Grande maioria dos nossos políticos (as) eleitos,
em todas as esferas de poder (Planalto, Congresso, Palácios,
Assembleias, Prefeituras e Câmaras de Vereadores) se autoproclamam
seres diferentes, superiores e intocáveis. Não são como os demais
membros da sociedade brasileira. Não é á toa que
transformaram a corrupção em algo banal.

 

O escárnio da deputada federal Cristiane Brasil [PTB], indicada ao Ministério do Trabalho pelo seu degenerado pai e bancado, ao menos até o momento, pelo corrupto governo Temer, é um fiel retrato do covil congressual brasileiro. No mínimo uns 70% dos congressistas são do naipe da eventual futura Ministra. Mas nem todos escancaram sua essência como ela fez no vídeo.

O surpreendente não está localizado na perfidez do vídeo. Grande maioria dos nossos políticos (as) eleitos, em todas as esferas de poder (Planalto, Congresso, Palácios, Assembleias, Prefeituras e Câmaras de Vereadores) se autoproclamam seres diferentes, superiores e intocáveis. Não são como os demais membros da sociedade brasileira. Não é á toa que transformaram a corrupção em algo banal.

O fato da deputada federal Cristiane Brasil elaborar um vídeo com forma e conteúdo Dionisíaco em sua defesa não é, definitivamente, determinante para nossa indignação coletiva. Não foram, segundo eles (as), eleitos para respeitar a vontade do eleitorado.

 

Líder do governo Temer Darcísio Perondi diz que é impensável e impraticável um juiz decidir sobre quem o governo quer nomear ou não como seu ministro. Confira na reportagem.

Veja mais.

 

O importante à corja política encastelada na praça dos três podres poderes é garantir seus interesses, privilégios e manter sua extravagante luxúria. Para eles [as] o povo é só um detalhe.

Enquanto nossos governantes e representantes parlamentares, de cima a baixo, não nos respeitarem, temos o direito de defender a desobediência civil. Não reconhecemos aquele canalha como presidente, não reconhecemos aquele congresso de mafiosos como nossos representantes e não reconheceremos a Cristiane B. como ministra. Este motivo é determinante para nossa indignação coletiva.

A beleza dos versos de Maiakovsky, encharcado de dor e esperança, no poema em homenagem à perda, meses antes, de seu amigo Serguei Iessienin, cabe como uma luva a realidade política brasileira: “Por enquanto, há escória de sobra. O tempo é escasso, mãos à obra. Primeiro, é preciso transformar a vida, para cantá-la em seguida. Para o júbilo o planeta está imaturo. É preciso arrancar alegria ao futuro”.

E iremos arrancar, organizados, mobilizados e na luta, com as nossas mãos, alegria ao nosso futuro. Fora Temer e sua corja de ministros. Fora aquela pacotilha congressual. Vamos à luta!