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Leitura e literatura: pelo prazer de ler e contar histórias

Um autor e autor, um estudante universitário e um menino de apenas 11 anos dividem, em programa televisivo Literatura Local, seu prazer de ler e compreender o papel da literatura em suas vidas.

O professor Eládio Weschenfelder, dentre outras coisas, declara-se como professor universitário, ativista cultural e autor do Livro Histórias Preciosas.

“A leitura gera, com o tempo, necessidade de imitar, escrevendo como aqueles que a gente aprendeu a ler”.

Declarando-se estudioso de Machado de Assis, afirma que o mesmo dá à nossa literatura a brasilidade, a brasa. Negro, epiléptico e autodidata Machado é hoje reconhecido um grande autor da literatura brasileira.

“O leitor vai passando por várias fases, assim como os autores. Grandes autores são cânones, referências para os que os lêem. Machado foi um grande escritor porque antes foi também um grande leitor.

“A Escola está adoentada e o maior paciente é o professor, mas ninguém quer saber de tratá-lo, como se ele fosse um Deus. Professor é criatura humana, que tem de vivenciar sua vida com intensidade e tentar mostrar o caminho, caminhar lado a lado com o estudante, sem perder de vista o tipo de vida que o estudante está levando na família, na sociedade e na própria escola”.

Adelar Lescano, universitário, fala de sua vivência no Projeto de Extensão da UPF Bando de Letras:

“A gente pensa como nosso interlocutor, aquele que ouve a nossa poesia, reage à nossa entonação. Somos só uma caixa acústica, que damos vida e entonação, mas a beleza está mesmo na poesia. A leitura e literatura tem de ser feitas com prazer”.

Luís Gustavo Dalchiavon Pies, menino de 11 anos, há 05 anos no Projeto Bandinho de Letras, destaca como este projeto estimula para o gosto pela leitura, bem como a superação da desinibição em crianças como ele: “Bandinho de Letras é um projeto que estimula crianças e adolescentes no gosto e prazer de ler. Com o projeto, despertei ainda mais o gosto pela leitura e literatura”.

Alimentação no tratamento da ansiedade

Muitas pessoas que sofrem com a ansiedade
possuem deficiências vitamínicas e de minerais,
o que induz ao desencadeamento do transtorno.

 

A ansiedade é um distúrbio do sistema nervoso central que mais afeta a saúde da população atualmente, comprometendo diretamente a qualidade de vida.

O tratamento para esse problema envolve uma série de fatores: tratamento psicológico, atividade física, atividades manuais, alimentação equilibrada, entre outros.

Reportagem especial Globo Repórter sobre Ansiedade e alimentação, em 2011.

 

Uma dieta desregrada pode agravar o problema, pois o consumo de gorduras do tipo trans e doces em geral desestabilizam a atividade dos neurônios agravando o quadro clínico.

Muitas pessoas que sofrem com a ansiedade possuem deficiências vitamínicas e de minerais, o que induz ao desencadeamento do transtorno. Geralmente essas deficiências estão envolvidas com diminuição nos níveis de Vitaminas do Complexo B, vitamina C, Zinco, selênio e cromo.

Em outro artigo, publicado no site, Jureci Machado defende a relação entre alimentos e saúde emocional: “Quanto maior a necessidade de aplacar o estresse, mais comida se ingere. Quando se conta, buscou conforto na comida”.

Fome emocional: pode?

 

Deve-se evitar dietas restritivas, pois estas podem desencadear compulsão alimentar e ainda agravar as deficiências nutricionais .

O cardápio deve ter como base alimentos coloridos, ricos em fibras, cereais integrais, verduras, frutas em geral especialmente abacate e banana, pois ativam os controles do sistema nervoso favorecendo o bem-estar.

A saúde do corpo depende da saúde da mente. Lembre-se disso!

 

Rosa dos Rumos: contos em palco

O Grupo Ritornelo de Teatro traz a cena seu mais novo espetáculo de rua: Rosa dos Rumos, dando sequência a sua trajetória de pesquisa e trabalho voltado para o popular, o espetáculo visa contribuir para o fortalecimento da identidade cultural regional e brasileira.

