A escola é uma família gigante.
Quanto mais pessoas mal humoradas tiverem
nessa “família” maior será a probabilidade de termos
um ambiente tenso e pouco propício para a aprendizagem.

 

Vivemos em uma sociedade em constante transformação, tanto no mundo do trabalho como nas relações interpessoais, ou seja, nas relações familiares, escolares, de trabalho ou de comunidade.

Neste mundo “moderno” e conturbado além de ser competente profissionalmente, desempenhando com eficiência suas atribuições, também se faz necessário ser competente nas relações com seus pares, mantendo uma postura que seja benéfica para o grupo, para a coletividade. É aí que entra o Bom Humor.

Pesquisas recentes apontam que o senso de humor é importante para a ascensão profissional e que um bom estado de ânimo é sinônimo de inteligência emocional e competência.

 

 É importante ressaltar uma coisa, gente: bom humor não é sinônimo de piada ou uma qualidade de pessoas engraçadas. Às vezes, esse comportamento, o de ser engraçado, pode ser carregado de sarcasmo, ironia e até intenções maldosas. (Programa Bom Humor, Atitude Jovem SO1E15).

 

O bom humor no ambiente de trabalho deixa o clima mais leve, harmonioso e evita doenças causadas pelo estresse.

Como já dito no parágrafo inicial, o bom humor também é determinante no convívio com familiares. Eu diria em especial no convívio com o cônjuge e com os filhos.

Xico Xavier psicografou:

“A sua irritação não solucionará problema algum…

As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas…

Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.

O seu mau humor não modificará a vida…

A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre bons e maus…

A sua tristeza não iluminará caminhos…

O seu desânimo não edificará a ninguém…

As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade…

As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você…

Não estrague seu dia.

Aprenda, com Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem!

 

Assim como esta mensagem, muitas outras nos alertam para a necessidade de desenvolver e manter o bom humor. É evidente que só podemos externalizar o que temos e cultivamos dentro de nós, portanto, se a alegria de viver não é nata de cada indivíduo, faz-se necessário desenvolvê-la para o nosso próprio bem e pelo bem do outro.

Se pararmos para pensar nos relatos feitos por pessoas do nosso círculo de amizades ou vínculos de família, identificamos facilmente que muitas brigas de casais, por exemplo, iniciam pela falta de humor, pela intolerância e por se levar muito ao pé da letra tudo o que é dito pelo companheiro.

O que agrava ainda mais a situação é o fato de que essa rusga afeta também o humor dos filhos que também entram nesse círculo e acabam levando isso para a sua rotina. Quero, com isso, dizer que temos responsabilidade pelo tipo de humor que cultivamos.

No ambiente escolar, o mesmo se repete. Costumo dizer que a escola é uma família gigante. Quanto mais pessoas mal humoradas tiverem nessa “família” maior será a probabilidade de termos um ambiente tenso e pouco propício para a aprendizagem.

Tanto na sala de professores como nas salas de aula, é impressionante como uma pessoa negativa consegue contaminar quem está a sua volta. Para a pessoa que sofre com essa falta de “alegria de viver”, os dias são intermináveis e o trabalho ao invés de ser um momento de construção, de produtividade e realização pessoal, se torna um castigo.

Alfred Montapert, autor de várias obras, entre elas “ A Suprema Filosofia do Homem” dá a sua contribuição sobre o assunto dizendo:

“O bom Humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com a esperança e de esperar o melhor e não o pior”.

Esse pensamento reflete bem a diferença entre o ser bem humorado e o mal humorado. Um consegue sempre tirar proveito de toda e qualquer situação por mais difícil que ela seja enquanto o outro sempre consegue colocar defeito até naquilo que, para a maioria, beira à perfeição.

Embora eu não seja nenhuma especialista no assunto do humor, me permito fazer essas considerações baseadas em vivências, em especial, no contexto escolar. É incrível como a forma de se chegar à sala de aula, como fazemos a primeira abordagem ao aluno e até a forma como os cumprimentamos é capaz de definir dinâmica e o clima da aula toda.

A crítica à pessoa mal humorada, seja colega, professor, “educador”, da merenda ou da limpeza não é incomum. Isso nos sugere pensar que toda pessoa espera do outro, independente da sua função, um olhar e uma atitude agradável.

Me atrevo dizer que bom humor é sinônimo de amor. A pessoa que desenvolve a prática do bom humor consegue olhar quem está a sua volta com paciência e generosidade tendo condições de transformar um momento qualquer em um momento feliz. Isso para mim é amor!

Conheci pessoas que trabalham na área da saúde e que relatam como experiências lúdicas desenvolvidas por pessoas com senso de humor conseguem melhorar a condição de pacientes e até reduzir o tempo de tratamento de muitos.

Em alguns hospitais já existe a prática das “invasões de alegria, onde atores amadores e voluntários vestidos de palhaços-médicos fazem intervenções que ajudam na aceleração da recuperação e também motivam os familiares. E isso não é amor?

Acho importante retomar que se o bom humor não é característica nata de todo ser humano, é possível sim desenvolver essa prática, para tanto é necessário o esforço diário de se autoanalisar, de refletir sobre nossas atitudes e, sobretudo, compreender que o mau humor, a tristeza e a desesperança pode se tornar uma alavanca para problemas físicos e emocionais interferindo em todos os aspectos da nossa vida.

“Ele, o Bom Humor, também desperta o nosso sentido de sobrevivência e preserva a nossa saúde mental” (Charles Chaplin)

Rir é bom, é saudável e contagioso e é uma das manifestações do bom humor.

Quem sabe nos falte achar aquele tempinho para encontrar com amigos, com as pessoas que amamos e rir juntos. O riso compartilhado torna as pessoas cúmplices e mais positivas em relação a si próprias, aos outros e ao mundo!

O bom humor não é solução para todos os problemas que assombram a humanidade, mas pelo menos se sabe que ele é capaz de minimizar os conflitos e tornar ambientes e situações mais leves.

Então, vamos lá…
Praticar o bom humor!
Por você…
Por mim…
Por nós!

De mala leve, a sua viagem será muito mais alegre e feliz porque a felicidade não é uma coisa grande e pesada. A felicidade é um monte de coisinhas que nos tornam mais próximos uns dos outros, mais companheiros, satisfeitos com aquilo que temos e, sobretudo, com aquilo que somos! (Rosane Rupolo Mendes)