comportamento do outro é desvendada a partir do contexto histórico, social e psicológico.  Nesse modo de pensar, a força da expressão: “aprender com a própria experiência” deve ser cotejada com o conteúdo do aprender com a experiência do outro.

As pessoas devem ser valoradas por si mesmas e não pela posição econômica, profissional ou social. A presença valorativa das relações interpessoais se mostra pela fala, pela ação, pela emoção, pelos sentimentos, pela intenção visualizada em atos. Um pensamento, uma escolha, a intuição de um caminho a seguir, são pontos que desenham e sinalizam o processo de transformação.

As construções humanas individuais estão interligadas com uma rede de variáveis, a exemplo da natureza, em que a fertilização da terra e a manutenção da vida passam por estágios que demandaram acumulação de água em forma de vapor.

Do mesmo modo como ocorre com a natureza, em que a semente passa por diversos estágios até se tornar uma árvore e dar frutos, antes de conhecer as letras e dominar a formação de palavras, não é provável que uma pessoa possa ler e estar amplamente integrada na sociedade.

Albert Einstein, um dos cientistas mais importante da século XX, disse que a imaginação é mais importante do que o conhecimento, pois é nela que todas as realizações se efetivam. Para um entendimento da experiência do outro, por exemplo, se faz necessário aproximar a imaginação da realidade objetiva, vivenciando o movimento para transformar a visão da realidade.

Sem exercitar as relações entre o que está na mente, com a realidade objetiva, não estaremos aptos para direcionar nossos recursos internos a favor do que queremos. Ao usar nossos sentidos para construir mentalmente a realização de um objetivo, configuramos nosso pensamento para produzir os resultados projetados.

As ações de alto impacto começam com as transformações lentas e microscópicas e, por essa razão, não são de fácil identificação. A busca de sentido para a própria vida demanda um entendimento sobre o que é a natureza, a história e o ser. Existe um abismo separando a ideia, o conhecimento teórico e o comportamento, que exclui atitudes de estar fazendo o que é necessário para concretizar aquilo que está teoricamente proposto.

Aprender algo ouvindo conselhos, lendo, frequentando palestras é uma forma de obter informações que ajudam a impulsionar as ações no âmbito pessoal e subjetivo.  No entanto, aprender com a experiência dos outros pode fazer toda a diferença na nossa vida e na vida social.

Em outra publicação, chamamos atenção para a necessidade dos sujeitos responsáveis. “A construção de relações mais equilibradas com ênfase na responsabilidade do adulto e na responsabilização gradativa da criança é uma das condições necessárias para construção de sujeitos responsáveis”.

A construção de sujeitos responsáveis

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