Este será o primeiro espetáculo em que o Grupo se utilizou de crowndfunding, uma forma de financiamento coletivo, que vem ajudando grupos, coletivos e empresas de todo o mundo a realizarem suas ideias.

O projeto alcançou 20% do objetivo com doações de pessoas físicas que, conjuntamente com outros apoios, como o Fundo Diocesano de Solidariedade, da Cáritas de Passo Fundo, conseguiram viabilizar a montagem.

O espetáculo “Rosa-dos-Rumos” é uma deliciosa farsa, onde os contos “Trezentas Onças”, “O Boi Velho” e “Jogo do Osso” de João Simões de Lopes Neto, são apresentados através de músicas, de elementos acrobáticos e de técnicas de palhaçaria; inserindo seus personagens no universo da cultura popular gauchesca, trazendo a cena diversos tipos e situações peculiares ao povo riograndense.

A montagem promove alguns reencontros no elenco; após anos trabalhando juntos no Grupo Viramundos, Carlinhos Tabajara, Miraldi Junior e Guto Pasini, voltam a trabalhar em um espetáculo de rua. Carlinhos e Miraldi como atores e Guto na direção.

Além disso, o espetáculo traz Jandara Rebelatto, atriz passofundense, que está de volta a sua terra natal, depois de anos atuando no grupo “As Maricotas”, de Florianópolis e Ricardo Pacheco, músico e compositor passofundense, que pela primeira vez vai atuar em um espetáculo teatral. A peça também conta com os figurinos de Betinha Mânica e a dramaturgia de Miraldi Junior.

A peça tem o patrocínio da Comercial Zaffari, o apoio da RBS TV – Passo Fundo e da Rádio Atlântida. Conta também com o apoio cultural da CNG Vídeo Produções, Nelson Ribeiro – Terapias Integradas e a parceria institucional da Fundação Beneficente Lucas Araújo e o Instituto Superior de Filosofia Berthier (IFIBE).

Conheça mais sobre o Grupo Ritornelo.
Acesse o site aqui.

 

 

“Tirem da minha vista a Cracolândia”

Mais de 80% das pessoas apoia a prefeitura no seu
ato insano de quebra do próprio liberalismo,
querendo internar viciados à força.
Todo o desejo dessas pessoas é realizar o que
já realizaram em seus locais privados, que foi o de
retirar o problema da vista, e não resolvê-lo.

 

Mais de 50% dos usuários de drogas que agora estão espalhados pelas novas cracolândias de São Paulo, ainda possuem relacionamento com os seus familiares. Todavia, não podem mais voltar para casa. O consumo exige permanência no local da chegada das drogas, tamanha é a necessidade pela qual o corpo drogado reclama. Além disso, em casa, se tornam inconvenientes o suficiente para que algum membro da família se sinta realmente incomodado.

Ação na Cracolândia foi ‘desastrosa’, avaliam especialistas.

 

As drogas atuais, especialmente o crack, quebra com o pacto contemporâneo do individualismo caracteristicamente moderno, que foi construído a duras penas pelas “egotécnicas”, para citar aqui um termo especial de Peter Sloterdijk. (Ver: “O apartamento”, capítulo do Para ler Sloterdijk, editora Via Verita).

Ler e escrever, vida em célula (ou cela) monacal, advento do espelho, vida no apartamento single contemporâneo que, enfim, vem equipado com recursos para recriação artificial de nosso duplo interior, nossa capacidade de sermos dois-em-um; eis aí no percurso desses elementos toda a história das egotécnicas. Assim criamos um ego e junto dele a imagem de nós mesmos que acreditamos ser o que somos. Estão nisso os elementos e práticas que nos deram um “eu”, e também subterfúgios para que pudéssemos pensar que ganhamos um ego.

No caso dos subterfúgios temos, principalmente hoje, eletrodomésticos, TV e Internet, para recriar falsamente relações sociais. Com isso podemos acreditar que temos um eu reflexivo, o que seria um eu completo.

No mundo atual, de império das normas liberais e de sua inflação, todos deveríamos ter um apartamento single, onde, solitários, sem relações sociais, pudéssemos recriar, ainda que falsamente, a interioridade que requer o dois-em-um para que alguém possa de fato ser um “eu”. Essa interioridade depende de relações. Se não as temos mais, então, o aparato do apartamento single deve nos dar elementos que nos faça acreditar que as temos.

