Números e estatísticas recentes no Brasil demonstram aumento expressivo de agressões e violência na escola, o que preocupa especialistas, gestores educacionais e, por óbvio, os próprios professores e professoras.
Desejamos, com esta publicação, desafiar os gestores educacionais, em especial das escolas públicas, para que aprofundem junto às comunidades escolares a discussão e os entendimentos sobre as razões da violência estar tomando tanto espaço na sociedade e no ambiente escolar. Que busquem alternativas mais coerentes, consistentes e permanentes, articulando-se com outros atores da sociedade para o real enfrentamento dos conflitos e da violência, como um todo.
A escola não é uma ilha e nem uma redoma que possa imaginar-se livre e protegida do ambiente social onde a violência, as armas e a falta de diálogo imperam e impõem-se vertiginosamente.
Repercutimos interessante pesquisa feita sobre esta temática através de Pesquisa FAPESP, apresentada também em vídeo. Sugerimos que esta pesquisa seja conhecida e debatida como um ponto de partida, antes mesmo de proposições de atividades ou projetos que busquem o enfrentamento da violência e um ambiente de cultura de paz.
Assista/ link: https://youtu.be/XjZ3jUu02hg?t=2
Acreditamos que, dada a complexidade da violência no meio social, a escola precisa participar da discussão e do entendimento dos fenômenos da violência social e cotidiana, pois a partir do entendimento ampliado desta temática, ela pode vir a ser um lugar privilegiado de enfrentamento da violência e de proposição de alternativas de convivência na perspectiva de uma cultura de paz.
Claro que a escola não é a tábua de salvação, mas sem ela, a sociedade não avançará em recursos e meios de enfrentamento da violência, como um todo.
O que ocorre, geralmente, são iniciativas que entidades ou instituições propõem para as escolas sem elas terem participado efetivamente da decisão e da construção das mesmas. Aí, por óbvio, sem os devidos entendimentos e sem as necessárias parcerias e distribuição de responsabilidades, esta se vê isolada, enfrentando de forma dramática, situações de violência geradas no tecido social e que afetam diretamente o ambiente e as relações sociais escolares.
Acreditamos, muito, no papel preponderante do conhecimento para a construção da humanização. Os conhecimentos críticos e reflexivos, sobretudo, são capazes de nos transformar em pessoas melhores e mais humanizadas.
Assista/link: https://youtu.be/Il_XyDpcsgY?t=90
Por outro lado, preocupamo-nos também com a falta de valorização da profissão docente e pelo verdadeiro massacre burocrático a que diferentes redes de ensino submetem seus professores e professoras, tirando-lhes a essência da profissão. Este massacre burocrático também representa uma imposição agressiva e violenta ao trabalho do professor. Detalhamos, com mais eloquência e profundidade esta temática em vídeo que segue.
Assista/link: https://youtu.be/4nhdIZW-jxw?t=382
Autor: Nei Alberto Pies. Também escreveu e publicou no site “Minha tolerância não alimenta a sua estupidez”:www.neipies.com/minha-tolerancia-nao-alimente-sua-estupidez/
Edição: A. R.












Evidente que as escolas precisa estar articulada com entidades da sociedade.
O que estão fazendo , principalmente aqui em São Paulo é uma tentativa absurda de aplicar o extremismo político e religioso aqui!
Aqui em São Paulo querem inclusive retirar da grade escolar GEOGRAFIA e HISTÓRIA!
É claro e evidente, que querem esconder a história, eles negam até a morte o golpe de 1964 e o mais recente que foi o da Dilma, onde tiraram um governo legítimo para colocar eles no poder !!!
Escolas militares pra que ????
A escola precisa estar articulada com entidades da sociedade para enfrentar a violência que não é sua, mas que brota de um tecido social perverso, excludente e de exclusão. Sozinha, não dará conta!