Deus! Salve-nos, com urgência, da maldade dos homens que você enviou para nos salvar”

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Será que os deuses que estão em guerra? O Deus Persa está em crise?  Alá está temeroso?  Não deu tempo para armar sua população?  Serão massacrados?  Seus mísseis estão superados?  Ou será que para calar uma população inteira e subjugá-la por anos esqueceram de limpar as outras armas!

As grandes empresas que fornecem mísseis, seus CEOs, suas negociatas com os governos de guerra que os compram, sim, eles nunca estiveram tão felizes.  Pedidos que não param de chegar, encomendas inesperadas de última hora, demandas fechadas e programações de novas cargas. A morte encomendada!

Como será que é negociar mísseis de última geração, os que matam mais e melhor?  Como será a consciência dos que apertam o último parafuso de foguetes que, sabidamente, levantam voo para matar? Dormem todos tranquilos?

Estamos na iminência de mais uma guerra?  Depende.

Uma guerra entre os homens, estes pobres homens que decidem em que lugar haverá explosões, já começou. Ou estamos falando de uma guerra entre deuses?

Sim, o nosso deus ocidental está ganhando todas. Há uma engenharia atualizada, uma precisão milimétrica entre os mísseis do deus que está lutando pelo ‘nosso lado’ e do Deus dos outros, que não é cristão.

Há pessoas felizes, ‘honradas’, dotadas de capacidade incomum de destruição para o nosso deus, que sempre gostou de matar e que se nutre da morte e por ela comanda os povos.  Há milhares de anos é assim:  em seu nome, pela sua causa, os homens vêm se matando e se aniquilando. É o deus que ouvimos na narrativa; _faça segundo a sua vontade.

Se bem que desde o Império Romano e sua decadência, passando pelas cruzadas e pelos descobrimentos portugueses e espanhóis, em nome desse mesmo deus, matou-se mais do que em todas as guerras somadas.

Desprezamos o Deus alheio porque achamos que há somente o nosso: daí que nossos mísseis têm a sua bênção.  Não é e nunca foi em nome da liberdade.  Sempre foi em nome do poder e seu deus, na verdade, com d minúsculo, e sua narrativa obtusa de que é único, e, em seu nome, vale invadir, depredar, esmagar e trucidar.  Crianças, inclusive. Mata-se para prevenir.

Não há chances de nos salvar, se deus enviou criminosos para salvar o mundo… Tudo será destruído, com o devido amparo de alguns versículos bíblicos; não teremos a mínima chance de sobreviver lendo somente o Antigo Testamento.

Assista: https://youtu.be/9x7FGbW3IVc?t=114

Se você nasceu vizinho a qualquer destes predestinados na Terra, que pensam serem escolhidos, você será invadido; pelo menos ameaçado.

Na Casa Branca, já vimos orações e mãos dadas, enquanto em sua fronteira, pais são separados dos seus filhos, pelo simples fato de escolherem um país melhor para viver e não morrer pelo tráfico. Uma escolha nada divina:  morrer por gangues no quintal da América esquecida ou morrer na sua fronteira. 

Que deus é este que separa crianças de seus pais, pelo simples fato de emigrarem?  Que deus cruel e sádico que atende os seus filhos em oração, no centro do seu poder, para em seguida permitir que famílias sejam destroçadas em suas beiradas?

Quanta maldade, quanta injustiça em um só mandato em nome de deus: programas de ajuda cancelados, socorro aos países que sempre precisam de assistência, muitos ainda secando suas feridas causadas pelos mesmos cristãos em movimento. Quanta dor e desesperança por estes homens enviados por deus para nos salvar. E, agora, mais guerra!

Será que os deuses que estão em guerra? O Deus Persa está em crise?  Alá está temeroso?  Não deu tempo para armar sua população?  Serão massacrados?  Seus mísseis estão superados?  Ou será que para calar uma população inteira e subjugá-la por anos esqueceram de limpar as outras armas!

Há uma outra pergunta ainda: para crianças indefesas seria preciso bombas tão grandes?  Porque poderiam economizar em letalidade e conteúdo; elas morrem de qualquer forma. Ou explodindo suas cabeças pequenas por mísseis abençoados, por homens malditos que falam em nome de deus; ou por abandono e fome. Na Guerra, o pavor do olhar de uma criança deveria valer mais que todo o arsenal do país agressor.

Quem faz a guerra não vai para guerra.  Possivelmente seus filhos estão protegidos. Os filhos dos outros é que vão.

Os que morrem não terão a chance em falar dos seus motivos reais. Os que sobrevivem sim: terão a sua oportunidade de mentir e construir suas narrativas.

Afinal, desde Herodes, esse deus tem passado a mão na cabeça de homicidas e infanticidas, e quase nada lhes acontece.  Um míssil errado, uma escola explodida e o que se ouve é que foi dano colateral.  A escola e seus alunos estavam no lugar errado. Ou será que matar crianças é uma estratégia para que não se tornem adultos incômodos? Terroristas!

Até quando?

Até o dia em que Deus desmascarar a humanidade e seus criminosos, eleitos pelo voto com a incumbência de levar a ‘pax cristã’ ao resto do mundo. Não é por acaso que vemos templos religiosos com a bandeira do país estampada. Não é sede de fé; é fome de poder.

Deus nos salve de tais homens. 

Que a paz na Terra nos seja dada pela graça do verdadeiro Deus e sua vontade, mas que Ele nos ouça e nos ajude a tapar a boca dos acham que podem falar e matar em seu nome.

Assim pedimos!

Leia também: www.neipies.com/steve-cutts-arte-reflexiva-sobre-comportamentos-humanos-na-cultura-atual/

Autor: Nelceu Zanatta. Também escreveu e publicou no site “O fim da empatia é o fim da civilização”: www.neipies.com/o-fim-da-empatia-e-o-fim-da-civilizacao/

Edição: A. R.

1 COMENTÁRIO

  1. Do autor Nelceu Zanatta:
    Até quando?

    Até o dia em que Deus desmascarar a humanidade e seus criminosos, eleitos pelo voto com a incumbência de levar a ‘pax cristã’ ao resto do mundo. Não é por acaso que vemos templos religiosos com a bandeira do país estampada. Não é sede de fé; é fome de poder.

    Deus nos salve de tais homens.

    Que a paz na Terra nos seja dada pela graça do verdadeiro Deus e sua vontade, mas que Ele nos ouça e nos ajude a tapar a boca dos acham que podem falar e matar em seu nome.

    Assim pedimos!

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