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Água: tão preciosa quanto a vida

O modo inadequado como as sociedades vem utilizando os recursos naturais de tem levado a muitas consequências, sobretudo para o meio ambiente que vem sendo cada vez mais degradado e onde o ser humano tem visado apenas o lucro em detrimento da degradação ambiental.

Diante dessa situação, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí (COAJU) realiza atividades de educação ambiental, tendo como um dos principais objetivos a consciência de coletividade em prol dos Recursos Hídricos e a compreensão de que a responsabilidade pela solução é de todos.

Atividades do COAJU nas escolas

No período de abril a novembro de 2016, o Comitê Alto Jacuí visitou escolas públicas dos municípios de Carazinho, Santo Antônio do Planalto, Chapada, Saldanha Marinho, Quinze de Novembro, Mato Castelhano, Colorado, Tio Hugo, Mormaço, Ibuirapuitã e Vitor Graeff.

Essas localidades fazem parte da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí.  Durante os encontros, o comitê debate com alunos e professores temas como gestão dos Recursos Hídricos, democratização o poder de decidir, qualidade e disponibilidade da água, preservação dos recursos naturais e a importância dos rios e suas nascentes.

O que é uma bacia hidrográfica?

O que é uma bacia hidrográfica, um comitê de bacia e quais suas atribuições são conceitos apresentados ao público presente, por meio da cartilha de educação ambiental do COAJU. Denominada “Água –  tão preciosa quanto a vida”, a cartilha foi desenvolvida pelo Comitê, juntamente com Agencia de Comunicação (Agecom), da Universidade de Passo Fundo. O público alvo são crianças e adolescentes entre 9 e 15 anos e utiliza como estratégia de comunicação o “Coajuzito”, um Jacu ave símbolo do COAJU. A cartilha também divulga ações do COAJU e cuidados com a água.

Essas atividades fazem parte do projeto “COAJU nas Escolas” que tem como principal objetivo construir valores e relações sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências que contribuam para a participação das crianças, familiares e comunidade escolar na preservação das águas e seu uso racional na Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí.

Entenda mais sobre o COAJU

O Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí (COAJU) é conveniado com a Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, da Universidade de Passo Fundo. É composto por representantes dos usuários de água, da população da bacia e de órgãos públicos. O COAJU foi criado em 2001 e abrange 42 municípios. É uma instância social, democrática e deliberativa, onde a população e usuários da água, juntamente com os órgãos do governo, interagem para gerenciar a qualidade e a disponibilidade das águas da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí.

Municípios de abrangência

Alto Alegre, Arroio do Tigre, Boa Vista do Incra, Campos Borges, Carazinho, Chapada, Colorado, Cruz Alta, Ernestina, Espumoso, Estrela Velha, Fortaleza dos Valos, Ibarama, Ibirapuitã, Ibirubá, Jacuizinho, Júlio de Castilhos, Lagoa Bonita do Sul, Lagoa dos Três Cantos, Lagoão, Marau, Mato Castelhano, Mormaço, Não-Me-Toque, Nicolau Vergueiro, Passa Sete, Passo Fundo, Pinhal Grande, Quinze de Novembro, Saldanha, Marinho, Salto do Jacuí, Santa Bárbara do Sul, Santo Antônio do Planalto, Segredo, Selbach, Sobradinho, Soledade, Tapera, Tio Hugo, Tunas, Tupanciretã e Victor Graeff.

Cidade educadora: feita pela cidadania e através de parcerias

[quote_box_right]Somemos diferentes protagonismos para ocuparmos e transformarmos nossos espaços públicos numa Cidade Educadora![/quote_box_right]

O prédio histórico da Viação Férrea, Antiga Estação de Passageiros, restaurado por fora, rodeado por obras de revitalização, é um monumento arquitetônico e cultural da nossa cidade.

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Eu vivi essa história, percorri os trilhos dos trens nas idas e vindas pela cidade durante minha fase juvenil. Vi, por exemplo, amigos embarcarem nos trens para defender a Legalidade em um movimento civil e militar, após a renúncia de Jânio Quadros.

Em 1961 o levante liderado por Leonel Brizola, com o intuito de defender a ordem jurídica e a posse de João Goulart – vice-presidente -, levou jovens daqui, levando o choro de famílias, namoradas e amigos, para Porto Alegre. A imagem desse episódio está muito vivo na minha memória.

Com o desmantelamento da Rede Ferroviária, o espaço foi abandonado e subaproveitado, quando merecia outra coisa.

Com o tempo, a Feira do Produtor abrigou um movimento em prol dos produtores organizados protagonizado pelo Dr. Edson Nunes, que conseguiu implementar a fiscalização dos abates de animais, de higiene e racionalização da indústria familiar, criando uma nova cultura. Foi o marco para novas exigências sanitárias e a valorização dos que trabalham no campo.

Com a revitalização do Parque da Gare, os produtores ganharam um novo espaço, que adoro frequentar. É lá que a cidade gira, se encontra, aprende o que tem valor.

Cabe a nós discernir, agora, o que é produzido aqui, em detrimento ao que é somente revendido. Nosso produtor rural não pode ser somente um atravessador, mas alguém que realmente pretende qualidade como Edson Nunes um dia sonhou.