Ora, a droga nos expulsa dessa célula ou cela monacal e, portanto, nos devolve ao “fora”, nos joga para longe do apartamento single que, mal ou bem, nos promete um útero, onde um dia estivemos junto da companheira placenta. A droga nos tira o quarto privado, o nosso apartamento single reproduzido na casa.

É por conta da quebra desse pacto forjado a partir do resultado das egotécnicas, que a droga gera suas “cracolândias” e, então, começa a fazer o poder público se mobilizar. A droga não é um curtir a si mesmo como a masturbação. Ela não é uma egotécnica, embora tenha êxito exatamente porque promete ser uma, ou mais ainda, promete ser a melhor. Promessa não só falsa, mas errada mesmo, pois causa exatamente o contrário.

Não devolve às pessoas a condição de dois-em-um autêntico, nem forja o falso dois-em-um do rapaz no apartamento single se masturbando diante da Internet ou conversando com a TV ou se autopoliciando na frente do espelho ou falando com seu liquidificador. E também a droga de nossos tempos não nos conduz, ao nos jogar para fora do lar, a nenhuma “casa do ópio”. O século XIX acabou.

O poder público que temos e o povo que temos são os mesmos que criaram a quebra das egotécnicas, jogando os jovens na rua. Somos os mesmos. Então, uma vez evocando o poder público, vamos apenas reproduzir o que já produzimos, que foi a quebra das egotécnicas.

Por isso que mais de 80% das pessoas apoia a prefeitura no seu ato insano de quebra do próprio liberalismo, negando Locke, e querendo internar viciados à força.

Todo o desejo dessas pessoas é realizar o que já realizaram em seus locais privados, que foi o de retirar o problema da vista, e não resolvê-lo.

O quadro aqui está pintado por Quino, criador da Mafalda. Uma de suas tirinhas mostra Mafalda e uma coleguinha vendo um pobre na rua. Mafalda acha que o poder público deveria cuidar daquele pobre, enquanto que a coleguinha da Mafalda, rainha da futilidade e de posições conservadoras, opina dizendo que não era necessário tanto, que bastava que se tirasse o pobre da vista. Ou seja, o pobre, o mendigo, o drogado de rua atrapalha as vitrinas. É realmente isso que importa.

A frase “a prefeitura deveria mesmo tirar o drogado da rua, contra a vontade dele, e interná-lo” quer dizer, para muitos paulistanos que a expressam, o seguinte: “que se tire essas pessoas da minha vista”.

 

Publicado originalmente aqui

Para o amor durar…

O amor é uma das qualidades humanas
que se comunica sendo.
Como tudo o que é cultivado na intimidade,
o amor detesta portas escancaradas.

 

Não exponhas o amor às extravagâncias. Sê discreto e manterás o amor seguro.

Esquece as declarações públicas, as faixas em aviões. Deixa o amor na alma, no coração e na mente, onde estão suas três raízes. Amor exposto é presa fácil às pragas.

Não te perguntes por que na floricultura as plantas têm folhas tão brilhantes e flores tão suaves. Pensa um pouco e lembrarás das estufas onde cresceram. Nenhuma flor delicada suporta a intempérie.

Por qual razão deixarás o amor sofrer ao relento? Como tudo o que é cultivado na intimidade, o amor detesta portas escancaradas.

Não ames para os outros. Ama para a pessoa amada. Apenas a ela interessa o teu desespero e a tua insegurança. Apenas ao ser amado interessam tuas declarações.

 

Canção Eu sem você, Paula Fernandes.

 

Deixa que os outros descubram o ser sutil. O amor não se revela em alto-falantes, nem em outdoors. O amor se diz em pequenos gestos, em espelhos tênues. É meia-luz o grande sol do amor. É o silêncio seu maior teatro.

Deixa os outros se espantarem com o amor, mas nunca pelo fiasco. O amor é feito de alma e, como ela, existe mas não pode ser tangido. Sente o amor como uma brisa anunciando mudança de tempo. O amor tem um corpo de aura que se esmigalha ao ser exposto sem finesse.

