Convido a todos e todas os(as) leitores(as) deste prestigiado site do amigo Nei Alberto Pies para que conheçam e leiam a obra para entender as razões e os desafios PARA NÃO DESISTIR DA DOCÊNCIA.
Para não desistir da Docência é o título de uma linda coletânea, lançada no último da 15 de outubro, dia do professor, por iniciativa de meu grande amigo Celso Vasconcellos. É a terceira coletânea da UniProsa, “a Universidade que versa e prosa. A prosa que humaniza e dá sentido ao viver, numa sociedade complexa e contraditória. Uma entidade educacional Comunitária e Informal. Integrada por muitos educadores que amam o que fazem: Educar. E se educam com o que amam: a Educação Humanizadora e Emancipatória. São educadores de diferentes gerações diferentes culturas, diferentes saberes e diferentes experiência e vivências nos Territórios Educacionais” (http://uniprosa.com.br/pagina-exemplo/).
Fui convidado pelo amigo Celso Vasconcellos para fazer parte da UniProsa, no ano passado (2024) e me sinto muito honrado e feliz de fazer parte deste maravilhoso coletivo que me encanta e entusiasma todos os dias.
Fazem parte deste maravilhoso grupo, professores e pesquisadores que admiro de longa data. Não vou poder colocar aqui a lista completa, mas apenas para citar alguns começando por Vasconcellos, Terezinha Rios, Jaqueline Moll, José Carlos Libâneo, José Pacheco, Bernad Charlot, Pedro Demo, Maria de Lourdes Rangel Tura, Valdo Cavallet, Susan Cavallet, Maria Amália Santoro Franco, Leonardo Palhares dentre muitos outros.

Desde o momento que passei a fazer parte da UniProsa passei a trocar mensagens com frequência com Vasconcellos e em novembro tive a oportunidade de assistir presencialmente uma conferência no Evento do Endipe em João Pessoa/PB. No dia 2 de julho deste ano recebi a seguinte mensagem:
Estou escrevendo um texto (“Para Não Desistir da Docência”), dirigido diretamente aos professores, neste momento tão delicado.
Pensei que poderia se tornar uma obra coletiva, com textos e cartas pedagógicas, e ser nosso 3o livro da UniProsa.
Que sentipensa?
Toparia participar?
Abraços, na luta!
(Celso Vasconcellos)
Aceitei imediatamente e convidei Junior Bufon Centenaro, meu ex-orientando de mestrado e doutorado e hoje integrante da equipe de coordenação do Gepes, para escrevermos juntos o texto Quando o estudo dialógico da pesquisa fortalece a docência: da curiosidade ingênua à curiosidade epistemológica publicado na coletânea entre as páginas 65-74 (Fávero e Centenaro, 2025). Algumas semanas depois veio o convite ainda mais especial: a honra de organizar junto com Vasconcellos e Eliane Pinheiro Fernandes a terceira coletânea.
A grandeza e generosidade de Celso Vasconcellos dispensa apresentações. Conheço e admiro os escritos deste meu grande amigo desde os anos 1990 quando me tornei professor. Para quem não conhece, Celso Vasconcellos é Doutor em Educação pela USP, Mestre em História e Filosofia da Educação pela PUC/SP, Pedagogo, Filósofo, pesquisador, escritor, conferencista, professor convidado de cursos de graduação e pós-graduação. Foi Professor (Educação Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior, Pós-Graduação), Orientador Educacional, Coordenador Pedagógico e Diretor de Escola. É consultor de secretarias de educação, responsável pelo Libertad – Centro de Pesquisa, Formação e Assessoria Pedagógica.

Me lembro que em 1994, li seus primeiros livros, gentilmente emprestados por Elena Bini, na época diretora da Escola Notre Dame Menino Jesus, onde trabalhei como professor de filosofia e história, coordenei a Pastoral da Escola e o projeto Filosofia com Crianças e também fiz parte da equipe de direção. As leituras dos livros de Vasconcellos foram fundamentais para entender os desafios e os cenários do contextos escolar: A construção do conhecimento em sala de Aula, Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula, Avaliação, Planejamento, Indisciplina e disciplina escolar, Coordenação do trabalho pedagógico dentre outros, se tornaram referências para nossos estudos.
Me recordo que o primeiro artigo que publiquei em 1996 na Revista Philos, intitulado “O problema da (in)disciplina na prática pedagógica em sala de aula: a comunidade de investigação como tentativa de superação” (Fávero, 1996), teve a obra de Vasconcellos (1994) como referência e inspiração.
A generosidade de Vasconcellos é tão grande que no último dia 8 de outubro, realizou a conferência de abertura intitulada Amor Crítico na Educação Escolar e suas repercussões para a Docência, no V Curso de Extensão Gepes/PPGEdu. Não poderia ser uma fala mais apropriada expressar a intencionalidade deste curso do qual participam mestrandos, doutorandos, gestores, professores da educação básica e da educação superior, dentre outros. São quase 100 participantes de diversas partes do Brasil, residentes em mais de 50 municípios e 14 estados da Federação. Para os que quiserem assistir a conferência na íntegra de Celso Vasconcellos, segue o link de acesso:

Durante a organização da coletânea também tive a alegria de trabalhar com Eliane Pinheiro Fernandes. Para quem não conhece, Eliane faz questão de dizer em seu currículo que foi Aluna da escola pública desde a educação infantil. É Professora de ensino fundamental por 21 anos na SME-SP e atualmente Coordenadora Pedagógica. Mestre em Educação: Psicologia da Educação (PUC-SP); doutora em Educação: Psicologia da Educação (PUC-SP); pesquisa Violência na escola e desenvolvimento da moralidade na perspectiva da Psicologia Sócio- histórica. Membro do grupo de pesquisa CNPq Atividade Docente e Subjetividade (GADS, PUC-SP). Posso dizer que nestes dois meses de muito trabalho me diverti e aprendi muito com Celso e Eliane. Estimo que em breve teremos outros projetos para continuar esta afetuosa e produtiva parceria.
A coletânea Para não desistir da Docência, além de ser composta de textos maravilhosos, nos ganha nas primeiras páginas com uma profunda e simbólica epígrafe do saudoso Danilo Gandin (homenageado em um dos capítulos da coletânea): “Não somos pescadores domingueiros, esperando o peixe. Somos agricultores, esperando a colheita, porque a queremos muito, porque conhecemos as sementes, a terra, os ventos e a chuva, porque avaliamos as circunstâncias e porque trabalhamos seriamente (p.6). E logo na sequência “Uma homenagem por Escrito à Todas as Professoras e à Todos os Professores que Não Desistem da Docência”.
No final da apresentação, Fávero, Vasconcellos e Fernandes (2025, p.9-10) assim se expressam:
É preciso dizer que não há perspectiva de futuro sem educação. Não fazemos coro às perspectivas ingênuas que veem na educação a tábua de salvação para os problemas sociais, políticos e econômicos geradores da pobreza e das desigualdades sociais, de classe, raça e gênero. Tais problemas estruturais e constituídos de determinações múltiplas, não podem ser superados pela escola isoladamente. Porém, como bem afirmou Paulo Freire (2000), sem a educação a sociedade também não muda. Se há desistência da docência, toda a sociedade e sua humanização, podem estar à mercê da barbárie.
É com esse espírito que convidamos você à leitura de Para Não Desistir da Docência. A partir de visões diversas, expressas por textos de diferentes gêneros (carta, poema, artigo, ensaio, relato de prática, ilustração, conto, fotografia), por autoras e autores de diferentes regiões do país (e até de Portugal e França), com diferentes formações (Pedagogia, Psicologia, Psicopedagogia, Psicanálise, Sociologia, Geografia, História, Filosofia, Engenharia, Arquitetura, Biologia, Letras, Artes Plásticas, Educação Física, Música, Matemática etc.), que atuam como Professores, Tutores, Orientadores Educacionais, Coordenadores Pedagógicos, Diretores, Consultores, Conferencistas, em Educação Formal e Não-Formal, da Educação Infantil à Pós-Graduação, Educação de Jovens e Adultos, Educação Tecnológica, Educação Indígena, Educação Integral, em instituições municipais, estaduais, federais ou privadas, Movimentos Sociais, Organizações da Sociedade Civil etc. (ver Apresentação dos Autores, no final do livro), nosso desejo é que essa leitura te inspire, provoque, e nos aproxime na luta por Uma Outra Educação e Um Outro Mundo possíveis!
Convido a todos e todas os(as) leitores(as) deste prestigiado site do amigo Nei Alberto Pies para que conheçam e leiam a obra para entender as razões e os desafios PARA NÃO DESISTIR DA DOCÊNCIA. Gentilmente, a UniProsa nos deu de presente esta preciosa obra que pode ser acessada diretamente no site: http://uniprosa.com.br/ebooks/
Ou no seguinte link:
https://www.researchgate.net/publication/396508955_PARA_NAO_DESISTIR_DA_DOCENCIA
Referências:
FÁVERO, Altair Alberto; VASCONCELLOS, Celso; FERNANDES, Eliane Pinheiro (orgs.). Para não desistir da Docência. São Paulo: Ed. dos Autores, 2025
FÁVERO, Altair Alberto. O problema da (in)disciplina na prática pedagógica em sala de aula: a comunidade de investigação como tentativa de superação. Revista Philos, Florianópolis, ano 2, n.5, p.32-35, 1996.
FÁVERO, Altair Alberto; CENTENARO, Junior Bufon. Quando o estudo dialógico da pesquisa fortalece a docência: da curiosidade ingênua à curiosidade epistemológica. In: FÁVERO, Altair Alberto; VASCONCELLOS, Celso; FERNANDES, Eliane Pinheiro (orgs.). Para não desistir da Docência. São Paulo: Ed. dos Autores, 2025, p. 65-74.
VASCONCELLOS, Celso. Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula. São Paulo: Libertad, 1994.
Autor: Altair Alberto Fávero – altairfavero@gmail.com Pesquisador e Professor do Gepes/PPGedu/UPF. Também escreveu e publicou no site “A trajetória dos 15 anos do GEPES- UPF”: www.neipies.com/a-trajetoria-de-15-anos-do-gepes/
Fotos: Arquivo pessoal/divulgação
Edição: A. R












Agradeço à parceria e disponibilidade de Celso Vasconcellos e Altair Favero para nos lembrar que nem professores e professoras e nem a sociedade podem desistir da docência. O mundo precisa da educação com professores e professoras!