Um espaço de suporte para uma Cidade Educadora

A Associação dos Livreiros de Passo Fundo (ALPF), inteligentemente, após a desocupação do prédio histórico, com o espírito dos protagonistas da história, solicitou o espaço para a Mini Feira do Livro, em preparação à Feira do Livro, tão do gosto e tão consagrado em nossa cidade.

Foi um festival de alegria, espírito comunitário e muito trabalho. Entraram em cena pessoas e mui trabalho para desinfetar e limpar o ambiente. O prédio ficou um brinco! Tudo limpo e cheiroso e virou palco do que mais gostamos: livros a mancheias! Livros pra que te quero! Uma belezura!

Deste cenário nasceram ideias! Queremos mais! Queremos o espaço Roseli Preto com a mesma beleza dos canteiros que fazem frente aos três prédios históricos. A Academia Passo-Fundense de Letras, O Museu Ruth Schneider e o Teatro Múcio de Castro merecem um largo revitalizado, no espaço que lhes faz costas.

Imaginamos o galpão do Comitê da Cidadania, agora desativado, como um espaço de arte. Imaginamos nossos grafiteiros, nossos amantes do hip-hop, nossos esqueitistas ocupando e dando vida colorida ao galpão. Por que não? E aquele espaço à frente da Biblioteca Pública não merece ser um jardim? Com quiosques? Hein?

Cidade Educadora se faz com parcerias

A UPF (Universidade de Passo Fundo) tem um Projeto que chamou de Univercidade educadora. Este projeto tem como concepção “o entendimento da cidade como território educativo. Nele, seus diferentes espaços, tempos e atores são compreendidos como agentes pedagógicos, que podem, ao assumirem uma intencionalidade educativa, garantir a perenidade do processo de formação dos indivíduos para além da escola e com ela, em diálogo com as diversas oportunidades de ensinar e aprender que a comunidade oferece”. Este projeto pode dar a esta cidade o suporte para a compreensão e dimensão da Cidade Educadora que queremos.

>> Veja também: Programa UniverCidade Educadora: Circulando Cidadania

Sonhar não ocupa espaço. E é dos sonhos que nascem as ideias. Que venham mais protagonismos para ocuparmos e transformarmos nossos espaços públicos numa Cidade Educadora!

Que venham mais ideias! Que venham mais sonhos! Nunca ficaremos satisfeitos, por que somos algo novo para quem não sabe. Fazemos parte de uma nova categoria. Somos uma Cidade Educadora, coisa nova que está ganhando corpo. Aguardem o desenvolvimento e a realização deste conceito.

Unamo-nos para que a revitalização dos espaços públicos não sirva para interesses privados, mas para que os mesmos sejam lugares vivos de cidadania, de demonstração pujante das nossas artes e dos nossos artistas locais.

Estupidez e violência humanas não geram liberdade

“Vivemos esperando dias melhores / …O dia em que seremos melhores / Melhores no Amor / Melhores na Dor / Melhores em Tudo.” (Jota Quest, canção Dias Melhores)

Ao sermos perguntados sobre como estamos, é comum respondermos que estamos com pressa, “sempre correndo”.

Mas correndo de quem? Correndo para onde? Correndo atrás de quem? Ou nossas respostas estão vazias de sentido ou, talvez, revelem que estamos a correr, desesperadamente, sem rumo e direção. Queremos vida na liberdade, mas estamos vulneráveis e vítimas da própria estupidez e violência humanas.

Não há razões para justificar a violência nossa de cada dia que decorre de coisas banais. A violência,  agora rotina, passa a ideia que tudo podemos resolver impondo a força, a esperteza, o despudor, a estupidez ou a eliminação física daqueles que, porventura, “atravancam” o nosso caminho.

A violência não está a nos revelar que a estupidez é que tomou conta da gente e que o que só nos restou administrá-la? Será possível vencer a estupidez humana?

A estupidez fundamenta-se na idéia de que não sou humanidade, sou somente eu. Se somente é eu que valho, tudo o resto é secundário, passível de manipulação. O outro, que se vire, que se imponha, que se apresente forte e arrogante como eu.

Não sou capaz de reconhecer que a minha dignidade depende ou que pode ser complementada na convivência com os outros. Então, se o outro em nada me ajuda, que pelo menos não me atrapalhe. E, se resolver atrapalhar, nada melhor que julgá-lo, humilhá-lo ou mesmo eliminá-lo.

Adolescentes e jovens: vítimas da estupidez e violência humanas

Muitos adolescentes e jovens operam condutas e ideias na mais absoluta relatividade, menos quando se trata da exaltação do próprio eu (egocentrismo). Para muitos, tudo é razão de competição ou de etiqueta. Representar é mais importante do que ser. Ter é muito mais importante do que ser.

Viver, na máxima velocidade e intensidade, é o melhor do que se tem para fazer. Então porque pensar no futuro?

Hoje é imprescindível retomar valores que são a base de nossa convivência social, como de nossa civilização. A generosidade, o convívio e a compreensão, por exemplo, são geradas pela escutatória. A escutatória é a nossa capacidade de desprender-se um pouco de si para tentar compreender as atitudes e pensamentos dos outros. Mas será que  ainda estamos a fim de perder tempo para ouvir alguém?