A maior prova que o amor nos faz para ver se dele somos dignos é incitar-nos a contá-lo ao mundo. Por isso, o primeiro impulso do apaixonado é sair gritando aos quatro ventos.

O que interessa ao mundo se amas? O amor interessa ao amado. Fala em seu ouvido, mostra com teus gestos, muda tua vida.

Teu amor não interessa aos vizinhos, ao pessoal do shopping, aos frequentadores de um jogo de futebol, aos telespectadores de um programa de televisão. Não mostres ao amor que não o mereces. Não consumas teu amor na indiscrição.

Quando quiseres amar, entra na tua alma e na alma que te encanta. O amor é uma das qualidades humanas que se comunica sendo.

Receita do Papa sobre a duração do amor:

“Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce, e também podemos dizer, por exemplo, que se constrói como uma casa. E a casa é construída em companhia do outro, não sozinhos! Não queiram construí-la sobre a areia dos sentimentos, que vão e vêm, mas sim sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus.”
Veja mais aqui.
 

 

Quando amares, sê diferente sem escândalos. Deixa as loucuras de amor para o teu lar, para o teu quarto, ante os olhos e a boca. Uma intimidade exclusiva é o maior presente a ser dado a quem jogou o amor em ti.

Que teu amar seja tão exclusivo que apenas o amado ou a amada o reconheçam. Dá a ele ou a ela essa surpresa. É a única maneira de conservar o amor sempre com brilho de folhas novas e com a suavidade das pétalas.

O amor extravagante sofre as intempéries, desgasta-se com a poluição, fica ao risco das pragas, e ao expores ao mormaço as raízes sem o esmero da sutileza causarás, embora indesejado, o seu ressecamento.

Então, para sempre, terás perdido os instrumentos com os quais buscamos nas dimensões mais profundas da intimidade a seiva de nossas alegrias. Ao amar, sê como um monge oração.

Gerson Schmidt em texto: “O amor no tempo eterno do agora”: “Não nos permitimos mais perder tempo para celebrar o amor verdadeiro, para parar no tempo. Não queremos mais perder tempo nas pequenas coisas mais simples e cotidianas. Temos grandes negócios a resolver, a decidir, e precisamos correr atrás de uma máquina. Somos robôs de uma engrenagem que nós mesmos criamos.

O amor no tempo eterno do agora

 

 

UPF: a universidade que impulsiona o desenvolvimento de Passo Fundo

A Universidade de Passo Fundo
vem cumprindo função relevante na economia local e regional
e os dados institucionais atuais comprovam o papel preponderante
que continua exercendo na comunidade.

 

Em meados do século passado, o município de Passo Fundo festejou a criação do primeiro curso superior da região. Esse grande acontecimento ocorreu no ano de 1956, com a autorização do início das atividades do curso de Ciências Jurídicas e Sociais junto à recém-criada Faculdade de Direito, mantida pela Sociedade Pró-Universidade de Passo Fundo e que hoje conta com 61 anos de excelência no ensino.

A iniciativa daquela época empolgou destacadas lideranças e ilustres figuras da sociedade passo-fundense, que, com elevado espírito público, trabalharam no sentido de viabilizar o oferecimento de outros cursos superiores.

Assim, com o mesmo propósito e determinação do pioneiro, vários outros cursos superiores foram se instalando, fato que levou os integrantes da Sociedade Pró-Universidade e do Consórcio Universitário Católico de Passo Fundo a unir suas forças e que, no dia 6 de junho de 1968, culminou com a constituição da Universidade de Passo Fundo.

Desde então, a UPF cumpre relevante função social que, além de oferecer cursos de formação em nível superior, habilitando milhares de pessoas ao exercício de distintas profissões, proporciona efetivo desenvolvimento local e regional.

O ideal de implantação de uma universidade para atender à demanda de formação profissional na década de 1960 foi acompanhado pelo compromisso do desenvolvimento de uma área que compreende, hoje, mais de 100 municípios.

As 12 unidades acadêmicas em Passo Fundo e os campi instalados em Carazinho, Casca, Lagoa Vermelha, Palmeira das Missões, Sarandi e Soledade fazem da UPF uma Universidade regional, pois possibilita o acesso ao ensino superior em importantes microrregiões gaúchas.

