Testemunhos de um jovem casal de catequistas

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Testemunhamos a dedicação e compromisso atuante de um jovem casal de catequistas da Paróquia Santo Antônio, Bairro Petrópolis, Passo Fundo, RS ao longo dos últimos quatro anos. Resolvemos entrevista-los para que possam comunicar a sua experiência como catequistas e nos ensinar sobre esta nobre missão que assumiram junto à Igreja Católica.

Ser catequista é cumprir um ministério dentro da Igreja Católica, Apostólica e Romana. Para além dos conhecimentos específicos da fé cristã católica, os catequistas dedicam-se ao anúncio da Palavra de Deus e à formação inicial na fé de crianças, adolescentes e jovens na sua caminhada e amadurecimento espiritual.

Papa Francisco instituiu oficialmente o ministério do catequista em 2021, recordando que são “homens e mulheres chamados a expressar sua competência no serviço da transmissão da fé, que se desenvolve através de diferentes etapas e modalidades”.

Anuar Battisti, Arcebispo Emérito de Maringá (PR), afirma que “ser catequista exige um coração apaixonado por Deus e pelo próximo. O catequista é alguém que acolhe, escuta, acompanha e orienta. Ele se torna presença amiga e referência de fé para crianças, jovens e adultos que buscam aprofundar a vida cristã. Sua missão é particularmente importante em um tempo marcado pela indiferença religiosa, pelo relativismo e pelas crises de sentido que atingem tantas famílias”.

Atualmente, catequistas enfrentam desafios grandes como a falta de tempo das famílias, a competição com as tecnologias digitais, como também, muitas vezes, a desvalorização do próprio ministério. Catequistas devem ser criativos, perseverantes e cheios de esperança, para anunciar Cristo de forma fiel e atraente.

Testemunhamos a dedicação e compromisso atuante de um jovem casal de catequistas da Paróquia Santo Antônio, Bairro Petrópolis, Passo Fundo, RS ao longo dos últimos quatro anos. Resolvemos entrevista-los para que possam comunicar a sua experiência como catequistas e nos ensinar sobre esta nobre missão que assumiram junto à Igreja Católica.

Segue entrevista de Guilherme Varela Gomes e Luana Patrícia Valandro, Catequistas da Paróquia Santo Antônio e membros da Coordenação do Cursilho Jovem da Arquidiocese de Passo Fundo.

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Como, quando e porque resolveram ser catequistas?

Nós nos sentimos chamados no final de 2020 a servir. Estávamos um pouco afastados das atividades da Igreja e comunidade e vimos na catequese uma oportunidade de reencontro.

O que mais os desafia na missão de educar crianças, adolescentes e jovens na fé cristã?

Cremos que um grande desafio é, justamente, manter a atenção da criançada ao longo do encontro. Então, isso exigiu que tivéssemos criatividade para pensar e agir fora da caixa, sem perder o foco nos conteúdos importantes. Procurados ensinar com leveza, humor e fé.

O que mais os realiza na missão de educar crianças, adolescentes e jovens na fé cristã?

O que nos realizou nessa missão foi ter a oportunidade de fazer com as crianças entendessem o seu papel no mundo à igreja. Eles são atores da mudança e transformação. Por isso, ao ver a evolução deles, seu autoconhecimento e a vontade fazerem a diferença, foi fantástico.

Como percebem a fé e a espiritualidade das crianças, adolescentes e jovens atualmente?

 A fé deles foi se construindo ao longo da caminhada. Mas nos surpreendeu muito, quando fazíamos questionamentos sobres a origem do universo, aborto, ressurreição, vida eterna, milagres. Todas elas acreditavam no Deus que professamos. Isso é um alento, pois, certamente, irão continuar na caminhada cristão e serão jovens e adultos diferenciados para a sociedade.

Nas suas percepções, qual é a importância da catequese na vida das crianças, adolescentes e jovens e na vida das famílias destes?

A catequese é ponto fundamental. Embora seja um período curto, ela ajuda no crescimento e conhecimento espiritual e, nisso, a família tem importância central, pois é em casa que a fé dever ser praticada. A catequese sempre faz esse convite.

Em quatro anos de caminhada, preparando crianças e adolescentes para a Eucaristia bem como para a Confirmação (Crisma), o que destacariam nas suas vivências de transmissão da fé?

Destacaríamos que pudemos partilhar grande parte a juventude deles e mostrar o Cristo, amigo e salvador, para eles e ver que eles entendem que Jesus está sempre próximo, deu sentido todo especial para continuar nessa missão de evangelizar pela catequese.

Qual é a metodologia que utilizaram para manter as crianças e adolescentes na disposição pelo aprendizado da fé cristã?

Nós tínhamos um material como guia, então seguimos essas orientações, porém, usamos do diálogo, da contação de histórias, comparações, humor, músicas, atividade práticas. Fizemos isso para que manter a atenção e ter certeza de eles compreendem tudo. Cremos que conseguimos atingir tal objetivo. Um ponto, muito forte que usamos, foi fazer com eles sempre refletissem sobre si mesmos.

Qual é a importância da formação mensal que os catequistas desta paróquia recebem mensalmente?

A formação continuada é importante. Quem não estuda, não se aprimora, fica parado no tempo. A Luana e eu também somos do Cursilhos Jovem, isso nos instiga a sempre estar buscando o estudo, em especial as orientações do Catecismo e documentos da Igreja.

O que mais gostariam de destacar?

Não é nada fácil ser catequista. Mas é uma missão memorável, pois temos a oportunidade de fazer com as crianças não sejam meros repetidores, mas que sejam verdadeiros atores da construção do Reino de Deus e de um mundo melhor.

Fotos: Arquivo pessoal de Luana Patrícia Valandro.

Edição: A. R.

1 COMENTÁRIO

  1. Obrigado por tudo e por tanto, Guilherme Varela Gomes e Luana Patrícia Valandro, Catequistas da Paróquia Santo Antônio e membros da Coordenação do Cursilho Jovem da Arquidiocese de Passo Fundo.

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