Ainda temos paciência para compreender que determinadas atitudes resultam de nossa vivência pessoal atribulada e pela falta de habilidade de conviver? Ainda seremos capazes de reconhecer que tão importante quanto falar é também saber ouvir?

A violência é a face mais perversa de nossa estupidez humana

Na medida em que viver, matar ou morrer viraram obras do acaso ou da sorte, vamos perdendo noção de humanidade, sempre latente em cada um e cada uma de nós. Esta humanidade, presente e latente em cada um e cada uma de nós, requer ser reinventada e recriada em cada momento histórico. Nem sempre vivemos do jeito que vivemos hoje e, no futuro, poderá ser que viver seja ainda muito mais diferente e complexo.

Vivemos esperando dias melhores. Dias melhores virão se formos capazes de perceber que vivemos enozados, interdependentes, frágeis, desejosos de comunhão e trocas, mesmo que quase todo o mundo conspire contra a gente.

 

Vivamos, pois, escolhendo caminhos de liberdade; não de estupidez.

Vida boa e escola de qualidade social servem para a humanização

À medida que formos mais livres, que abrangermos em nosso coração e em nossa inteligência mais coisas, que ganharmos critérios mais finos de compreensão, nessa medida nos sentiremos maiores e mais felizes.” (Anísio Teixeira, 1900-1971).

É urgente e necessário perguntar o que é uma boa escola, uma escola com qualidade social. Responder o que é uma boa escola nos desafia a pensar as escolas que fazemos, cotidianamente, para torná-las cada dia melhores. Da mesma forma, cada ser humano precisa responder o que é uma vida boa.

Vida e escola se entrecruzam, cumprindo finalidades distintas e complementares na vida das pessoas, com o objetivo de nos humanizar, nos tornarmos seres humanos melhores.

>> Veja mais sobre em: É preciso conviver, educar e participar: nos palcos da vida.

Escola é passagem, certo tempo onde nela convivemos, brincamos, aprendemos e nos desafiamos à construção do nosso próprio conhecimento. Para muitos, o término do tempo de escola coincide com cessar compromissos. Para outros, gera frustração quando acaba o tempo de escola. Para estes, a escola foi mais que um tempo, foi uma grande experiência.

Vida e conhecimento são desafios permanentes; nunca prontos e sempre em construção.

Vida é permanência, é tempo de aprendizagem e acúmulo de experiências e de conhecimento. Na vida também se faz escola que denominamos “escola da vida”.

Paulo Freire concebeu escola com qualidade social como “lugar onde se faz amigos, onde não se trata só de prédios, salas, quartos, programas, horários, conceitos”. Para ele, escola é gente que estuda, que trabalha, que se alegra, que se conhece e que se estima, onde todos são gente. No seu ideal de escola, “nada de ser como um tijolo que forma a parede indiferente, frio, só”. Nela há espaços para criar laços de amizade e ambiente de camaradagem. Conclui dizendo que nesta escola, vai ser fácil se amarrar, estudar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz.

Freire priorizou a relação entre os sujeitos o aspecto mais relevante para os processos de ensino-aprendizagem, concluindo que “ninguém educa ninguém. Ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”.

Rubem Alves, escritor das metáforas, distingue escolas que são gaiolas e escolas que são asas. Insiste na ideia de que não deveríamos nos preocupar em formatar ninguém na escola, mas oportunizar a cada criança, adolescente, jovem ou adulto as suas possibilidades de ser melhor, a partir do conhecimento de si mesmo, dos outros, da natureza e do mundo. Sua visão de escola com qualidade social assim poderia ser resumida:

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado”.

Acredito e luto para que nossas escolas sejam de qualidade social e espaços de humanização.

Humanizar-se é tornar-se melhor ser humano, a partir do conhecimento.

As escolas deveriam cuidar, substancialmente, de duas dimensões inerentes ao ser humano e à própria escola: a integração e socialização das pessoas e a construção de conhecimentos. Se estas dimensões não estiverem bem organizadas nas escolas, elas esvaziam seu sentido e perdem sua importância.

A escola pública deveria sempre almejar, primeiramente, o desenvolvimento humano e social da maioria da população brasileira.

>> Veja mais sobre em: Educação pública de qualidade.

A escola nunca deveria se distanciar da vida concreta das pessoas, pois esta deve e pode ser aperfeiçoada através do conhecimento. Acredito que as finalidades da escola deveriam sempre convergir com as finalidades da vida.

Anísio Teixeira, no ano de 1934, ao discutir as finalidades da vida e da educação inicia dizendo que “a única finalidade da vida é mais vida. Se me perguntarem o que é essa vida, eu lhes direi que é mais liberdade e mais felicidade. São vagos os termos, mas, nem por isso eles deixam de ter sentido para cada um de nós”.

“A finalidade da educação se confunde com a finalidade da vida.” 
(Anísio Teixeira
)

A escola e a vida servem para nos humanizar, através do conhecimento e da experiência da convivência social. Assim, escolas cumprirão com a finalidade ser espaços de qualidade social.

