A história “O caroço do Abacate” é uma narrativa que contamos para crianças da Educação Infantil. Coordenamos pequeno grupo voluntário de contadores de histórias que, semanalmente, conta histórias em duas escolas de Educação Infantil de Porto Alegre. É uma experiência pedagógica muito significativa com turmas de crianças de três a seis anos, em parceria com a supervisão pedagógica de cada escola.
“Era uma vez, um lindo abacateiro que vivia no fundo do quintal da casa em que morava Ismael, menino muito simpático que tinha 8 anos. Ele gostava da época do ano em que o abacateiro, depois da floração, ficava cheio de abacates: primeiro, pequeninas bolas verdes que iam crescendo… quando chegavam no tamanho certo, Ismael ajudava o pai a colher as frutas verdes para serem colocadas num cesto grande e guardadas dentro de casa, num lugar bem protegido do frio, assim evitava que elas caíssem no chão e se esborrachassem.
Ismael todo o dia ia até lá para apalpar os abacates e ver se a casca já estava macia, que era o sinal que a fruta já estava madura e pronta para ser saboreada.
Certo dia, Ismael encontrou dois abacates maduros, eram os primeiros da temporada. Ficou muito feliz, levou as duas frutas para a cozinha para preparar a sobremesa que seria comida depois do almoço. Com uma faca, cortou aos abacates ao meio, retirou os caroços e, com uma colher, retirou a polpa da fruta e colocou numa travessa amassando-a com um garfo, transformando-a num creme. Misturou o suco de um limão e duas colheres de açúcar, colocou na geladeira para ficar geladinho.
Depois do almoço, Ismael, todo feliz, ofereceu a sobremesa para os pais e o avô que morava com eles, todos adoraram o creme de abacate. A mãe explicou a todos que o abacate poderia ser utilizado como salada também. O avô então perguntou ao menino: -Ismael, onde puseste os caroços dos abacates? O menino respondeu que tinha colocado no cesto do lixo orgânico. Então o avô pediu que pegasse os dois caroços de abacate, os lavasse e secasse que ele explicaria o que havia dentro delas. Ismael ficou muito curioso, pensando: – O que haveria dentro das sementes? O avô perguntou ao neto: – O que tu achas que tem dentro de cada uma?
O menino ficou pensativo e disse ao avô que iria pegar uma faca para abrir e ver. O avô explicou que não era preciso fazer isto e que quando cada caroço fosse colocado num vaso com terra fofa por cima, aguando-as um pouco todos os dias, uma nova árvore de abacate iria florescer.
Dentro da semente de abacate há um novo abacateiro, explicou o avô, assim como dentro de cada fruta tem as sementes como a laranja, a bergamota, a pitanga, a manga, a uva, o pêssego… Dentro de cada semente há uma futura árvore daquela fruta. Só Deus que nos ama tanto, poderia nos oferecer a oportunidade de sempre plantar novas sementes para que não nos falte nunca o alimento. Ismael ficou encantado com o ensinamento que o vovô lhe deu e o convidou para irem plantar aqueles dois caroços de abacate”.

A história “O caroço do Abacate” é uma narrativa que contamos para crianças da Educação Infantil. Coordenamos pequeno grupo voluntário de contadores de histórias que, semanalmente, conta histórias em duas escolas de Educação Infantil de Porto Alegre. É uma experiência pedagógica muito significativa com turmas de crianças de três a seis anos, em parceria com a supervisão pedagógica de cada escola.
Os momentos de contação de história são aguardados com muita expectativa pelos alunos. Escolhemos narrativas que passam informações edificantes seguindo um roteiro pré-estabelecido que inicia com histórias sobre Deus, nosso Pai e Criador, depois sobre prece, a maneira de nos comunicarmos com Ele, estimulando o desenvolvimento da religiosidade básica inerente a cada criança, respeitando a denominação religiosa de cada família e de acordo com as recentes pesquisas científicas da Neuroteologia sobre a importância da oração e da fé.
