A economia da questão é simples: no momento em que o país deixar de tratar o ensino como mercadoria, deixaremos de pagar a conta.
O que realmente é indispensável para exercer uma profissão em um mundo em que o conhecimento está aos poucos sendo assessorado pela inteligência artificial?
Quais as aptidões necessárias para ingressar em uma faculdade? E quais delas seriam indispensáveis ao sair dela?
Você verdadeiramente faria medicina, se na sociedade, todos ganhassem igualmente bem?
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É, meus caros, o Enamed escancarou uma verdade incômoda: a exploração do ensino.
O problema disso é o mesmo dos gastos descontrolados da gestão pública: a conta sempre chega para a sociedade pagar, com o salário ou com a vida.
Minha opinião acerca desse fuzuê? Aluno só entra na faculdade, seja ela pública ou privada, seja medicina ou qualquer outro curso, se passar com a nota referência no ENEM. Aluno só sai da faculdade que escolheu cursar se passar no exame da “ordem”: um bom nome, faz jus a necessidade.
A economia da questão é simples: no momento em que o país deixar de tratar o ensino como mercadoria, deixaremos de pagar a conta.
Autora: Ana P. Schaeffer. Também escreveu e publicou no site “Não está tudo bem”: www.neipies.com/nao-esta-tudo-bem/
Edição: A. R.