Que minha loucura seja perdoada: sou agora missionária – Victória Holzbach

victoria_holzbach_3Há alguns anos percebi, não diferente de muitos jovens que conheço, que a minha felicidade não chegaria com a formatura.

O sonho de concluir a faculdade, trabalhar e casar não era meu. Era a expectativa dos outros para mim – e para qualquer menina da minha idade. Queria mais que isso, necessitava ir além.

Agora, aos 25 anos, parto para a experiência que deve concretizar o meu desejo. Trilhando este caminho, compreendi que apenas viveria tão feliz quanto esperava, quando me desafiasse a sair de mim e de tudo que sempre concebi como mundo. Assim, decidi ser missionária.

A Igreja Católica do Rio Grande do Sul mantem um projeto de apoio à Arquidiocese de Nampula, em Moçambique. Lá, a Igreja-Irmã acolhe há 23 anos missionários e missionárias gaúchos. A pequena vila de Moma, no litoral leste da África, será minha casa a partir do dia 12 de setembro.

Missão é serviço

Na preparação para este tempo, compreendi que missão é serviço. E servir com amor. Primeiro servir no sentido de se colocar à disposição às necessidades do outro, mesmo que talvez não seja aquilo que eu ache que é necessidade.

Aí entra o amor. Compreender que o outro precisa e oferecer o que tens na gratuidade. As necessidades de cada um, os anseios, as angústias e as alegrias também se tornam meus quando me disponho a caminhar lado a lado.

victoria_holzbach_2Eu me faço, me construo, me reconheço quando me encontro no outro.

Vou para servir a partir da realidade e não do meu desejo. Um novo mundo se constrói quando somos capazes de compreender com compaixão e empatia a cultura, a religião, os costumes, as opções e os contextos sociais, políticos e históricos de um povo.

Por isso, ao contrário do que normalmente se espera, não se sugere ao missionário grandes obras ou feitos extraordinários.

A marca de uma missão começa pelo ouvir. Escutar e ver as aflições do outro, ir ao seu encontro e, com ele, construir a libertação.

A vida plena se alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros. Isto é, definitivamente, a missão. As expectativas? Todas as possíveis. Às vezes tenho medo, angústias, um monte de perguntas. Entretanto, em grande parte do tempo, me inundo de alegria pela possibilidade de poder construir em Moma novos caminhos.

Há os que questionam: “Mas aqui não é muito melhor?”, os que avisam “Conheço gente que morreu de malária” e, ainda, os que anunciam “Quero ver como vai ser na volta”.

Tem também os que, duros para compreender, lançam o diagnóstico: “Você não está bem certa”.

Se assim for, que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor e a outra metade também. (Oswaldo Montenegro)

Partimos juntos, em missão.

Carta aos professores pela qualidade social na educação

carta aos professores - qualidade social na educação

Não sou candidato a prefeito de nenhuma cidade neste país. Mas empresto, generosamente, reflexões que me levaram a escrever texto que gostaria de ouvir dos candidatos a prefeito de todas as cidades deste país para que busquemos educação com qualidade social.

Tenho respeito aos grandes e bons discursos.

Refiro-me aos discursos de Martin Luther King (tenho um sonho que meus quatro filhinhos, um dia, viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter.) e “Último discurso” de Charles Chaplin (mais do que máquinas, precisamos de humanidade).

Divulgo esta carta para que possa ser lida (até copiada) por candidatos e candidatas que verdadeiramente tenham compromisso com a educação.

Caros professores e professoras de minha cidade.

“Nestas eleições municipais venho reafirmar crenças na educação e nos principais agentes dela: os professores e professoras.

Sei que a educação não é salvação para os problemas deste país, mas também sei que sem ela não avançaremos no progresso, na cidadania, no trabalho e na democracia.

Paulo FreirePaulo Freire ensinou que “a educação não muda o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas (se quiserem) mudam o mundo”. 

Este pedagogo brasileiro também afirmou: “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.” Digo-vos isso para que tenhamos a real dimensão da importância da educação em nossa cidade.

Os educadores estão dentre os maiores interessados em qualidade na educação – a escola carrega potenciais de sua satisfação-, uma vez que o fracasso dos educandos também representa o seu próprio fracasso. Quem ganha com a desqualificação da educação pública? Quem ganha quando os professores e professoras não são tratados com a dignidade que merecem?

Quem goza de alguma vantagem quando os alunos de nossas escolas saem delas sem condições de ler e interpretar o mundo, para melhor inserir-se nele? Ninguém, muito menos os professores ou os alunos, ou a sociedade. E, muito menos, o prefeito desta cidade.

Os professores exercem influência na vida das crianças, adolescentes e jovens, mas não é verdade que têm poder de formar seguidores de sua ideologia e de que a escola deve ser sem partido.

Veja meu artigo sobre: Educação pública: de qualidade social

O político na educação, todos sabem, refere-se às ações e intervenções na sociedade, ou seja, possibilidades de mudança concreta na vida das pessoas.