Na sequência da contação, seguem os temas que se relacionam às histórias: Jesus, nosso irmão e mestre. O amor a si e ao próximo, à família, à verdade, ao trabalho, aos animais, às plantas, à natureza, ao estudo. As boas maneiras, a bondade, a caridade, a solidariedade, a fraternidade e os cuidados com o corpo, a questão da higiene física e mental.
Temos consciência de que a linguagem simbólica da literatura proporciona ao infante, numa maneira lúdica e alegre, o contato com o ensino moral de forma prática. Não é uma fala racional, intelectual, mas emocional. A criança se identifica com os personagens que erram, sofrem, se corrigem, se modificam, encontram a felicidade. Ela interage com os acontecimentos e educa suas emoções básicas: a raiva, a tristeza, o afeto, a alegria, o medo, a curiosidade em intensa conexão com o que ocorre na narrativa.
Esta proposta de atividade pedagógica visa atender às necessidades do desenvolvimento integral do infante a fim de prover a plena realização de sua personalidade em meio a uma atmosfera de segurança e afetividade. A criança, nesta fase, é mais acessível às impressões que recebe que podem colaborar no seu melhoramento de conduta.
Levamos sempre em consideração que não se pode perder o ensejo educativo da fase infantil, ofertando à criança histórias que envolvam mensagens edificantes que falam à alma de forma simbólica em torno de episódios desafiantes, com personagens que ela se identifica. É uma nutrição espiritual que é oferecida, pois ela ampara moralmente o aluno, desenvolvendo as suas potencialidades naturais e prevenindo seu envolvimento com os males sócias, especialmente nos dias atuais, tão repletos de desajustes emocionais e morais. O recurso da boa página literária deveria ser usado com mais frequência na escola, especialmente na educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental.
A audição de uma boa história, na infância, funciona, para a mente, como uma vacina para os futuros desafios da vida na idade adulta. A mensagem que permanece viva de uma boa história é de que tudo passa e pode ser superado na vida e que vale a pena continuar vivendo e agindo corretamente. Esta atividade previne as enfermidades da alma como o egoísmo, a prepotência, o orgulho, o ciúme, o ressentimento e o ódio.
Na nossa atividade prática, antes da contação da nova história, recordamos a história da semana anterior. A criançada lembra todos os detalhes, é impressionante. Só então se narra a nova história, que pode ter ilustrações ou projeção de imagens ou se utilizar, com muita emoção, só a voz. A seguir, faz-se uma reflexão sobre o tema da história, dramatização ou desenho sobre a mesma, ou outra forma simbólica de expressão artística.
A história “O Caroço do Abacate”, entra no tema do amor às plantas, à natureza. Uns três meses antes de se contar a mesma, prepara-se algumas sementes de abacate num pote com água onde ela fica imersa pela metade, após algum tempo começa a desabrochar o broto da nova árvore e aparecer as raízes, ou se coloca as mesmas em vaso pequeno de terra com ela enterrada pela metade, e a árvore começa a aparecer. É o novo abacateiro surgindo, comprovando a bondade divina, nos ofertando continuamente, auxiliado pelo nosso esforço, o alimento saudável. A observação do fenômeno natural acontecendo impressiona demais a criançada, pois elas visualizam nova árvore nascendo da semente.
No próximo encontro se recorda a experiência anterior. São, aproximadamente, trinta e cinco encontros de contação de histórias edificantes no ano letivo que dão mais sentido à vida destas amoráveis crianças, na melhor fase para a aquisição do aprendizado moral.
Autora: Gladis Pedersen de Oliveira – Pedagoga. gladispedersen@gmail.comTambém escreveu e publicou no site “A arvore”: www.neipies.com/a-arvore/
Edição: A. R.











Proporcionar esta experiência á criança representa mensagem de significado da vida. Ela não vai esquecer mais a mensagem. Gratidão, amiga.
É muito importante á participação dos avós na criação dos netos,falar de semetesé como falar da vida,tudo e todos viemos da sente,maravilhoso teu trabalho amiga,minhas netas sempre participavam de plantar minhas coisas,lindo texto,é muito bom ouvir e contar essas histórias,amei,parabéns !!! Bjo