Os profissionais da psicologia devem cuidar
das relações entre técnicas, máquinas e humanos.
Para ampliar impacto social, a psicologia deve
definir com mais clareza o seu problema, bem como
propor intervenções adequadas para o tratamento do mesmo.

 

A Psicologia como área do conhecimento e como ciência aplicada pode se adaptar e provocar mudanças significativas na sociedade do século XXI. O avanço desta área deve trazer contribuições para situações conflituosas das dimensões subjetivas e sociais, que se apresentam como problemas para a humanidade.

As forças produtoras de mudanças psicológicas e sociais estão sendo compostas por pessoas com maior desenvolvimento cognitivo, que devem desenvolver e cuidar da dimensão mental, afetiva e humana. Esta inteligência advém do conhecimento produzido, especialmente no século XX, pelo modelo apoiado na matéria, com descobertas da constituição e funcionamento da energia.

Paralelamente, a psicologia apesentou descrições revolucionárias das relações entre pensamento, mente cérebro e corpo. As relações e a sintonia mais adequada entre estas dimensões é um ponto de partida importante e está no horizonte da psicologia.

Em uma sociedade ideal (utópica) para o século XXI, as pessoas são educadas pelo reforço do que é positivo. Para isto, se faz necessário aperfeiçoar a democracia, nos sistemas de gestão de escolas e empresas, sejam públicas ou privadas. Para ser bem sucedida a democracia depende da capacidade das pessoas tomarem decisões corretas.

Um dos temas a ser valorizado na capacitação dos profissionais da psicologia deve cuidar das relações entre técnicas, máquinas e humanos.

Para ampliar seu impacto social, a psicologia deve definir com mais clareza o seu problema, bem como propor intervenções adequadas para o tratamento do mesmo.

Neste foco deve estar incluída a responsabilidade dos profissionais responder as demandas sociais crescentes, nos cuidados com as pessoas. Nestes cuidados se incluem soluções que passam pelo convencimento, possibilitando opções por caminhos pacíficos e sustentáveis.

A psicologia tem potencial para ser uma das principais ciências, na escolha individual das pessoas, no método adequado para o aperfeiçoamento da democracia e nos cuidados afetivos.

Por mais mecanizados que humanos se tornem, por mais humanizadas que sejam as máquinas, não há perspectivas de que estas consigam satisfazer necessidades humanas. Dificilmente as máquinas saciarão, por exemplo, a necessidade de afeto, de amor e de sexo, dentre outras.

O ser humano do futuro, provavelmente, será alguém com mais inteligência e com menos contato com outros seres humanos. Esta restrição aos espaços de convivência humana apresenta, entre as consequências, um espaço privilegiado para a psicologia, incluindo a necessidade de aperfeiçoar a sintonia entre o desenvolvimento cognitivo e emocional.

 

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Israel Kujawa
Professor universitário e da rede pública estadual.