O verdadeiro temor dos defensores desta absurda ideia de controlar a escola pública é que ela tenha qualidade social. Qualidade social na educação é aquela qualidade que interessa a toda comunidade escolar, não de quem quer controlá-la.

Diante do que já  falei, quero afirmar meus compromissos com a educação municipal e com seus principais agentes: os professores e professoras das escolas municipais.

No meu governo, vocês terão liberdade de ensinar. Os aumentos de vossos salários continuarão respeitando, no mínimo, os reajustes do Piso Nacional dos Professores.

As deliberações do Plano Municipal de Educação serão respeitadas, porque também foram construídas junto com os professores e professoras.

Além disso, cuidarei das nossas escolas e dos professores sempre pensando no bem-estar de nossas famílias e de nossas crianças que tem na escola um lugar onde se semeiam sonhos e se colhem os frutos da cidadania, do trabalho e da participação na sociedade.

Uma educação de qualidade social se faz com participação de toda comunidade escolar, com propostas pedagógicas claras e consistentes, com escolas bem organizadas, pintadas e bonitas, com respeito e tratamento digno aos profissionais da educação.

Faremos a melhor educação que nossa cidade e as nossas crianças merecem, por direito seu, e dever do estado.

Programa UniverCidade Educadora: Circulando Cidadania

A concepção de Cidade Educadora remete ao entendimento da cidade como território educativo. Nele, seus diferentes espaços, tempos e atores são compreendidos como agentes pedagógicos, que podem, ao assumirem uma intencionalidade educativa, garantir a perenidade do processo de formação dos indivíduos para além da escola e com ela, em diálogo com as diversas oportunidades de ensinar e aprender que a comunidade oferece.

facecard_finalizado-1Iniciado no começo dos anos 1990, na cidade de Barcelona/ESP, as cidades educadoras se consolidam como uma rede mundial de experiências que acompanham um desejo emergente de reconfiguração das cidades no contexto mundial. Com mais de 470 cidades oficialmente vinculadas, a Associação Internacional das Cidades Educadoras – AICE (17 só no Brasil) está baseada em uma carta de princípios (carta das cidades educadoras ou carta de Barcelona) que orienta os rumos pactuados em cada cidade, respeitando suas identidades singulares e suas características históricas e culturais. A carta prevê dentre outros aspectos, a revitalização dos espaços públicos, o foco na formação das crianças e dos jovens, um plano municipal amplo de educação e a democratização dos bens culturais.

Neste sentido, o Fórum de Mobilidade Urbana e Educação da Universidade de Passo Fundo criado em 2011, é um espaço de debate, articulação, produção de conhecimento e ações sobre questões relativas à mobilidade urbana no Município de Passo Fundo/RS. Visando a construção de subsídios para a formulação de políticas públicas ligadas a mobilidade urbana e a promoção do direito humano à cidade, desde seu nascimento congrega inúmeras instituições e sujeitos interessados na construção de um conceito de cidade democrática, acessível, educadora e sustentável.

Durante o ano de 2015 foram realizadas reuniões sistemáticas, sendo apresentadas inúmeras ações ligadas à educação e mobilidade o que serviu de elemento motriz para a construção do Programa UniverCidade Educadora: Circulando Cidadania.

Fortalecendo a dimensão pedagógica, participativa e de controle social das políticas públicas, o Programa configura-se como um espaço de ampliação do debate da mobilidade urbana e educação. Quais saberes integram o exercício de operacionalização da mobilidade urbana numa perspectiva pedagógica de formação cidadã? Como transformar esses saberes em um “currículo da cidade, para a cidade, com a cidade”? Como pensar os sujeitos e suas diferentes necessidades de deslocamentos na cidade de uma forma dialógica e didática, promovendo o direito humano à cidade?

É neste exercício de construção de um currículo de mobilidade urbana que o Programa UniverCidade Educadora visa à realização de ações que partam do pressuposto de que devemos pensar a cidade como um território pedagógico orientando suas diversas ações na perspectiva de uma cidade educadora, concebendo o meio urbano enquanto contexto, agente e conteúdo da educação.

O menino e o sapinho

Era uma vez um menino
Amigo de um sapinho
Que ninguém entendia
O seu meigo jeitinho.

Como ser amigo
De um bichinho
Que nada diz
Nem faz carinho.

Mas o menino sabia
Que aquele sapinho
Era o seu bom amigo
O mais queridinho.

Pois numa certa noite
O sapinho desapareceu
O menino procurou
Nem adormeceu.

Viu o dia raiar
Nada do sapinho
Para onde ele foi
Era só um bichinho.

O menino tristonho
Bastante chorou
Sem saber aonde
O sapinho parou.

Como é difícil
Pra gente saber
Que um amigo
Está a se perder.

Andando sozinho
Talvez o sapinho
Sentisse frio
No coraçãozinho.

O menino não
Podia imaginar
Não tinha ideia
Do sapinho a pular.

Às vezes a gente quer
Apenas encontrar
O nosso amiguinho
E dele bem cuidar.

Era isso o que queria
O menino do sapinho
Se estava tudo bem
Ou se tinha medinho.

Um dia o sapinho
Ao menino contou
Ter medo de gato
Isso logo apontou.

