Nesses tempos obtusos, seu texto mais do que do passado, nos fala do presente e dialoga com o futuro. Sua pedra literária angular preciosa é atemporal. Uma vez que nos aponta caminhos e nos lembra do amanhã e nossa responsabilidade com o porvir da democracia brasileira. Lembrar-nos do amanhã é um incensurável baluarte de luz; garantidor da justiça e das liberdades democráticas das futuras gerações. Porque, graças à luta e o sacrifício pessoal pela democracia, de milhões de brasileiros e brasileiras, e de famílias como a de Rubens Franken, “ainda” faz sol no coração do Brasil! (Jesus Iroci Couto Carrasco, no Pósfácio)
Repercutimos importante lançamento do Livro “Ditadura, Lei da Anistia e Golpismos: Histórias e reflexões” do autor Rubens Franken, em novembro de 2025.
Segue texto Prefácio, assinado por Júlio Francisco Caetano Ramos.
Prefácio
Recebi a difícil e honrosa missão de prefaciar a obra do meu querido amigo Rubens. Ser humano notável que soube mitigar as agruras sofridas ao longo da vida, em especial dos anos de chumbo da ditadura militar.
Ao ler (e reler) sua obra, sinto um ser preocupado com a vida, com a história e principalmente com a justiça. Escrever é algo notável. Admiro quem tem a capacidade (e a coragem) de redigir a vida, construir em narrativas as experiências vividas criando um legado para eternidade. Escrever é participar do processo de produção do futuro, por isso escrever é produzir tempo e memória.
O livro é uma sucessão contínua de instantes nos quais se desenvolvem eventos; é a complexa observação da realidade a partir da diferença entre passado e futuro construindo o futuro; escrever é transformar emoções em palavras; escrever é ato de generosidade com a condição humana. A obra consiste num relato emocionante sobre o Brasil, ligando de forma multidimensional o passado com o presente e suas projeções para o que está por vir. O passado nos afeta tanto quanto o futuro.
Em minhas caminhadas, e ao ler a obra de Rubens, lembro de uma expressão da religião africana: “Exu matou um pássaro ontem, com uma pedra que jogou agora.” O ser humano é produto de suas experiências. Partindo de uma saga de família, a obra aborda situações recentes que afetaram o destino de muitas famílias que não se calaram diante do arbítrio e das injustiças advindas do golpe militar de 1964. A Lei da Anistia de 1979 é retratada na obra sob diversos aspectos.
As múltiplas faces da anistia suscitadas pelo autor desvendam a complexa teia de contradições que a referida lei cria ao tocar a vida de vários atores, que foram atingidos pela violência do estado de exceção. Não existe direito sem passado, sem memória, essa é a primeira proposta da obra, resgatar o passado. Também vemos esperança na obra como tentativa de construção do futuro como instrumento possível e necessário. Também se lê a necessidade do perdão.
A existência humana necessita do perdão. O perdão não quer dizer simplesmente esquecer, implica selecionar o que se vai esquecer, mas com a sensação de que o passado não se repetirá, eis o grande desafio lançado pelo Autor.
A leitura nos remete a nossa condição básica e fundamental, a condição humana, com todas suas diferenças, sofrimentos, angústias, dúvidas e felicidade (s).
Nascemos pelo caos da aventura biológica; na morte, participamos da absoluta e inexorável tragédia cósmica. O ser mais corriqueiro, o destino mais banal participa dessa tragédia e dessa aventura e cada passagem da obra nos impõe essa reflexão, a finitude e a impermanência humana.
O livro é obra de coragem, mas, acima de tudo de paixão. Paixão que se manifesta em cada parágrafo. Impulso que se manifesta independentemente da consciência e da vontade do Autor, que sofre dele um efeito cuja causa não domina totalmente, descrevendo a dor de nascer, viver e perecer. A obra nos faz conhecer o humano, muitas vezes esquecido, sem separá-lo do mundo, mas situá-lo nele. Nos remete as clássicas e necessárias perguntas: Quem somos nós? Onde estamos, de onde viemos, para onde vamos? Qual o sentido de nossa efêmera existência? A saga do Autor – Rubens, ao expor sua vida, sua família e sua história, nos iguala e aproxima e, mesmo com todo sofrimento imposto e vivido, sentimos sua força individual. Fala do passado, do presente, do futuro, do perdão, da memória e, do mais importante: da força que a paixão de viver produz dentro de cada um.
Autor: Júlio Francisco Caetano Ramos. Advogado e Professor.
Os capítulos se organizam como um diálogo: convidam o leitor a pensar, sentir, lembrar, e, acima de tudo, a questionar. Qual o peso do esquecimento? O que ainda nos ameaça hoje? É possível seguir em frente sem nomear o que nos feriu? Este livro é, portanto, uma importante contribuição para os campos da história, do direito, da ciência política e da educação. Um instrumento de reflexão para leitores atentos às ameaças à liberdade e às oportunidades de fortalecer uma democracia verdadeiramente inclusiva, justa e consciente de sua trajetória.
Uma obra para quem se dispõe a caminhar pelas sombras com a esperança de reencontrar a luz.
Parabéns, Rubens.
(Texto do Editor – Mauro Carreiro Nolasco)
Sobre o livro

DITADURA, LEI DA ANISTIA e GOLPISMOS: Histórias e Reflexões. ISBN 978-65-86274-71-4 – Editora Parthenon – Niterói –RJ . 158 p. 23 cm – 1ª. Edição – 2025.
Contatos e vendas pelo WhatsApp 53 9 9971 8055: Valor R$ 38,00 + taxa de entrega pelos Correios, em qualquer endereço para todo o Brasil, R$ 10,00. Pagamento por PIX.


Edição: A. R.











Gratidão por divulgar minha obra. Um fraternal abraço 🤗
Gratidão por divulgar minha obra. Um fraternal abraço 🤗
Nesses tempos obtusos, seu texto mais do que do passado, nos fala do presente e dialoga com o futuro. Sua pedra literária angular preciosa é atemporal. Uma vez que nos aponta caminhos e nos lembra do amanhã e nossa responsabilidade com o porvir da democracia brasileira. Lembrar-nos do amanhã é um incensurável baluarte de luz; garantidor da justiça e das liberdades democráticas das futuras gerações. Porque, graças à luta e o sacrifício pessoal pela democracia, de milhões de brasileiros e brasileiras, e de famílias como a de Rubens Franken, “ainda” faz sol no coração do Brasil! (Jesus Iroci Couto Carrasco, no Pósfácio)