Dostoiévski já dizia: Se Deus não existe, tudo é permitido.
Somos produto de uma mentalidade que caminha em desconstrução.

 

A polêmica exposição patrocinada pelo Santander Cultural, em espaço nobre em nossa capital, é apenas a ponta de um iceberg de uma sociedade em busca da desconstrução.

O desrespeito e ultraje à fé cristã e católica, em tom abusivo, numa apologia e incentivo à pedofilia, zoofilia e orgias sexuais são batizadas de cultura contemporânea e pluralista, sob o pretexto da defesa dos direitos de opção sexual.

A exposição “artística”, agressiva e enfadonha, fere diversos artigos da Constituição Brasileira. Chamam de arte a deturpação da sociedade.

O que torna preocupante é que isso não é apenas um fato isolado, mas reflexo de uma mentalidade e organização global, onde se quer abolir a ética, a moral, a família e a fé, em nome da liberdade e do pensamento pós-moderno.

Para destruir a sociedade, tem que se desumanizar o homem, maculando sua essência mais genuína. A ideologia do gênero, propagada como um bem e antídoto é o veneno de nosso século. É rebeldia da criatura contra o Criador.

Se defendemos a família tradicional, composta de um varão e de uma mulher, com seus filhos gerados desse amor abençoado, estaremos hoje sendo acusados de homofóbicos.

Se nas escolas defendemos o dia dos pais e das mães, estaremos sendo preconceituosos e unilaterais.

Se pregamos nas igrejas a existência única de dois gêneros, como Deus fez e a ciência comprova, somos acusados de discriminatórios, retrógados, fora da modernidade e dos direitos alheios. Os programas educacionais promovidos e exigidos pelo MEC nas escolas, divulgando a ilusória ideologia do gênero, são abusivos e ferem o pudor e o respeito ético, na mais tenra idade.

 

Reações, polêmicas e ponderações

Jones Rossi é editor do Ideias em texto “Seis coisas sobre a exposição no Santander Cultural” enfrenta a polêmica e faz importantes ponderações como esta:

“O boicote promovido por grupos religiosos e civis contra o Santander tem toda a validade e mostra a maturidade de uma democracia na qual as pessoas podem se manifestar pelo que acreditam. Além disso, o Santander, por sua vez, tinha a possibilidade plena de continuar com a exposição, se assim quisesse. Já contra a censura promovida pelo Estado não há nada a ser feito.  Existe outro ponto que diferencia a censura do boicote. Quando o estado censura, é arbitrário. Quando qualquer grupo promove um boicote, sabe que pode dar errado, não existe garantia prévia de que o boicote funcionará. Há vários exemplos do lado oposto ter se movimentado e ter sido bem-sucedido no contra-ataque”.
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 Nota da Arquidiocese de Porto Alegre sobre a exposição Santander

“É urgente combater o preconceito e a discriminação em todas as suas manifestações. Nesse sentido, em nome da pluralidade e do respeito às minorias, temos assistido ataques discriminatórios à cultura judaico-cristã que contribuiu na formação cultural do ocidente. Eliminar as dificuldades jamais pode significar desrespeitar o outro e suas crenças, especialmente porque, ao se tratar do imaginário simbólico da fé, entra-se num campo delicado de significados e sentidos que a ninguém é dado o direito de desprezar. Em tempos de terrorismo e intolerância, não se constroem pontes com agressão e desrespeito pelo o que é mais íntimo e sagrado no outro: sua fé e seu corpo”.
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Professor Salah H. Khaled Júnior defende que fechamento da exposição foi criminalização

“Não vejo sequer fumaça de incitação à violência ou preconceito deliberado contra outro grupo social ou religião na mostra, muito menos de criação de uma exposição ou obra de arte especificamente com tais intenções. Fora desse limite, estamos diante de tentativas de imposição da moral de um grupo ou pessoa aos demais. Há precedentes históricos. Já queimamos bruxaslivros e histórias em quadrinhos. Talvez não tenhamos avançado tanto quanto se supunha”.
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Em nome da liberdade de opção sexual, se fere as crianças na sua genuína alma infantil, criando feridas indeléveis, de uma sociedade que caminha para a morte.

Os que se rebelam dessa falsa pedagogia, podem ser até condenados, como provavelmente, agora nessa minha posição.

Perdemos infelizmente a linha divisória, porque abolimos quem a faz: Deus.

Dostoiévski já dizia: Se Deus não existe, tudo é permitido. Somos produto de uma mentalidade que caminha em desconstrução.