Era só um sapinho
Verde verdinho
Pequeno e belo
Um bom amiguinho.

Será que pulou
A janela de madeira
Ou saiu pela porta
Atrás da macieira.

Ninguém podia
O menino ajudar
Era difícil
Vê-lo a chorar.

Os dias se passaram
Muito devagarzinho
O menino sem comer
Foi ficando magrinho.

A família não sabia
Mais o que fazer
Para consolar
O menino a sofrer.

Compraram um gato
O menino não animou
Só queria o sapinho
O gato bem que miou.

É triste quando
Um amigo se vai
A gente se perde
O mundo cai.

Mas, um dia
De repente
Feito mágica
Imediatamente.

No pé do menino
Um bicho a se mexer
O que seria aquilo
Subiu o pé para ver.

Pois não é que
Lá estava
O sapinho
Que o amava!

O menino abraçou
Seu sapinho amado
Todo contente
Coração apressado!

O menino ficou feliz
Com o sapinho agora
Porque amigo nunca
Diz que vai embora.

A utilidade da internet para os sábios

Por meio da internet podemos informar que a humanização da sociedade se dará com políticas de distribuição justa e sustentável dos bens naturais, materiais e culturais, produzidos por nossa civilização. Podemos entender que a crise política vivida no Brasil tem relações com o período de 1964-1985.

Existem muitas coisas que poderiam ser feitas, mas deixam de ser realizadas por que não há tempo disponível. Por conta desta constatação, se faz necessário identificar o que pode deixar de ser feito, por ser menos importantes. A internet, por exemplo, pode fazer com que as pessoas percebam que não precisem assistir televisão. Com o uso adequado deste recurso é possível descobrir porque o Lula ainda não está preso e por que a primeira presidenta eleita do Brasil foi deposta. O conjunto das informações disponibilizadas na internet contribuem para entender a crise política vivida no Brasil, a partir de 2014, relacionando e estabelecendo conexões com 1964.

Os meios de comunicação informam que, a partir do início desta década, o Brasil tem um sério e inédito problema que é corrupção, inventado por um partido político que organizou um projeto criminoso de poder. No entanto, o sábio se dedica em estabelecer relações e percebe que a corrupção não é uma novidade e muito menos inédita, pois na década de 1960 o Brasil vivia uma crise semelhante. Naquela época um presidente, João Goulart, foi deposto por representar um projeto vinculado com a corrupção e com uma sombra, que recebia o nome de comunismo.

O fato a ser relacionado e divulgado é que na década de 1960, as classes menos privilegiadas economicamente e culturalmente, sem acesso a um salário digno ou a uma área de terra para a produção de alimentos, estavam nutrindo uma forte expectativa de melhorar de vida, por meio de intervenções do governo. Os investimentos em educação básica, com projetos para erradicar o analfabetismo e para fazer a reforma agrária, eram duas frentes de atuação estatal, lideradas por um projeto político que estava materializando benefícios para os grupos sociais menos privilegiados. No início deste século, os brasileiros assalariados passaram a ser beneficiados por ajustes em seus salários, que deram a possibilidade de adquirir bens de consumo, bens culturais como viagens aéreas, qualificações pessoais e profissionais por meio de cursos técnicos e do acesso ao ensino superior.

A exemplo do que ocorreu na segunda metade da década de 1960, a segunda metade da atual década está permeada por uma forte crise política. A proibição da manifestações, por meio de faixas e cartazes vivida na atualidade brasileira e a prisão de   um cidadão por se manifestar democraticamente, demostram que informações úteis não circulam nos canais de televisão.  Contudo, Umberto Eco (1932 – 2016) alertou para uma estatística que inclui milhões de ignorantes usando a   internet para as mais variadas bobagens. No entanto, quando analisamos as situações sociais, somos levados a crer que este canal de comunicação é útil para os sábios, pois contribuiu para que a história não se repita em nosso país.  Por meio desta ferramenta podemos informar que a humanização da sociedade se dará com políticas de distribuição justa e sustentável dos bens naturais, materiais e culturais, produzidos por nossa civilização.

UPF no Projeto Rondon

Conhecendo o  Projeto Rondon

Breve histórico

Seu nome é uma homenagem ao  Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que teve grandes feitos na história de nosso país. Teve  papel ativo no movimento pela proclamação da República, participou da construção das Linhas Telegráficas de Cuiabá,

foi professor de Astronomia e Mecânica da Escola Militar, dirigiu a construção da  linha telegráfica, entre Cuiabá e Corumbá, alcançando as fronteiras do Paraguai e da Bolívia, construiu também  a linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antonio do Madeira,  uma de sua obra mais importante. A comissão do Marechal foi a primeira a alcançar a região amazônica. Foi convidado pelo governo brasileiro para ser o primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais, criado em 1910. Incansável defensor dos povos indígenas do Brasil ficou famosa a sua frase: “Morrer, se preciso for; matar, nunca”. Foi diretor de Engenharia do Exército e, após sucessivas promoções, chegou a General-de-divisão.