Os efeitos das atividades desempenhadas pela Universidade de Passo Fundo são notórios e transcendem o impacto positivo que o expressivo número de mais de 73 mil egressos revela, principalmente quando se observam os avanços sociais e econômicos proporcionados por meio da atuação dos milhares de profissionais na área da educação, do direito, da agricultura, da saúde, da economia, dentre outros tantos ofícios importantes.

A Universidade de Passo Fundo mantém também a UPF TV, canal de televisão com notícias e programação locais e regionais.
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Conjugado com as atividades dos qualificados profissionais que a UPF forma e disponibiliza ao mercado, é dado marcante a utilização da melhor tecnologia nas respectivas áreas de atuação, beneficiando a comunidade em suas mais diversas necessidades.

Além de pontuar o quanto a UPF já contribuiu no desenvolvimento de Passo Fundo e da sua região de influência, com a atuação profissional de seus egressos, merece destaque a elevada formação de seu quadro de professores e de pesquisadores, a qual, aliada à excelência na infraestrutura física e de laboratórios da Instituição, assegura que a senda de sucesso permanecerá por muito tempo disponibilizando aos interessados elevado padrão técnico-científico.

A UPF mantém também canal de rádio, Rádio UPF. A Rádio da UPF está com várias novidades em sua programação.
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Tudo se faz possível em razão do desenvolvimento de políticas institucionais que visam à conversão da inteligência gerada no meio acadêmico em aplicação na comunidade, por meio de produtos ou de técnicas destinadas ao desenvolvimento econômico e social.

Nesse sentido, cumpre notar a presença da visão empreendedora, tanto na formação do profissional quanto na sua interação com a comunidade. Tal postura é revelada na graduação, envolvendo o ensino, a pesquisa e a extensão, e no aprofundamento da pesquisa e dos estudos na área pós-graduação, focando no envolvimento direto com o meio empresarial.

Conheça Portal UPF, ferramenta de importante comunicação e interação acadêmica e com a comunidade regional.
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Referindo esse propósito – que sempre esteve presente nas ações da Universidade de Passo Fundo –, é importante frisar que a Instituição, desde o ano de 2013, disponibiliza a complexa infraestrutura do Parque Científico e Tecnológico UPF Planalto Médio para aprimorar a formação de seus acadêmicos.

Além de todas as atividades acadêmicas envolvendo professores e alunos, o UPF Parque executa ações direcionadas a empresas com a efetiva participação e com o acompanhamento de professores e acadêmicos, visando proporcionar aos empresários locais ou da região a possibilidade de desenvolvimento de inovação tecnológica em produtos ou serviços diferenciados, quer seja como empresas parceiras, quer seja como incubadas, startups ou maduras, a partir de uma base que promova a inovação, o desenvolvimento tecnológico e a inclusão social.

Como dito, permeando as atividades acadêmicas e sempre com presença marcante na comunidade, a extensão da UPF avança nas suas ações com o intuito de qualificar e potencializar as políticas públicas, principalmente aquelas alinhadas com a sua responsabilidade social, a partir da permanente interação dos alunos com o meio social.

Assim, ante aos apontamentos supramencionados, é lógica a conclusão de que a Universidade de Passo Fundo vem cumprindo função relevante na economia local e regional, e os dados institucionais atuais comprovam o papel preponderante que continua exercendo na comunidade.

Diante de tudo isso, a UPF reitera o seu compromisso com a sociedade e reafirma a disposição de continuar desenvolvendo, com os seus acadêmicos, funcionários e professores, uma formação de excelência, calcada nos princípios democráticos, visando sempre ao bem-estar e à melhor qualidade de vida da comunidade.

Atualmente, a UPF conta com 900 professores, 1.248 funcionários e aproximadamente 20 mil alunos nos cursos de graduação, pós-graduação lato e stricto sensu, ensino médio, cursos técnicos, cursos de idiomas e atividades de extensão.

A instituição mantém 61 cursos de graduação e oferta a possibilidade de educação continuada por meio dos mais de 60 cursos de especialização em andamento, 15 mestrados, seis doutorados e nove estágios pós-doutorais.

