Jesus: a síntese perfeita

123

Em Cristo, não há separação entre fé e vida, entre pensar e viver, entre crer e existir. Ele é a síntese perfeita porque é o ponto onde o eterno toca o tempo, onde o invisível se faz carne, onde o amor se torna história.

Em Cristo encontramos a síntese perfeita entre fundamento, essência e existência.

Ele não é apenas alguém que aponta uma direção; Ele é o próprio chão sobre o qual pisamos. Não é apenas quem ensina sobre a vida; é a própria vida pulsando no íntimo do ser. Não é apenas quem diz a verdade; é a verdade que sustenta tudo o que é.

Quando afirmou ser o caminho, a verdade e a vida, Jesus não estava oferecendo três conceitos desconectados, mas revelando uma realidade indivisível. Caminho é fundamento, aquilo que sustenta nossos passos e dá direção ao movimento. Verdade é existência, aquilo que permanece quando todas as ilusões se desfazem. Vida é essência, o sopro interior que nos faz ser quem somos.

O apóstolo Paulo declarou, em Atos dos Apóstolos 17:28, que “nele vivemos, nos movemos e existimos”. Essa afirmação ecoa como uma chave ontológica e espiritual. Nele vivemos, nossa essência encontra sentido, propósito e pulsação. Nele nos movemos, nossos passos deixam de ser erráticos e passam a ter direção e fundamento. Nele existimos, nossa própria realidade deixa de ser fragmentada e encontra coerência na verdade que não se desfaz.

Cristo é o fundamento que impede o colapso, a essência que impede o esvaziamento e a existência que impede o absurdo. Fora dele, o ser se fragmenta; nele, o ser se integra. Fora dele, buscamos identidade em máscaras; nele, descobrimos quem sempre fomos chamados a ser.

Em Cristo, não há separação entre fé e vida, entre pensar e viver, entre crer e existir. Ele é a síntese perfeita porque é o ponto onde o eterno toca o tempo, onde o invisível se faz carne, onde o amor se torna história.

Nele, fundamento não é rigidez, é segurança.

Essência não é abstração, é vida pulsante.

Existência não é acidente, é propósito.

E assim, ao nos ancorarmos nele, deixamos de apenas sobreviver, passamos a existir com sentido.

Autor: Hermes C. Fernandes. Também escreveu e publicou no site “Do Cristo genérico e do Cristo autêntico”: www.neipies.com/do-cristo-generico-e-do-cristo-autentico/

Edição: A. R.

DEIXE UMA RESPOSTA