Nos anos 40 virou presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios , cargo em que permaneceu por vários anos. Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de Marechal. E no ano seguinte, o então estado de Guaporé, passou a ser chamado de Rondônia em homenagem ao seu desbravador. Faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958, com quase 93 anos. Rondon fez levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e lingüísticos da região percorrida nos trabalhos de construção das linhas telegráficas. Por sua contribuição ao conhecimento científico, recebeu várias homenagens e muitas condecorações de instituições científicas do Brasil e do exterior.

O que é o Projeto Rondon?

O Projeto Rondon foi criado em 1967, quando uma equipe formada por 30 universitários e dois professores de universidades do antigo Estado da Guanabara, conheceram de perto a realidade amazônica no então território federal de Rondônia. A primeira missão teve a duração de 28 dias. Durante as décadas de 1970 e 1980,  tornando-se conhecido em todo Brasil. No final dos anos noventa,  deixou de receber prioridade no Governo Federal, sendo extinto em 1989. Em Janeiro de 2005, ocorreu o relançamento do projeto, em Tabatinga-AM, com uma nova roupagem, voltando a figurar na pauta dos programas governamentais e universitários, sendo atribuída a sua coordenação ao Ministério da Defesa. Desde então, o Rondon já levou 19.196 rondonistas  a cerca de 844  municípios.

Atualmente, esse grande projeto de extensão brasileiro, encontra-se em processo de consolidação, com uma procura cada vez maior pelas universidades e pelos universitários. O Rondon é mais que um projeto educacional e social, é uma poderosa ferramenta de transformação social, na medida em que conscientiza jovens que terão nas mãos o destino deste país e da importância do seu papel de protagonista na busca de uma sociedade mais justa.

O Projeto Rondon, coordenado pelo Ministério da Defesa, é um projeto de integração social que envolve a participação voluntária de estudantes universitários na busca de soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável de comunidades com deficiências e ampliem o bem-estar da população. As ações do projeto são orientadas pelo Comitê de Orientação e Supervisão do Projeto Rondon, criado por Decreto Presidencial de 14 de janeiro de 2005. O COS, como é conhecido, é constituído por representantes dos Ministérios da Defesa, que o preside, do Desenvolvimento Social e Agrário, Educação, Esporte, Integração Nacional, Meio Ambiente, Saúde e da Secretária-geral da Presidência da República.

Esse projeto tem  por missão viabilizar a participação do estudante universitário nos processos de desenvolvimento local sustentável e de fortalecimento da cidadania nos municípios do Brasil .Seus objetivos visam  contribuir para a formação do universitário como cidadão; integrá-lo ao processo de desenvolvimento nacional, por meio de ações participativas sobre a realidade do País; consolidar no universitário brasileiro o sentido de responsabilidade social, coletiva, em prol da cidadania, do desenvolvimento e da defesa dos interesses nacionais e estimular no aluno universitário a produção de projetos coletivos locais, em parceria com as comunidades assistidas, contribuir  com  o  fortalecimento  das  políticas  públicas,  atendendo  às  necessidades  específicas  das comunidades selecionadas. Os pilares desse projeto são o Ministério da Defesa, as Prefeituras Municipais e as Instituições de Ensino Superiores (IES).

São características das operações o trabalho voluntário, no período de férias escolares, durante duas semanas, tendo dois professores (um coordenador e um adjunto) que acompanha oito alunos ,da 2ª metade do curso, duas equipes (IES diferentes) por município e a não repetição de alunos no projeto. As atividades desenvolvidas nos municípios são divididas em conjuntos. O Conjunto A: Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação e Saúde, o Conjunto B: Comunicação, Meio Ambiente, Tecnologia e Produção e Trabalho, e Conjunto C com a responsabilidade da comunicação social .

UPF no Projeto Rondon

A trajetória de experiências de nossa Instituição, sempre sustentada pelo tripé ensino-pesquisa-extensão, caracterizada por ser uma Instituição Comunitária, e voltada para o desenvolvimento local  e regional de forma articulada e sustentável, nos permite propor um plano de trabalho para atender ao Convite, via Edital do Ministério da Defesa da Coordenação-Geral do Projeto Rondon , com atividades alocadas  tanto no Conjunto A , B e C.

A UPF desde 1987 tem participado de atividades semelhantes a esta. Foi uma das instituições que participou do então programa inicialmente piloto da Universidade Solidária  e do Programa Juventude Solidária (iniciativa do governo estadual.  Desde julho de 2005 tem participado de forma efetiva nos editais do Ministério da Defesa do Projeto Rondon. A IES já participou de  34  operações de norte a sul do país(AP,  SE, MT, PA, MG, PR, GO AM, RS AL, TO, RO MA PE , RN, MS), incluindo as operações do conjunto A, B, C , ASSHOP e ACISO(operações embarcadas ). Além de sua participação nas reuniões anuais de professores, promovida pelo Ministério da Defesa e do I e II Congresso Nacional do Projeto Rondon com vários trabalhos. A IES conta com o Núcleo Rondon, institucionalizado em 2010 (toda a sistemática de elaboração dos projetos, bem como a seleção de docentes e discentes para as operações é coordenada por esse núcleo).