Na infraestrutura, oferece, em uma área de mais de 400 hectares, um ambiente de socialização e conhecimento. Conta com 150 clínicas e mais de 300 laboratórios, 23 anfiteatros e auditórios, 176 salas de ensino prático-experimental, museus, centro de idiomas, ginásio poliesportivo e ampla área verde. A Rede de Bibliotecas é mais um dos diferenciais da Instituição, colocando à disposição da comunidade acadêmica mais de 430 mil exemplares no acervo.

 

 

Além disso, os projetos de extensão garantem que a comunidade tenha acesso a atendimentos jurídicos e psicológicos, a atividades da terceira idade, a projetos que cuidam de crianças, de famílias em situação de vulnerabilidade, que cuidam de animais, dentre outras ações, beneficiando milhares de pessoas a cada ano. Desenvolve, ainda, inúmeros projetos artísticos e culturais que envolvem a comunidade.

 

José Carlos Carles de Souza
Reitor da Universidade de Passo Fundo

 

 

 

Os lanceiros e os velhacos

Defensores da propriedade também dizem que,
se o Estado ceder um prédio de área nobre ao povo,
outros imóveis serão ocupados.
O povo é insaciável.

 

É diversionista a manobra de alguns debatedores do despejo dos Lanceiros Negros que tentam levar o episódio para a arena de uma controvérsia que agrada ao reacionarismo.

Para esses velhacos, o bom debate é o que trata não da violência do Estado, mas das leis que teriam sido ofendidas pelos ocupantes de “prédios que pertencem ao povo”.

Essa é a polêmica que interessa aos que nunca se envolvem no debate sobre a grilagem e seus assassinos, o latifúndio improdutivo, a especulação imobiliária e as iniciativas do setor público em benefício de quem acumula áreas urbanas só para que continue acumulando mais e mais.

O prédio público ocupado (na esquina da Rua da Ladeira com a Andrade Neves) estava ocioso. Ocupá-lo é também uma forma de as famílias sem-teto desafiarem os governos a cumprirem com a obrigação de atender demandas elementares do povo, entre as quais a habitação. É assim, pela pressão, que funciona no mundo todo.

 

No mês de maio de 2016, o fotógrafo e jornalista Erviton Quartieri Jr esteve no prédio ocupado e registrou imagens desta gente que fez de um prédio desocupado lugar de vida e de direito à moradia (embora não adequada).

 

O tema urgente no debate sobre o despejo, que não interessa à direita, é a ação violenta do Estado contra famílias fragilizadas e desassistidas. Violência que não se manifestou apenas quando da expulsão dos Lanceiros pela Brigada, mas que se expressa há muito tempo em omissões e indiferenças inclusive da Justiça.

Defensores da propriedade também dizem que, se o Estado ceder um prédio de área nobre ao povo, outros imóveis serão ocupados. O povo é insaciável.

É uma desculpa esfarrapada, como a de que as leis devem ser cumpridas em ações de despejo (sob o nome de ‘reintegração de posse’), mesmo que à força e sob quaisquer circunstâncias, à noite, num dia frio, com portas arrombadas e bombas contra mulheres e crianças.

Vídeo demonstra “A valentia de um povo na luta por seu direito à moradia contra a covardia do Estado”.

 

O Estado que comemora a construção de presídios como se estivesse construindo escolas deve dizer logo o que pretende fazer com aquele edifício. O povo tem o direito de tentar ocupá-lo.

 

Sem limites para falar?

Gilberto Dimenstein personifica
os que se insurgem contra
idiotas descerebrados.

 

Gilberto Dimenstein processou Danilo Gentili, por ofensas pela web dirigidas a ele. Danilo foi condenado a pagar R$ 1.000,00 por dia, até que retire a postagem ofensiva. Este é um dos desfechos favoráveis às pessoas atacadas pelo “apresentador”, que se diz humorista. Em entrevista a Roberto Justus, outro revoltado com as suas sandices, ele esclareceu que humoristas só falam m… mesmo e não há o que cobrar dele.

Conheço mais pessoas cujo prazer maior é falar o que pensa, sem limites, dizendo-se sinceras, autênticas. Juram que só falam verdades, apontando o dedo como juízes implacáveis. Mal sabem essas pessoas do ridículo por que passam a cada vez que julgam, difamam, agridem e mostram a intransigência de seu comportamento. Há quem aprecie!