Nossos resultados são de grande monta, desde 2005  a UPF já  certificou mais de 18 mil munícipes que passaram pelos cursos, oficinas e seminários oferecidos nas mais variadas atividades  propostas. Para tanto as ações foram pautadas no comportamento e no espírito  democrático, da solidariedade, da cooperação e da compreensão. Dessa maneira podemos “atender” o lema do Projeto Rondon – uma lição de vida e cidadania, de forma a colocar em prática a teoria vivenciada em sala de aula. Sala essa que tem mais 8 mil km2, permitindo aos rondonistas conhecer um Brasil além dos livros. Já participaram, por volta de, 400 alunos da UPF, das mais variadas áreas do conhecimento (saúde, educação, ciências biológicas e matemáticas, engenharias, comunicação, letras, música, pedagogia,) das operações do Projeto Rondon.

As propostas de trabalho  enviadas ao Ministério da Defesa , são  sustentada por um desenho pedagógico consistente,  que visa estimular e promover a formação de facilitadores e multiplicadores para fomentar o desenvolvimento local sustentável e a qualificação da gestão pública, valorizando o saber local das comunidades e estimulando o desenvolvimento de estratégias e ações autossustentáveis que  possam melhorar a qualidade de vida. Para tal, várias dinâmicas são utilizadas no período das Operações com vistas a atender as ações do CONJUNTO A ou B. São Metodologias dialogadas, discutidas e refletidas com a prefeitura nos contatos realizados na viagem precursora. São privilegiadas metodologias ativas e proativas de ensino-aprendizado, numa abordagem construtivista e centrada nos sujeitos que aprendem e apreendem, que pensa e reflete, que reconheçam e valorizem os conhecimentos mobilizados, e as experiências vivenciadas pela comunidade local. Não temos a pretensão de impor modelos prontos, ou “receitas mágicas” ou verdades absolutas, mas a intenção de facilitar processos e contribuir para a sistematização das experiências locais, colaborando para a formação ampliada dos sujeitos (comunidade, acadêmicos e professores).

A lição aprendida  no Projeto Rondon  foi de que a carência material não é nada diante da riqueza natural e moral, sendo que esta convida a uma reflexão do respeito e do valor que se tem na sociedade e da forma pela qual enfrentamos as adversidades do jeito egocêntrico de levar a vida. As demonstrações de satisfação depositadas, por sua vez, nos certificam de que os objetivos foram superados e que as “mudanças” ocorreram ou poderão ocorrer ao longo dos dias, pois ao recordarmos de fatos e histórias, às vezes realizamos mudanças imperceptíveis sem saber de onde veio essa mola propulsora para a ação. Aprendemos que simplicidade e pobreza estão muito próximas de miséria e que  pessoas são felizes mesmo sem ter tantos recursos quanto nós do sul. Deixamos um pouco de nós, mas trouxemos muito mais em nossa bagagem  de vida e de cidadania.  Não temos a pretensão de mudar o mundo, mas nos realizamos na possibilidade de mudar o mundo de alguém em especial  – o nosso.

Na bagagem de volta, de cada operação, não trouxemos apenas os números e o entendimento da missão cumprida , mas aprendemos que  ouvir as pessoas, entrar na casa delas, conhecer suas crenças e entender como elas vivem com tão pouco, é compreender o processo de dor pelo qual pessoas passam e vivem e também ficar maravilhados com as soluções que são capazes de realizar em prol de sua qualidade de vida que ora dá bons resultados ora leva a perdas irreparáveis no bem viver dessas populações. É verificar o valor que a ajuda de vizinhos tem em uma comunidade, é sentir e verificar que a pessoa que nos relacionamos  é um todo e que deve ser sujeito de sua vida, de sua saúde e  de sua cidadania. As impressões de uma mesma viagem para cada pessoa são diferentes, por isso talvez outros rondonistas tenham expressões e sentimentos diferentes, mas com certeza a lição de vida é similar e mesmo gratificante quanto foi a nossa. Em fim foi choque de cultura, de cidadania e principalmente de humildade. Como costumo falar rondon não se  explica , rondon se vive! O Projeto Rondon nos remete á nossa essência de humanidade e respeito ás pessoas, mas principalmente á vida em toda a sua plenitude, ou seja ,  um intenso programa de “brasilidade”.

Quer saber mais sobre o UPF no Projeto Rondon? Faça-nos uma visita!

 

Registros visuais  Maranhão/2012

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Palestra sobre Saneamento Básico

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Entrega de Clorador Coletivo para escola municipal

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Tratamento de Esgoto Por Evapotranspiraçã

Picture6Operação ASSHOP( Rio Amazonas, 2013)

Registro Visuais Pará/2013
Atividade cultural entre rondonistas e comunidade

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Picture9Trabalhado a leitura

Picture10Dialogando com a população indígena

Picture11Integração entre Rondonistas e Militares (2014)

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Picture13Noite Cultural (2014-Porta do Sol )

Picture14Pará 2015

Picture15Pará 2015

Picture16Experiência de Selva/Pará-2015

Picture17Experiência de Selva/Pará-2015

Picture18Atividade de Encerramento da operação

 

Escrito pela Prof. Dra AnaM.B.Migott. Coordenadora de Projetos Especiais, Divisão de Extensão UPF.

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