Lamento pelas biografias destruídas por parte dos que gostam tanto da disseminação de considerações cuja grosseria ofende gravemente a nossa caminhada rumo à civilidade.

As subjetividades devem ser respeitadas, desde que respeitem não só seus iguais, sobretudo, seus diferentes.

Danilo personifica os homofóbicos, os racistas, os fascistas travestidos de comunicadores, de pessoas autênticas e verdadeiras. São, na verdade, preconceituosos da pior espécie. E disseminam seu veneno na internet, invadindo sites, timelines, espalhando suas opiniões em contraponto ao que o outro pensa. Lamento o papelão que denigre suas próprias biografias.

Gilberto Dimenstein e Mario Sergio Cortella lançam o livro “A Era da Curadoria”. Dois grandes intelectuais brasileiros que abordam o conhecimento e o relacionamento humanos.

 

O ibope que conseguem vem de seus iguais. Há puxa sacos notórios, que pensam ser sinônimo de liberdade, acabar com o contraditório. Discutir sobre assuntos polêmicos não deve ser prazer, mas responsabilidade. Saborear a facilidade que as redes sociais proporcionam não deve ser confundido com licença para destilar o veneno que o ódio ou a gozação facilitam.

Danilo Gentili é um personagem cuidadosamente elaborado para ganhar dinheiro. O público dele endossa sua total falta de autocrítica. A mediocridade que permeia os meios de comunicação é o retrato do que estamos nos acostumando.

Os apreciadores da verdadeira arte são instados a aceitar, por repetição, músicas pobres, grudentas, assim como a “verdades” incansavelmente repetidas. O discernimento é prejudicado com processos de lavagem cerebral. Há verdades propaladas por gente poderosa, dona de microfones e câmeras de TV.

Danilo Gentili tirou uma foto, na qual ele bebe champanhe, com o dedo minguinho erguido, numa mostra de que é chique ser brega, com a legenda “De boa, esperando os processos”. Para ele é chique debochar de vítimas do holocausto, de mulheres, de gays, de tudo que seja matéria prima para uma piada. Um nojo!

Gilberto Dimenstein personifica os que se insurgem contra idiotas descerebrados.

Conheça um trabalho de alunos de nono ano Projeto Anglo Vargem Grande Paulista – 2013. Uma das mais importantes obras de Gilberto Dimenstein “Cidadania de papel”.

 

Gilberto Dimenstein, o fundador do projeto Catraca Livre.

 

Professores e posturas diante do conhecimento

Qual a pressão se cada aluno aprende em um tempo,
qualidade e profundidade diferentes e o aprendizado
é um processo longo, que precisa envolver prazer?

 

Dia desses um colega professor de outra área do conhecimento me perguntou: – Fiquei sabendo que você ensina os alunos a estudarem. Por que você entrega de bandeja dicas e métodos de estudo? Você facilita muito a vida desses alunos.
Eu respondi:

– Creio que um dos papéis mais importantes de um educador é permitir que os alunos sejam mais do que a minha geração foi e façam o mundo um lugar melhor. Se eu puder auxiliar eles nesta caminhada, ficarei grato. Existe uma diferença entre facilitar e permitir. Eu, ao invés de falar para eles estudarem, compartilho meus métodos para permitir que desde cedo tenham o mesmo prazer que adquiri com os estudos.

E você? Ainda acredita que prova serve para “selecionar” aluno? Pois é, eu não.
Ele tentou argumentar falando da meritocracia, mas já havia dado o meu recado.

Não quero convencer ninguém, mas sei do meu papel como professor, se ele sabe o seu… e acredita nele, perfeito. Mas julgar nunca será um meio educativo, nunca.
Se você leu até aqui, saiba: Tudo que possa mudar a realidade dos jovens é visto pela geração anterior como uma afronta.

 

 

“A escola não se configura como homogeneidade e os professores não são passivos às mudanças. Por isso, é necessário analisar e demonstrar as efetivas contribuições que a reflexão crítica pode proporcionar para a comunidade escolar. Pois, ela produz um discurso de preparar os educandos para a vida adulta com capacidade crítica em uma sociedade plural e, em contrapartida, essas finalidades são negadas pelo sistema tecnicista atual”. (Arnaldo Nogaro)

Ser professor reflexivo – Arnaldo Nogaro

 

Como é ser professor?

Ao ser interrogado, pensei bastante porque não desejava responder com clichês do tipo é ótimo, adoro o que faço.
Aí respondi assim:
– Imagina você elaborando estratégias e formas de construção de conhecimento, pesquisando e levantando materiais.

Chegando numa sala de aula você está sempre cercado de seres em busca de humanização e novos conhecimentos.

E, a cada aula, você transforma a forma deles perceberem o mundo e se transforma durante o processo, amadurecendo coisas e ações que em nenhum outro local isso seria possível de acontecer.

Nesse vídeo, Cortella explica o papel da afetividade e vínculo com o professor para a aprendizagem do aluno. Confira a entrevista completa.

A pessoa respondeu:
– Nossa, e eu que falei para minha filha pensar bem antes de ser professora. Quem precisa pensar melhor sobre o tema sou eu

 

Falar não é ensinar

Existe uma ilusão no professor brasileiro que aula expositiva é suficiente. Quando falamos ou explicamos, estamos mobilizando o interesse dos alunos. Mas esse processo nunca substitui o diálogo, a leitura prévia, o debate e a produção de resumos e anotações pessoais. Tudo isso, constrói o entendimento do que é estudar.

A aula expositiva não ensina, não transmite e não passa conteúdo. Ela, na melhor das hipóteses, mobiliza o interesse dos alunos.

A mobilização é a primeira parte do processo. Todas as vezes que o professor percebe que está com o “conteúdo atrasado”, ele corre falando tudo rápido e realmente acredita que, finalmente, “venceu” o conteúdo.

Na minha visão, o que na realidade acontece é que o professor faz tudo isso querendo se livrar do peso de ter prejudicado o próximo professor. Nessa corrida de matéria, o aluno e o conhecimento nunca são prioridades.

 

Qual é a pressa?

Qual a pressão se cada aluno aprende em um tempo, qualidade e profundidade diferentes e o aprendizado é um processo longo, que precisa envolver prazer?

Este último deveria ser uma das maiores prioridades. Gostar de estudar algo e ter curiosidade.

 

Como tornar uma Cidade Educadora?

Marcio Tascheto, professor da Universidade de Passo Fundo e Coordenador do Programa UniverCidade Educadora fala da concepção, dos desafios e da importância de construirmos uma cidade educadora.

Cidades educadoras é um movimento nascido em Barcelona no ano de 1994, pensando a cidade como um espaço educador, onde a prioridade sejam as pessoas.

“O território da cidade é um território pedagógico”. A tendência no urbanismo é pensar a cidade mais para os carros do que para as pessoas.

O que é um território educativo?

Para Helena Singer, diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz e organizadora da Coleção “Territórios Educativos – Experiências em Diálogo com o Bairro-Escola”, que acaba de ser lançada pela Editora Moderna, é um lugar que atende a quatro requisitos: possui um projeto educativo para o território criado pelas pessoas daquele espaço; agrega escolas que reconhecem seu papel transformador e que entendem a cidade como espaço de aprendizado; multiplica as oportunidades educativas para todas as idades; articula diferentes setores – educação, saúde, cultura, assistência social – em prol do desenvolvimento local e dos indivíduos.
Veja mais aqui.

      

 Não é possível construir um projeto de cidade educadora sem a participação social. Uma cidade tem de ser educadora em todos os espaços, com todos os setores, com todos os sujeitos que nela moram, com todos os seus atores.

“Quanto mais a escola se entenda como um laboratório de criação de conhecimento radicalmente democrático, mais essas estratégias de conhecimento vão se traduzir para o mundo de fora da escola. Um bairro e uma cidade não podem ignorar uma escola que se entenda como um espaço de aprendizagem permanente”, propôs Jaume em entrevista, ao Cidades Educadoras. Confira.

http://cidadeseducadoras.org.br/reportagens/jaume-bonafe-cidade-nunca-ira-ignorar-uma-escola-que-se-entenda-como-espaco-de-aprendizagem-permanente/

 

 

Vídeo gravado por Márcio Tascheto, com exclusividade para o site www.neipies.com, Série Audiovisual Reflexões.

 

 

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